História Dry County - Jon Bon Jovi Fanfiction - Capítulo 11


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Categorias Bon Jovi
Personagens David Bryan, Jon Bon Jovi, Personagens Originais, Phil X, Richie Sambora, Tico Torres
Visualizações 22
Palavras 4.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje é sexta-feira!!!

E com isso vocês vão ganhar um capítulo um pouco longo mas cheio de revelações.

Leiam sentado(a)s e com o ventilador direto na cara 😂😂😂😂😂😂😂

Capítulo 11 - Part Eleven


Fanfic / Fanfiction Dry County - Jon Bon Jovi Fanfiction - Capítulo 11 - Part Eleven

Jon Bon Jovi's POV

Sentei no sofá escuro e não conseguia manter minhas pernas quietas. Verifiquei o horário e constatei que Richie não estava atrasado.

Levantei e andei de um lado para o outro em cima do tapete tentando controlar a respiração. Me alonguei e antes que meus músculos pudessem reclamar, ouvi a porta se abrir delicadamente e Richie surgir com um sorriso educado no rosto.

O abracei apertado e pude sentir seu corpo relaxar, recebi um outro sorriso mais afetuoso e retribuí. Como era importante tê-lo ali naquele estúdio onde trabalhamos por tantos anos pelas madrugadas, tê-lo assim sem mágoas, sem brigas, sem palavras a serem ditas.

Ele se sentou a minha frente e finalmente consegui abrir a boca para falar algo, já que estávamos em silêncio há mais de um minuto.

- Fico feliz que tenha aceitado de imediato.

- Fico feliz que tenha ligado, JBJ. É bom voltar aqui. Como tem estado?

- É exatamente sobre isso nossa conversa, Sambora.

Richie se acomodou melhor na cadeira e eu dei uma respirada funda o suficiente para deixa-lo visivelmente ansioso por uma resposta.

- Você se lembra quando resolvemos nos reunir quando fosse o momento certo?

Perguntei e Richie assentiu já sério.

- E se lembra que não iríamos relutar em nos reunir quando esse momento chegasse?

Richie nada respondeu ou fez. Eu o conhecia tão bem há tantos anos que eu sabia o quanto ele estava aflito.

- Esse momento chegou, Sambo. É agora.

Ele pareceu perder o ar e tentei me mater o mais tranquilo possível mas já podia sentir meus olhos arderem.

- Mas Jon... - ele pigarreou antes de continuar. - O momento é o fim da banda e eu achei que vocês estavam indo muito bem, o que está acontecendo?

- A banda está indo bem como sempre foi. O problema sou eu. Eu não posso mais cantar. Há quase um ano o meu médico disse que estou com laringite e se eu não tratá-la devidamente, irei ficar totalmente sem voz.  - ouvi minha própria voz falhar no fim.

Ele colocou as mãos no rosto e olhou ao redor com expressão desolada. Eu nunca pensei que diria essa notícia em voz alta.

- Mas não há nada que possa ser feito? Uma cirurgia, remédios?

Eu neguei com a cabeça a sua pergunta e permanecemos em silêncio por um tempo que era impossível calcular. Richie foi mais que um parceiro de banda, de estrada, ele era meu amigo... Com ele compartilhei tantas memórias, medos, dúvidas e com isso amadurecemos juntos. Deixamos de ser aqueles meninos rebeldes para nos tornamos adultos responsáveis e comprometidos com a banda, com shows e turnês... Talvez isso nos distanciou, e como todo relacionamento desgastado que alguém coloca o fim, ele fez.

Nosso "casamento" tinha chegado ao fim e naquele momento eu me sentia a ex mulher sofrida implorando para uma segunda chance.

- Você já contou a eles?

- Não tive coragem ainda e por isso te convidei. Para nós dois podermos falar. Estou relutando há quase um ano dar a notícia, fiz a última turnê mesmo doente. Você sabe disso, você me conhece.

Richie deu uma fungada e ele parecia mais abatido que quando decidiu sair da banda em 2013. A eminência do fim o tinha deixado abalado.

- E como você planeja fazer isso?

- Eu vou fazer uma reunião aqui no pretexto de produzir algum material novo, você vem e... O resto você sabe.

Richie assentiu e se levantou para andar pelo estúdio como uma despedida. Passou os dedos pelo painel sofisticado e ficou alguns segundos olhando através do vidro transparente antes de se virar na minha direção.

- Vocês acham que eu não me importo não é? Que eu deixei vocês no meio de uma turnê e fui insensível com todos. Mas eu nunca quis que você ficasse sem voz, eu sei o quanto ela é importante para você. É seu talento, seu trabalho. Eu sinto muito, Jon.

Absorvi cada palavra com compaixão que emanava de Richie. Ele realmente estava emocionado.

- Hey Sambora, a responsabilidade é minha. A culpa é minha. Eu deveria ter cuidado melhor do meu instrumento de trabalho. É a única coisa que eu sabia fazer: cantar.

- Nossa culpa, Jon. Somos uma banda, lembra?

Me levantei da poltrona e nos abraçamos. Eu ia dizer adeus aos palcos ao lado dos meus melhores amigos.

Maria's POV

Alguns dias tinham se passado desde Robby saiu de meu escritório magoado. Eu tentei não ligar, não mandar mensagem ou procura-lo, aliás ele tinha o direito de ter um tempo sozinho e resolver suas questões... Ou não.

Mas como um profissional que é, não deixou de mandar mudanças no roteiro e hoje pela manhã me enviou praticamente finalizado. Uma viagem que começa na minha infância, passa pelos meus anos na Europa e volta aos EUA com a criação da Cia. Aparentemente perfeito mas não era, eu não sabia que não era. Aquela não tinha sido minha vida.

- Ele terminou o roteiro?

- Sim. Um profissional brilhante.

- Você tem que ir atrás dele.

Ignorei o comentário de Julia e reli o roteiro, o admirando mas não totalmente satisfeita... Tantas lacunas.

- Eu irei e você veja nossas passagens. Vamos viajar ainda essa semana.

Saí do escritório em passos firmes rumo ao meu carro no estacionamento. O que eu iria falar a ele? Dizer que eu sou uma ilha? Sou fechada a qualquer outro homem porque sou loucamente apaixonada pelo Jon há 40 anos? Eu não podia dizer isso a ele... Imagine só, ele iria fugir de mim. E eu precisava dele, eu confiava nele.

Pensei em confiança no momento em que entrei no hall de entrada do luxuoso hotel em New York e requisitei ser anunciada ao hóspede pelo recepcionista sorridente. Subi o elevador inquieta e roendo os cantos das minhas unhas.

Bati na porta uma única vez e ela foi aberta rapidamente por um homem lindo que Robby era. Fui recebida com um afetuoso sorriso e me permitiu entrar no quarto.

Ficamos de frente um para o outro por longos segundos, até que eu consegui abrir a boca para emitir algum som.

- Oi.

- Oi.

Mais um momento estranho de silêncio e resolvi andar pelo grande quarto.

- Você recebeu o roteiro? Está finalizado.

- Sim e está ótimo, na verdade excelente, Robby, você é incrível no que faz mas eu não posso começar os ensaios e produção.

- Qual é o problema?

Me sentei em sua cama para responder a pergunta de ouro.

- Você já teve a sensação de que a sua vida é uma mentira? Quando eu compartilhei com minha história e a organizou num ótimo roteiro, eu percebi o quanto eu escondo fatos de mim mesma. Há tantas lacunas, Robby. Tantos buracos que eu ignoro. Há 40 que eu não coloco os pés em Santa Fe e acho que está na hora de voltar.

- E você quer que eu vá junto?

Assenti em resposta e ele se sentou a minha frente na poltrona.

- Parece que nós dois temos muitas pendências a serem resolvidas com nossos passados.

- E eu estou pedindo sua ajuda para sanar os meus mesmo sabendo que você tem tantos e eles te ligam todo dia.

Robby deu um sorriso leve e fechou os olhos ao encostar na poltrona. Me levantei para me aproximar e me ajoelhei ao seu lado tocando em sua mão macia. Eram sentimentos diferentes... Por Jon eu sentia ardência, falta de ar, arrepios, devoção e uma obsessão que nunca diminuía. Por Robby eu não sentia aquela avalanche de sentimentos adolescentes e sim compaixão, confiança e o melhor, esperança... Coisa que eu não sentia em relação Jon há tanto tempo. Os dois eram homens tão atraentes mas tão diferentes.

- Robin, por favor. Abra esses lindos olhos azuis e diga que vai a Santa Fe comigo.

Robby pegou minha mão para me ajudar a levantar e me deu um abraço apertado.

- Quando embarcamos?

- Nos próximos dias. Julia vai te enviar a passagem, é por minha conta.

- Que mulher moderna.

Rimos juntos ao nos separar do abraço.


Jon Bon Jovi's POV

- Então você vai falar para Dorothea que finalmente vai se aposentar? Por que será que eu não consigo acreditar que não aguentará seis meses longe da banda?

- Porque eu não consigo mais cantar. O senhor sabe disso, assistiu meus últimos shows. Eu não posso mais fazer isso.

Respondi ao meu pai esfregando o rosto e sentindo o cansaço me arrebatar.

- Filho, o Bon Jovi é sua vida. Você batalhou tanto para chegar onde está. Tantos sacrifícios.

- Mas eu não consigo mais cantar. Qual parte você não entende? Pai, eu não suporto mais cantar uma música inteira sem sentir minha garganta arder como fogo.

Senti meus olhos me traírem ao derramarem lágrimas e meu pai logo me abraçou. Ali com ele eu podia chorar como criança de joelhos ralados, sem receios ou vergonha. A porta do escritório do JBJ Soul Kitchen estava fechada e ainda era possível ouvir todo o barulho externo mas só o que eu necessitava era chorar o máximo possível.

- Eu ando tão emocional ultimamente. Chorando fácil. Eu não era assim.

- Jon, não tem problema algum você chorar. Eu sou seu pai e não precisa fingir para mim.

Me apoiei na mesa de madeira grande e comecei a soluçar sem pausas.

Como eu tinha deixado aquilo acontecer? Eu posso ter sido tão irresponsável e negligente com minha voz? Ignorei todos os sinais, todos as recomendações médicas e fumei por décadas. Eu deveria ter procurado ajuda quando senti as primeiras dores... Quando senti as primeiras notas mais baixas... Eu deveria ter feito tantas coisas...

Olhei para meu pai ali ao meu lado esperando pacientemente a minha crise passar.

- Dorothea sempre me cobrou diminuir o ritmo, olhar mais para os meus filhos e estar em casa. E eu relutei, adiei, ignorei totalmente o que ela me pedia... Agora 35 anos depois quando tudo começou, estou velho, possivelmente afônico, meus filhos adultos...

- Meu filho, nunca é tarde. Se olhe no espelho e diga se realmente você está velho. Eu acho que está muito bem para sua idade. Pelo menos é o que o mundo inteiro diz.

Ri de seu comentário e pude ver meu reflexo diante o vidro escuro. Aos quase 60 anos, eu não podia reclamar.

- Eu tive a quem puxar, não é verdade?

- Eu estava esperando você me dizer isso. Jonny, o que você decidir em relação a sua carreira. Se desejar parar de vez, ou continuar ou seja lá sua posição. Nós todos vamos estar ao seu lado, não vamos te abandonar.

Sorri ao ouvir seu comentário como um afago na pele.

Limpei meu rosto e logo estávamos na cozinha onde minha dedicada esposa lavava pratos juntamente com outros funcionários. A cozinha estava funcionando normalmente e o salão cheio como sempre, não resisti e dei um beijo no rosto de Dorothea a surpreendendo.

- Está tudo bem, querido?

- Sim. Só estava conversando com meu pai a respeito de assuntos daqui.

- Você anda distante ultimamente. Me desculpe bancar a esposa controladora mas é a verdade.

Olhei ao redor e com a cozinha lotada seria impossível ter uma conversa importante. Ninguém parecia prestar atenção em nós mas era inadequado.

- Eu sei, Dot. Mas podemos conversar em casa? As sós.

Ela assentiu tristemente e voltou suas atenções a louça em suas mãos. Beijei seus cabelos e me distanciei.

A onda de melancolia tinha me arrebatado pelo resto do dia.


Slippery When Wet Tour
1987
Los Angeles

Maria's POV

Passei o batom vermelho sangue na minha boca carnuda e verifiquei se meu cabelo preto cacheado estava no lugar certo. Naquela noite eu tinha vestido uma calça vinil preta e uma blusa curta da mesma cor suficiente para me deixar provocante. Estava nua demais? Meus seios estavam soltando para fora?

Analisei no espelho comprido pela última vez e eu continuava admirando meu visual e minhas curvas. Há meses que eu não via os garotos ao vivo, há meses só usando collant e sapatilhas de ponta e eu precisava de uma folga. Juntei minha jaqueta de couro no chão e a vesti rapidamente saindo do quarto do hotel.

A turnê estava sendo um sucesso mundial e depois de rodar o planeta inteiro, os meninos voltavam para o EUA e finalizar a série de shows. Tirei minhas credenciais de dentro de um dos bolsos da jaqueta e coloquei no pescoço assim que o taxista arrancou rumo ao estádio.

Quem diria que os veria encher estádios todas as noites? Jon tinha se transformado em um rockstar como sempre desejou, aquele menino sonhador que conheci agora era um sedutor e lindo cantor de rock. Não era mais John Francis e sim Jon Bon Jovi... E cada vez mais incrível e admirável.

Eu continuava o amando loucamente como antes, a mesma obsessão por aquele homem não cessava. A diferença é que agora ele era comprometido com a dedicada e sensível Dorothea Hurley... Os dois se amavam, isso eu não podia negar.

Mostrei as minhas credenciais para os seguranças e eles abriram acesso, e logo vi Doc McGhee vindo em minha direção com os braços abertos e corri para abraça-lo.

- Os meninos estão no camarim logo ali. Te levo lá. Na verdade o Dave já perguntou por você várias vezes.

Ele me pegou pela mão e sem antes me secar com os olhos maliciosos.

- Menina, você quer matar meus roadies com essa roupa? Eles não vão conseguir trabalhar com você por perto.

Senti minhas bochechas esquentarem e sorri envergonhada em resposta.
Doc era o empresário da banda desde início de tudo. Foi ele quem descobriu o Jon antes mesmo de ser Bon Jovi. Era um cara obeso, estiloso e muito dedicado com seus compromissos. Trabalhava 24 h por dia e exigia o máximo da banda... Talvez até demais...

- Hey Bon Jovi! Olha quem eu achei perdida lá fora.

Doc gritou ao entrar na grande sala e eu dei um tchau tímida pela exposição repentina mas logo senti David me abraçar e girar no ar.

- Maria! Pensei que não fosse aparecer nunca!

"E está linda." Completou ao olhar para meus seios.

Talvez tinha sido uma péssima ideia ter saído do hotel com um decote tão revelador.
Bati em seu rosto e o afastei rindo.

- Tenha respeito.

O repreendi e vi Jon se aproximar de mim com uma jaqueta jeans, calça escura justa e aqueles cabelos... Meu deus... Como eu amava aqueles cabelos rebeldes. Seus olhos azuis e lábios tão bem desenhados. Jon parecia ficar cada vez mais lindo. O fitei dos pés a cabeça e devo ter parecido tão deslumbrada que David me interrompeu dando um peteleco na cabeça.

- Dave. Qual é o seu problema?

Bati em sua mão lhe arrancando risadas e se afastando de nós.

- Você veio.

- Sim. Eu ganhei credenciais... - as mostrei para ele e ganhei um olhar provocativo em direção aos meus seios e os cobri com a jaqueta.

- Hey. Você vem mostrando essas belezas e não quer que ninguém olhe.

Revirei meus olhos e o puxei para um abraço. O senti apertar minha cintura e cheirar meu cabelo.

"Senti sua falta também."

O ouvi sussurrar em meu ouvido. Muito perto, seu hálito quente bateu em meu pescoço e quase fechei os olhos.

"Senti muito sua falta." Ele falou de novo ao se soltar de mim e beijar meu rosto demoradamente. O olhei de muito perto seu lindo rosto cansado, esgotado mas não tive tempo de abrir a boca pois Richie, Tico e Alec entraram na sala fazendo barulhos.

Abracei os três e logo estava eu conversando em espanhol com Tico sobre os lugares que passaram, dei gargalhadas e logo estava tomando uma lata de refrigerante assim que olhei ao redor e não vi a moça magra de cabelos castanhos.

- Cadê a Dot? - perguntei alto demais e logo um silêncio se instalou no local.

Jon continuava sentado com os pés apoiados na mesa de centro tomando uma cerveja escura.

- Ela não vem hoje. Nem amanhã. Nem depois. Nem depois...

Ele respondeu olhando algum ponto específico a sua frente e o silêncio continuava ensurdecedor.

Doc entra na sala como um furacão mas se espanta com nossas caras envergonhadas.

- Hey, o que houve aqui? Cadê nossa animação? Vocês tem uma multidão esperando. Vamos?

Alguns se levantaram com uma certa lentidão que beirou o esgotamento. Deram meio sorrisos a Doc mas Jon ainda não fitava ninguém, permanecia sentado com sua cerveja.

- Vamos JBJ, as gatas estão gritando seu nome. Consegue ouvir?

Jon ainda estava parado como uma estátua mesmo com as palavras exageradamente animadas de seu empresário. Richie se aproximou e estendeu a mão para o amigo que mesmo relutante se levantou preguiçosamente.

Analisei a cena ainda sentada na minha poltrona confortável e percebi o que realmente estava acontecendo ali. Esgotamento de tudo

- Hey meninos. Eu vou assisti-los da coxia. Façam um ótimo show por mim. Temos que comemorar!
Levantei e os tentei animar, e logo consegui sorrisos e Doc os juntou em uma roda para uma grito de guerra.

Os acompanhei pelo corredor longo e o barulho ensurdecedor ficava cada vez mais alto. Jon diminuiu o passo e parou ao meu lado, e senti seu olhar em meu corpo.

- Você marcou um encontro?
- O que? Não! Vim assisti-los.
- Está vestida para matar. Vai ser difícil cantar hoje.
Ele falou ao me surpreender me abraçando por trás e pressionando todo seu corpo no meu.

Pude sentir o cheiro forte de cerveja vindo de sua boca e não me deu repulsa como geralmente álcool me causava, e sim desejo. Apertei suas mãos e minha cintura e relutei um pouco em me afastar.

- Faça um puta show, Jon.

Sussurrei e ele mordeu os lábios como se me chamasse para um beijo. Olhei David e sua cara era de "o que está acontecendo?"
Desejei um bom show a todos e me sentei em uma caixa preta grande na lateral do palco.

Logo as luzes se apagaram e os gritos, se possível, ficaram mais altos e os acordes de " You Give Love a Bad Name" ecoaram pelo estádio. Show de pirotecnia começou me assustando mas logo fui dominada pela energia incrível que aqueles caras tinham no palco e a harmonia com o público.

Era impossível ficar sentada e logo eu estava em pé pulando e dançando de um lado para o outro no pequeno espaço. Jon se aproximou da minha coxia cantando e fazendo charme com aquele cabelo longo. Eram muitos gritos femininos vindo do público e eu não aguentei a risada.

"An angel's smile is what you sell
You promise me heaven, then put me through hell"

Continuei dançando quando Jon cantou esse trecho olhando para mim. Movi os lábios para acompanhar a letra e ele sorriu.

Gritei ao cantar o refrão e novamente Jon estava perto da coxia onde eu em encontrava. Sua desenvoltura no palco e sensualidade era hipnótica, e eu não conseguia parar de admirar cada detalhe de sua performance.

Aquele adolescente tinha se transformado em um homem. Enquanto eu sentia minha pele queimar de desejo, mordi meus lábios fechando os olhos e dançando balançando meus quadris ao fim da música.

Lembrei do hálito alcoólico e quente de Jon próximo ao meu pescoço há minutos atrás e suas palavras provocantes. Quando acordei do transe, Jon tirava a jaqueta jeans com os olhos vidrados em mim e exibia seus braços e ombros fortes.

Me sentei a caixa preta novamente e devo ter dado meu melhor sorriso sensual pois o desconcentrei no início da música "Raise Your Hands".

O resto do show foi incrível e como uma fã e amiga, cantei todas as músicas e admirei cada um deles no palco. Jon continuou me provocando e cantando partes românticas ao me fitar intensamente. Eu me sentia uma fã sendo deslumbrada e paquerada pelo ídolo. Um sonho... Mas eu sabia que a ausência do Dorothea e uma possível briga/término de namoro entre eles estava o deixando assim... rebelde demais.

A minha última lembrança daquela noite foi de ser puxada por Jon para dentro de um banheiro vazio e desfrutar um beijo tão lascivo ao ponto de ser imoral. Fui erguida e pressionada na parede de azulejos gelados, e pude sentir toda excitação de Jon e suas mãos por dentro da minha mini blusa.

Minha pele estava quente de desejo e minhas mãos foram imediatamente para o zíper de sua calça jeans e o ouvi gemer deliciosamente no meu ouvido quando o massageei por cima do tecido grosso.

- Você deveria ter escolhido uma saia.

Ri baixo mas fui interrompida quando tive minha calça arrancada em um único movimento e minha calcinha arrastada para o lado, logo Jon estava abafando meus gemidos lânguidos com sua boca mordendo meus lábios.

- Você me quer, Maria?

Gemi alto e sua boca cobriu a minha mais uma vez em um beijo de língua erótico. O senti adentrar em mim lentamente e suas mãos agarraram meu cabelo me fazendo encara-lo. Seus olhos estavam ardendo de tesão enquanto dava estocadas violentas dentro de mim.

Eu sabia que meus gemidos estavam altos o suficiente para serem ouvidos no corredor mas eu não me importava. Logo meu corpo começou a tremer e Jon revirou os olhos, mordendo os lábios de maneira tão sexy que eu gozei em seguida o apertando.

Senti seu líquido escorrer pelas minhas pernas e o fôlego ficou rarefeito naquele cubículo. Nos beijamos pela última vez enquanto o sentia sair de dentro de mim lentamente.

- Eu nunca gozei tão rápido na minha vida.

Joguei a cabeça para trás dando gargalhada de seu comentário e ele me encarava com a melhor cara pós sexo que eu já tinha visto na vida. Seus cabelos estavam bagunçados perfeitamente e sua pele vermelha o deixava mais atraente.

- E eu nunca tinha transado em um banheiro.

- Tem uma primeira vez para tudo, não é verdade?

- Jon, minha primeira vez com foi com você.

- Ah é. Tinha esquecido. - ele disse com ironia enquanto me abraçava mais uma vez para um beijo longo.

Joguei minha calcinha no lixo e vesti minha calça enquanto ele lavava aos mãos na pia.

- Então você e a Dot terminaram.

Falei enquanto o abraçava por trás. Ele me fitou pelo reflexo do espelho com uma expressão dura.

- Não. Nós não terminamos.

- Como assim? E isso que acabou de acontecer?

Jon se virou para mim com a expressão de pesar e bagunçando mais o cabelo. Meu coração se apertou dentro do peito e as lágrimas começaram a se formar nos meus olhos, ardendo e me machucando como brasa.

- Eu gosto de você, Maria. E eu a Dot não estávamos bem há muito tempo e ela foi embora. Mas nós não conversamos-

- Cala a boca. Não fala mais nada. Eu já entendi. Você está carente e com saudades da namorada e me usa para dar uma trepada.

- Não, Maria. Não é isso. Eu gosto de você, consegue me ouvir?

O empurrei com toda minha força mas seu corpo forte não sentiu o impacto, o senti tentar me segurar mas logo já tinha batido a porta com força e saí chorando pelo corredor com o coração partido por aquele homem pela milésima vez...


Demi Holiday's POV

- Sua mãe uma é uma mulher guerreira, foram tantos anos contra o câncer. Ela vai descansar agora.

Eu soluçava enquanto ouvia palavras de conforto de meu marido. Me ajoelhei no chão do corredor sentindo a dor dilacerante de ceifando por dentro.

Após cinco anos de luta, minha mãe estava perdendo a vida para o câncer de útero. Eu fiz tudo que podia para fazê-la ficar viva, principalmente deixei meu trabalho de lado para viajar, ir a consultas, marcar exames e dar todo apoio que eu achava necessário.

Mas não tinha sido o suficiente. Eu iria perdê-la.

- O médico disse que você pode entrar no quarto. Quer que vá junto?

- Não. Fique aqui. Preciso fazer isso só.

Mal olhei para ele e entrei no quarto. Minha mãe estava dormindo pacificamente na cama e me aproximei ainda sentindo as lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto.

Me sentei ao seu lado e a vi abrir os olhos lentamente.

- Hey Demetria. Eu estava sonhando com você.

- Estava, mamãe? Qual sonho?

- No dia em que te conheci. Você era um bebê tão lindo. Eu fiz seu parto, já lhe contei?

Um buraco no meu peito se formou com aquela única frase.

Meus pais sempre disseram que eu tinha sido adotada em um orfanato ainda com dias de vida. Ela nunca me citou o fato de ter feito meu parto...

- Não, mamãe. Me conte.

Talvez ela estivesse delirando pois o câncer já tinha alcançado todos os órgãos. Mas ela parecia tão lúcida...

- Você era um lindo bebê e nasceu tão saudável. Você não esperou chegarmos no hospital, nasceu dentro do carro e chegou ao mundo assim. Eu tenho tanto orgulho de você, minha princesa.

Beijei suas mãos frágeis e pálidas pela doença. Se ela tinha feito meu parto, conhecia quem a mulher que me gerou.

- Mamãe... Quem era mulher que me deu a luz? Você a conhecia?

- Ela era só uma mocinha, Demi. Uma jovem sozinha e grávida. Eu e seu pai precisávamos ajudá-la. E ela foi forte até o final e te trouxe ao mundo.

- Qual era o nome dela, mamãe?

Perguntei afagando seus cabelos.

Após quase 40 anos eu iria descobrir o nome da minha mãe biológica.

- Maria Guadalupe.




Notas Finais


Capítulo longo né?

Mas agora o segredo da Maria foi revelado.

Bom final de semana, moças e moços!


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