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História Drowning in Blue - 2 - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Chapter 6 - A vida as vezes nos prega peças


(...)

A vida é uma coisa muito louca, penso comigo mesma. Há dois anos e meio atrás eu e Rafael nos conhecíamos em um hotel a beira mar, nossa conexão foi imediata e quase que instantaneamente eu me apaixonei por ele. Tivemos problemas quando Teddy me agarrou na balada e eu meio que desisti de nosso relacionamento por medo de sofrer na hora de ir embora. Dou risada sozinha, amargurada, lembrando da minha inocência, achando que ignorar Rafael iria apagar o que senti por ele. Realmente é algo risível, uma vez que fazer isso só deixou ainda mais intensa a nossa relação.

Suspiro, olhando ao meu redor. Depois de Rafael ter me pedido em casamento tudo foi um mar de maravilhas. Até agora.

Meu celular toca novamente e eu desligo, mais uma vez. Minha cabeça não está muito interessada em desculpas sem fundamentos, provavelmente culpando alguém que estava apenas matando a sua vontade...

Olho pra baixo novamente. Estou sentada na beirada do terraço do meu apartamento, a uns 30 metros do chão com as pernas abanando para bem longe de qualquer coisa que possa sustenta-la.

Em minha cabeça passa alguns momentos bons que tive com Rafael e meu coração aperta novamente, lembrando do nosso primeiro beijo na cobertura de Nick. Lembrando de nossa primeira noite juntos também em Balneário.

Sinto algumas lágrimas caírem prédio abaixo, muito perto do que seria um fim simples e rápido a toda aquela agonia que estava sentindo.

Você não está entendendo? Bom, vou explicar o que aconteceu.

(1 semana antes)

Rafael andava estranho comigo, as vezes sumia por longos períodos onde não atendia o celular e nem nada. Não sou uma pessoa ciumenta mas toda mulher tem um sexto sentido muito aguçado, e o meu estava simplesmente berrando em minha cabeça para ver o que estava acontecendo. Bom, comecei a discretamente investigar.

Ligações aqui, ligações ali e cheguei em um nome, Flávia Sayuri. Uma moça muito bonita, com olhos cor de mel e ex-namorada e Rafael. Até aí tudo estava bem, só mais um namoro que não deu certo e vida que segue, não é mesmo?

Não. Não é mesmo.

Na tarde de ontem Rafael novamente fugiu silenciosamente, mas dessa vez eu o segui em um Uber. O seu caminho consistiu em ir até a casa de Sayuri e ir com ela até uma clinica médica.

Depois que eles saíram, liguei fingindo ser a mãe da moça pra perguntar se o exame estava pronto.

- Não Senhora Sayuri, as imagens do ultrasson ficam prontas em 7 dias apenas. - A moça da clinica fala e meu coração quase para - Eu expliquei ao pai da criança que estava acompanhando o exame...

Desliguei o telefone, achando que aquilo já é o suficiente pra entender a situação. Eu e Rafael estamos a 1 ano e 8 meses juntos. E ela estava grávida, provavelmente no inicio da gestação.

Acho que isso explica como tudo terminou entre eu e ele. Sem gritos, sem escândalos e eu estava lutando com todas as minhas forças pra que fosse sem desculpas esfarrapadas. Apenas mandei uma mensagem dizendo que já sabia de tudo e que ele não precisava me procurar mais.

Suspiro novamente, sentindo o vento frio da noite me arrepiar enquanto estou sentada tentando pensar. Meu celular toca novamente, é Rafael. Clico para atender mas continuo em silencio.

- Laura? Laura, onde você está? - Ele pergunta, a sua voz parece desesperada.

Continuo em silencio

- Laura, por favor me deixa explicar o que aconteceu pelo menos... - Ouço ele chorar e algumas lagrimas escorrem pelo meu rosto, mas me mantenho em silencio

- Olha, eu sei a burrada que eu fiz... - Ele chora inconsolável no telefone - Eu sei que você não vai me perdoar mas quero que saiba que eu estava bêbado, foi na festa do aniversario do Teddy e eu acabei dando PT, não me lembro de nada...

Ouvir isso só faz eu me sentir ainda mais trouxa do que eu já sentia. Essa festa eu perdi por que estava trabalhando.

- Por favor Laura, não me deixe assim... Eu amo você e não quero te perder de novo... - Quase não consigo entender o que ele fala por causa das lágrimas.

O vento assobia ao meu redor e lentamente começa a chover. Desligo o telefone e sinto as gotas frias escorrerem por meu corpo.



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