História Duelo de corações - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo catorze


Fanfic / Fanfiction Duelo de corações - Capítulo 14 - Capítulo catorze

      Andrew

      No sábado

    Acordo, mas fico na cama pensando no que Avery falou ontem. Ela disse que iria sair com alguns amigos, mas tenho a impressão que foi com apenas um. Como procurador, eu me esforço bastante para encontrar uma confissão até num suspiro e sei que Avery mentiu para mim. Deve ser porque saiu com outro homem.

    Eu só espero que isso não seja por causa de Hillary. Eu sei que ela sente alguma coisa e não posso deixar ela se afastar e ir embora assim, sem eu fazer nada. Ela é um tipo de mulher difícil de encontrar e eu valorizo muito isso. Não vejo a hora de conversar com ela hoje e ensiná-la a montar os cavalos.

    Suspiro e penso o que ela pode estar fazendo nesse momento. Com certeza, acordando e sendo perfeita. Ela não precisa de muita coisa para isso. Gostaria de saber como ela fica pela manhã, com seus cabelos castanhos despenteados, vestindo um pijama fofo, bocejando...

   Céus! Eu acho que me apaixonei!

   Levanto da cama e vou tomar um banho porque preciso fazer tudo para que o meu dia com Avery seja perfeito. Eu já tentei ser romântico, mas não sei se está resultando. Não sei se não estou me esforçando o suficiente ou se ela não gosta disso. Tenho que perguntar.

    Ela é uma mulher maravilhosa. E adoro o jeito que fala comigo. Ela parece não se intimidar e fica sempre à vontade, não parece robótica como muitas que eu conheço. É por isso que gosto dela.

   Sem esquecer que ela é muito inteligente. Gosto de mulheres inteligentes. É fácil conversar com ela e ficar preso no assunto. Também amo a sua curiosidade. Gosto quando faz perguntas sobre mim sem vergonha alguma. Ela tem um sorriso lindo. O melhor de todos, cheira muito bem, maçã, eu acho. O seu cabelo cheira a maçã. Como eu já tinha dito, ela é perfeita.

    Termino o banho e me visto imediatamente. Apenas uma camiseta e jeans. Saio do quarto e ligo para Sebastian, o homem que cuida dos meus estábulos e treina os meus cavalos. Pedi para ele que comprasse um cavalo para Avery. Não sei se ela vai aceitar, mas tenho que tentar a sorte.

    — Senhor Bianchi! — Ele atende.

    — Está tudo pronto aí?

    — Está sim, senhor.

    — Ótimo! Prepare a Princesa e o Victorius.

   — Sim, senhor.

   Desligo.

   Só de pensar em ver Avery de novo, meu sábado já começou bem. Acho que a primeira coisa que farei ao me encontrar com ela, será um abraço. Talvez um beijo. Não sei, mas estou desesperado para isso.

   Vou para a cozinha comer alguma coisa. Ina, a minha empregada, já deixou tudo pronto e eu começo a comer. Mas não apenas comer. Penso em trazer Avery para aqui algum dia. Não sei o que meu pai vai achar sobre isso.

   Meus pais se casaram muito cedo e de início, não queriam ter filhos. Bom, meu pai não quis. Quando ele descobriu que minha mãe estava grávida, ele não teve outra opção a não ser aceitar que seria pai e que tinha que cuidar de mim. Eu era muito próximo da minha mãe, do meu pai, eu não era. Foram anos e anos tentando agradar e não pensar que eu sou um acidente. Eu até pensava que meu pai não gostava de mim. Isso mudou naquele maldito dia. Como se não bastasse pensar que não era desejado, ela tinha que morrer no mesmo dia em que nasci. Foi há alguns anos, mas sempre irá doer. E isso só me aproximou mais do meu pai. Agora somos inseparáveis. Parece que as coisas acontecem por algum motivo. Me pergunto se era preciso que minha mãe morresse para que meu pai percebesse o quão especial sou na vida dele. Mas não devia ser assim. Tinha que haver outro jeito. Se eu soubesse, eu o faria.

    Sempre terei saudades dela. Às vezes, eu choro e me pergunto como seria a minha vida se ela ainda estivesse aqui. Será que meu pai seria o que é hoje ou não seríamos próximos? Mas pensando bem, preferia que ela estivesse aqui. Próximo ou não, eu teria os dois aqui. Me odiando ou não, eu teria os dois aqui.

    Termino de comer e vou no meu escritório ler alguns processos, enquanto aguardo chegar a hora para ver Avery. Mas ela me envia uma mensagem. Já estou sorrindo mesmo antes de abrir a mensagem.

    Avery: Bom dia, Andrew. Peço mil desculpas, mas não vamos poder sair hoje. Não estou com ânimo para montar cavalos.

    Bloqueio o celular e tento continuar fazer o que comecei. Mas não consigo e quero saber porquê ela não quer mais sair comigo. O que eu fiz? Será que vai sair com outro? Ela não está mais interessada em mim?

    Quero perguntar, mas não faço isso. Deixo as coisas do jeito que estão. Se calhar é melhor não insistir. Depois eu ligo e pergunto o que aconteceu. Espero que não tenha desistido. Não por causa do que aconteceu no nosso jantar naquele dia.

    Depois de algum tempo, minhas mãos estão coçando para ligar para Avery. E é isso que eu faço. Ligo para ela, porque quero que me explique porquê não podemos nos ver, porque quero que explique o que fiz de errado, porque quero ouvir a sua voz e porque quero dizer que tenho saudades. Não acredito que estou ficando apaixonado ao ponto de chegar a ser romântico.

    Céus!

   Infelizmente, minha futura namorada não atende. Mas não vou insistir e deixar ela saber que estou desesperado. Vou ligar mais tarde. Talvez eu vá montar meus cavalos. Mas não queria fazer isso sem a Avery!

    Droga!

    Fico no sofá, deitado, olhando para o teto branco como se podesse ver o rosto de Avery lá. Eu poderia fazer isso. Mandar pintar o seu rosto lindo no meu teto, porém ia parecer que sou louco ou um psicopata.

    Mas não consigo parar de pensar nela. Como isso é possível? Eu apenas a conheci graças ao meu pai que tem a mania de me apresentar os trabalhadores que estão perto dele. Só saímos três vezes, só nos beijamos uma vez. Mas foi tudo tão bom! Cada abraço, cada segundo sentindo sua boca, foi mágico, eu não sei explicar o que estou sentindo agora. Eu só sei que quero essa mulher.

   Oiço a campainha e Ina vai abrir a porta. Levanto com esperança que seja Avery, mas não é. É a Hillary. Seria errado eu proibir sua entrada aqui?

    — Andrew! — Ela sorri.

    Ela sempre faz de tudo para me impressionar, mas não consegue. Ela foi muito fácil no começo e isso é um dos motivos que eu não me apaixonei por ela e nem quis nada sério. Eu gosto de ação, adrenalina, coisa que Hillary não me proporcionou. Tinha que ser como Avery, que está me fazendo roer as unhas e me desesperar num grande talvez.

     Mas não vou negar que Hillary é muito bonita. Foi isso que me deixou interessado por algum tempo. Sem falar do seu belo corpo, bonito, natural, mas que apesar de ser muito atraente e quente, eu prefiro o corpinho da Avery. Cada um tem a sua graça.

    — Hoje é sábado. — Digo.

    — Eu sei. Nós temos um assunto pendente. — Ela senta.

    — Não temos. Eu já disse que a nossa relação é estritamente profissional. Já não estou interessado e ponto final. — Cruzo os braços.

    — Posso fazer uma pergunta?

    — Sobre o quê?

    — Você gosta de alguém?

    Ela pergunta já com as lágrimas caindo do seu rosto. Estou extremamente arrependido por me envolver com ela. Devia saber que acabaria desse jeito. Ela apaixonada por mim. E isso é péssimo, não quero que me impeça de ficar com Avery. Nunca quis tanto uma coisa.

    — Gosto.

    — Quem?

    — Alguém que você não conhece.

    — Como ela se chama?

    — Está louca se acha que vou dizer o nome dela. Hillary, por favor, pára de vir na minha casa. Pára com isso! Pára com tudo! Você é linda, vai encontrar alguém. É só deixar de ser muito fácil. — Digo.

     — Fique sabendo que eu odeio ela. — Ela levanta e limpa as lágrimas. — E eu vou descobrir quem essa... você vai ver!

    — Cuide da sua vida!

    — Andrew, eu posso te abraçar uma última vez? — Pergunta.

   — Não! — Avery é a única que quero abraçar nesse momento.

   — Tudo bem. Então, até segunda. — Ela sai e fecha a porta.

   Pego no celular para ligar para Avery mais uma vez, mas acabo desistindo. Talvez ela não esteja bem.

                            Dean

    Eu nunca estive tão ansioso por um telefonema em toda a minha vida. Avery disse que ligaria para mim e é isso que vou fazer. Aguardar a sua ligação. Nem fez vinte quatro horas desde a última vez que falamos, então, eu preciso ter calma. Vou confiar nela.

    Não dormi muito bem hoje. Pensar em Avery, os sentimentos que têm surgido têm acabado comigo. Eu já tinha esquecido como é estar apaixonado. Ela está trazendo tudo de volta.

    E eu já deixei claro para ela que estou seguindo etapas. Eu quero fazer as coisas com calma, mas algumas vezes, eu não consigo ficar sem tocar seus lábios com os meus. A primeira vez que beijei aquela boca, fiquei a noite toda sem sono pensando naquele beijo e cantando vitória. Se ela soubesse o que está acontecendo comigo...

   Levá-la para a festa ontem foi um erro. Se eu soubesse que Elena iria também, eu iria sozinho. Mas não dá para fazer mais nada. Não dá para voltar atrás do tempo. Só tenho que aceitar que Avery conheceu a minha ex-namorada e que minha ex-namorada conheceu a mulher que estou gostando. Infelizmente, notei ciúmes por parte de Elena. E eu sei que ainda me ama, mas tenho que fazer alguma coisa. A parte boa é que notei da parte de Avery também, mas não sei se é tão bom assim.

    Vim para a casa dos meus pais porque hoje temos um almoço em família. Minha mãe adora fazer isso todos os meses, que se tornou uma tradição. Eu também gosto de passar algum tempo com a minha família. Entendo porquê Hillary se recusa a viver sozinha num apartamento.

   Gostaria de saber o que meus pais iriam pensar sobre Avery. Com certeza, eles iriam gostar dela. Não tem como não gostar. Eu estou me apaixonando por ela.

    Já é costume pensar nela todo o dia. E o que eu tanto quero é poder abraçar seu corpo, dormi do seu lado, beijá-la o tempo todo, quero fazer muitas coisas com ela. Quero que seja minha namorada. Eu sei que ela sente o mesmo por mim. Espero que a noite de ontem não tenha estragado isso.

    Suspiro e levanto do sofá, quando Hillary entra em casa chorando. Ela vai para o quarto e fecha a porta. E eu já sei do que se trata. Obviamente, é sobre Andrew Bianchi, o homem que brincou com o coração da minha irmã. Eu não o suporto por fazer minha irmã sofrer desse jeito.

   Mas tenho que admitir que Hillary foi muito ingênua ao se entregar para ele. Ela demonstrou muito desespero, muito interesse e foi nisso que deu. Ela já não é criança e precisa saber que as pessoas são cruéis e machucam de verdade. Ela tem vinte e cinco anos.

    Eu vou até a porta do seu quarto, que está aberta e entro. Hillary está deitada na cama, olhando para mim com o rosto encharcado. Eu sento ao seu lado. Detesto que brinquem com o coração da minha irmã. Faria qualquer coisa para que ela encontrasse um homem que valha a pena.

     — O que foi dessa vez? — Pergunto. Ela limpa as lágrimas. — O que ele fez dessa vez, Hillary?

    — Dean, por favor!

    — Porquê insiste em ir atrás de alguém que não quer saber de você?

   — Eu tomo as minhas decisões sozinha. Eu sei que no fundo, Andrew sente alguma coisa. Você não sabe o que a gente passou.

   — Você não vê que está se humilhando? E ele gosta de saber que você lambe os pés dele.

    — Pára de falar mal dele!

    — Não vou. Você sabe que Andrew Bianchi é um filho da puta. Eu não posso aceitar que você...

    — Pára! Porquê não liga para sua nova namorada? Como ela se chama mesmo?

    — Ela ainda não é minha namorada. E ela se chama Avery.

   — Vai falar com ela e pára de encher o meu saco. Eu quero ficar sozinha.

   — Só quero ajudar você. Você é minha irmãzinha não posso deixar que machuquem você. Eu tenho que proteger a minha irmã.

    — Eu estou bem.

    Suspiro. — Tudo bem. Um dia, você vai perceber.

    Saio do seu quarto e fecho a porta. Talvez mamãe possa ajudar ela nessa situação. Se não quer ouvir a mim, talvez oiça nossa mãe.

    Oiço a campainha e vou abrir a porta porque minha mãe está na cozinha e meu pai está no quarto. E quando abro, tenho vontade de ir embora daqui o quanto antes.

    — Elena.

    — Oi, Dean! — Ela entra.

    — O que faz aqui? — Pergunto.

    — Sua mãe soube que eu voltei e me convidou. Ela é muito simpática. Disse que tinha saudades. — Responde sentando no sofá.

   — Tudo bem. — Suspiro. — Mas ainda bem que está aqui. Tinha que conversar com você de qualquer jeito.

    — E o que isso significa? — Olha para mim com inocência.

    — Sobre ontem. Elena, nós não estamos mais juntos. Eu disse que... Já não sinto o mesmo.

    — O que eu fiz dessa vez, Dean?

    — Você estava fazendo comentários desagradáveis na frente da Avery! Eu não quero que pense que ainda há solução para nós. O que tivemos foi bom, mas já acabou.

    — Eu não acho que tenha feito nada errado, Dean. Mas se você diz, eu peço desculpa. — Ela passa a mão no cabelo. — E eu sempre fui sincera com você. Agora não será diferente. É verdade que eu ainda amo você, é verdade que quero voltar para você. E sabe que mais?

    — Elena...

    — Eu odeio aquela mulher!

    — Do que você está falando?

    — Ela se chama Avery, não é?

    — Pára com isso!

    — Eu vi quando você beijou ela e dançaram agarradinhos. Você gosta dela?

    — Elena, pára de dizer essas coisas. Isso é pessoal. Não faça isso. Não estamos mais juntos! — Me afasto dela.

    Ela levanta e vem até mim. — Tudo bem. Eu vou parar. Apenas porque não quero que me odeie e fique com raiva de mim. Eu não ia suportar perder você de vez.

   Escolha sensata!

   — Então, não tente se meter na minha vida amorosa. Você devia seguir em frente. Há muitos homens...

   — Isso é o clássico, Dean! Não precisa nem terminar. — Ela diz e volta a sentar no sofá.

    Reviro os olhos e pego no celular aguardando a ligação de Avery. Será que estou desesperado demais ou ela não quer falar comigo. Será que estraguei tudo?

    Suspiro e vou para o meu antigo quarto para ficar sozinho. Quero muito ligar, mas não vou fazer isso. Vou esperar ela ligar.

    Almoçamos todos juntos e tento disfarçar a minha ansiedade. Meus pais não param de falar sobre como tiveram saudades da minha ex-namorada e isso não é bom, mas também me ajuda a não pensar na Avery. Hillary não está com o seu melhor rosto, só olhando para nós e nem come nada. Não gosto que esteja assim por causa de um idiota insensível.

    Elena está sentada ao meu lado e conversando com meus pais alegremente. Tenho que admitir que ela é muito simpática, ela é doce, agradável e também admito que foi por isso que eu me apaixonei por ela. Mas parece que não deu certo.

    Minha mãe traz a sobremesa e nos servimos com a sua tarte de maçã. Hillary continua sem comer. Mas eu como tudo porque não resisto à comida da minha mãe.

    — Hillary, você não mexeu na sua comida! O que houve? — Meu pai pergunta.

   — Nada! — Ela levanta. — Eu vou para o meu quarto.

    Ela sai e entra no quarto. Meus pais trocam olhares porque eles também têm uma ideia do que se passa. Não é novidade nenhuma de que Andrew Bianchi é o causador do sofrimento de Hillary. É por isso que ninguém gosta dele nessa casa.

    — Céus! Até quando isso? — Minha mãe, dona Júlia, pergunta.

   — Até ela parar de ser burra! — Meu pai responde.

   — Matthew! — Minha mãe repreende. — Ela não tem culpa se ama a pessoa errada.

    — É verdade. — Ela olha para mim. — Tenho ideia do que ela está sentindo.

    — Eu vou querer mais tarte. — Tiro mais uma fatia. Não quero falar sobre o comentário de Elena. Não é bom que meus pais gostem tanto dela.

    — Vocês fazem um casal muito bonito. — Minha mãe sorri.

   — Mãe!

   — Não deviam ter terminado. Já estava pensando nos meus netos...

   — Júlia! — Meu pai diz.

   — Desculpa! É que ainda não superei a vossa separação.

   — Como foi a festa de ontem? — Meu pai pergunta.

   — Boa. Conheci pessoas novas. — Elena responde.

   — Hillary disse que você tem uma nova namorada. — Minha mãe pergunta.

    — Não. Ela é apenas uma amiga.

    — E porquê não convida ela para cá?

    — Um dia desses!

    Se é que ela ainda queira saber de mim.

   Porquê eu estou me sentindo como se tivesse feito uma coisa terrível com Avery?

    — Ela parece boa pessoa! — Elena diz distraída. Acha Avery boa, mas acabou de dizer que a odeia.

    Mulheres!

    — Podemos mudar de assunto? — Pergunto.

    — Claro que sim. — Elena sorri. — Eu quero contar sobre a minha viagem.

    Ela diz tudo o que aconteceu nessa viagem, deixando minha mãe entretida, mas eu estou distraído, pensando em outra coisa. Em outra pessoa.

Uma pessoa que tem tirado o meu sono nesses dias.



Notas Finais


Espero que tenham gostado. Bjz


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