História Drugs And Money - Imagine Min Yoongi - Capítulo 5


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Categorias Agust D / Suga, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Colegial, Drogas, Hetero, Hot, Imagine Min Yoongi, Romance, Sequestro, Você
Visualizações 43
Palavras 3.730
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 5 - Four


Fanfic / Fanfiction Drugs And Money - Imagine Min Yoongi - Capítulo 5 - Four


Suga caminhava sem pressa alguma pelas ruas mal iluminadas que ligavam sua casa à escola. O céu estava coberto por uma espessa camada de nuvens escuras, deixando o clima exatamente como ele gostava. Enquanto o vento gélido soprava ao seu redor, parecendo cortar suas bochechas, as cenas do fim da noite do dia anterior passavam incessantemente por sua cabeça. Não tinha intenção alguma de beijar S/N, apesar de achá-la extremamente atraente.

 Mas, no momento em que ouviu a sua acusação, que por sinal o deixara muito confuso, sentiu-se culpado por ignorá-la daquela maneira. Sabia que o que estava fazendo era para o bem de ambos, mas não esperava que aquilo fosse chegar a machucá-la.


Não estava nem um pouco acostumado a lidar com o sentimento dos outros. Na grande maioria das vezes ele não dava a mínima para o que os outros estavam sentindo. Mas S/N lhe pareceu tão... Frágil. Fora difícil para ele largá-la lá naquele jardim, desacordada no meio de todos aqueles riquinhos que com toda a certeza não moveriam um dedo para ajudá-la. Mas ele tinha de sair dali, tinha que fugir do bombardeamento de emoções desconhecidas que assolaram seu corpo com aquele beijo e o fim repentino dele.


Tragou mais uma vez o cigarro que levava em mãos e expirou a fumaça pelo nariz. O cigarro comum não estava ajudando nem um pouco sua mente a desligar-se de S/N. Apalpou os bolsos à procura de um baseado, mas apenas para encontrá-los vazios. Sentindo-se derrotado, tragou o cigarro mais uma vez, prendendo a fumaça em seus pulmões por um longo tempo, e desistindo de lutar contra seus pensamentos. 

Aquele beijo não fora como os outros que ele havia experimentado antes. Ele não sabia dizer se fora o fato de ela ser a única que pareceu realmente prestar atenção nele naquela cidadezinha de merda, ou então ter praticamente chorado por um mísero contato seu, que o fez achar que gostara mais do que o normal daquele beijo. A única coisa que sabia era que simplesmente não conseguia esquecê-lo. Aquele fora o melhor beijo que ele provara em toda a sua vida.


Vagava pelos corredores distraidamente e, ao parar em frente ao seu armário, lembrou-se do dia em que S/N o ajudou em meio ao desespero. Ele estava com as mãos trêmulas, prestes a entrar em um ataque de nervos pois precisava usar cocaína. Não conseguir abrir o armário havia o deixado mais nervoso ainda. Sentiu-se um pouco incomodado ao perceber que fora estúpido com S/N sem que ela merecesse realmente aquilo, mas seus pensamentos foram interrompidos pelo som ensurdecedor do sino, que invadiu todos os corredores de toda a escola. Respirou fundo, sabendo que caso se atrasasse novamente para alguma aula levaria suspensão, e pela primeira vez, estranhamente, não tinha vontade de sair de uma escola.

Bocejou longamente e mirou o relógio pendente na parede da sua sala de aula de Álgebra. Faltavam apenas três minutos para que o sinal batesse e ele fosse liberado. Precisava fumar urgentemente. Como se aquilo estivesse se tornando um hábito, a imagem de S/N invadiu sua mente mais uma vez, e ele quase sorriu ao lembrar-se mais uma vez do dia anterior. Ele não queria entender o motivo que a levara a perguntá-lo o porquê dele não gostar dela, o porquê de ter pedido um beijo seu, apenas havia gostado daquilo, do carinho, da atenção. 


O som estridente do sinal invadiu a sala, causando agitação em todos os alunos. Suga suspirou aliviado. Levantou-se rapidamente, entrando no corredor repleto de alunos desesperados para aproveitar seus poucos minutos de intervalo, assim como ele. Olhava para os lados como de costume. Após realizar tantas compras de drogas e ter que ficar alerta a qualquer coisa, estava de alguma forma acostumado a andar daquela maneira desconfiada. Parou de andar no momento em que vislumbrou a silhueta de S/N em frente a um armário. Sentiu algumas pessoas esbarrarem nele, mas aquilo não fazia a menor diferença. Sorriu de lado e, apesar de uma parte sua gritar dizendo-o para não fazer aquilo, caminhou lentamente na direção da menina.


A garota descansava a testa na porta de metal do armário, parecendo muito cansada. Suga ponderou se deveria ou não ir falar com ela depois de perceber aquilo, mas não pôde controlar-se ao perceber que a mesma estava travando um luta com o cadeado do armário.


“Se concentra que você consegue abrir, eu sei que você é boa nisso” ele disse, abrindo um sorrisinho enviesado no rosto ao que S/N olhava-o parecendo assustada.


Suga?” S/N disse surpresa ao ver a figura de quem menos esperava ao seu lado. Ela não tinha ido falar com ele naquele dia, e ele fizera aquilo por conta própria.


“Você tá legal?” ele perguntou com uma sobrancelha arqueada, surpreendendo a si mesmo por estar fazendo uma pergunta educada como aquela. Mas a verdade era que no exato momento em que seus olhos pousaram sobre a figura cansada da garota ele sentiu-se verdadeiramente preocupado com seu bem-estar.


“Eu? Acho que sim...” S/N respondeu um pouco confusa, já que seu cérebro não estava trabalhando muito bem naquela manhã.


“Ahn... É que ontem você não me pareceu muito bem...” Suga respondeu hesitante, num tom de voz baixo, incerto se devia ou não tocar no assunto da noite anterior.


“Ah sim...” S/N disse distraída, enquanto fitava o armário a esmo sem processar muito bem o que estava acontecendo ali. Porém, uma coisa pareceu surgir em sua mente, pois a mesma virou-se para o garoto parecendo ansiosa. “Suga, você sabe o que aconteceu ontem exatamente? Porque eu não lembro de nada depois que eu fiquei com você, e bem, hoje de manhã eu acordei na cama do Jungkook... Então eu fui perguntar a ele o que tinha acontecido, e ele me respondeu que havíamos dormido juntos. Eu sinceramente não acredito que tenha feito isso, porque sabe como é, eu sou virgem! Ou pelo menos era...” as palavras saíam de sua boca como se num vômito verbal, em que ela não media nada do que iria falar antes que a palavra já fosse modelada por sua voz. 

Assim que percebeu a expressão de espanto de Suga parou de falar imediatamente. Poucas eram as pessoas que sabia da sua virtude. E ela havia citado o beijo dos dois numa naturalidade tremenda.


“Eu.. Hum...” Suga ainda estava aturdido com a grande quantidade de coisas que S/N havia dito em um intervalo mínimo de tempo. Não sabia muito bem o que dizer, como reagir ao saber que ela lembrava do beijo dos dois. Aquele beijo que havia mexido tão estranhamente com ele. Porém, quando a informação de que Jungkook havia dito que dormira com ela afundou em sua cabeça, ele sentiu o calor subir para suas bochechas. Não por vergonha, mas por raiva. “O Jungkook o quê!?” bradou indignado, olhando para a garota como se não acreditasse que aquilo fosse verdade. Não tinha como tal coisa ter acontecido. Quando ele saíra da festa, deixara S/N deitada no gramado, descordada pelo efeito das drogas junto ao álcool. Agora se sentia verdadeiramente arrependido por ter abandonado-a daquele jeito, pois se ela e Jungkook realmente haviam dormido juntos como ele afirmara, a única maneira daquilo ter acontecido era se o garoto tivesse a estuprado. Sentiu as mãos tremerem levemente à simples suposição de tal absurdo ter acontecido.


“Espera aqui S/N, eu preciso ter uma conversinha com aquele filho da puta!” Suga disse com os dentes trincados, se afastando dela e indo atrás de Jungkook, que havia passado pelos dois segundos antes.


Suga cerrou os punhos e, assim que se aproximou suficientemente de Jungkook, o puxou pela mochila, jogando-o no armário sem qualquer resquício de delicadeza. Um ruído metálico se propagou por todo o corredor, chamando a atenção de todos que passavam por ali. Jungkook arregalou os olhos quando percebeu quem era o responsável por aquele ato. Suga não deu oportunidades para que ele se pronunciasse.


“O que você disse pra S/N, Jeon?” Suga perguntou entre dentes, enquanto um sorriso cínico surgia na face de Jungkook, fazendo com que a raiva do rapaz aumentasse.


“É o que, Min?” Jungkook falou com a voz abafada pela força que Suga fazia para que a gola da camisa apertasse seu pescoço. “Tá com raiva porque ela escolheu dormir comigo e não com você? Isso já era óbvio! Achei que você fosse só esquisito, não burro...”


“Cala a boca!” Suga quase gritou, assustando Jungkook e principalmente S/N, que assistia à cena surpreendida com a atitude dele. “O que você fez com ela e o que disse?” Suga tentava controlar-se, mas Jungkook não estava colaborando. O punho de Suga pedia para acertar o olho de Jungkook, e isso não iria tardar a acontecer.


“Você quer escutar o quê?” o garoto falou com a voz ligeiramente trêmula, mas ainda assim sem perder a pose de corajoso. "Eu e a S/N dormimos juntos depois da festa de ontem, e foi exatamente isso que eu disse a ela!” ao que ele disse isso ouviu-se um murmúrio geral, e S/N, que ainda assistia a cena chocada, teve que se controlar para não sair correndo dali por vergonha.


“Eu quero a verdade antes que eu me irrite com você, Jungkook. Você não transou com a S/N, ela não estava acordada o suficiente para poder fazer isso.” Suga dizia aquilo tentando se convencer com as suas próprias palavras. Enquanto ele encarava Jungkook, cenas da possível noite anterior foram surgindo em sua mente, fazendo seu sangue ferver como ele nunca havia sentido antes.


“Não sei se isso te conforta, Min, mas eu posso te garantir que ela estava mais do que acordada na minha cama!” Jungkook soltou uma risadinha, mas por mais que tentasse parecer convincente, os sinais do medo que estava sentindo de Suga já começavam a transparecer.


Suga fitou Jungkook em silêncio analisando os traços do seu rosto e imaginando como eles ficariam após o soco que estava prestes a dar nele. Sorriu lateralmente ao imaginá-lo deformado e roxo, e sentiu-se ansioso para ver aquilo se realizando. Com força, pressionou mais ainda seus dedos contra o pescoço de Jungkook e rapidamente sentiu o nariz dele em seu punho.


“Eu já avisei que não estou de brincadeira, Jeon, diz logo a verdade.” Suga disse com a voz mais serena. O soco que ele havia dado em Jungkook acalmara-o, mas ainda sim sentia seu sangue ferver quando pensava no que ele poderia ter feito com S/N.


Jungkook sentia seu nariz pulsar dolorosamente, e o sangue que sair dele escorrer até morrer em sua boca. O gosto levemente metálico do sangue espalhou-se por toda a extensão de sua língua, e ele exalou fortemente, encarando os olhos ensandecidos de raiva de Suga. Com toda a força que conseguiu juntar em seu corpo abalado pelo nervosismo recente, laçou Suga no chão, indo para cima dele em seguida.


“Eu e S/N dormimos juntos!” ele gritou, dessa vez com uma coragem genuína, já que estava no controle da situação. “E ela gritou de prazer, se você quer saber!” um murmúrio geral estourou da multidão crescente que assistia à briga dos dois. Quase refletindo o golpe anterior de Suga, Jungkook lançou seu punho fechado no rosto do rapaz com toda a força, só que acertando seu supercílio ao invés de seu nariz. Instantaneamente um corte foi aberto no local, fazendo com que um rio de sangue descesse pelo rosto de Suga.


Uma dor aguda assolava a região do olho direito do rapaz, fazendo com que sua visão ficasse ligeiramente turva. Aquilo só serviu para aumentar sua raiva, mais do que ele poderia imaginar. Bateu com o seu cotovelo na mão esquerda de Jungkook, em que ele apoiava seu peso e o garoto desabou no instante em que Suga virou-se, ficando por cima dele. Repentinamente Suga viu suas mãos entrelaçadas no pescoço de Jungkook, apertando-o com tanta força que ele poderia jurar que Jeon estava ficando roxo.


“Diz a verdade, Jungkook, é a última vez que eu peço.” Suga disse com os dentes cerrados, fazendo com que seu tom de voz abaixasse e demonstrasse ainda mais seu ódio. Jungkook não o respondia, e a cada segundo suas mãos apertavam-se ainda mais na garganta dele. Então Suga percebeu que Jungkook dava pequenos tapas em seu braço, como se estivesse querendo falar algo.


“E-e-ela estava desacordada...” Jungkook murmurou com o que conseguia usar de sua voz diante do aperto mortal que Suga exercia em seu pescoço.


Suga pareceu tomar aquilo como uma confissão de que ele havia abusado da menina, sem se importar se ela estava acordada ou não. Voltou a apertar o pescoço de Jungkook com mais força do que nunca, e o olhos do rapaz quase saltaram de seu rosto, fazendo com que voltasse instantaneamente a bater as mãos no braço de Suga. Mais uma vez ele afrouxou o aperto, esperando que dessa vez Jungkook abrisse a boca para dizer alguma coisa que prestasse.


“Mas nós não transamos!” ele disse em tom de desespero. “Eu só tirei as roupas dela para que ela acreditasse em mim hoje de manhã!” só a menção do fato de que ele havia visto S/N nua fez Suga querer acertá-lo com mais um soco. Mas sabia que já estava com problemas o suficiente para poder bater mais no rapaz. Deteve-se apenas em dar mais um apertão em seu pescoço.


“Pense duas vezes antes de mexer com ela!” disse sem pensar, surpreendendo a si mesmo com o ciúme que pareceu ser carregado em suas palavras. Ele levantou-se e caminhou em passos firmes na direção oposta a todos, vendo-os dar passagem, assustados com a briga que ocorrera.


Ponderava se mais uma vez seria expulso da escola, mesmo que não tivesse desfigurado muito o engomadinho. Mas sua preocupação logo se transformou em alívio ao perceber que aquele idiota não havia tirado a virgindade de S/N. Aquilo não deveria estar lhe importando tanto, mas estava. E o deixava irritado consigo mesmo por estar colocando-se em risco por conta de uma garota riquinha, que agora parecia uma garota extremamente atraente e inocente ao seu ver. Ela era virgem! Ele nunca havia visto uma garota daquela idade e daquele perfil ser virgem. Aquilo soava como um tesouro para ele, e não conseguia explicar exatamente o porquê.


Continuava andando a esmo pelo corredor, sem ter um rumo ao certo, quando sentiu alguém agarrar sua mão. Voltou-se para trás com rapidez, pronto para acertar um soco bem no meio das fuças da pessoa que o segurara se esta se tratasse de Jungkook. Seu rosto, entretanto, se suavizou assim que seu olhar encontrou a expressão preocupada de S/N.


“Oh, meu Deus, Suga! Você está sangrando muito!” ela disse com o rosto contorcido de agonia, enquanto tirava o próprio casaco e o colocava-o sobre a ferida do rapaz para estancar o sangue. “Precisamos te levar para a enfermaria...”


“Você não acha que seu casaco é caro demais pra sujar com o meu sangue?” Suga olhou para cima, percebendo que o casaco azul de S/N agora estava ligeiramente vermelho. Só aquele casaco deveria ter custado todas as roupas que ele tinha em seu armário, e ela não estava se importando em sujá-lo com ele. Aquilo fez Suga querer sorrir, mas imediatamente ele se auto-censurou, voltando a usar sua máscara séria.


“Você não acha que seu rosto é bonito demais para se desfigurado enquanto você me defende?” ela o rebateu, com uma sobrancelha arqueada e um sorriso estampado no canto dos lábios. 

                    Yoongi’s POV

Arqueei minhas sobrancelhas ao ouvir o que saíra da boca de S/N. Eu realmente não imaginava que ela fosse ousada o suficiente a ponto de dizer aquilo tão repentinamente. Mas eu só consegui sorrir com aquele comentário. Ela havia reconhecido que eu tinha defendido-a, mesmo que eu não tivesse o feito intencionalmente. Aquela atitude foi extremamente impulsional, levada pela raiva indescritível que senti de Jungkook quando ela me contara o que havia acontecido. Não sabia o que dizer, então comecei a caminhar em direção à enfermaria juntamente de S/N, que ainda pressionava o casaco sobre meu ferimento.


Assim que chegamos à porta da enfermaria parei abruptamente de andar, fazendo com que S/N se surpreendesse com a minha atitude e voltasse seu olhar para mim. Me perdi nos olhos dela por alguns segundos, somente o tempo suficiente para que um gemido de dor infantil ressoasse de dentro da sala, me lembrando do motivo pelo qual eu havia parado de andar.


Voltei meus olhos para Jungkook no mesmo instante, que estava sentado na maca com a enfermeira da escola tentando arrumar o estrago que eu havia feito em sua cara. Vi que ele se encolheu levemente em cima da cama ao me ver, lançando um olhar apelativo para a mulher na frente dele.


“Por favor, não quero ter que dividir o espaço com esse marginal...” ele disse, fazendo com que sua voz soasse mais débil do que o normal.


“Foi ele que fez isso com você, senhor Jeon?” a enfermeira perguntou enquanto lançava um olhar acusatório na minha direção. Jungkook apenas balançou a cabeça para ela, e quando a mulher voltou a olhar para mim novamente ele abriu um sorrisinho ordinário às suas costas.


“Não quero gente dessa laia na minha enfermaria!” ela bradou. “Nossa escola não admite violência, rapazinho, e pode contar que além de não ter direto que eu te trate, você irá se ver com o diretor!”


Abri minha boca na intenção de dar uma resposta para a vadia daquela enfermeira, que como todos naquela escola, puxava o saco do Jeon Jungkook. Mas antes que eu pudesse falar, S/N tomou a frente, e me surpreendeu.


“Olha aqui, você está sendo paga para dar assistência a todos os alunos, independente da circunstância em que eles se encontram. Não é da sua conta se eles estão machucados por conta de uma briga, ou comida, você só precisa cuidar deles, e não pode negar nada. Agora você vai cuidar do Suga ou eu faço você ser demitida antes que possa tentar me contestar, entendeu?” a enfermeira, eu e Jungkook a fitamos espantados.


Ela agarrou meu pulso e fez que ia me arrastar para dentro da sala, mas eu não mexi um músculo sequer. “Esquece isso, S/N! Não vou deixar ninguém dessa laia encostar o dedo em mim...” lancei um último olhar furioso na direção de Jungkook e da enfermeira-mal-comida e saí dali andando a largas passadas.


Não me importei em esperar a S/N, mas apesar disso, não me surpreendi que após alguns segundos ela estivesse correndo atrás de mim com uma bolsinha de primeiros socorros em mãos. A princípio uma vontade de sorrir como um idiota diante da sua preocupação tomou conta do meu corpo, mas rapidamente caí na realidade. Aquilo não estava certo, ela precisava se afastar de mim. Eu era o bandido, não o mocinho como ela estava achando.


“Eu to legal, S/N, não precisa se incomodar.” disse, tentando soar o mais seco possível. O que não era muito, já que eu simplesmente não tinha coragem de tratá-la mal depois das suas palavras na festa.


“Você não ta me incomodando, Suga...” ela me respondeu imediatamente, revirando os olhos ao que falava. “E você também não está nada legal! Agora fica quieto e me deixa cuidar de você!” sua voz soava ao mesmo tempo autoritária e brincalhona. Num movimento rápido ela tomou a minha mão na sua e praticamente me arrastou para um banquinho distante no enorme jardim da escola.


Enquanto seus cabelos balançavam delicadamente a cada passada, me hipnotizando, eu pensava no que estava fazendo. Nada estava correndo como eu havia planejado. Na verdade, estava tudo contrário. Eu havia brigado com o queridinho daquela escola por conta da menina mais popular, tudo isso por um imenso ataque de raiva momentâneo. Definitivamente não conseguia me entender. Respirei fundo quando S/N apontou para a direção do banco, mandando eu me sentar. Realmente não queria pedir para que ela parasse, mas sabia que a prejudicaria se deixasse que aquela situação prosseguisse.


S/N se sentou ao meu lado e apoiou a bolsinha no colo. A luta nervosa que ela travava com o zíper fazia parecer que eu estava tendo uma hemorragia ao invés de um simples corte no supercílio. Um sorriso involuntário surgiu no canto dos meus lábios enquanto eu a observava remexer todo o conteúdo da bolsa provavelmente procurando algo para limpar o sangue que escorria pelo meu rosto. A sensação de ter alguém se importando daquela maneira comigo era tão... Esquisita! Não um esquisito ruim, simplesmente esquisito. Era um negócio que eu nunca havia provado em toda a minha vida. E que, apesar de ser esquisito, e um tanto assustador, era bom pra caralho.


Uma mecha do cabelo de S/N pendia na frente de seu rosto enquanto ela ainda mexia furtivamente dentro da bolsinha branca. Levantei minha mão sem pensar, na intenção de retirar o cabelo da frente dos olhos dela, mas assim que vi o que eu estava prestes a fazer, abaixei a mão e soltei um gemido frustrado. Errado. Tudo aquilo que estava acontecendo era extremamente errado.


“Fecha os olhos...” a voz suave e carregada de hesitação de S/N invadiu meus ouvidos, me despertando de meus pensamentos.


Fiz o que ela pediu, e em pouco tempo uma superfície gelada e macia, que eu imagino que tenha sido um algodão embebido em soro, tocou o corte em meu rosto, fazendo com que uma careta involuntária de dor surgisse em minha expressão.


“Te machuquei?” ela perguntou exaltada, tirando o algodão imediatamente da minha pele.


“Não, claro que não!” respondi prontamente, abrindo os olhos para assegurá-la de que eu estava bem. “Só ardeu um pouco, nada demais...”


Tornei a fechar os olhos e escutei-a suspirando profundamente antes de recomeçar o que fazia antes. Seus dedos percorriam minha face ensanguentada com uma delicadeza que eu achava que fosse impossível alguém ter. Eu mal sentia sua pele tocar a minha, apenas os movimentos suaves do algodão indo para cima e para baixo.
Acredito que tenha sido psicológico, mas a cada movimento que S/N fazia sobre meu rosto, a dor que o soco de Jungkook tinha trazido parecia ir embora juntamente ao sangue que ela limpava. Após algum tempo, que eu não sei dizer quanto devido ao torpor que S/N me colocara com seu carinho e cuidado, ela afastou o algodão do meu rosto, e eu senti o que parecia ser um esparadrapo ou band-aid grudar em cima do meu machucado.


"Obrigada, Yoongi... Por tudo..." estava prestes a abrir os olhos quando escutei S/N sussurrar perto de mim, seu hálito quente fazendo minha pele formigar. Não abri os olhos, apenas inspirei aquele delicioso perfume que emanava do corpo dela. Segundos depois senti seus lábios macios sobre os meus, fazendo meu coração acelerar estupidamente, como se eu fosse uma garotinha beijando pela primeira vez.



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