História Dry County - Jon Bon Jovi Fanfiction - Capítulo 10


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Categorias Bon Jovi
Personagens David Bryan, Jon Bon Jovi, Personagens Originais, Phil X, Richie Sambora, Tico Torres
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Palavras 2.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Maria adolescente lá dos anos 70 tá caidinha pelo nosso John... Quem não estaria né? Um amor que sobreviveu as décadas.

Alguém aí já sabe o segredo da Maria?

Capítulo 10 - Part Ten


Fanfic / Fanfiction Dry County - Jon Bon Jovi Fanfiction - Capítulo 10 - Part Ten

Maria's POV

New Jersey, 1978

- Então você está apaixonada por ele.

- Não. Eu não estou.

Ouvi a gargalhada de David ecoar pelas docas e escondi meu rosto com as mãos geladas do vento constante.

- Maria, qual o problema em assumir? John parece gostar de você.

O olhei em dúvida e senti frustração. Há 15 dias, eu e John andávamos juntos pelos corredores da escola, dávamos amassos nos horários pós aula, ouvíamos música juntos e fugiamos de casa nas madrugadas para ir a docas. Duas semanas incríveis, intensas e eu estava perdidamente apaixonada por ele até minhas células. Porém... Não sentia a mesma coisa vindo dele. Qual seria o problema?

- Eu tenho quase certeza que ele vai te levar a sério. Na verdade, ele já está lhe levando a sério. Só pegue leve.

Assenti ainda um pouco preocupada e senti mais um vento frio forte me arrebatar.

- Olha o bonitão vindo aí.

Ouvi David chamar minha atenção e pude ver John caminhar a nossa direção com sorriso no rosto trazendo consigo duas cervejas em latas. Ele me beijou brevemente ao se aproximar e eu sentia todos aqueles arrepios e borboletas no estômago ao sentir seus lábios. Como eu amava aquele cara...

Maria's POV

New Jersey, 2018

Passei meus dedos sob a foto antiga e me deixei levar pelas emoções bagunçadas que meus pais me traziam. Marisa e Rafael Gonzalez. Dois jovens mexicanos que atravessaram a fronteira ilegalmente na tentativa de dar um futuro melhor para a filha que ainda estava na barriga... Os dois estavam tão felizes na foto com minha mãe grávida e linda.

- Com quem você acha que pareço mais?

Entreguei a foto para Robby, ele analisou calmamente meus pais e franziu o cenho.

- Com certeza com sua mãe. Mesmos cabelos e sorriso. Uma mulher muito bonita.

Assenti e olhei novamente a foto admirando minha mãe. Ele tinha razão, Marisa era linda.

- O que mais você lembra deles?

Robby perguntou.

Eu ponderei antes de responder, tentando puxar todas as lembranças.

- Eu lembro que eles tinham um restaurante de estrada, de paredes vermelhas e comida caseira mexicana. E dormir nas cadeiras por horas. Ser acordada com beijos no rosto toda manhã... Lembranças assim, só flashes que se mantiveram.

- Você se lembra do acidente?

Robby perguntou após alguns minutos de silêncio.

- Não. Só lembro de estar dentro do carro com eles, dormir em algum momento.  E depois... Um clarão... Hospital.

Ficamos em silêncio absoluto. Só conseguia ouvir sua respiração ao meu lado.

- Eu sinto muito.

- Obrigada.

Olhei para seus lindos mares azuis em seu rosto e perdi o fôlego por alguns segundos. Um homem tão gentil, tão educado e discreto... O que a sua ex-esposa tinha na cabeça para traí-lo?

- Tem certeza que me quer junto na viagem?

Assenti em resposta afirmativa a sua pergunta que não passava de sussurro. Continuamos ali parados e com os rostos próximos. O senti encostar a testa com a minha calmamente enquanto fazia linhas aleatórias com o dedo em minhas mãos. Meu coração devia estar explodindo no peito e minha respiração ficou errática rapidamente.

- É difícil ficar perto de você sem te tocar.

- Robby... Podemos ir com calma?

Eu não queria falar nada daquilo. Eu queria que ele me beijasse naquele momento mas o remorso pela sua recente separação me atrapalhou.

Me levantei do sofá e andei de um lado para o outro dentro do escritório tentando recuperar o fôlego. Ouvi um "me desculpe" baixo e ignorei.

- Escute. - fiquei na sua frente. - Eu sinto atração por você e aparentemente você sente por mim mas eu não posso ir adiante agora. E você sabe por que, Benson.

- Porque eu abandonei minha esposa infiel há alguns atrás em casa?

Seu olhar era triste e se levantou para se aproximar de mim.

- Eu não posso me envolver nisso agora.

Respondi duramente e me arrependendo em seguida. Ele assentiu com pesar no olhar e se retirou da sala.

Praguejei a mim mesma por usado aquelas palavras mas eu tinha outros pontos importantes para me concentrar.

Julia entrou no escritório com pastas na mão e pareceu procurar Robby com os olhos

- Ele foi embora.

- O que você fez?

- Eu? - idaguei em voz alta.

- Sim pois eu via um homem encantado e totalmente disposto a se envolver com você. E ele foi embora? O que houve?

Eu respirei fundo e virei de costas para não a encarar.

- É por causa do Jon né? Ele ficou com ciúmes ontem, não é verdade?

Fiquei calada sentindo vontade crescente de sair correndo daquela sala e ir atrás do Robby. Eu parei de ouvir o que Julia falava e só vinha na minha cabeça o meu último diálogo perturbador com Jesse.

- Eu e Jon formos noivos em Londres. Isso que aconteceu entre eu e ele em 1988 que nunca lhe contei.

Julia ficou em silêncio e eu podia ver seus olhos queimando em mim mas não tinha coragem para me virar para encara-la.

- Noivos? Como um casal?

- Óbvio, Julia. Existe outro tipo de ser noiva e não ser um casal?

- Mas um casal de verdade? Eu pensei que vocês nunca tinham tido nada. Era só uma obsessão sua.

Finalmente me virei e ela pode ver minha expressão de indignada. Mas ela estava tão chocada que parecia mais interessante jogar informações na sua cara que a repreender por me chamar de louca.

- Nós tivemos sim e quem me questionou com sarcasmo sobre isso ontem foi o Jesse.

- Calma. Uma informação de cada vez, quanto tempo durou? Porque vocês terminaram? Porque ninguém fala disso?

Me sentei no sofá colocando as fotos antigas de meus volta ao álbum a ignorando.

- Maria! Me conta. Chega de segredos. Já se passaram 30 anos.

Concordei internamente com ela. 3 décadas desde que eu tinha colocado aquela aliança no dedo e disse sim a Jon. 3 décadas depois eu estava sozinha, solteira, com medo de relacionamentos e ele casado, bem sucedido, amado...

- Em 88 eu dançava no Royal Ballet e Jon apareceu uma noite dizendo que estava esgotado da banda, da Dorothea... E eu o acolhi no meu apartamento.

- E como vocês acabaram noivos?

- Ele confundiu tudo. Eu sempre o amei. Sempre. Desde quando éramos só duas crianças. Mas ele não, era maluco pela Dorothea mas alguma coisa aconteceu que ele queria esquecer tudo... E eu parecia ser uma boa oportunidade dele fugir da realidade.

- E por que vocês nunca falam disso?

Senti minha cabeça latejar com a pergunta que levantavam tantas questões... Tantas mágoas... Franzi o cenho e apertei minhas têmporas.

- Porque eu o fiz prometer que íamos esquecer desse noivado.

Apertei minha cabeça mais uma vez e as náuseas vieram uma onda me arrebatando. Levantei e fui em direção ao banheiro rapidamente, eu precisava vomitar todo meu almoço o mais rápido possível.

- Você anda tendo muitas crises esses dias.

- Eu ando falando de assuntos que eu odeio e as enxaquecas não perdoam.

Respondi saindo do banheiro e me deitando no sofá. A dor não passava e nem suavizava aquelas marteladas fortes na minha nuca e olhos sensíveis.

- Devo ir atrás do Sr. Benson e implorar desculpas em seu nome?

Gemi em resposta e ouvi a porta sendo fechada em seguida. O que ela tinha ido fazer?

New Jersey, 1978

- Você vai fazer isso mesmo?

- Claro que vou. Na verdade, nós vamos.

Minhas mãos suavam, minha barriga fazia barulhos estranhos e estava ficando difícil respirar a cada segundo que eu me aproximava da casa do Jon. Soltei sua mão de repente e fiquei parada na calçada, eu devia estar fazendo uma careta de pânico máximo.

Mas não era isso que eu queria? Não era isso que eu estava exigindo dele inconscientemente há quase duas semanas? Jon se colocou a minha frente e beijou minhas mãos com delicadeza, deu seu melhor sorriso e senti meu coração se acalmar. Como eu amava aquele cara... Quais as chances de uma latina, órfã e totalmente fora dos padrões encontrar um americano loiro de lindo sorriso? Eu o amava tanto... Será que ele me amava também?

Quando chegamos na sua comum casa, meu corpo estava entrando em colapso e devia me tremer dos pés a cabeça. Jon apertou minha mão antes de entrar pela porta marrom e pude ver a sala grande a minha frente. Uma casa de família. Há quantos anos eu não via uma assim tão perto? Eu não podia parecer uma esquisita.

Ele sumiu para dentro de casa chamando pelos pais e eu fiquei estática em cima do carpete verde. Olhei ao redor ainda com dificuldades de respirar e pude ver muitos porta retratos trazendo fotos de três crianças lindas. Mas uma me chamou atenção, a de uma mulher de traços delicados, cabelos loiros devidamente arrumados e com um lindo sorriso no rosto. Eu conhecia aquele sorriso. Na foto ela usava um elegante e justo vestido preto, parecia uma modelo de passarela.

- Vejo que já achou minha foto preferida.

Me virei em direção a voz e uma mulher de cabelos curtos e loiros vinha a minha direção. Ela era magra, alta, olhos azuis e andar elegante, e imediatamente me senti pequena e desajeitada a sua frente.

- Você é Maria, certo?

Eu assenti sem conseguir formular uma frase coerente em meu cérebro.

- E a senhora é-

- Senhora não. Só Carol. - ela deu um aquele sorriso que eu já conhecia e eu correspondi. - Você é uma moça muito linda. Meu filho tinha razão.

Não pude agradecer aquela frase que já tinha ouvido antes pois um menino loiro pequeno abraçou minhas pernas com força.

- Matt. Saia de cima da Maria.

Jon pegou o menino no colo que dava gargalhadas altas.

- Esse é meu caçula. Matthew. Veja se não fiz lindos meninos.

Ela deu beijos estalados nos rostos dos filhos.

Que família linda o John tinha. Uma mãe carinhosa, charmosa, linda e dois irmãos dentro de casa. Seu pai, também John, não estava em casa naquele dia.

Almoçamos todos juntos e fiquei admirando a harmonia que todos tinham entre si, fui relaxando e toda aquela tensão tinha ido embora.

Na hora da sobremesa eu já estava com Matt no meu colo se sujando de chocolate da cabeça aos pés. Pela primeira vez desde que tinha perdido meus pais, eu não tinha um almoço em família.


Jon Bon Jovi's POV

New Jersey, 2018

- Que mulher linda a Maria se transformou.

Ouvi minha mãe falar ao mexer em seu iPhone.

- Mamãe, até a senhora mexe nesse aparelho e eu não.

- Você é um atrasado. Meu neto me ensinou e agora posso me atualizar nas redes sociais. Olhei para trás e a senhora loira estava concentrada no aparelho e eu revirei os olhos.

Estávamos no quintal de sua casa e enquanto eu assava alguns hambúrgueres, o resto da família conversava dentro de casa.

- De quem você estava falando?

- Maria Gonzalez. Estou vendo as fotos que Jake postou no Instagram do jantar. Uma mulher linda.

Concordei mas estava concentrado demais em não queimar o almoço. Na verdade eu nem sabia o que era Instagram.

- Quem é esse homem lindo que está ao lado dela?

- Seu filho que vos fala. - falei entre risadas e ela revirou os olhos parecendo meus filhos naquele momento.

- Não é você, Jon. É outro homem. - ela virou a tela na minha direção.

- Robby Benson. Ele é o novo roteirista da Cia dela. Acho que eles são um casal também.

- Bom, eles são lindos juntos. E desde quando você acha? Ela não te falou nada?

Me virei finalmente para minha mãe e ela estava com o cenho franzido. Ela nos conhecia desde nossa adolescência, era difícil esconder alguma coisa dela.

- Maria é uma mulher solteira e independente. Ela pode se relacionar com quem quiser e não precisa da minha aprovação.

Falei talvez rude demais pois minha mãe fez aquela expressão enigmática que só minha filha Stephanie conseguia reproduzir. Ela arqueou levemente as sobrancelhas antes de falar.

- Só instante. - ela levantou o dedo indicador exatamente como Stephanie fazia. Senti vontade de rir mas reprimi o ar. - Você está com ciúmes porque a Maria está possivelmente namorando?

Abri e fechei a boca diversas vezes na tentativa de responder, e vi minha mãe semicerrar os olhos na minha direção.

- Claro que não, mãe. É que eu me preocupo com a Maria e ela não quis me esclarecer se está namorando ou não. Eu me sinto responsável por ela.

- Claro que sente... - ela usou seu melhor tom sarcástico e eu cruzei os braços. - Filho, eu me lembro exatamente do dia em que você a levou para nossa casa. Eu pensava que vocês eram um casal.

- Nós não éramos um casal. Eu conheci a Dorothea meses depois e o resto da história a senhora sabe.

Ela me ignorou e se levantou em direção a churrasqueira. Coçei a cabeça num gesto claro de preocupação.

- Eu não sinto ciúmes. A Maria não é minha esposa, é minha amiga e madrinha do seu neto. Eu sei exatamente onde é meu lugar.

Ela parecia realmente me ignorar ao verificar meu trabalho com os hambúrgueres na churrasqueira.

- John Francis. Você quase queimou nosso almoço. - ela comentou ao retirá-los do fogo. - sabe qual é o seu problema, meu filho? Você nunca deixou essa mulher se distanciar de ti. Você seguiu em frente, tem sua família agora e ela? O que ela tem? 

- Como assim, mãe? A culpa é minha se a Maria não se casou e teve filhos? Pode ter sido uma escolha dela.

- Você acha mesmo? Agora olhe no olhos da sua mãe e me diga se você realmente acha que ela não seguiu em frente por escolha própria?

A fitei duramente mas antes que eu pudesse responder, a porta da cozinha abriu e meu filho Jake apareceu batendo na barriga e dizendo que estava com fome. Assim toda família o acompanhou tirando nosso momento as sós.

Me sentei ao lado de meu irmão Matt e minha expressão séria deve ter chamado atenção dele.

- Qual o problema? Mamãe falou algo para você estar com essa cara de enterro?

- Ela disse que eu impeço a Maria de viver.

- Finalmente alguém disse isso em voz alta.  Matt colocou um grande pedaço de hambúrguer na boca e eu balancei a cabeça indignado.

- Qual o problema de vocês? Eu jamais proibi a Maria de seguir em frente. Ela é amiga da minha família, madrinha do meu filho.

- Ok, ok Jonny. Vocês não se casaram, ela resolveu esperar até vocês ficarem velhinhos para ficarem juntos.

Ele continuou comendo enquanto eu meu apetite ia embora.

- Você está falando sério?

- Óbvio que não, JBJ. Você não sabe mais quando seu irmão está brincando? Maria já superou você há décadas. Agora come seu hambúrguer queimado.

Olhei para o meu prato e não senti a mínima vontade de comer. Todos a minha volta estavam conversando, rindo e meu olhar se encontrou com o Dorothea que apontou para o meu prato. Neguei com a cabeça e ela franziu o cenho estranhando a minha antipatia naquele almoço.

Levantei sem chamar atenção o suficiente e entrei na casa em busca de água mineral gelada. Busquei meu celular no bolso da calça jeans e ri ao lembrar dos comentários de meu filho Jake ao me dizer que meu celular era do século passado.

Procurei na agenda o nome que tanto era comum eu ligar e hoje não passava uma lembrança. Respirei fundo antes de apertar na tela para realizar a ligação.

Uma voz grave familiar soou do outro lado.

- JBJ.

- Sambora, nós precisamos conversar.


Notas Finais


Quem aí sonha com o Sambora de novo no palco com a banda?

Carol era um mulher lindíssima. Jbj herdou a beleza dela com certeza.

Gostaram do pov do Jon? Demorou mas chegou kkkk

Bjs aos novos leitores!


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