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História Duas Vidas - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Essa é minha primeira fanfic, então peguem leve com a tia :)
Espero que gostem

Capítulo 1 - A vida prega peças


As vezes a vida prega peças estranhas, eu me lembro de ainda estar no colégio e andar pelos corredores apressada por ter me atrasado, com meus melhores amigos sempre comigo. Mary e seu irmão Daniel, seu namorado David rindo das piadas que eles faziam. Me lembro do sorriso de Daniel e do jeito terno como falava comigo, de como ele me fez ficar apaixonada. Me lembro de como Daniel ficava envergonhado quando eu o elogiava, e de como parecia alto sobre a cela de um cavalo. Ainda me lembro do acidente, de como ele caiu e ficou em coma, de como ele estava vestido no dia em que se foi para sempre.

Me lembro de ver minha melhor amiga chorar por tanto tempo que nada a consolava, todos devastados, de todos os meses de tristeza que passamos juntos até que um sorriso voltasse a nossos rostos.

Me lembro de depois de tantos meses ver Mary e seu namorado aos beijos na frente dos armários, e me lembro de sorrir para isso. Ainda me lembro de quando me disseram que teriam um bebê, ela em choque e desespero pelo seu futuro, medo dos seus pais... Nós três tínhamos quinze anos, sem idade para nada.

Lembro de como eles lutaram para poder se formar e concluir todas as etapas da vida com uma filha e tão jovens, mas eles conseguiram, sempre unidos e fortes como se o destino já tivesse traçado tudo detalhe por detalhe. Eu sempre estive por perto e tentando sempre ajudar em tudo, ser o amparo que poderia faltar em momentos difíceis, eu também lutei muito até me formar e conseguir ter uma carreira.

Me lembro de Emma crescendo, falando suas primeiras palavras, eu sempre por perto, encantada com toda a ternura daquela criança linda, seu sorriso tão parecido com o de Daniel, seu olhar que mesmo de cor diferente era tão parecido com o dele, o riso e o senso de humor, a maneira como ficava feliz ao me ver, ruborizava ao me ouvir elogiar. Tudo isso me encantava mais e mais naquele ser ainda em idade tão tenra. Se eu acreditasse em reencarnação, poderia dizer que era ele ali...

O tempo correu, a vida nos fez amadurecer e procurar fortalecer nossas carreiras, eu agora sou uma arquiteta e mesmo com as correrias para alcançar um objetivo qualquer, eu sempre tentava me manter por perto dela, fazer a parte de sua vida, da família que eu sempre quis pertencer. Eu ensinei-a a montar e como o tio ela parecia ter um talento nato para aquilo, parecia mais alta mesmo ainda sendo tão criança. Seu sorriso tão igual ao dele, e a forma como ficava tímida quando eu a elogiava, a coragem que demonstrava sempre que preciso e o senso de humor, que mesmo em uma criança era notável a semelhança... Toda a alegria de viver que ela tinha, a energia que parecia a mesma.

Eu sempre tinha lembranças de Daniel, principalmente quando ela falava coisas estranhas como algo sobre o cheiro dos estábulos estar igual a antes, mesmo ela nunca tendo estado lá mesmo, ou como Rocinante parecia grande com ela daquele tamanho, e depois ela mudava de assunto como se não tivesse dito nada.

E mesmo após todos aqueles anos eu não conseguia me desligar dele. Segui a vida sem que jamais amasse novamente, mesmo tendo tentado por algumas vezes me relacionar, as coisas não fluíam e eu continuei sem querer outro alguém.

E quando eu notei, quinze anos haviam se passado e ela estava agora logo mais a frente, em sua festa de debutante, em um vestido lindo, um sorriso iluminado pelos anjos, dançando com seu pai como a princesa que ela sempre foi. Aquele ar de altivez e o olhar que sempre me fazia viajar nas lembranças da minha juventude.

Meus olhos se encheram de lagrimas e eu me senti compelida a sair para caminhar, ver a lua e poder por para fora a saudade que ainda me consumia como fogo. O ar gélido me fazendo estremecer, mas não poderia voltar lá e chorar minha tristeza antiga, então eu caminhei por longos minutos distraída pelas luzes das estrelas e pelas lembranças.

E em uma reviravolta a mais, sem que eu me desse conta ela está agora a centímetros de mim, com um olhar decidido que eu nunca tinha visto antes e mesmo assim assustada, havia me seguido quando sai para tomar um ar, segurou-me pelo braço fazendo com que eu parasse a caminhada sob o lindo luar. Eu confesso ter me assustado de inicio, antes de notar que era Emma, então apenas me perguntei como ela havia saído sem que ninguém a visse, ou por qual motivo ela o faria.

- Emma? - Olhei-a sem entender. - O que houve?

- Regina... - Ela suspira. - Eu preciso falar com você... - Ela abaixa o olhar me fazendo olhar para seus sapatos brancos e depois voltar aos olhos verdes.

- Diga, Emma. - Sorri encorajando.

- Eu me sinto uma boba com essa roupa, mas eu sei que se não falar hoje, não vou falar nunca. - Ela engole seco. - Regina...

- Eu estou ficando preocupada. - Levo minha mão ao seu ombro.

- Regina, eu sei que parece bobagem, que eu não tenho idade para isso e que eu vou parecer uma louca, mas eu sinto que gosto de você mais do que eu deveria, mais do que como a amiga da família, ou a tia que você sempre tentou ser... - Um rubor toma seu rosto e ela segura meu rosto com a palma.

- Emma, pare com isso... - Um desconserto me toma

- Não, eu preciso terminar. - Seu tom firme me cala. - Eu sei que pareço uma criança boba, mas eu não sou! Eu quero ficar com você, eu quero estar ao seu lado, estou disposta a tudo! - Ela dá um passo a frente me fazendo recuar. - Eu sei que eu te quero e sempre vou querer... - Ela me puxa e rouba um beijo terno e suave.

- Emma! - Me afasto bruscamente. - Você é uma criança, filha dos meus melhores amigos! Eu... - Suspiro tentando me reestabelecer. - Eu vou fingir que isso nunca aconteceu, que você nunca me disse nada disso, Emma. - Vejo lágrimas brotando em seus olhos e isso me quebra, mas estou fazendo o certo. - Para o seu bem e por todos os anos que conheço vocês, isso nunca aconteceu.

Me viro saindo de perto dela, voltando para dentro do salão e me apressando em dar as despedidas para meus amigos que ficaram sem entender muito e queriam que eu ficasse mais, mas eu precisava sair dali o mais rápido o possível, então disse estar me sentindo mal...

Eu fui embora tão desnorteada que ainda não entendo como cheguei segura em casa, como eu consegui dirigir.

Eu me mudei de cidade, de país na verdade e acabei fazendo inseminação artificial, pois sempre quis ser mãe e hoje após dez anos longe da minha cidade, dez longos anos de tudo aquilo eu precisei voltar para Storybrooke pois meu trabalho fez isso ser necessário, verei meus amigos e Emma, tendo esperança de que aquilo tudo tenha sido apenas um sonho adolescente dela.


Notas Finais


E ai, tá legal? Posso mandar mais?
O capítulo foi meio curto, mas eu vou tentar melhorar isso.
Comente se puder!
Até o próximo!


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