História Dual Blades - Capítulo 53


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 53 - Bertrold


Eu, Kimishita, o velho e Selka corríamos pelas ruas com os cavalos.

- Estranho. Porque não encontramos nenhum soldado por aqui? – disse devido a já estarmos quase no fim da cidade e não acharmos ninguém.

Como se em resposta a minha frase uma flecha veio zunindo e parou na perna de meu cavalo fazendo com que ele falhasse o galope e eu evidentemente caísse.

Selka localizou o atirador e acertou uma flecha nele.

De dentro das casas pelo menos vinte soldados saíram.

O velho e Kimishita pularam de seus cavalos com as espadas na mão.

- Kyakyakyakya, não acredito que Zacarias estava certo que vocês viriam correndo se alguém falasse que ele estava aqui.

Um homem de estatura média, cabelos castanhos, olhos verdes e pele envelhecida saiu dentre os soldados.

“Ele tem algo familiar.”

- Papai?

Meu corpo congelou ao ouvir essa pergunta de Selka.

- Hã? – o homem estreitou os olhos – é você Selka? Não acredito! Porque não vem dar um abraço no seu velho? –ele abriu os braços.

- Selka, ele é seu pai? – perguntei.

- Sim. – ela respondeu lentamente.

Olhei com a maior cara de nojo possível.

Quando Selka me contara o que seu pai fizera a ela eu jurei em meu íntimo que iria ajudar ela a superar isso.

- Você fez coisas terríveis com Selka. Você não merece que ela te chame de pai!

O homem riu histericamente.

- E eu lá quero que ela faça isso? Hahahaha, essa garota era só um brinquedo para mim.

Apertei com raiva o cabo de minha espada.

“Mate ele.”

Novamente aquela mesma voz da outra vez apareceu em minha cabeça.

“Eu irei matá-lo.”

O homem apontou para Selka.

- Sabe o que fiz com sua mãe? Cortei-lhe os seios e fiz com que ela engolisse. Kyakyakyakya, nunca me esqueço daquela cena.

Percebi que Selka tremia ao meu lado.

- Bertrold, mudança de planos – os olhos de Kimishita pareciam inflamar – vamos matar esse tiozão antes de acharmos meu pai.

- Acho que isso não vai acontecer. A essa altura seu pai deve estar indo embora junto com sua amada.

- Como? – perguntou Kimishita.

- Isso que você ouviu. A informação de que avistaram seu pai aqui era falsa.

- Falsa? Mas... – Selka que tinha o corpo bambo começou a gaguejar.

- Bem que eu sempre desconfiei que você só tinha peito invés de cérebro minha filha. Vocês nem consideraram que haviam infiltrados em seu exército?

Ele olhou com desdém para nós.

- Deixe-me adivinhar, vocês pensaram que só porque tinham o controle das rotas que não conseguiríamos alimentos e tropas? Vou deixar uma dica para vocês: corvos servem para mandar mensagens para outros lugares – o homem botou o dedo no queixo – apesar que eu acho que Zacarias ofereceu um valor muito grande por essa ajuda.

- O que ele ofereceu? – percebi que Kimishita estava se estressando.

Com um olhar malicioso o homem disse enquanto sorria:

- Ele ofereceu a sucessora do trono da Saxônia.

Os dentes de Kimishita rilharam enquanto falou baixinho:

- Demônio maldito.

- Com quem ele negociou?

- Turíngia.

“E eles claro que aceitaram a proposta, já que com isso é só esperar o rei atual da Saxônia morrer e se apossar do território já que terão a herdeira.”

- Vocês erraram ao ficar sem nos atacar pois deram tempo para que conseguíssemos reforços. Você não é tão inteligente quanto seu pai. – o homem apontou para Kimishita.

- Espera um pouco, está me dizendo que Zacarias não está aqui?

Uma voz envelhecida só que com uma enorme pressão fez essa pergunta.

O velho parecia emanar uma aura assassina.

Ele pegou uma faca e jogou na direção do homem que desviou e ordenou:

- Matem os três e deixem o filho do rei vivo.

Os soldados avançaram para cima de nós.

Com apenas três movimentos, com apenas três passos, com apenas três cortes três soldados caíram no chão perante o velho que se moveu como uma navalha.

- Podem vir pra cima, seus merdas!

Os soldados vacilaram ao ver o Pith com toda aquela confiança.

- O que estão fazendo? Ataquem!!

 

Eles começaram a avançar novamente, mas dessa vez quem atacou dois soldados de uma só vez com ambas as espadas foi Kimishita.

- Tá na hora de mostrar o que te ensinei moleque.

- Pode deixar, velho.

Os dois pareciam possuídos enquanto lutavam protegendo as costas um do outro.

Entrei na luta e Selka começou a mirar com seu arco.

Um soldado me atacou pelo meio, outro pelo lado e outro por cima.

Selka acertou um, desviei de outro e bloquei o seguinte.

Mais três soldados haviam caído perante aqueles espadachins impiedosos.

Porém Kimishita escorregou sem querer e um soldado com um corte na horizontal acertou sua camisa, mas não fez nenhum ferimento.

- Está bem?!

- Sim!

- Como conseguem ser tão ruins!

O homem entrou na luta avançando contra Pith que deu um olhar frio como gelo para ele.

Tratei de me preocupar de ficar vivo contra mais dois soldados que chegavam enquanto Selka já derrubava seu terceiro alvo.

Rapidamente o número de adversários já havia caído para seis.

Quando me virei para o ver como andava a luta de Kimishita vi o homem acertando um golpe na perna do velho que caiu.

- Droga! – praguejou ele.

- Selka mire nele! – gritou Kimishita.

Porém Selka não se moveu.

- Eu... não consigo.

- O que... – Kimishita não conseguiu falar pois todos os soldados avançaram sobre ele provocando cortes em seu corpo.

Corri para ajudá-lo, só que o homem veio com a espada em riste mirando em seu peito.

“Não! Não vou conseguir! Por favor me ajude!”

Pedi desesperadamente ajuda daquela voz que aparecia para mim de vez em quando.

“Me desculpe, não conseguiremos a tempo.”

“Não! Não posso deixar Kimishita ser morto!”

Centímetros antes da espada o acertar aconteceu. Pith pulou na frente de Kimishita. A espada atravessou seu corpo.

- Kyakyakya, toma isso seu velho. – disse o homem rindo.

- Velho! Pith... porque?!

- Moleque, vença seu pai por mim.

Pith utilizou os últimos momentos de sua vida para levantar o dedão para Kimishita e sorrir.

Ataquei o homem, mas um soldado o defendeu, porém logo em seguida uma espada o cortava.

- Kimishita...

Ele empunhava ambas as espadas como se não pesassem nada.

Em um piscar de olhos todos os soldados restantes estavam mortos.

- O próximo... é você.

Com a voz carregada Kimishita apontou a espada para o homem que começou a correr, mas tropeçou no corpo caído no chão de um soldado.

- Por favor, tenha piedade! Eu prometo que não farei mais isso!

Kimishita se aproximou e desceu a espada enfincando ela na perna do homem.

- Eu não ligo pro que você vai fazer! – a expressão de Kimishita era de dor.

Repetiu o processo na outra perna enquanto o homem gritava de dor.

- Kimishita! Para!

Ele parou alguns centímetros da barriga do homem.

- O que você quer Selka?

Ela pegou uma flecha e ajeitou no arco.

- Eu mesma faço isso.

O homem começou a rir desesperado.

- S-selka, você não fará isso contra seu próprio pai, não é?

- Você não se importava com que fazia comigo enquanto eu chorava pedindo que parasse. Você era meu herói pai, mas você estragou tudo. – uma lágrima desceu pela bochecha de Selka.

Senti algo vindo pelas minhas costas.

Uma flecha passou voando por mim e Kimishita parando nas costas de Selka.

- Arfh...

Seu arco caiu de sua mão quando outra flecha perfurou seu corpo próxima a primeira.

- SELKA!!!

- KYAKYYAKYAKYA! Bem feito pra uma puta como você!

Kimishita pegou o arco de Selka e acertou quem atirara as flechas.

“NÃONÃONÃONÃONÃONÃONÃONÃONÃONÃO!!!!!!!!”

- Selka!!

Ela tinha os olhos semiabertos e seu último movimento foi colocar a mão na barriga enquanto seus olhos se fechavam.

- Não...

Depositando seu corpo no chão me levantei e peguei Luz do Dia, com minha espada andei até o homem que se arrastava tentando fugir.

Eu não prestava atenção na voz em minha cabeça.

Peguei-o e abri sua boca, coloquei minha espada dentro dela e virando um pouco desci ela cortando a boca do homem e seus órgãos internos.

Após fazer mais alguns cortes em seu corpo me levantei e olhei para trás.

Kimishita tentava falar em vão com Selka.

Ponhei a mão em meu rosto.

Porque eu não estava chorando?

Eu não chorei, eu não fui capaz de chorar, eu não consegui nem sequer derramar uma lágrima.

Sentia minha alma vazia.



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