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História Drunk Love - Severus Snape - Capítulo 2


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Notas do Autor


Mais um capitulo para vocês, espero que gostem!!!
Boa leitura.

Capítulo 2 - Festa


A semana passara calmamente, já era sexta-feira, Samantha pode matar as saudades que sentia das suas aulas, não poder usar magia durante as férias tornava-se mais difícil de ano para ano e ela não se imaginava a viver novamente no mundo Muggle quando terminasse os seus estudos. Os alunos encontravam-se todos a caminhar pelos corredores, em direção às salas onde teriam as suas próximas aulas, Samantha dirigia-se para a sua aula preferida, poções. Antes de entrar na sala, despediu-se de Pansy, que era um ano mais nova, não estando por isso na mesma turma.

Os alunos ainda estavam a ocupar os seus lugares, quando Severus Snape entrou na sala, com o habitual semblante fechado, com os olhos a transparecer desconfiança ou seriam aborrecimento? Ninguém parecia saber a diferença. Ao notarem a sua presença, todos se acomodaram nas cadeiras, endireitando-se o mais possível, todos menos Samantha que manteve a sua postura descontraída, não se sentido minimamente intimidada pelo homem trajado das suas habituais vestes pretas que lhe cobriam todo o corpo.

Severus parou ao chegar á frente da sala e fez questão de varrer o espaço com o olhar antes de proferir uma palavra. Ele pode ver Samantha na primeira fila, com os olhos muito abertos em pura curiosidade, porém sentia uma outra sensação vinda da pequena, seria medo? Severus temia que fosse, se fosse um outro aluno, esse facto seria no mínimo divertido, porém não era isso que ele queria ver quando olhasse nos olhos acinzentados de Samantha. O que ele não sabia é que o que ela sentia não era medo, mas sim timidez, vergonha talvez, ela tinha receio de se envergonhar em frente do homem que vivia na sua mente vinte e quatro horas por dia.

Severus deixou a sua expressão suavizar, mas reverteu o ato automaticamente ao notar em quem ocupava o lugar junto a ela. Fred. Outra vez aquele rapaz ruivo, mais jovem do que ele e certamente muito mais bonito, ponderou Snape, mas não tentando que isso não afetasse, deu inicio à aula, pedindo que os seus alunos se organizassem em pares e preparassem uma poção à sua escolha para avaliação. Os alunos não expressaram o seu descontentamento oralmente apesar de ninguém concordar com esta avaliação inesperada e começaram a formar os pares rapidamente. Sam e Fred formaram um par e começaram prontamente a trabalhar, Snape limitou-se a observar o trabalho dos seus alunos ao longe, comentando mentalmente os seus erros.

“Fred, são SÓ duas gotas de extrato de Echinacea.” Alertou a morena ao colega que parecia tremer ao manusear o frasco, Fred riu de nervoso e estendeu-lhe o objeto.

“É melhor seres tu a fazer esta parte, Sami, eu corto estas folhas aqui.” Ela riu-se do ar atrapalhado do amigo, eram poucas as situações que o deixavam neste estado, o que tornava a ocasião ainda mais engraçada aos olhos de Samantha. No final da aula, ela levantou-se para entregar uma amostra da poção a Snape, enquanto Fred acabava de arrumar a bancada. Caminhando calmamente, num tentativa de não desperdiçar todo o seu trabalho deixando-o cair no chão, a rapariga aproximou-se do seu professor.

“Professor… Aqui está o meu trabalho e do Fred” Gaguejou, olhando nas orbes negras do homem, mesmo que com vergonha. Ao entregar o frasco a Snape, os seus dedos tocaram involuntariamente na pele fria dele e ambos sentiram como que um choque elétrico percorrer os seus corpos, mas nenhum dos dois se mexeu, nenhum desviou o olhar, não por alguns segundos até Snape voltar a reemergir na realidade da sala de aula em que se encontrava, dos corpos que os rodeavam, voltando o seu corpo de volta á sua mesa de trabalho, para avaliar as poções. Será que ela também sentiu isto? Questionou-se Snape, tentado amenizar a sua respiração.

“Só direi as notas na próxima aula. Pode sair menina Rook.” Disse ainda de costas, vendo que a rapariga não se havia mexido.

Ela assentiu.

“Tenha um bom dia professor.” Desejou, abandonando a sala e juntando-se a Fred e George que a esperavam no corredor. Os gémeos travavam uma conversa animada, obviamente contentes com algum novo plano, ou relembrando os antigos talvez.

“Sam, estás oficialmente convidada para a primeira festa do ano.” Revelou o George com um sorriso nos lábios. Samantha ergueu uma sobrancelha, então era disso que eles falavam tão alegremente.

“Vocês não aguentam uma semana sem quebrar as regras?” Questionou a rapariga num fingindo um tom repreendedor.

“Oh vá lá, vai ser divertido eu prometo, Sami.” Disse Fred, também ele a sorrir, colocando um braço por cima dos ombros de Samantha.

“O que é que vai ser divertido?” Questionou Pansy, que havia acabado de chegar, vinda da sua aula de Transfiguração.

“Festa na sala comum dos Gryffindor.” Respondeu George. “Para celebrar o inicio de mais um looongo ano” Os amigos riram-se com o exagero do rapaz.

Os olhos de Pansy brilharam com a revelação, era de conhecimento geral que ela adorava festas, principalmente beber em festas e ela tinha uma boa resistência ao álcool especialmente tendo em conta o seu tamanho.

“Nós vamos!” Anunciou Pansy.

Os olhos de Fred arregalaram-se com um brilho indescritível. Samantha apenas se riu junto com George que encarava o seu irmão, sabendo o motivo principal de toda aquela animação.

Dali os amigos separaram-se indo para os seus respetivos dormitórios, Samantha não questionou a decisão de Pansy, uma vez que ela mesma ia aceitar o convite de Fred como havia prometido a si mesma anteriormente. As raparigas arrumaram as suas coisas no seu quarto e aproveitaram o tempo que tinham antes de jantar para adiantar alguns trabalhos de casa uma vez que no dia seguinte a sua ressaca não lhe providenciaria vontade nenhuma de se dedicarem á escola. Depois de um jantar calmo junto aos seus colegas Slytherin e de se arranjarem para a festa, ali estavam elas, duas Slytherin á frente de um quadro que retravava uma senhora vestida com um simples vestido branco, dizendo as palavras que Fred lhe havia indicado, o quadro afastou-se revelando a entrada. A música alta fazia-se agora ouvir, o cheiro de álcool pairava no ar, certamente haviam sido conjurados diversos feitiços para disfarçar o alvoroço que se passava ali dentro.

Samantha pode reconhecer caras de todas as casas, os Gryffindors certamente não ligavam de que casa as pessoas pertenciam, desde que a festa fossem de arrasar. Logo Fred apareceu diante das duas raparigas que ainda se encontravam cobertas pelos seus robes, elas não se atreveriam a andar pelos compridos corredores com a indumentária que traziam por baixo.

“Podem deixar os vossos robes no meu dormitório. Sigam-me!” Gritou Fred, desaparecendo novamente a multidão, com um certo esforço, elas tentaram acompanhar o rapaz e surpreendentemente conseguiram alcançaram-no perto das escadas que levavam  aos quartos.

Abrindo a porta do seu dormitório, elas entraram atrás dele e prontamente despiram os seus robes dispondo-os cuidadosamente em cima da cama que Fred lhes indicou. Mas ele não conseguia manter os seus olhos para si mesmo quando Samantha revelou o vestido preto colado ao corpo que vestia. O tecido evidenciava as curvas do corpo da morena e Fred não sabendo se era do que já tinha bebido, ou se era o quanto já contia o que sentia pela rapariga, mas só consiga pensar no quanto queria rasgar aquele pedaço de tecido e torná-la dele. Pansy notando o quanto o rapaz encarava a sua amiga fingiu uma tosse, retirando-o do seu transe.

“Vamos descer?” Questionou o rapaz tentando disfarçar o alto que se havia formado nas suas calças. Elas assentiram e os três voltaram a percorrer as escadas, mas desta vez na direção oposta, sentindo o volume da música subir á medida que desciam os degraus de pedra.

Chegando à festa, dirigiram-se ao pequeno bar improvisado que algum Hufflepuff geria, servindo-lhes diversos shots que Samantha ao início recusou, pois não tinha de todo tanta resistência ao álcool quanto Fred ou Pansy, mas após um pouco deixou-se levar, levando os copos de álcool á boca e deixando o líquido queimar-lhe a garganta ao descer. Já não estando completamente ciente das suas ações, Fred impediu-a de continuar a beber e para a surpresa de todos, que não a haviam visto bêbada, Samantha o álcool tornava-a mais leve, como se não tivesse um único problema no mundo, como se todas as suas inibições desaparecessem e com isto a rapariga puxou Pansy para a pista, onde dançaram como se todos os olhos estivessem postos nelas, o que era verdade, estando ambas já tocadas pela bebida, as duas amigas dançavam coladas uma á outra, os seus corpos roçavam e sem que se apercebessem do que passava, beijaram-se.

Todos os rapazes presentes encaravam a cena, principalmente Fred, que mesmo sentindo um ínfimo ciúme, não conseguia não admitir o quão excitante aquela cena era. Pansy e Samantha de lábios colados, as mãos percorriam ambos os corpos, que ainda se mexiam ao som da música. Quando o beijo cessou, de olhos nos olhos, ambas se riram. Obviamente ambas haviam bebido demais.

“Eu acho que me vou deitar.” Gritou Samantha sorridente, Pansy assentiu igualmente alegre, vendo a amiga se afastar em direção á saída da sala comum aos ziguezagues.

Fred que a observava á distância, alcançou-a já do lado de fora da festa, agarrada ao corrimão tentando ganhar para descer a escadaria traiçoeira de Hogwarts.

“Estás bem?” Questionou Fred, assustando-a, uma vez que ela não havia notado a sua presença. Com um acenar, respondeu ao rapaz cujo olhar estava repleto tanto luxuria, como de preocupação. “Vou buscar o teu robe, não saias daqui.”

Samantha nada disse, apenas se permitiu sentar no chão frio, numa tentativa que a sua mente parasse de girar. Ela obviamente não vestia roupa suficiente para aquecer o seu corpo do outono londrino.

“Menina Rook?” Aquela voz… Ainda tonta, Samantha ergueu o seu corpo de repente, tropeçando nos seus próprios pés, mas um corpo forte impediu-a de cair. Era Snape. Ele deveria estar a fazer uma das suas rondas noturnas, mas Samantha não conseguia raciocinar. Ela levantou a cabeça e olhou profundamente nos olhos de Severus. Ela queria que ele a beijasse, todo o corpo dela ansiava por isso. O olhar dele percorreu todo o corpo dela, ele nunca a havia visto desta forma e se ele já a achava perfeita com o uniforme escolar, agora Snape não conhecia palavra alguma que se adequa-se á sua beleza. Mas então, o cheiro de álcool que emanava dela fê-lo voltar á realidade, ela estava obviamente bêbada.

“Porra Severus, porque é que os teus lábios são tão apetecíveis?” Proferiu Samantha, enrolando ligeiramente as palavras que saiam inconscientemente da sua boca. O homem pode sentir as suas bochechas ruborizar, o nome dele soava tão bem saído dos lábios vermelhos dela. Ele deveria estar zangado com ela, mas não consiga, não com o que ela acabara de dizer.

“Sam-“ Snape foi interrompido pelo som que saiu da porta da sala comum dos Gryffindor, por ela saiu Fred, com o robe de Samantha na mão. Ao notar a presença do seu professor, o rapaz arregalou os olhos, num estado de choque, claramente assustado com o que aconteceria a partir dali. Mas Snape, apenas alternou o seu olhar entre os seus dois alunos, tentando raciocinar, Samantha continuava a olhar nos seus olhos enquanto acariciava a sua face com as suas mãos. Eles estariam juntos? A dúvida parecia consumi-lo, o seu peito pesava perante essa possibilidade.

“Acaba com essa festa antes que chame o diretor, amanhã falarei com a professora McGonagall.” Dirigiu-se a Fred, que não se mexeu, claramente preocupado com a sua amiga.

“Eu levo-a ao seu dormitório, agora vai fazer o que te mandei antes que a tua casa perca todos os pontos que poderá vir a ganhar este ano.” Fred entregou-lhe o robe de Sam e voltou a entra na sala comum, indo acabar a festa.

Snape estava irritado e Samantha acabara por adormecer nos seus braços, com uma facilidade que não sabia que o seu corpo o permitia, levou-a ao colo até ao dormitório, pousando-a adormecida na cama. Na sua cabeceira deixou uma poção para as dores de cabeça que ela teria quando acordasse e um bilhete.

Castigo, durante duas semanas, no meu gabinete. (18:00h)

Severus Snape

Permitiu-se observa-la adormecida por alguns segundos e despediu-se com um beijo na testa, deixando os dormitórios em direção aos seus aposentos para descansar, ele sabia que os alunos não seriam burros ao ponto de continuar com aquela algazarra depois de ele os ter descoberto. Frustrado, pensou no que tinha acabado de fazer, arrependia-se de a ter castigado mas não suportava a ideia de ela estar com outra pessoa que não fosse ele, ao menos assim tê-la-ia só para ele durante algum tempo…


Notas Finais


Gostaram?
Até ao próximo capítulo!


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