História Dsilan - Velhos Contos - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Demonios, Magia, Monstros, Original, Saga
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Palavras 2.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Decisão de uma jornada


Fanfic / Fanfiction Dsilan - Velhos Contos - Capítulo 7 - Decisão de uma jornada

- (Luciferina) Parece que temos alguém por aqui, né?!

- (Charl) Han?!?!

Assustado com o que a espada acabara de falar, Charl largaria de medo e ficaria encarando a misteriosa arma por um tempo no chão. A deslumbrante cor verde da espada mais se assemelha a de uma saudável planta. O que mais estranhava, além do fato dela conseguir proferir palavras, era que ela brilharia na mesma cor (verde) quando falava ou era pega por ele. 

- (Luciferina) Hehehe, deve estranhar o fato de um objeto inanimado poder falar, certo? Calma-te pequeno demônio, não lhe farei nada de suspeito, além do mais por sair deste grimório dado por sua mãe.

Ainda sem expressar outra coisa a não ser o espanto que sentia, Charl estenderia sua mão e pegava pelo cabo da espada a própria Luciferina. Ausentando qualquer palavra ou som para a cena, observava calmamente a desconhecida arma

- (Charl) Afinal, tu fora feita pela magia do grimório ou invacada por ele? Creio que seja útil esta informação para uma certa coisa de paira em minha cabeça...

- (Luciferina) Ah caro mortal, isto é uma informação deveras complicada de se entender. Em suma seria ambos, mas o que prevalece é o fato de ser uma invocação do grimório. Acho que assim ficaria mais fácil para isto tudo

- (Charl) "Bem, deste jeito é mais fácil deduzir que era algo previamente feito para mim. Só que tem algo intrigante nisso tudo"

Analisando a composição mágica e material da espada, usando-se de sua técnica e habilidades, Charl cria mais uma dúvida

- (Charl) Mas se tu não fora feita por minha mãe, que nem este livro, e nem há alguma ligação direta com ela. O que fazes nestas escrituras?

Em um som semelhante a um suspiro, Luciferina toma um pouco de fôlego para conseguir relembrar uma resposta adequada ou pertinente

- (Luciferina) Conheces o segundo mundo ou ao menos citações e histórias sobre ele?

- (Charl) Hummmmmm

Remoendo suas memórias e conhecimentos, Charl lembraria brevemente de alguns fatos do mesmo

- (Charl) Sim, brevemente possuo algumas informações e histórias sobre tal assunto

- (Luciferina) Bom, assim ficaria mais fácil. Seria eu uma arma feita nas terras de lá. O resto ora seria muito complexo de explicar no momento ou falta-me também conhecimento disto

- (Charl) Mesmo assim pareces muito suspeita, mas como provém do grimório de minha mãe acho que isto é desnecessário.

- (Luciferina) Creia em que quiser caro demônio, somente não duvide de si

Pegando o livro de magias, o demônio negro guardaria o mesmo em sua dimensão de bolso, empunharia a espada e guardaria a própria em uma improvisada bainha mágica.

~ (Charl) Isso me dá uma luz no meio de tudo isso

- (Luciferina) Espero mesmo que tenha sido útil

As pupilas do rei dilatariam a tal ponto que não se via mais o globo ocular deste, surpreso e levemente enraivecido seriam boas palavras para descrever o mesmo nesta situação

- (Charl) PERAOQ?! Mas por que fica bisbilhotando meus susurros?!

- (Luciferina) Curiosidade...

- (Charl) Aham, sei...

Meio inconformado, sairia do seu quarto com a misteriosa espada e com sua vestimenta de rei. Andaria por aleatórias direções do palácio até chegar em um certo cômodo e encontrar o que seria uma sala de tesouros. Nesta sala, levemente iluminada e muito bem cuidada, teriam os mais preciosos e perigosos artefatos acumulados por Haldur

- (Charl) Alguém por aqui? Se sim faça-me o favor de já ligar a fonte daqui

Logo em seguida, as luzes ficam mais intensas e um som de um instrumento de sopro ecoa por toda a sala. Sabendo o lugar certo que deveria ir, Charl iria até a origem do som.

- (Charl) Hum, convoque o Conselho das Bestas. Para isso, emita o código 001

Onde estaria falando praticamente sozinho, estaria uma pequena caixinha de som. Esta guardaria a mensagem do mesmo e enviaria o certo código para os membros do Conselho

- (Luciferina) Mestre, qual seria o significado deste código ao certo?

- (Charl) Minha pequena espada...

Tomaria um fôlego meio apreensivo para poder explicar o que acontece

- (Charl) Está chegando nossa prova de resistência. Vamos ver se realmente vamos sobreviver

- (Luciferina) Han?! Sobreviver a que?

- (Charl) Seria a quem, mas digo de antigos rivais nossos. Primeiramente digo que seria aos seres que se dizem puros. A outra parte...

- (Luciferina) A outra parte..?

- (Charl) Ah, a outra parte seria quem manda em todos eles. Provalmente até os próprios deuses

- (Luciferina) Deuses?!

Passos de uma pessoa correndo são ouvidos perto da porta da sala, até que o ser no qual emitia esse som abre repentinamente a porta. Estaria meio ofegante, nervoso e apressado para contar o que aconteceu. Era um mensageiro do palácio, afinal não tinha-se sinal dentro sala em que estava

- (Mensageiro) Vossa Majestade, o recado urgente já fora entregue, também boa parte deles partiram para o local de encontro.

- (Charl) Já estou a ir, preparem o meu transporte até lá. Vou resolver uma coisa aqui bem rápido...

- (Mensageiro) Como queira, Majestade

Na sala em que estava, Charl pegaria um estranho artefato que mais se parecia com uma bola de gude bem grande, no tamanho de uma bola de beisebol. Guardaria a mesma em sua dimensão de bolso, voltaria para o quarto e vestiria suas roupas especiais de rei.

Um gigantesco manto de cor prateada, uma leve armadura revestindo o corpo e os brincos reais. Depois disso volta com sua aparência original, sua pele negra fica evidente, olhos e cabelos ficam prateados e estranhas marcas que se assemelham a tatuagens emergem em seu corpo. Com tudo pronto ele arruma um pouco mais as roupas e vai para o primeiro andar do palácio até o seu transporte.

~ (Charl) O que será que me aguarda por lá?

Ele desceria até uma estranha sala que havia no andar, ali teria um gigantesco arco com escrituras na coluna, em uma língua usada somente para meios mágicos. Quando os preparativos estivessem prontos, o arco brilharia onde teria as cunhadas escrituras e logo teria sua parte interna (que estaria sem nada) uma fina película de cor azul cintilante.

- (Servo) Vossa Majestade, o portal para seu transporte já fora concluído. Por favor, pode entrar para finalizar sua viagem

- (Charl) Bem, lá vamos...

Ansioso, entraria no portal que levaria para onde teria o dito Conselho das Bestas. Passando pela película criada na distorção especial, Charl se depara com uma dimensão onde transitaria em um constante fluxo a magia existente no mundo. Um local isento de qualquer outra matéria e repleto de várias cores e formas amateriais. Formas geométricas mudavam de cores constantemente, assim como suas formas. Espectros de luz viajavam e fluíam pelo local de forma aleatória, mas uniforme. Nenhuma cor ou forma se misturava, criado um local com um relativo caos visual, mas com uma ordem natural.

- (Charl) Que estranho, normalmente não demoraria muito para a outra fenda abrir

Logo quando acaba o comentário do rei, um pequeno buraco se abre na frente dele. Um tão pequeno que somente um alfinete conseguiria passar, e com muita dificuldade. Seria estranho

- (Charl) "Mas que estranho, é o mesmo destino que vou, entretanto está com uma força e sinal tão fraco..."

O buraco iria diminuir até o nível molecular e logo sumiria da existência

- (Charl) Nossa, que brincadeira legal que fizeram. Vamos, eu tenho algo importante para fazer agora!

Um perturbador silêncio ocupa toda a cena onde estaria Charl, nem mesmo Luciferina conseguiria falar ou produzir qualquer som.

- (Charl) "O que está acontecendo?!"

Um sublime e reconhecível som é ouvido por Charl

- (Charl) Um portal?!

Ficaria nervoso e ansioso para procurar a origem de tal som, mas não encontraria nada por lá. O som fica mais intenso até cessar, voltando o vazio sonoro

- (Charl) Nada, né?!

Quando pisca seus olhos, um portal diferente do seu destino abriria em sua frente. Ele levaria para uma gigantesca e nunca antes vista biblioteca, era de um tamanho que seria quase perfeito para somente Charl passar por lá, mas contaria com seu novo equipamento para isso, a Luciferina

- (Luciferina) Estranho, muito estranho mesmo...

- (Charl) Sim.... Tu vais comigo?

- (Luciferina) Teria uma outra opção?

- (Charl) Não, mas melhor perguntar mesmo assim...

Entrariam os dois na estranha biblioteca. Era realmente algo de outro mundo, gigantescas estandes compunham a parede ou flutuavam pelo local para comportar mais livros. Estes estariam friamente organizados e cuidados pelo local. A iluminação se dava pelo teto transparente, no qual deixava uma estranha luz branca azulada iluminar a biblioteca, como se fosse noite. No centro, teriam várias mesas para leitura ou para escrita dos livros, estas constantemente recebiam os livros que voavam e fluíam pelo local, onde seriam reescritos ou atualizados. Seria como uma cíclica, portanto infinita, revoada de livros. Partiam de suas estantes, iam para as mesas serem magicamente escritas por uma caneta tinteiro flutuante e logo voltavam para o respectivo lugar que estavam antes de sair. Tinham vários andares e salas para habitarem os diferentes livros, até mesmo o material do local estranhava. Uma madeira antes considerada extinta há universos atrás, ela seria lisa, resistente, uma cor intensamente marrom, mas mudaria de cor de acordo com a necessidade dos livros e iluminação.

- (Charl) Que lugar seria este?

Quando fala, as estantes na frente de Charl começam a se desviar e separar do caminho afrente, revelando uma escada secreta dentro de onde estavam. Ela era iluminada por uma luz de cor e intensidade diferente, bem mais fraca com cor puramente branca, demonstrando que até mesmo a composição da mesma seria diferente da madeira dos outros móveis.

- (???) Calma-te mortal, suba nas escadas para saber o teu objetivo

Uma voz baixa, como se estivesse susurrando, fala por dentro da mente de Charl. Era uma calma, doce e feminina voz, mas mesmo assim teria a força de alguém que detinha muito conhecimento, uma pessoa sábia e inteligente.

- (Charl) Puta Sheldon, que merda foi essa falando na minha cabeça?!

Assutado, mas sem alguma opção do que fazer por lá, o demônio negro obedeceria o pedido para subir até às escadas. Quanto mais subia, menos poderia ver tudo, não estava mais nítido qualquer coisa além da escada, estaria tudo em um gigantesco breu. O que deixava também mais amedrontado seria inúmeros susurros de diferentes vozes dizendo algo no ouvido do rei

~ Será tu?

~ Tem certeza? Parece que ele vai perder algo

~ Se ele conseguiu chegar até aqui quer dizer algo, não?

~ Ah deixa, quem decide isso vai ser ela

~ Certo...

- (Charl) "Puta que pariu, o que está acontecendo comigo?! Lembro de não ter usado nenhuma droga..."

- (Luciferina) Creio que aqui nem é nossa dimensão, a magia e presença daqui é muito diferente para ser o mesmo

- (Charl) Puta, jura?! Ainda bem que me disse isso, não ia perceber isso sem tu!

- (Luciferina) Affs, se fosse para dizer isso nem me pronunciar iria

Os lances de escada param em uma sala, que tinha somente um chão em forma circular. Ele não tinha nenhuma marca ou qualquer indicativo de processo de confecção do material, no qual seria estranho para ambos personagens.

- (Charl) Então moça, o que faço agora

O silêncio volta para o ambiente inteiro

- (???) Acalma-te e deite no chão, bem no centro

- (Charl) Ok né

Entendendo nada e sem questionar, o demônio deitaria no centro do círculo e fecharia os seus olhos

- (???) Agora é somente fazer a escolha correta

- (Charl) Han?

Uma fenda espacial se abre atrás do Charl e uma grande mão invisível pega o mortal e o leva para o local onde ela originalmente habita.

Charl chegaria num estranho local, onde também não teria alguma luz, muito menos forma tanto no chão que pisava como no meio que estava. Uma corrente de vento refresca o rosto do demônio, dando mais um aspecto macabro para o local

- (Charl) O que estou fazendo por aqui. Melhor, o que tenho que fazer por aqui?

Após a frase um corpo de aproxima até estar quase colado em Charl

- (??) Veio fazer sua escolha, não?

- (Charl) Ah sim, me disseram que eu devia fazer uma escolha, só não sei o que tenho que escolher

- (??) Fácil, vou te ajudar meu caro mortal

O olho do tal corpo, que falava com Charl, abre-se e ilumina o suficiente para somente ele estar a aparecer em toda escuridão.

- (??) Conheces o termo phyr?



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