História Dual Blades - Capítulo 56


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - Bertrold


Estava deitado de barriga para cima.

“Meu pai foi decapitado. Minha mãe foi morta e estuprada em seguida. Meu irmão cheio de sonhos e objetivos morto por descuido meu.”

- Selka...

“Eu irei te dar uma família.”

“Palavras em vão, sempre assim.”

Me recordei dos momentos que tive com Selka.

“Mas agora eles foram embora.”

Lá fora o barulho de espadas e armaduras podia ser ouvido.

“E agora mais pessoas estão indo se matar. Sempre assim.”

Olhei para a lâmina da espada que estava em minha mão.

Ela refletia um rosto, mas não era o meu, era de um homem desprezível que sempre falou palavras vagas para si mesmo.

Encostei a espada em meu pescoço.

“Faça isso e estará livre de toda dor e sofrimento.”

“Tem certeza?” perguntei para a voz em minha cabeça.

“Porque não tenta?”

“Tem razão, acho que pelo menos isso eu consigo fazer.”

Quando comecei a forçar a espada contra meu pescoço algo entrou na tenda.

“O quê?”

“Não deixe que ela toque na espada!” exclamou a voz alterada.

“Porque?”

A cobra que Kimishita cuidava se aproximou de mim e subiu pela minha perna se enrolando em meu braço que segurava a espada e começou a pressionar.

- Argh...

Sem força soltei a espada, quando ela caiu no chão a cobra saiu de meu braço e ficou rodeando a espada.

- Que droga! Me dê isso.

Tentei pegar a espada, porém a cobra avançava em mim toda vez que eu me aproximava.

- Eu preciso fazer isso...

“Nós vamos, não vamos?”

 - O quê?

De onde veio essa voz?

“Sim nós vamos.”

Como se em um sonho eu comecei a ver duas crianças na minha frente, foi então que percebi o que estava acontecendo.

Aquelas duas crianças em minha frente eram Kimishita e eu.

Nós dois tínhamos os punhos fechados e tocando um no outro como sinal de nossa promessa.

O Kimishita criança olhou para mim.

- Está perdido tio?

- Sobre o que vocês estão falando? – perguntei.

“O que estou fazendo? Eu realmente fiquei louco, estou falando com miragens.”

O Kimishita olhou para mim criança e sorriu enquanto dizia:

- Nós prometemos ser os melhores espadachins do mundo.

Meu coração falhou uma batida.

“Hahahahaha. Acho que devo dizer que eles não conseguirão e que muitas pessoas irão morrer.”

- Esse cara me lembra você Bertrold. – Kimishita e meu eu criança olhavam para mim que ria sem parar.

- E se eu dissesse que vocês não vão conseguir ser os melhores espadachins do mundo? – olhei com pena para eles.

O Kimishita ficou pensando nisso como se fosse a maior dúvida do mundo, mas quem respondeu foi o meu eu de antigamente.

- Mas acho que tem que ser assim.

- Como? – fiquei perplexo ao ouvir aquilo.

- Bem é que como é uma promessa então ela ainda vai acontecer, mas não tem como saber quando, não é? – o Bertrold criança olhava para mim em dúvida.

- Acho que é isso mesmo. Bem nós precisamos ir. Ei tio, se você tiver alguma promessa não esqueça de cumprir. – Kimishita criança disse isso enquanto ele e Bertrold iam andando para frente até que quando pisquei eles haviam sumido.

Me abaixei. A cobra que olhava para os dois como se pudesse vê-los se virou para mim e com um sibilo saiu deixando com que eu pegasse minha espada.

Sai da tenda correndo.

- Senhor, aonde vai?! – me perguntou um dos soldados que estava guardando a tenda.

- Me arrumem um cavalo, rápido!

Me trouxeram um cavalo e subindo nele comecei a correr em direção ao castelo.

Acima da tristeza e do medo eu percebi que tinha algo para fazer, uma última coisa.

“Uma última promessa a cumprir!”



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