História Dual Blades - Capítulo 50


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 50 - Lisbeth


- Eu irei atrás dele.

- Não. É perigoso. Deixe que eu vá...

- Entendo que seja perigoso, mas acho que eu preciso me desculpar por falar aquelas coisas imprudentes para Kimishita o acusando de egoísta. Eu irei.

- Deixe-me ir junto por favor! Preciso me desculpar...

- Me desculpe dizer isso Morasta, mas acho que Kimishita não deseja te ver por enquanto.

Ele percebeu que eu estava certa e se sentou com as mãos na cabeça.

Peguei meu arco para me proteger de algo que pudesse aparecer e comecei a seguir os passos de Kimishita.

Os cavalos em que viemos da cidade estavam agitados.

“Ele veio por aqui.”

Depois de procurar por alguns minutos pisei em algo.

- Aaahhhahhh!!

- Aiii, quem é?

- Kimishita?! Porque está deitado no chão?

Ele estava todo coberto de lama.

- Não olhe para mim.

- Kimishita. Ficamos preocupados com você saindo assim do nada. Está machucado?

- Estou bem.

Ele se levantou e tentou ficar de pé, mas caiu.

- Ai! Acho que machuquei meu joelho.

- Aqui. Pegue na minha mão.

Ajudei ele a ficar em pé.

- Consegue andar?

- Sim.

- Muito bem então, vamos tomar um banho.

- Como?!

- Você me escutou. Tire essas roupas cheias de lama e entre no rio.

Achei que ele iria ir contra a ideia, mas tirou a roupa e entrou no rio.

Invés de começar a se lavar ele colocou a cabeça dentro d’água e não tirou.

- Ei! O que está fazendo?!

Me joguei dentro do rio e peguei sua cabeça.

- Porque você pulou com a roupa?

- Pensei que você ia se matar afogado!

- Quê? Estava procurando um peixe para Adão.

“Você se preocupa mesmo com aquela cobra.”

- Vai tomar banho com a roupa encharcada? – perguntou ele apontando para mim.

- Claro que não.

Tentei tirar a roupa porém devido estar molhada não saia.

- Você sempre precisou de minha ajuda pra quase tudo.

Kimishita retirou minha roupa.

- Me desculpe por falar daquela forma com você àquela hora. – me virei para ele.

- Você só disse verdades para mim, não tem que se desculpar.

- É meio vergonhoso ficar pelada assim, só nos dois.

- Eu não acho.

Olhei para baixo, a água cobria da cintura para baixo de Kimishita.

- Você é virgem?

- O quê? – disse ele surpreso para mim.

- Dessa vez quem quer saber sou eu.

- Sim, sou. E você?

- Não mais.

Espremi meu corpo forte contra o dele.

- Deixe que eu te ajude a esquecer esse fardo de sua mãe.

Seu coração batia forte.

- Por favor. – foi sua resposta.

...

Olhávamos para as estrelas deitados sobre a relva.

- Promete que não fala pro Bertrold o que vou te contar agora? – falei isso olhando diretamente fixo em Kimishita.

- Sim.

- Selka está grávida.

- É o quê?!

- Ela me disse quando fomos na cidade buscar os corpos da família de Bertrold. Pediu que eu não falasse a ele pois ela quer fazer uma surpresa, mas irá esperar essa guerra acabar.

- Pera, Bertrold é o pai?

- Sim.

- Boa Bertrold! Sempre soube que um dia você iria domar aqueles peitões!

- Ei! Como consegue dizer isso após termos feito? É humilhante para uma mulher.

- Porque?

- É que todas tem inveja daqueles melões da Selka.

- Hahaha, me desculpa, não sabia.

- Aliás, como foi que você conheceu ela?

Kimishita tinha seu olhar para cima.

- Foi por causa de Bertrold. Nos dois andávamos pela rua quando ele perguntou se eu me importaria de passar em um lugar. Falei que não e então ele me levou no bar onde Selka trabalha. Ao nos ver ela rapidamente falou com Bertrold. Percebi que ele gostava dela só pela reação que tivera. Quando fui embora de casa qualquer um que topasse comigo me conhecia e perguntava o porquê de eu estar andando sozinho, mas com ela foi o diferente. Ela então saiu para buscar algo para comermos e tive a oportunidade para perguntar se Bertrold gostava dela, ele claro, ficou todo vermelho e tentando dar desculpas sem sentido. Nessa hora dois caras entraram, eles ficaram um pouco parados olhando para nós e quando Selka voltava com a comida um deles pegou em seu braço e começou a passar a mão em seu corpo. Bertrold se levantou e começou a tentar negociar com os caras, eu que não os conhecia e não estava nem ai pra nada bati no mais próximo de mim, o outro avançou em meu pescoço só que Bertrold deu uma cotovelada em seu rosto. Após termos terminado de desmaiar os caras, um homem alto, moreno e barba mal cuidada chegou, foi a primeira vez que falei com Asterok.

- O que vocês fizeram com os caras?

- Asterok nos ajudou a jogá-los na rua. Depois disso Bertrold explicou minha situação para Asterok que na verdade já sabia que eu estava na cidade devido aos boatos de que o filho do rei vagava pela cidade. Ele me arrumou uma casa para morar.

- Seu pai nunca mandou que te buscassem?

- Nunca. Houve algumas vezes que uns soldados achavam que se me levassem de volta conseguiriam um prêmio do rei. Continuando, após isso eu, Bertrold e Selka nos víamos cada vez mais, até que um dia eu perguntei sobre quem eram os pais dela.

Kimishita parou um pouco antes de continuar.

- Ela contou que seu pai a estuprava quando pequena. Ele era um soldado do reino. Selka era ameaçada pelo pai para não falar nada, mas um dia sua mãe descobriu e fugiu com ela. Alguns dias após elas terem fugido o pai dela as encontrou e atacou a mãe de Selka. Tentando salvar pelo menos a filha ela conseguiu tempo para que Selka fugisse. Seu pai nunca mais a achou, porém ela vagava pela cidade sem casa ou comida e já estava quase morrendo de fome quando uma senhora ofereceu ajuda a ela, era a dona do bar. A partir desse dia Selka virou a filha da dona do bar. Na época em que conheci Selka essa senhora ainda era viva, porém morreu por doença a alguns anos, deixando o bar de herança para Selka.

- Nossa, ela teve uma vida sofrida.

- Sim, todos tivemos. Foi quando Bertrold ouviu Selka contar sobre seu passado que ele começou a ficar ainda mais próximo dela. E agora saber que os dois vão ter um filho é uma enorme alegria até para mim. Lembro que antigamente eu fazia Bertrold passar por cada situação para ver se ele conseguia uma chance com Selka.    

- Kimishita, sobre Morasta...

- Ele não fez nada de errado.

- Hã? Mas quando você saiu correndo não foi porque estava bravo com ele?

- Não. Estava bravo comigo mesmo, pois eu pensei como meu pai.

- Hã?

- É difícil de explicar. Quando minha mãe morreu eu sempre coloquei toda a culpa em meu pai, eu prometi que negaria tudo o que fosse relacionado a ele, e foi por isso que fiquei nervoso, pois quando Morasta disse o que meu pai fez percebi que era o mesmo que eu faria.

- Continuo sem entender.

- É como se eu estivesse trilhando o mesmo caminho que meu pai, como se fossemos iguais. Isso é o que me irrita.

- Mas você não pode negar que ambos são parecidos.

- Isso é verdade, sempre me dizem que mais alguns anos e ficara difícil de distinguir quem é quem.

Kimishita suspirou.

- Obrigado Lisbeth.

- Pelo quê?

- Por ter sugerido que falássemos sobre nossos passados. Eu sempre tive medo de falar a respeito sobre o que acontecera com minha mãe, mas após ter me aberto para todos estou me sentindo mais leve, como se meu fardo pesasse menos, como se fosse capaz que eu possa ser perdoado.

- Você não fez pecado algum!

- Fiz, independente do que diga, mas hoje eu percebi uma coisa.

Kimishita se virou para mim com um sorriso enorme no rosto.

- Nos sete realmente somos uma família. Todos temos histórias terríveis, e exatamente por sermos tão iguais que nos damos bem. Espero sempre continuar ao lado de vocês.

A primeira reação que tive foi de surpresa, mas que logo se transformou em alegria.

- Sim! – respondi também com um sorriso no rosto – Vamos sempre ser uma família!



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