História Duas Vezes Amor - Capítulo 16


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Categorias Brothers Rocha
Personagens Gustavo Rocha, Túlio Rocha
Tags Gustavo Rocha, Irmãos Rocha, Túlio Rocha
Visualizações 291
Palavras 1.713
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente! Tudo bem com vocês? Desculpem pela demora, eu estou viajando, e tá um pouco difícil parar para escrever. Tem capítulo novo saindo. Só vai!

Capítulo 16 - Onde Mora O Seu Amor


Fanfic / Fanfiction Duas Vezes Amor - Capítulo 16 - Onde Mora O Seu Amor

Túlio

 

O clima entre o Gustavo e eu estava bom como nunca antes. Já tinha se passado uns dois dias desde que a gente tinha ficado juntos, mas a sensação tinha ficado. A coisa entre o Gustavo e eu era diferente. Não era uma necessidade vinte e quarto horas por dia, a gente não precisava estar grudados a todo o momento. Parecia que aquela noite tinha soltado uma vontade que estava presa havia muito tempo, e agora a gente estava só aprendendo como nos ajustar nessa nova dinâmica. Claro que toda oportunidade que eu tinha eu roubava uns beijos do Gustavo, mas depois daquela noite a gente não tinha tentado mais nada, além disso. Tanto eu quanto ele não sabíamos até onde a gente podia ir, e nenhum dos dois queria arriscar bagunçar o que já tinha acontecido. O meu querer pelo Gustavo era mais baseado numa profunda admiração do que numa coisa puramente sexual, mas meus desejos se intensificavam mais todos os dias, e isso me deixava apreensivo. O peso da culpa continuava sobre a minha cabeça, mesmo eu tendo optado em ignorar. Ir além com o Gustavo ainda me assustava bastante. Eu me sentia novamente como eu tinha me sentido da primeira vez que eu beijei o Gustavo. Naquela época, na hora, pareceu algo mais ou menos inocente; na minha cabeça, não queria dizer nada. O Gustavo e eu nos beijamos algumas vezes, pra praticar como beijar. Como e por que nós tivemos essa ideia lá atrás, eu não sabia. Talvez tenha sido daí que a nossa ligação intensificou até se tornar carnal. Eu não iria admitir isso pro Gustavo, mas eu também ainda tinha barreiras quanto à coisa toda sendo com outro homem. Era algo que eu iria me acostumar, e quem sabe eu até descobrisse uma atração por outros caras mais na frente, mas eu só tinha tido olhos pro Gustavo, e ainda assim era estranho. Eu já estava causando alguns momentos constrangedores. Algumas vezes o Gustavo teve que me segurar, porque a gente estava em público. Eu já gostava antes, mas agora provocar o Gustavo tinha tomado um sabor completamente novo. Nada me dava mais prazer do que mexer com ele e provocar. Ver o Gustavo desconcertado me divertia.  

A casa já estava cheia de gente mais uma vez. O Gustavo, como sempre, tinha se achegado às meninas, enquanto eu fiquei jogando vídeo game com os garotos. O mais estranho de uma reunião de influencers era que todo mundo tava com o celular na mão, gravando. O Gustavo tava bem soltinho. Eu adorava ver ele contente daquele jeito; fazia eu querer sorrir. Ele já estava pela casa, rebolando ao som de Anitta junto com o Gabriel. Eu tentei não ficar obsevando muito o Gustavo dançar, pra não dar na vista. Gravei uns vídeos, uns pro Instagram, e outro só pra mim. Assim a festa se estendeu até umas dez horas. Em meio à diversão, o meu celular tocou. A ligação me trouxe de volta à realidade no pior momento. Eu já tinha falado com a Marina nesses dias, mas ainda não pelo telefone, só por mensagem. Ouvir a voz dela ia, com certeza, estourar a minha bolha cor de rosa. Eu me afastei de todos e fui pro quarto atender. Eu com certeza me sentia mal, mas eu gostava de verdade da Marina. Agora eu sabia que não era amor, e não era por causa do Gustavo. Eu só tinha percebido isso mesmo. Ainda assim, eu gostava dela.

“Oi, amor!” eu disse.

“Oi, amor. Onde que você tá?”

“Eu to em casa. O pessoal veio aqui, a gente pediu umas pizzas.”

“Eu tava vendo seus Stories...”

“Ah, se você tava vendo, então você sabia onde eu tava. Tá me testando?” eu disse, com uma risada. Ela ficou em silêncio por um segundo.

“Não, tô não,” ela disse. “Eu fiquei com saudade, e tava pensando que talvez você quisesse vir dormir aqui hoje.”

“Hoje? Tá mei complicado aqui, mas eu vou ver. Deixa o povo ir embora que eu me organizo. Pode ser?”

“Beleza. Você podia ter me chamado pra festa, mano.”

“É que foi tudo em cima da hora, sabe? Não deu tempo. Quando eu vi, já tava rolando. Cê me desculpa.”

“Não sei...”

“Por favorzinho. Dicupa, vai?” eu disse, fazendo voz de bebê. Mesmo ela não podendo me ver, eu fiz beicinho.

“Só se você diz que me ama muitão!” ela respondeu, da mesma maneira.

“Te amo, muitão.”

Eu já tinha perdido a noção de por quanto tempo a gente ficou conversando dessa maneira. Ela perguntou como tinha sido meu dia, eu perguntei do dela... O Gustavo bateu na porta do quarto, mas eu não ouvi, então ele abriu.

“Túlio?”

“-ah, pode ser. É só você querer- oi?”

“A galera tá indo embora. Você não vai se despedir?”

“Já, já. Deixa só eu terminar aqui.”

Ele não respondeu nada, simplesmente saiu e fechou a porta. Eu terminei minha ligação e fui me despedir de quem já ia. O resto ficaria pra dormir. Depois disso, eu fui tomar um banho pra ir na casa da Marina. O Gustavo me pegou no quarto enquanto eu me arrumava.

“Vai sair, Túlio?” ele perguntou.

“Vou. Vou na casa da Marina. Acho que vou dormir por lá.”

“Sei...”

“Que foi? Não vai me dizer...” eu olhei ao redor, fechei a porta e baixei o tom de voz. “Não vai me dizer que cê tá com ciúmes, Gustavo.”

“E eu falei isso, por acaso?” ele disse.

“E precisa?”

“Precisa, ué? Se eu não falar nada, então você tá colocando palavras na minha boca.”

“Então por que é que você tá bravinho?” eu disse, colocando minhas mãos na cintura do Gustavo.

“Eu não tô bravo. Não, sai, Túlio. Tem gente aqui.”

“E isso é o que?” perguntei, insistindo mais um pouco.

“Isso sou eu não querendo que ninguém veja. Para, cacete!”

“Pô, Gustavo. Que que cê quer que eu faça?”

“Eu não sei, Túlio. É você que sabe. A namorada é sua.”

“Cê quer que eu termine com ela? É isso?”

“Você quer terminar com ela?”

“Não.” Eu disse.

“Então não termina. Pronto.”

“Mas você vai ficar longe de mim por causa disso?”

“Aí não importa. Na vida a gente tem que escolher o que a gente quer, Túlio. Não dá pra ter tudo.”

“Gustavo, não é assim, cara. Eu gosto da Marina; ela é legal. E eu não posso simplesmente terminar tudo assim do nada, sem explicação, sem motivo.”

“Não é sem motivo.”

“Claro que é. A gente tava bem até hoje, e aí de repente eu quero terminar? Isso não é normal.” Eu disse. O Gustavo detestava quando as pessoas estavam certas, e ele sabia que eu estava certo. “Não quer dizer que eu não te quero.”

***

A noite na casa da Marina foi muito boa. Eu já tinha me divertido bastante, então foi bom relaxar junto com ela. A gente pode matar as saudades um pouquinho. Desde que eu cheguei eu tinha notado que a Marina estava agindo diferente do normal. Em determinado momento da noite ela começou a se jogar agressivamente pra cima de mim. Começou uma beijação, depois foi tirando minha roupa sem que eu pudesse reagir. Ela queria fazer no sofá, de novo? Eu estava me sentindo estranho, mas também não resisti e segui o fluxo. A Marina puxou minhas calças de uma vez e já foi metendo a mão no meu pinto. De onde estava vindo aquela violência toda, eu não sabia. Com a ajuda dela eu fui endurecendo, até ficar pronto. Em pouco tempo a Marina foi chegando junto e abocanhou a minha ereção. Não era o melhor momento pra pensar nisso, mas eu lembrei do Gustavo. Pensei na nossa noite juntos. Será que iria chegar a isso? Eu devo ter viajado, porque a Marina parou e ficou me olhando. Eu perguntei o que tinha sido, mas ela disse que não era nada, e voltou a me chupar. Pela maneira desesperada com que ela estava me agarrando, eu sabia que ela queria muito que acontecesse, então eu levantei e comecei a tirar a roupa dela. Ali mesmo no sofá, a gente começou um vai e vem louco. A Marina se movia mais que o normal, e fazia mais barulho do que antes. Eu, por minha vez, me peguei pensando no Gustavo umas três vezes, mas continuei. Com os dois ofegantes e vermelhos, a gente se dirigiu pro banheiro pra tomar banho. Tinha sido bom, ótimo, mas eu mais uma vez estava me sentindo errado. A Marina me abraçou no chuveiro e eu fiquei assim, abraçado com ela, com a cabeça debaixo da água corrente. Era umas duas e quarenta da manhã quando eu me levantei da cama. A Marina estava sonolenta, mas se levantou também. Eu tive que me desdobrar pra achar uma desculpa convincente pra ir embora. Ela tentou de tudo pra fazer eu ficar, mas a minha única vontade era estar bem longe dali. Ver a expressão de mágoa nos olhos da Marina me deixava mais mal ainda. Eu poderia ter ficado com ela, mas eu não estava bem. Dessa vez, ela não fingiu compreender. Simplesmente disse “Tá”, e deitou novamente. Com a maior vergonha do mundo, eu peguei minhas coisas e saí de lá, direto pra casa. Quando eu cheguei todo mundo já estava dormindo. Eu fui no meu quarto e vi que o Vithor tava dormindo na minha cama. O Gabriel tinha ido pro quarto dele. Eu fui no banheiro, vesti um short e fui direto pro quarto do Gustavo. Ele também já estava dormindo. Eu fui me aconchegando junto a ele debaixo do lençol. O Gustavo se mexeu um pouco, mas não disse nada. Eu dei um beijo na cabeça dele e fiquei encolhidinho ali. A minha cabeça estava um desastre, e eu não sabia o que fazer. De repente, a voz do Gustavo soa:

“Túlio, cê tá chorando?”

Eu funguei um pouco e engoli o nó, tentando disfarçar. “Quê? Tô não.”

O Gustavo virou e ficou de cara pra mim. Eu senti os lábios quentes dele encostando nos meus. O Gustavo não podia resolver todos os meus problemas, mas pelo menos ele estava ali. Ele virou de novo e voltou a dormir. Eu fechei os olhos e tentei dormir.



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