História Dualidade - Capítulo 6


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Categorias Doctor Who
Personagens 12º Doctor, Clara Oswald, Personagens Originais, The Master
Tags Clara Oswald, Doctor Who, Missy, Twelve
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Palavras 1.761
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Álcool, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem minha demora com esse capítulo, eu estava chateada com umas coisas e não conseguia escrever nada, mas aqui está.

Capítulo 6 - Julgamento


O Doutor, Clara e alguns soldados da Guarda Real entraram no quarto. O príncipe ficou mudo assim que os viu, tamanho foi seu medo de ser descoberto.

- Doutor! - Missy exclamou, ela sorriu quando se recuperou do choque inicial. - Aí está você, homem! Por que ficou se escondendo? Ah, nossa…

Analisando-o dos pés a cabeça Missy percebeu que o Doutor não estava nem um pouco bem.

- O que aconteceu com você? Parece um pouco pálido… tem que sair mais de casa e tomar um sol. É por isso que você está usando óculos escuros?

- Afaste-se dela, Alteza! - o Doutor gritou para o príncipe.

- Ainda bem que estão aqui! - Ãgir falou, indo para o lado deles assim que notou que não tinham ouvido a discussão que teve com Missy.. - Essa mulher é louca, ela me ameaçou de morte.

- Garoto, você é um ator horrível. - disse Missy.

O Doutor pressionou as laterais dos seus óculos escuros e tirou o guarda-chuva das mãos de Missy, deixando-a com raiva.

- Óculos escuros sônicos?! Homem, você não tem classe alguma…

- O que você quer aqui, Missy? - ele vociferou. - O que você está aprontando agora?

- Aprontando? Ora, foi a Clara quem me pediu ajuda! Ela estava muito preocupada com você, a coitada. Isso não se faz, Doutor, abandonar uma amiga desse jeito…

- O que está fazendo no quarto do príncipe?

- Por que quer saber? Ciúmes?

- Ela quer o Diamante de Cinmarin, Doutor. - o príncipe disse nervoso. - Ela me ameaçou! Pretendia me matar se eu não lhe desse.

- Isso é mentira! - Missy interrompeu. - Bem… não completamente… mas ele está contando do jeito errado.

- Então o que aconteceu? - Clara perguntou. - E que Diamante é esse?

- O Diamante de Cinmarin que o Rei Ãtin I conquistou na sua primeira batalha é a joia mais valiosa do Reino. - explicou o Doutor. - Vou lhe dizer o que aconteceu, Clara, ela usou você para chegar em Mandea e roubar o Diamante. Ela nunca quis ajudar você, foi tudo parte de um plano.

- Não seja ridículo! - Missy protestou. - Primeiro, eu só vim pegar o que é meu por direito e segundo, eu não preciso dos seus humanos de estimação para ir à qualquer planeta que eu quiser.

- Não, mas você sabia que eu estaria aqui e não a deixaria se safar então Clara serviria como sua refém. Eu sei como você pensa, Missy, sempre viu compaixão como uma fraqueza e gosta de usar isso contra os outros.

Missy revirou os olhos.

- Homem, você quase nunca erra mas quando erra é um erro colossal.

- Doutor, não faz sentido. - disse Clara. - Ela não sabia que você estava em Mandea quando eu pedi ajuda.

- Ah, foi isso que ela disse? Clara, ela estava mentindo. Não percebe? Missy manipulou você… - ele suavizou o tom de voz. - ...qualquer ato de bondade que veio dela foi falso. Sinto muito, Clara.

- Mas… - Clara não sabia o que pensar. Alguma coisa ali não se encaixava bem.

- Não dê ouvidos a ele, Clara. - disse Missy. - Ele é só mais um homem que pensa que sabe de tudo e não se importa conosco. Eu costumava ser um também, sabia?

- Não se atreva a falar com ela! - o Doutor esbravejou. - Nunca mais fale com ela novamente. Seu plano acaba aqui. Vou prendê-la para sempre dessa vez, e se você sequer sonhar em fugir vou matá-la como já devia ter feito muito tempo atrás!

- Doutor, espere um pouco. - Clara insistiu, ficando assustada com ele. - Missy tem direito a defesa, não é? Ainda não a deixamos contar seu lado da história.

- Obrigada, Clara! Finalmente alguém que entende.

- Nós estamos no meu Reino, Doutor. - o príncipe interrompeu. - Por mais que eu respeite você e seus métodos ainda seguimos nossas leis e executamos todos aqueles que agem contra a Coroa.

- Você é muito cara de pau mesmo, não é, garoto?

Talvez Clara estivesse imaginando coisas mas ela pensou ver medo nos olhos de Missy, apesar de exibir um sorriso dissimulado e de agir com desdém.

- Mas a Missy não é daqui, Alteza. - a humana tentou. - Ela não deveria ser julgada por outro Senhor do Tempo?

- Não é assim que funciona, Srta. Oswald. - Ãgir a encarou, tentando intimidá-la. - Afinal de contas, ela ameaçou matar um príncipe em seu Reino. O Doutor vai concordar comigo que nós devemos puni-la de acordo.

- Julgamentos… parece que eles nunca são justos, não é, Doutor? - Missy falava, caminhando até ele. - Sempre acreditam que o inocente é culpado e vice versa… se ao menos eu tivesse um amigo disposto a ajudar…

Todos os olhares estavam voltados para o Doutor. Clara viu o conflito dele em seu rosto.

- Você não é minha amiga. - ele disse por fim. - Não acho que algum dia fomos amigos.

- Por Rassilon, Theta, o que foi que eu fiz para deixá-lo com tanta raiva de mim?

- Tentou me matar e a tudo que eu amo. Às vezes com sucesso.

- Sempre preso ao passado… nunca lhe ocorreu que eu possa ter mudado?

Ele tirou os óculos escuros do rosto.

- Nós não mudamos, Koschei. Somos Senhores do Tempo.

O Doutor concordou que Missy devia ser presa e depois executada por ameaçar o príncipe de morte, ele faria uma cela especial para ela uma vez que poderia adivinhar as artimanhas que Missy usaria para escapar. Clara não queria acreditar naquilo. Não apenas porque o Doutor pretendia matar alguém sem nem sequer ouvir sua defesa, mas também porque sabia que havia algo mais naquela história. Ela precisava saber o que era. Precisava ajudar a Missy.


 

********


 

- Soldado!

- Sim, Alteza? - ele parou quando ouviu o chamado.

- Onde estão todos? Acabo de vir do quarto da minha sobrinha e não há ninguém guardando as portas.

Ãcor irritou-se com aquilo. Como poderiam abandonar uma Rainha daquele jeito?

- Perdão, Alteza, mas tivemos um chamado de emergência. Parece que houve uma tentativa de assassinato contra o Príncipe Ãgir.

- O quê?!

- Sim, eu estava indo até os aposentos dele agora mesmo.

- Quem fez isso?! Ah, não me diga, foi aquela Senhora do Tempo. - pronunciou o nome com desprezo.

- Exatamente, Alteza.

- Vá guardar as portas do quarto da Rainha, soldado, eu lido com isso. Esses alienígenas já abusaram da nossa hospitalidade por tempo demais.

- Sim, Alteza. - ele fez uma continência antes de se retirar.

Ãcor estava furioso. Desde que aquele Doutor chegou as coisas fugiram do seu controle. O Príncipe Ãgir era um jovem tolo deslumbrado com o conhecimento daquele Senhor do Tempo, mas Ãcor sabia que não podia confiar naquele homem. Os Senhores do Tempo eram criaturas maléficas que gostavam de se fingir de deuses. Lembrava-se muito bem dos horrores da Guerra do Tempo, mesmo que ele ainda fosse um adolescente na época, e de como aquilo acelerou a maldição que seu irmão carregava fazendo-o morrer antes da hora certa.

Agora o Doutor fazia sua sobrinha viver muito além do que deveria. Não era correto. Nada daquilo era natural. Ele foi paciente e esperou que o príncipe criasse juízo, mas agora tinha de tomar uma atitude drástica.


 

********

 

Missy olhava para o teto da sua cela, sem saída. O Doutor era um homem ridículo, sabia disso, mas ainda tinha esperança de que ele reconsiderasse. Não parecia que isso ia acontecer, o Doutor a tinha abandonado para sempre.

 

Então ela ouviu o barulho das portas se abrindo e levantou-se.

 

- Bem, você demorou. - disse, recuperando o tom jocoso. - Pelo menos fez uma cela confortável. Embora que uma cama seria melhor do que um tapete, não é? Ou pelo menos um sofá...

 

- Quieta! - Clara mandou. - Deixei os guardas inconscientes mas não vai durar muito tempo.

 

Missy arqueou as sobrancelhas.

 

- Você?

 

- Sim.

 

- Como entrou aqui?

 

- O Doutor usa a mesma senha pra tudo.

 

Ela balançou a cabeça, tentando não ficar com raiva quando lembrou que a senha era “claraoswaldébaixinha”.

 

- Não estou entendo, você pretende me ajudar a fugir?

 

- Não confio em você… mas também não confio no príncipe. Acho que existe algo que ele não nos contou.

 

- Ah, pode apostar. O Príncipe Encantado vem planejando matar a irmã esse tempo todo mas o Doutor atrapalhou tudo. Até me compadeço dele um pouco… o Doutor realmente atrapalha tudo.

 

- Já suspeitava disso. - Clara sorriu, sem esconder que tinha ficado feliz por ter acertado. Era muito orgulhosa. - Mas e aquele Diamante? Você disse que era seu por direito.

 

- Ah, sim… bem… o Rei Ãtin me deve uma, ele não teria ganhado aquela batalha se não fosse por mim, mas o safado recusou a me dar o Diamante então eu dei um “presentinho” a ele.

 

- Que presente?

 

Missy também sorriu.

 

- Bem, eu alterei os genes dele. Foi muito fácil, ele tem um sono pesado. Nem eu sabia no que ia dar pra ser sincera, ainda bem que foi uma doença hereditária mortal. É mais divertido assim.

 

- Então foi você! - Clara ficou em choque pensando em todas as pessoas inocentes que morreram por causa daquela vingancinha. - Não é tarde demais, Missy, você ainda pode ajudar a Rainha.

 

- Como é que é?

 

- Sim, você saberia curá-la. Assim o Doutor não precisaria mais ficar dando energia de regeneração pra ela.

 

- Ah, então ele está desperdiçando suas regenerações? Por isso que parece uma lagartixa branca agora.

 

- Então você vai ajudar? - perguntou cheia de esperança.

 

- Por que eu ajudaria esse monte de gente que quer me matar?

 

Clara não tinha uma resposta que fosse convencê-la. Porque era o certo a se fazer. Porque ajudaria o Doutor. Porque salvaria um Reino. Nada disso importava para Missy.

 

- Posso ajudá-la a roubar o Diamante. É uma troca de favores.

 

- Você nem sabe onde ele está.

 

- Podemos procurá-lo juntas.

- Posso procurá-lo sozinha também.

 

Clara mordeu os lábios.

 

- Verdade. - foi obrigada a concordar.

 

Nenhuma das duas falou mais nada. Missy deu um muxoxo.

 

- Ande, vamos sair daqui depressa. - disse, pegando a outra pelo braço. - Me mostre onde a Rainha está.

 

Missy não conseguia acreditar que estava ajudando aquela garota novamente. Talvez fosse só gratidão ou algum outro sentimento imbecil semelhante.


Notas Finais


Theta e Koschei é como chamam o Doutor e o Mestre na época da Academia. Eu não sabia disso até ler umas fanfics sobre :x

Imaginei a cela da Missy tipo uma versão beta (?) do cofre na décima temporada. O Doutor teve que improvisar ali e foi isso que saiu.

Espero que tenham gostado do capítulo. Não estou 100% segura dele mas eu nunca estou 100% segura de nenhum capítulo então...

(ninguém repara que eu só revelei o nome do tio deles agora, por favor)

Os próximos capítulos serão menos expositivos porque agora já sabemos de (quase) todos os mistérios.

=***


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