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História Duas vezes amor - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 5 - Luto


- Leona ! — gritou Snape ao ver a filha cair no chão desacordada.

Tanto os alunos quanto os professores se assustaram ao ver Snape agir tão desesperado pela primeira vez.

George também estava desesperado e correu para avisar para enfermaria o ocorrido. Fred em um pulo  levantou do banco e correu até Leona que se encontrava nos braços de um Snape desesperado. 

A moça foi levada a enfermaria as pressas, seu rosto antes pardo quase moreno estava branco e seus lábios que tinham um tom levemente avermelhado estavam ficando roxos. Ela parecia morta.

A enfermeira pediu para que todos se retirassem imediatamente para ela examinar a garota. Depois de alguns minutos saiu de trás das cortinas com uma expressão preocupada.

- o que ela? — perguntou Snape se aproximando rápido da enfermeira.

- sua filha teve uma queda brusca de pressão e ela teve quase uma parada cardiorrespiratória. Ela precisa descansar, talvez não acorde hoje. Precisa ficar em observação. Mas, já foi medicada.

Snape, Minerva e Dumbledore se entreolharam, tristes e  entendendo a situação. 

[ Quebra de tempo]

O clima em Hogwarts estava nublado, os alunos da Sonserina de luto, Fred e Angelina pareciam tristes de mais para trocarem gestos românticos, George passava o tempo livre ao lado da melhor amiga e namorada Leona, Fred ia ver Leona furtivamente a noite sozinho. Os gêmeos e Angelina iam a enfermaria com frequência e sem ter o que falar ficavam em silêncio se lembrando de Selene e Leona. Esse era mais outro dia que Angelina e os gêmeos estavam na enfermaria. George tocava a mão de Leona quando a mesma a mexeu 

- Selene... — sussurrou Leona abrindo devagar os olhos e deixando uma lágrima escorrer.  

Quando abriu os olhos completamente e viu George, não soube se sentia decepção ou conforto por ser ele.

- George — falou olhando para o mesmo e apertando de leve sua mão.

George a encarava e abriu sorriso sereno ao ver a mesma acordada.

- que bom que voltou, Leona — disse Fred chamando atenção dos olhos de Leona. 

- filha ! — Snape gritou entrando rápido na enfermaria e ao ver que haviam alunos lá, ajeitou sua postura e deu passos largos e rápidos até Leona — saiam rápido !  — Snape disse parando na frente da cama de Leona, os jovens saíram rápido, com exceção de Fred que quase foi arrastado pois não queria sair.

- por que ? — Leona olhava para o pai com os olhos enchendo de lágrima — porque a mataram ? Oq ela fez?

Snape olhava para filha como se pensasse em uma forma de dizer.

- Leona, eu investigue o corpo de Selene... Ela foi morta por três bruxos. 

O olhar triste era substituído por um olhar de ódio. Mesmo assim, lágrimas escorriam em seu rosto.

- diga os nomes — sua voz suava neutra.

- não posso, Leona. Eu conheço você e sei o que vai fazer. 

- então também sabe que se não me contar eu vou descobrir sozinha.

- não coloque tudo a perder, se der um passo em falso nosso plano vai por água baixo.

- Severo, minha prima e melhor amiga acabou de morrer, me deixe vingar ela!

- sua prima morreu tentando evitar a volta do lorde Voldemort. Se agir assim o sacrifício dela terá sido em vão, é isso que você quer!? — Snape segurava os braços de Leona com força e soltou a ver a mesma mais calma.

- preciso pensar — isso foi só o que Leona conseguiu dizer — pai...

Os dois se abraçaram e ficaram assim por um tempo.

Leona recebeu alta pouco tempo depois e voltou a sua sala comunal. 

Se sentou no sofá em frente a lareira e fechou os olhos lembrando da última vez que vira a prima, do rosto angelical da mesma.

Ainda de olhos fechados Leona sentiu alguém sentar ao seu lado.

- cansada... Léo — Leona abriu os olhos lentamente olhando a figura de Angelina sentada ao seu lado.

Angelina se encontrava em uma postura muito rígida e possuia os olhos negros, muito negros.  

- como entrou aqui, Margot? — Leona sorriu incrédula.  E então Angelina se transformou em Margot.

- um mágico não revela seus truques, prima — Margot se encontrava coberta por uma capa preta, a mesma possuia os cabelos negros e cheios presos em um rabo de cavalo.

- o que veio fazer aqui? — perguntou rápido

- vim cumprir minha promessa 

- que promessa? 

- Selene, Selene pediu para que eu entregasse a você uma carta, antes de sumir. Ela pediu isso — Margot mostrou um envelope para Leona que o pegou instantâneamente — não abra agora, me espere sair. 

- você sabe alguma coisa sobre o assassinato dela? 

- sei, mas, não posso contar — antes que Leona respondesse, Margot disse rápido e em um tom triste— isso não importa mais. Você só precisa fazer sua parte e eu farei a minha.

Margot aparatou antes que Leona entendesse, Margot sempre fora assim, então, Leona não estranhou. Pegou a carta e a abriu :

Leona,

Na vida, as vezes você tem que se sacrificar. Se sacrificar por algo maior. Eu me sacrifiquei por algo maior : você, seus irmãos e minha irmã. Você sabe que sempre me senti presa nesse corpo, presa nessa realidade, sempre me doeu muito viver, pois, nunca fui como meus pais queriam que eu fosse, além do mais, sempre fui covarde, mas, agora não. Agora vou lutar pelo o que acho certo e morrer por isso. Mas, pelo menos, vou salvar a vida das pessoas que amo. Cumpra sua missão e não se prenda a vingança, eu sei que é provável que fará o contrário por que é impulsiva, mas, tente se controlar. Enquanto a Margot e os meninos eles ficarão bem, Margot irá fugir com eles e isso te deixará livre para lutar sem medo. Seu pai vai protegê-la, eu sei que vai. Mas uma coisa, não culpe Margot pelo o que a forcei a fazer. 

Mas uma coisa, uma última coisa, diga a meu pai e a minha mãe que nunca deixei de ama-los.

Selene Black Lestrange, sua amada prima.

POV Leona 

É interessante pensar que toda mulher que virá minha melhor amiga morre, minha avó, minha mãe e minha prima. Nesse momento estou chorando com os pés tocando a água gelada e calma do lago Negro. Penso que talvez devesse agir como Snape e virar agente dupla, mas isso  me afastaria do meu amor, meu primeiro amor, George Fabian Weasley (Sim. Eu estava amando ele, mesmo assim, sentia um certo desconforto quando via Fred com Angelina).

No mesmo tempo, penso em várias formas de matar as pessoas envolvidas no assassinato de Selene. Não reconheço a mim mesma. Talvez seja a dor luto. 

- você sempre vem aqui? — meu coração quase soltou pela boca quando ouvi essa voz fina.

- as vezes — disse já de pé, olhando para pequena garota loira de olhos azuis.

- você não tem medo ? — a mesma arqueou a sobrancelha.

- do que ?  — perguntei olhando para garotinha que tinha uma expressão calma.

- da lula- gigante e das sereias que vivem aí — disse apontando para o lago.

- ah isso, não, na verdade gosto de lulas e não tenho nada contra sereias — cocei a cabeça e voltei a olhar para garota que agora esticava a mão para me cumprimentar.

- sou Luna Lovegood e você é Leona Snape, certo?

- Lovegood? — falei isso sem responder a perguntar de Luna.

- sim, por que?

- parente de Diana Lovegood?

- sim, ela era minha tia avó, mas, não cheguei a conhecê-la, por que? 

- bem, sou neta dela — disse sorrindo pequeno 

- como? Você é filha do professor Snape certo ?

- sim, mas, minha família biológica é a Fawley, meu avô era casado com sua avó.

Um rosto compreensivo e engraçado surgiu. A garota e eu conversamos por alguns minutinhos, ela disse que gostava de monstros e eu disse que vivi com eles por quase 12 anos. No fim das contas minha noite triste ficou meio agradável.

Luna está no primeiro ano e é da Corvinal, ela é bem maluquinha, mas é divertida. 

Fui para o salão comunal e vi Harry e Rony cochichando com uma garoto de cabelos cheios.

- o que fazem acordados? — falei colocando os braços na cintura e olhando para eles.

- as vezes você parece seu pai, com esse olhar feio — disse Rony, que assim como os demais tinha se levantado rapido.

- e você ? Quem é ? — perguntei para a menina que tinha perdido a cor no rosto.

- essa é a-

- não perguntei para você, Harry, perguntei para ela 

- sou Hermione. Nós estávamos só estudando. 

- claro que estavam, vai para o seu dormitório — a garota me obedeceu, não queria ser grossa mas, não gosto que mintam para mim. Esses dois não gostam de estudar.

- e você ? Onde estava? — perguntou Harry tentando mudar de assunto. 

- não é da sua conta — disse indo em direção às escadas do dormitório feminino.

- ei 

- o que ? — perguntei olhando para Harry.

- você sabe se o professor Curriell tem problemas mentais ? - perguntou Rony.

- por que? - sabia quem era ele, sabia inclusive que era um comensal. 

- Harry disse ter ouvido ele falar sozinho — Rony disse apontando para Harry que olhava para mim.

- não, ele não tem problema mental — fiquei uns segundos sem saber o que dizer — ele mudou depois que foi atacado durante sua viagem, dizem que encontrou vampiros, deve ser trauma. Não ligue para ele. 

Eu sabia que mentia e mentia mal. Me virei para subir novamente.

- ele falou sobre sua prima — Harry se pronunciou. 

- o que ele disse ? — continuava virada para as escadas

- não sei, ele falava rápido, mas, deu para entender o nome dela e...o meu. O que eu tenho haver com sua prima? 

- vai dormir Harry. Você que está ouvindo coisas. 

Maldito Curriell. Ele sabe de algo sobre minha prima. Algo que não sei.

Entrei no quarto e deitei na cama. Angelina estava lendo na cama ao lado. 

- angel, me tira uma dúvida, quando teremos aulas de defesa contra as artes das trevas?

- amanhã, no último tempo, por que? — disse fechando o livro e olhando para mim — nunca se interessou por essa aula. Como você sempre disse, não tem graça com o professor que temos.

- sabe que eu mudei de idéia? Eu adoro nosso professor...








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