História Duelo de corações - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora. Não tive tempo para nada nos últimos meses. Mas vou compensar com esses capítulos. Bjs

Capítulo 20 - Capítulo vinte


Fanfic / Fanfiction Duelo de corações - Capítulo 20 - Capítulo vinte

    Bom, até agora não sei o que está acontecendo e nem consigo reagir. Tudo que eu posso fazer é limpar as lágrimas e olhar para eles, esperando que digam alguma coisa. Não sei como isso aconteceu, só sei que ultimamente as coisas não estão fáceis para o meu lado.

    Dean olha para Andrew como se fosse seu inimigo ou talvez realmente seja. Ele já tinha me dito que não gostava de Andrew por causa de Hillary. Agora eu quero saber se Dean está aqui porque não acredita na irmã ou quer ouvir a minha versão da história? Se isso, deixa dizer que ele é um ótimo homem e como ele não existe.

     Mas quais são as chances de ser isso? Quer dizer, ele pode ter vindo para dizer que não me quer mais. E Andrew, simplesmente, não sei o que esse homem quer. Ele me deixa confusa. Não falou comigo o dia todo, olhou para mim com raiva, porquê quer conversar comigo agora?

     Suspiro e cruzo os braços. — Conversar? — Minha voz falha.

    — Exatamente! Esse assunto precisa de ser encerrado. — Andrew também cruza os braços e olha para Dean.

    — É verdade! — Dean olha para mim.

    — E... não podemos conversar aqui. Eu acho que ninguém precisa saber... — Digo, mas Andrew me corta.

    — Da sua má reputação? Não se preocupe. Vamos para outro lugar. — Ele diz. Não pensei que usaria um comentário para me ferir.

    Começamos a caminhar os três e deixa me dizer que essa deve ser a situação mais constrangedora que alguém deve ter passado. Limpo as minhas lágrimas e tento acompanhar os passos deles. Eles têm pernas compridas, são enormes, então é difícil acompanhá-los. E eu sou a lentidão em pessoa.

    — Temos mesmo que fazer isso os três? — Pergunto. — Eu não acho que seja necessário.

    — Eu só quero saber porquê escondeu aquilo? — Dean pergunta.

    Continuamos caminhando. Eu não sei porquê ele começou com a pergunta mais complicada. Nem sei como começar a responder.

    — Eu não sei porquê fiz isso. Peço imensa desculpa, mas eu não estava namorando com nenhum dos dois. Sei que não é muito relevante, mas estou apenas dizendo a verdade. Não era a minha intenção machucar nenhum dos dois. Sinto muito! — Digo com toda a sinceridade do mundo.

    — Essa é uma situação muito complicada! — Dean responde.

    — Eu sei. Eu não queria estar nessa situação, podem acreditar. Eu me sinto péssima e acho que isso não tem perdão.

    Andrew pára e olha para mim. Eu também paro os meus passos. — Talvez você tenha razão. Melhor eu ir embora. Já ouvi o que eu queria.

    Ele vai na direção oposta e me deixa com Dean. Sinceramente, devia saber que isso aconteceria, então entendo as suas razões. Se ele não quer me ver mais, eu vou aceitar isso. Mas ele podia ao menos esperar eu terminar. Foi tão curto!

    Dean continua caminhando e eu o sigo. Agora eu tenho medo de abrir a minha boca. Eu não tenho razão nenhuma nessa situação. Porquê eu não evitei essa desgraça?

    — Posso fazer uma pergunta? — Ele olha para mim.

    — Sim. — Respondo.

    Viramos a esquina e atravessamos a estrada. Dean segura a minha mão e eu me lembro que essa foi a segunda vez que ele salvou a minha vida. Mas isso não quer dizer que ele vai me perdoar. Olho para ele, enquanto atravessamos e sentamos num restaurante ao ar livre. Porquê nunca vim para cá?

     — Então? — Pergunto.

     — Avery, você gosta de mim?

    Céus! O que dizer?

    Suspiro.

     — Com toda a sinceridade, Dean. Sim, eu gosto muito. Você pode não acreditar, mas é a verdade. Eu gosto de você e passar esses dias com você... é algo difícil de explicar. Você pode achar um absurdo, mas eu queria namorar com os dois. Não os dois ao mesmo tempo, claro que não! Quer dizer, os dois eram potenciais namorados porque gostava dos dois, não significa que ia ficar com os dois, eu só estava confusa sobre quem iria escolher, e claro que muitas vezes, eu pensei em escolher você. Não pense que estou dizendo isso só porque você está aqui, mas porque é a verdade. Você é um homem incrível, entendo que não confie mais em mim, o que eu fiz foi muito errado, mas eu não sabia o que fazer, estava confusa e não fui inteligente. Acredite em mim. — Digo num só fôlego.

    Ele sorri. — Eu só perguntei se gosta de mim.

   Ele está sorrindo. Pode ser um bom sinal. Pode ser que tenha me perdoado e que não quer desistir de mim. Ou isso ou a minha fé é implacável.

    — Eu gosto! — Admito. Infelizmente gosto de duas pessoas. Mas não vou dizer assim, mesmo que ele já saiba a verdade.

    — Está bem. — Ele diz simplesmente. Está bem? Tudo bem!

    — O que a sua irmã tinha dito para você? — Pergunto. Tenho muita curiosidade sobre isso.

    — Que você namora com Andrew Bianchi. Eu sei que vai parecer estranho, mas eu não acreditei. Sei que conheço você a pouco tempo, mas sei que é uma boa pessoa. Você continua sendo diferente para mim. Eu entendo o que esteja passando porque já passei por isso. Ontem eu só precisava de um tempo para pensar no que fazer.

    — Você não imagina como isso me deixa aliviada.

    Muito aliviada!

    — Eu também gosto de você, Avery! Você sabe disso. Já pedi você em namoro. — Ele suspira e chama a garçonete.

    — Eu sei.

    — Não vou mentir para você. Fico feliz que Bianchi tenho saído do meu caminho. Porque eu ainda não vou desistir. Não é como se o que você fez fosse tão grave. Nenhum de nós era seu namorado.

    Ele é tão compreensivo!

    — Obrigada por me entender.

    A garçonete vem na nossa mesa. — Boa tarde, o que vão querer?

    — O que você quer? — Dean pergunta para mim.

    — Apenas um suco de laranja. — Digo.

    — Traga dois, por favor! — Ele sorri para ela. A garçonete cora e se retira. Tenho a impressão que ele fez de propósito.

    — Agora... Agora as coisas parecem estar estranhas. Eu devia ter terminado com isso a imenso tempo.

    — Acho melhor esse assunto morrer por aqui. Acho que já não terá dúvidas agora que Bianchi saiu do seu caminho.

    — Você ainda...

    — Eu sei que você não é  o tipo de mulher que Bianchi pensa. Eu conheço você.

    — Eu me sinto muito aliviada que não pense o pior de mim, mas de verdade, Dean, você não me conhece.

    — Mas pretendo conhecer.

    Ficamos em silêncio e esperamos as nossas bebidas. Olho para todos os lugares menos para os olhos de Dean. Ainda custa acreditar que ele acredita em mim. Não foi como Andrew. Ele quis me ouvir e entender o que se passa. Isso aumenta os pontos dele. Melissa não vai acreditar quando eu contar.

     Conversamos sobre o seu trabalho, sobre o meu trabalho só para quebrar o silêncio e o clima constrangedor, depois Dean paga a conta e me leva para casa. Mas eu ainda não acredito que ele esteja aqui e que acredita em mim. Isso me deixa muito feliz. Pensei que tinha perdido os dois, felizmente não aconteceu.

    Estamos no carro. Dean desliga a música e olha para mim com aquele olhar quente que me deixa sem fala. O que está acontecendo comigo?

    — Avery, eu estou falando muito sério sobre namorar com você. Mas não me dê a resposta hoje, nem amanhã. Eu vou trabalhar o dia todo amanhã. Na sexta, você podia vir no meu apartamento. Não só porque causa da resposta. Eu gosto de passar o tempo com você.

    — Combinado. — Respondo rápido demais.

    Desaperto o cinto e abro a porta para sair. Dean acena para mim, faço o mesmo e vou em passos rápidos até casa.

    No dia seguinte, o meu ânimo está melhor. Ainda estou pensando na proposta de Dean e sinceramente, me parece a coisa mais certa a fazer. Tive uma noite bastante ocupada refletindo. Mas não posso mentir que ainda fico triste por causa de Andrew. Ele pensa coisas horríveis de mim. Preferiu acreditar na Hillary.

    Melissa soube de tudo ontem e me disse que o melhor a fazer é ficar com Dean. Disse que deve ser um sinal do destino. Talvez ela tenha razão, mas não quero me precipitar.

    Também gostaria de Gabbe estivesse do meu lado, mas ele já escolheu seu namorado. Isso também me deixa muito triste porque não acho que consiga mais ficar sem ele. Somos inseparáveis desde a faculdade, temos um laço muito forte.

    Na hora do almoço, eu e Jake vamos no restaurante que Hillary estragou tudo para o meu lado. Mas a comida daqui é boa e suficiente para o meu bolso pagar. Mas gostaria que Gabbe também estivesse aqui.

    Como e olho ao redor esperando que alguém se pareça com ele aqui. Infelizmente, ninguém. Gabbe chama muita atenção com sua beleza, eu saberia se ele estivesse aqui. Jake olha para mim e percebe a minha tristeza. Ele sabe qual é o motivo. Sempre sabe, deve ser por termos convivido desde a infância.

    — Porquê você não liga para ele?

    — Se ele decidiu se afastar, não posso ir atrás dele. Quer dizer, Chris deve ter obrigado ele a fazer isso, ninguém vai conseguir mudar isso. Ele sabe como manipular o Gabbe. — Digo sem vontade de fazer nada.

    — Eu vou conversar com ele.

    — Não precisa! Quero que ele reflita e que queira continuar ser meu amigo por si, não porque vocês disseram.

    — Ele vai perceber que está errado. Vai perceber que Chris é um idiota. Não está longe de acontecer.

      — Podemos mudar de assunto? Não quero pensar muito nisso. Vamos falar sobre a minha mudança.

     Ele sorri. — Você não está assustada com isso, quer dizer, viver sozinha pela primeira vez?

    — Qualquer dia, temos de crescer. Não posso viver com os meus pais ou os meus tios para sempre.

    — Claro que não! E vai ser ótimo porque vamos ter muitos sábados de amigos lá. — Ele ri.

    — Vamos sim.

    Mas vou sentir saudades da comida da Leya e das nossas noites de chá. Jake tem razão, porque é um pouco assustador, mas já está na hora. Eu tenho que fazer isso. É o que eu sempre quis.

   Fico distraída olhando para a entrada e pensando no dia em que estive aqui com o Andrew. Ele parecia gostar de mim, mas eu acho que seus sentimentos se foram. Mas confesso que Dean ainda me querer me deixa mais tranquila. Quer dizer, relacionamentos não caem do seu. Principalmente para alguém como eu. Tive a sorte de conhecer Andrew por causa do trabalho e Dean por causa de uma situação de perigo. Poderia conhecer alguém tão cedo assim, novamente?

    — Não tome decisões precipitadas, Ave! — Jake diz, quando vejo Hillary entrando no restaurante. E sinceramente, antes não a odiava, agora eu odeio. Muito!

   Ela também nota a minha presença e fecha a cara. Esperava que estivesse feliz porque Andrew já não quer saber de mim. Mas acho que ela vai achar que Jake é outro homem que tenho uma relação e vai dizer mentiras para o seu irmão.

    — O que foi? — Jake vira para olhar para ela. — Quem é aquela?

    — A Hillary!

    — Ah! — Ele olha para mim. — Ela é... bem bonita.

    — O quê?

    — Para uma pessoa má e mentirosa, eu quis dizer. — Ele ri.

    — Gostaria de ouvir você dizer isso na frente da Melissa!

    — Por favor, Ave! Você acha que ela não acha homens como Chris Hemsworth lindos?

    — Ele não está ao nosso alcance. Hillary está ao seu alcance. É diferente.

    — Vocês, mulheres, é que são complicadas.

    Hillary ocupa uma mesa e continua olhando para mim. Desvio o olhar porque não quero que perceba que estou com raiva dela. Eu só quero paz! Só quero ter uma ótima refeição e depois trabalhar. Será que é pedir demais?

    Pego nos talheres e como, fingindo que ela não está aqui e sorrio para Jake algumas vezes. Eu devia estar feliz porque Dean quer ficar comigo e ele quer que pense na proposta dele. Não vou mentir, ontem eu pensei bastante e ainda não sei se devo aceitar namorar com ele. Leya diz para seguir meu coração, Melissa diz para aceitar e Jake, bom, o Jake é o Jake. Ele só não quer que ninguém me machuque. Gostaria de conversar com Gabbe sobre isso também, mas ele se afastou. Engraçado pois ele uma diz tinha dito que não conseguiria escolher entre mim e Chris.

   Suspiro e bebo um pouco de água. Para o meu azar, quase engasgo quando vejo Andrew entrar no restaurante. Andrew Bianchi. O mesmo que já não quer saber de mim, o dono dos olhos azuis claros, o procurador mais sexy, que ama Shakespeare, o mesmo que eu tenho um sentimento forte.

    Ele entra e senta com Hillary, fazendo ela sorrir. Isso para mim só significa uma coisa: Eles voltaram a ter um caso. Deve ter voltado para ela para me ferir. Mas em tão pouco tempo? Tudo bem, que não tínhamos nada de mais, mas houve alguma coisa. E ver isso... dói. Não pensei que gostasse tanto assim dele. Que iria me machucar desse jeito.



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