História Duelo de corações - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - Capítulo vinte e dois


     Visto a camisa do Dean, que fica grande em mim, mas adoro sentir o seu cheiro. Pego no meu vestido, dobro com cuidado e faço um rabo de cavalo com o meu próprio cabelo.

    Hoje não estou me reconhecendo porque eu sei que a Avery que eu conheço não teria coragem de pedir para vir para cá, beijá-lo, levá-lo para o quarto e pedir para vestir a camisa que tinha no corpo. Mas não estou me importando. Vou até ao fim. O mal já está feito. Mas não sei se chamaria isso de mal.

    Volto para o quarto, onde Dean está deitado na cama, com os braços atrás da cabeça, sem camisa, olhando para o teto distraído. Ele parece comestível nesse momento, tem um corpo de tirar o fôlego.

    Céus!

    Caminho lentamente até ele, que olha para mim e se levanta imediatamente. Gosto da sua reação quando olha para mim. Me faz sentir que tenho poder sobre ele.

    — Você vai ficar brava se eu disser que você está linda? — Ele sorri.

    — Não, mas eu não acredito em você. Estou usando uma camisa enorme, apenas isso, Dean.

    Ele fecha os olhos e amaldiçoa. — Desculpa! Eu sou horrível. Eu esqueci de fazer alguma coisa para você comer. A gente...

    — Tudo bem! Não se preocupe com isso. Eu não tenho fome. Vamos apenas dormir.

    Ele dá um passo e fica na minha frente. Ele é sexy, intenso e lindo. Nada pode me ajudar nesse momento. Absolutamente nada.

    Dean esfrega seu nariz com o meu, depois morde o meu lábio. — Você é uma tentação! Eu estou tentando me controlar.

    — Então, não se controle. — Sussurro.

    — É melhor eu dormir no sofá.

    — Não confia em mim? — Olho para ele sorrindo. Eu não sei onde aprendi a ser tão sexy assim, mas estou gostando. Me sinto poderosa, acho que estou deixando ele louco.

    — Confio em você. Só não confio em mim. — Ele desliza os dedos na gola da camisa. — Mas se você disser que confia em mim, eu posso me comportar.

    — Eu vou confiar em você, então. — Me afasto e deito na cama, cobrindo o meu corpo. Dean olha para mim de lado e sorri.

    Então, de repente, ele se joga na cama como se tivesse se jogando na piscina, dando um mortal, caindo de costas na cama, depois em um segundo, estou nos seus braços fortes e recebendo beijos. Cubro o seu corpo também e rio.

    — Estou impressionada! — Digo. — Você deve machucar os bandidos com seus golpes de ninja.

   — Sou bom em muitas coisas. Você vai descobrir com o tempo.

    Minha mão toca seu peito e a sua, minhas costas. — Já imagino o que pode ser.

    — Tem a certeza, baby?

    — Talvez eu não confie em mim essa noite. — Deslizo minha mão até sua calça, com um pouco de dificuldade.

    — Mas eu confio em você. E eu quero que quando isso acontecer, seja especial. — Ele segura a minha mão e beija. — Não vamos nos precipitar.

    — Eu estava triste antes da gente vir para cá. Agora já não estou.

    — Pode me chamar sempre que precisar de mim.

    — Está bem. — Ele me beija. — Agora eu preciso dormir.

    — Quer que te largue, baby?

    — Não! Assim está perfeito. — Fecho os olhos e recebo mais um beijo.

    — Você é perfeita! — Ele sussurra no meu ouvido.

    Não digo mais nada e percebo o quanto estou cansada quando caio no sono. Só me lembro de Dean dizer que sou perfeita e de estar nos seus braços fortes e quentes. Não lembro de mais nada, nem meu nome.

      Abro os olhos e a única coisa que eu vejo é um pelúcia rosa ao meu lado com um bilhete. Sento na cama e tento me recuperar daquele sono. Dormir nos braços de Dean foi tão bom! Céus! Que homem é esse?

    Pego no bilhete e leio o que está escrito:

     Avery, desculpa não estar quando você acordar. Surgiu um imprevisto...

     Levanto da cama e vou para o banheiro para trocar de roupa, me perguntando o porquê da reticência. Mas eu dou muita importância aos detalhes, não deve ser nada de mais.

   No banheiro encontro um gato de borracha por cima do armário com um bilhete. Sorrio antes de ler o que está escrito:

    Bom, eu quero que imagine que eu estou com você no banheiro. Não exagere, nem torne um pensamento romântico em algo sórdido. Apenas pense nisso inocentemente.

    Reviro os olhos e entro no chuveiro para tomar um banho quentinho. Sinceramente, eu gostaria de ter as minhas roupas aqui. Porquê eu não pensei antes de pedir para ele me levar para a sua casa?

    Tomo o banho rapidamente, saio do banheiro e pego nas minhas roupas, mas eu encontro um vestido branco na cama, uma calcinha e sutiã de renda. Tenho a certeza que não estava lá quando acordei, mas eu estava com tanto sono que não reparei em mais nada.

    Visto a calcinha e a roupa, depois calço as minhas botas. Uso o meu perfume em miniatura que trago sempre na bolsa, faço um coque e pego nas minhas coisas para ir embora.

    Saio do quarto e sinto o cheiro de waffles, café, bacon e bolo. Que horas ele fez isso tudo? Eu sei que sou conhecida por ter um sono de pedra, mas não tanto assim. Sorrio e me aproximo da ilha da cozinha recheada com coisas que eu adoro e vejo um bilhete.

    Meu Deus! Ele é tão fofo!

    A minha noite com você foi maravilhosa. Tive que fazer algo para compensar

    Não consigo parar de sorrir. Nunca ninguém fez essas coisas por mim. Eu gosto dele, com isso tudo, estou gostando mais ainda. Será que ele é sempre assim tão incrível?

    Oiço a campainha e vou abrir a porta, com esperança que seja ele. Quando abro, primeiro vejo um ursinho de pelúcia grande, depois olho para os olhos sexys de Dean. Cubro o meu rosto, depois leio o bilhete colado na barriga do ursinho.

    — Namora comigo? — Ele diz enquanto leio.

    — Meu Deus, Dean! — Cubro meu rosto de novo. — Como você teve tempo para fazer tudo isso? Ficou a noite toda acordado?

    — Digamos que praticamente já tinha tudo pronto. — Ele entra e fecha a porta. — Então, você quer namorar comigo? Você aceita?

    Pulo para os braços dele e o abraço. — Sim. Eu aceito! Aceito ser sua namorada.

    Ele sorri e me beija, depois me leva para comer sua comida deliciosa. Estou com vontade de comer tudo isso, mas eu sei que não vou aguentar.

    Ele senta ao meu lado e beija meu rosto. — Tive um pouco de medo que dissesse que não.

    — E essas roupas? — Aponto para o meu vestido.

    — Eu comprei para essa noite. Quer dizer, para os primeiros planos que eu tive. Amei o vestido e comprei para você. — Ele olha para minhas pernas.  — Só não pensei que ficaria tão curto.

    — Não exagera! Não está nada curto. E eu amei. — Abraço ele.

    Ele me beija. — E eu já estou amando ser seu namorado.

    Sorrio completamente corada. Não é normal Dean ser tão perfeito. E eu não sei se mereço isso, um homem tão perfeito, atencioso, carinhoso, inteligente, forte, lindo, é tanta coisa que não vou terminar de dizer tudo hoje. Só digo que ele é um homem maravilhoso. E eu gosto muito dele. Também não pensei que gostasse tanto assim dele.

    Comemos os waffles, com Dean me dando de comer, me beijando várias vezes, provei seu café (me apaixonei por seu café), e cheguei a conclusão que Dean é o melhor namorado do mundo. Será que não tem defeitos?

    Dean me deixa na Paradise e dou um beijo de despedida antes de sair do carro. Estou feliz e não consigo esconder isso. Entro no edifício, me dirijo ao elevador e espero as portas se fecharem com um sorriso. Espero que nada nem ninguém estrague o meu dia hoje.

    Suspiro e vejo as portas se fechando, mas alguém trava com suas mãos. E adivinhem quem é? Nada mais, nada menos que Andrew Bianchi.

     Ele entra no elevador e olha para mim. Finjo que ele não está aqui e olho para o relógio no meu pulso. Não quero estragar o meu dia, mas o fato de ver Andrew já é motivo para me deixar um pouco triste. Eu gosto dos dois, estou amando os dois. Mas tenho a certeza que com Dean, nem vou lembrar que alguma vez senti algo pelo Andrew.

    — Bom dia! — Ele diz.

    Olho para ele por um segundo. — Bom dia, Doutor Bianchi!

    Sinto seu olhar em mim, mas não olho para ele. Então, percebo que o meu vestido é um pouco sexy e curto e que Dean exagerou, talvez ele não tenha notado ou tolerou por ser o nosso primeiro dia de namoro.

    — Eu estive pensando... — Ele diz. — Fui muito cruel com você.

    Olho para ele para ver se está falando sério. Não sei se respondo ou se calo, mas mesmo que quisesse responder, não sei o que dizer. Realmente não sei.

    Ele continua. — Ainda ontem eu não queria mais olhar para a sua cara. Mas nessa madrugada, eu não consegui dormir. Não consegui parar de pensar em você. E eu percebi que me precipitei a julgar você. Eu peço desculpas!

     Quer dizer, de repente, ele mudou de ideias?

    Olho para ele, pois ainda não entendo. Gostariade saber porquê essa mudança repentina. Hillary não foi convincente, ela contou que exagerou nos pormenores, ou seja, mentiu descaradamente dizendo que eu era namorada do Dean? Alguma coisa deve ter acontecido porque ontem eles pareciam muito bem.

    — Pensei que quisesse ficar com Hillary depois do que aconteceu. Ontem estavam numa grande intimidade no restaurante. — Respondo. Mas porquê eu disse uma coisa dessas?

    Não quero que ele pense que isso me atinge. Infelizmente, atinge e bastante, mas quero que ele perceba que já passei dessa fase. E realmente passei porque estou com Dean agora.

    — Hillary me chamou e me pediu para ajudá-la, não é o que está pensando. Já disse que com ela...

    As portas do elevador se abrem e eu saio em passos rápidos. A história de Hillary é velha, então não quero saber. Não quero nem ouvir mais o nome dela. Andrew agarra o meu braço e me vira para olhar para ele.

     Ah! Olhos azuis!

    — O que o senhor quer, Doutor Bianchi? — Pergunto enfatizando seu sobrenome.

    — Seu perdão. A gente não estava namorando e eu exagerei. Não sei porquê agi daquele jeito. Fiquei com raiva, mas agora eu estou vendo que também errei. Você aceita? Aceita meu pedido de desculpas?

    Solto o meu braço devagar e olho para ele. — Eu vou pensar.

    — Podemos almoçar juntos? — Pergunta.

    Claro que não podemos almoçar juntos. Eu vou almoçar com Dean, além disso, eu tenho um namorado e não posso estar saindo com outros homens, e ainda estou com raiva do Bianchi. Ele pensa que vou fazer tudo o que ele quiser, quando ele quiser?

     — Não podemos. Eu já tenho algo marcado. — Desvio o olhar.

     — Está bem. Então, jantar?

     Suspiro. — Andrew, tudo bem! Eu aceito as suas desculpas. Eu te perdoo. Não precisa me convidar para jantar só para pedir desculpas.

    — Então, você não quer jantar comigo? — Ele coloca a mão no peito, fingindo estar magoado.

      Reviro os olhos.

    — Porquê temos que jantar?

    — Porque eu estou gostando de você, Avery! Não é motivo suficiente?

    Essa resposta me surpreende, me ataca como uma flecha, me deixa completamente desconfortável, não dá para explicar. Simplesmente não. Ele admite que gosta de mim, mas não sei se é verdade. Porém, é como se sentisse um alívio porque o meu coração tem dois lados: o que ama o Dean e o que ama o Andrew. É como se tivesse feito a escolha errada ao ficar com Dean. Mas também tenho medo de ter que machucar Andrew dizendo para ele que estou com Dean. Tenho também uma confusão na minha cabeça, porque sinto que fiz a coisa certa e que Andrew vai estragar tudo.

    Só não entendo porquê ele está fazendo isso? Porquê agora que eu estou com Dean? Ele me disse coisas ruins, tinha desistido de mim, parecia tão convicto da sua decisão, sinceramente gostaria de saber porquê ele mudou de ideias tão rápido. Apenas pensou em mim e esqueceu tudo o que aconteceu? Ou será que é outra coisa?

    Não sei como responder a isso. Como eu vou responder? O que vou dizer? Eu estou com o Dean agora. Ele não pode me dizer essas coisas. Coisas que ainda mexem com o meu coração, pelo simples fato de eu ainda gostar dele.

    — Eu preciso trabalhar. — Me afasto dele. — Infelizmente, não vou poder jantar com você. Ainda estou brava, mas... você não pode dizer essas coisas para mim, Andrew!

    — Porquê não? Se é o que eu sinto? Penso em você constantemente. Não vou mentir. Eu tentei me afastar, mas não consegui. É por isso que peço desculpas. — Ele cruza os braços.

     — Eu já disse que aceito suas desculpas. Não precisa se preocupar com isso.

    — Porquê não quer jantar comigo?

    — Andrew, por favor! Estamos no trabalho.

    — Não vou deixar você em paz até que me diga! Alguma coisa está impedindo você. Eu sei. Consigo perceber, Avery!

    — Minha vida não te diz respeito!

    — Quer mesmo ficar aqui o dia todo, amor? — Ele segura a minha mão.

    Eu suspiro e me rendo. Ele quer a verdade, é a verdade que ele terá. Tentei poupar seu coração, mas acho que vai ficar com mais raiva, dizer que fui atrás de Dean em menos de vinte quatro horas, sei que vai dizer as piores coisas de mim, mas é a verdade. Eu vou dizer a verdade!

    — Eu estou namorando com o Dean!

    Ele larga a minha mão imediatamente. — Tudo bem. — Desvia o olhar, depois cruza os braços e sorri. Eu não entendo. — Quero ver se você realmente gosta dele.

    — O que isso quer dizer?

    Ele sorri de um jeito cruel. Muito cruel. — Boa sorte, Senhorita Sally!

    Ele passa por mim e entra num dos escritórios. Não vou negar que fiquei com um pouco de medo. O que ele quis dizer com isso?



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