História Dual Blades - Capítulo 54


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 54 - Kimishita


- BERTROLD!! Venha me ajudar!!

Bertrold estava parado olhando enquanto eu tentava retirar as flechas de Selka.

- Droga! Precisamos levá-la para...

- Para que? Ela já está morta.

- Bertrold...

- É sempre assim... HAHAHAHAHAAHAAHAH!!!!!!

Ele havia enlouquecido.

- Todos que se aproximam de mim morrem! TODOS!!! – seu rosto estava um misto de pânico e insanidade.

- É mentira! Eu sempre estive ao seu lado e nunca morri! – tentei dizer mas ele não ouvia.

Seus olhos aos poucos começaram a perder o brilho.

Uma leve brisa passou por meu corpo.

De repente olhei para o lado e dentro de uma casa imerso nas sombras vi uma silhueta. Não pude distinguir se era um homem ou uma mulher, a silhueta pareceu sussurrar algo e logo depois Elkyn e Chilbora apareceram.

- Kimishita! Vocês estão bem o que...

Elkyn parou de falar ao ver Pith e Selka mortos e um Bertrold desamparado.

- O que houve aqui? – Chilbora se agachou rapidamente checando o pulso de Selka.

- A informação que nos deram era falsa.

- Sim, percebemos quando seu pai apareceu logo após vocês saírem.

- Lutaram com meu pai?

Chilbora abaixou a cabeça.

- Não. Raptaram Lisbeth e partiram em retirada.

Meu corpo começou a ficar fraco.

- Levaram... Lisbeth? – falei sem acreditar.

- Kimishita, nos não esperávamos... – Elkyn começou a falar.

- Vocês deveriam tê-la protegido! Agora além de perder meu mestre e Selka ainda perdi Lisbeth!!

- Kimishita se acalme.

- Não tem como!

Minha respiração estava falhando.

- Estão reorganizando as tropas, iremos atacar o castelo dentro de alguns dias. Não irão fazer nada com Lisbeth até lá. – explicava Chilbora tentando me acalmar.

- Não tem isso de dias. Iremos atacá-los hoje mesmo.

- O quê? Isso seria...

- Você mentiu para mim.

Me virei para o dono daquela voz.

- O que disse Bertrold?

- Você mentiu pra mim – ele se aproximou de mim com aqueles olhos que perderam seu brilho e estavam opacos – você prometeu que se juntássemos nossas forças não deixaríamos ninguém morrer.

Meus joelhos falharam.

“Bertrold tem razão. Nos dois prometemos isso no beco antes de irmos para a floresta.”

Porém invés de me desculpar ou falar qualquer coisa para assumir a culpa, eu olhei com raiva para ele.

- Você também prometeu, mas Pith morreu e Lisbeth foi raptada, então você também não cumpriu sua parte!

Os olhos de Bertrold se arregalaram e em um sorriso triste ele disse:

- Você tem razão.

Sem forças para retrucar ou gritar qualquer coisa eu simplesmente me virei e pegando o corpo de Pith subi no cavalo.

- Tragam Selka. – ordenei.

Bertrold tinha o olhar no chão durante todo o percurso até a base.

Entrei na tenda com o corpo de meu mestre em meus braços.

Asterok juntamente com Tost e Helme tinham uma discussão acalorada, mas pararam ao me ver.

Entendendo rapidamente a situação Asterok chamou um soldado que pegou o corpo de Pith e sumiu.

Do outro lado da tenda Yhita e Morasta estavam recebendo cuidados. Morasta tinha uma faixa em sua testa.

- Preparem as tropas. Partimos daqui meia hora. – disse seco.

- O que está dizendo?! Acabamos de sofrer um ataque, temos que nos organizar e reformular um plano... – interrompi Tost.

- Se tivéssemos atacado antes sem esperar esses dois dias poderíamos ter evitado muitas mortes – olhei para Asterok – e que uma rainha fosse levada.

- Fomos pegos despreparados.

Elkyn, Bertrold e Chilbora carregando o corpo de Selka entraram na tenda.

- Selka...

Asterok parecia perplexo ao ver aquilo.

- Me entende agora? – disse bravo para ele.

Asterok fechou o punho.

- Mesmo assim, não podemos fazer isso sem preparação alguma.

Peguei-o pelo colarinho.

- Eu já esperei muito tempo, e isso custou um preço alto para todos. Eu prometo que se formos agora essa será a última batalha que teremos.

- Como tem certeza disso?

- Porque ou eu mato meu pai, ou eu serei morto. Será uma aposta suicida.

Dessa vez quem me pegou pelo colarinho foi Asterok.

- E mesmo sabendo que é suicida ainda pretende ir?!

Nos dois nos encarávamos duramente.

- Sim. Nós iremos.

Ele pareceu se segurar para não me bater.

- Eu ainda lembro que foi você mesmo quem pediu para que Kimishita fosse nosso rei.

Morasta se aproximou dizendo isso com Yhita ao seu lado.

- Eu sei, mas isso que ele está pedindo já é loucura. E com certeza estarão nos esperando com alguma armadilha.

- Porque pensa isso? – perguntei.

- Seu pai disse que estaria o esperando em casa.

Minhas veias se dilataram ao ouvir isso de Elkyn.

- Mais um motivo para eu ir.

- Sabe quantas vidas estão em jogo? – Asterok me olhava com raiva.

- Também sei quantas já foram jogadas fora.

- Deus irá fazer vocês pagar por seus pecados se algo de ruim acontecer.

- Não pretendo receber o perdão dele.

Os olhos de Asterok tremiam como se a qualquer momento ele fosse sacar sua espada e partir para cima de mim.

- Tost, Helme, avisem as tropas que partiremos dentro de uma hora.

Os dois saíram para cumprir a ordem.

-  Estou fazendo isso pela alma e memória de Selka. – disse Asterok se virando de costas.

Olhei para Bertrold.

- Iremos vingar Selka e sua família.

- Nada disso importa mais. – falou ele sentando no chão.

- Como pode dizer isso depois de tudo que te fizeram! – gritei enquanto gesticulava para ele.

- Exatamente. Seria melhor se nada disso existisse.

- Bertrold você está brincando com a minha cara?!

Me aproximei e dei-lhe um soco. Ele simplesmente caiu no chão e começou a rastejar para o canto da tenda.

- Que droga... estou tão cansadooo...

Ia dar outro soco nele quando um papel caiu no chão.

Me agachei para pegar e tive uma surpresa, era o papel do casamento, o mesmo que meu pai me devolvera e que eu deixei cair na floresta. Como eu havia recebido um corte no peito bem onde estava o bolso guardando esse papel, que foi cortado no meio e agora só havia metade aqui e a outra deveria ter ficado lá onde meu mestre e minha amiga morrerá.

- Talvez eu devesse me matar. – Bertrold começou a desembainhar sua espada.

- Está louco, você não pode fazer isso! – Yhita iria parar Bertrold quando chamei sua atenção.

- Deixe-o!

- Kimishita, ele é seu melhor amigo! Faça alguma coisa!

- Todos saiam daqui. Vocês dois! – apontei para dois soldados que nos olhavam – fiquem de guarda e não deixe que ninguém entre nessa tenda sem minha autorização.

- Kimishita se acalme, converse com Bertrold...

- Vocês deveriam estar se preparando. Saiam agora!

Chilbora que entregou o corpo de Selka para um soldado quis argumentar contra mim, mas saiu.

Esperei que todos fossem para fora e antes de sair olhei para Bertrold que estava mexendo na lâmina de sua espada.

“Que amigo de merda eu sou. Quando as pessoas mais precisam de minha ajuda eu não faço nada.”

Olhei para o pedaço de papel que faltava metade.

“Também estou com um pedaço faltando.”

Minha primeira amiga e meu mestre estavam mortos, meu único amor que tive foi raptada e meu melhor amigo estava quase se matando e eu só conseguia virar as costas e ignorar.

“Essa será a última, se não matar meu pai prefiro morrer.”

Fui com essa certeza para a batalha.



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