História Duelo de corações - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 2.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 23 - Capítulo vinte e três


    Não falo com Andrew desde ontem. Não sei dizer se aquilo foi uma ameaça ou um aviso, mas me deixou com medo. Ele me deixou com medo. Nunca tinha visto ele falando de um jeito tão assustador. Se calhar, Dean foi a melhor escolha.

    Hoje estou me mudando para o meu apartamento e Dean está me ajudando com tudo, como um bom namorado que ele é. Praticamente não estou fazendo nada, apenas indicando onde estão as coisas. Gostaria de saber se ele pode ter as chaves do meu apartamento ou se é muito cedo para isso.

    Olho para a minha sala de estar e sento no sofá. Já é meio dia e ainda há muita coisa para fazer. Dean tira a foto dos meus pais e sorri.

    — Eles ainda são muito apaixonados? — Pergunta.

    — Você nem imagina!

    — Meus pais também. Tenho a certeza que nossos pais trabalharam bastante para ter um casamento incrível.

    — Bastante. Eu também quero ter isso. — Digo.

    Dean senta ao meu lado e segura a minha mão. — Então, vamos trabalhar para isso. — Ele me beija.

    — Vamos sim!

    Ele levanta e pega numa caixa com coisas para o quarto. Eu estou cheia de preguiça, mas ele parece feito de ferro. Está organizando tudo do jeito que estou dizendo. Não queria me aproveitar dele, mas ele é maior que eu, o que quer dizer que é mais resistente.

    Vou para o quarto também e sento na cama. Minha caminha! Estava cansada de dormir numa cama de solteira, agora tenho uma casal que é confortável como o paraíso. Dean gostou bastante também. Já imagino porquê.

    — Esse quadro fica naquela parede! — Aponto para a parede sem mobília.

    — Sim, chefe! — Ele coloca o quadro.

    Sorrio ao olhar para ele, que está usando apenas uma regata branca e jeans. Seus músculos estão praticamente saltando e me deixando completamente hipnotizada. Ele olha para cima do ombro de um jeito sexy.

    — E esse sorriso?

    — Nada! — Mordo meu dedo.

    Ele sorri e continua colocando as coisas no lugar. — Minha irmã faz aniversário hoje. — Ele diz.

    Quero perguntar o que isso tem a ver comigo, mas acho melhor não o fazer. Ele é meu namorado e Hillary... minha... cunhada. Céus! Que horror!

    — Está bem.

    — Ela vai dar uma festa. Eu sei que vocês não começaram bem, mas eu quero que a minha irmã e minha namorada se dêem bem. Além disso, ela pediu para convidar você! — Ele olha para mim como se estivesse com medo da minha resposta.

    — Sério?

    — Sim, seria muito importante para mim, mas eu entendo se você não quiser ir. Não quero que faça nada que não queira. Não vou ficar bravo com você.

    Não sei, eu tenho o pressentimento que Elena também vai estar lá. Não quero que ela fique atrás do meu namorado o tempo todo. Também quero que saiba que Dean e eu estamos juntos. Acho que vai ser divertido.

    — Eu vou. Acho que preciso ter uma boa relação com Hillary.

    — Isso é muito bom. — Ele senta ao meu lado. — Mas... Elena também vai estar.

    — E? Você está comigo agora. Eu não me importo se ela vai ou não.

    — Espero que sim. Agora, vamos encomendar alguma coisa para comer. Não está com fome?

    — Tive uma ideia melhor! Porque você não cozinha? Eu tenho um namorado que sabe cozinhar, não posso encomendar comida o tempo todo.

    — Baby, eu posso cozinhar para você sempre que quiser, mas para isso, você precisa ter a geladeira abastecida. Não esqueça que você não tem nada nela. — Ele ri e me abraça.

    — Bem visto! — Rio também.

    Pego no celular para encomendar uma pizza, enquanto Dean continua arrumando as coisas. Acho que já explorei ele o suficiente. Acho que vou ajudar um pouco.

     Arrumamos o quarto, o banheiro, limpamos, deixamos tudo impecável, depois vamos para a sala descansar. Sentamos no chão perto de um monte de caixas, conversando e esperando nossa pizza chegar.

    Eu já estou cansada, não sei se aguento arrumar mais um cómodo. Dean não parece cansado, não sei o que ele come, mas eu sei que não vamos terminar hoje. Com o tempo, quem sabe, além disso, ainda temos a festa da Hillary. Tenho que estar linda.

    A campainha toca e Dean vai abrir a porta, voltando com uma grande caixa de pizza. Meus olhos brilham quando vejo uma das minhas comidas preferidas. Chego a bater palmas e sorrir como uma louca.

    Dean senta ao meu lado no chão. Eu não espero nada para abrir a caixa e começar a comer uma fatia de pizza. Dean está rindo da minha cara, depois beija o meu pescoço, e acariciando meu braço.

    — Você é linda! — Sussurra no meu ouvido. — Eu sou um sortudo.

   — Eu também sou uma sortuda! — Digo com a boca cheia. Brindamos com pizza.

    A minha tarde com Dean foi incrível, não continuamos com a arrumação, apenas conversamos, nos beijamos, vemos um vídeo engraçado, nos beijamos, e nos beijamos e nos beijamos.

    Depois disso, Dean vai para casa e eu procuro alguma coisa para vestir. Não quero exagerar, mas eu quero estar linda, principalmente porque Elena vai estar lá. Ela parece um anjo e é muito bonita, já para não falar daquele corpo lindo de invejar. Tenho a certeza que vai escolher algo incrível para impressionar Dean.

    Dean me envia uma mensagem dizendo que já está me esperando. Ele entra no apartamento e espera na sala enquanto tento me decidir. Ser mulher não é fácil.

     Encontro um vestido preto que Gabbe me ofereceu que é perfeito, mas não sei se devo usar. Eu tenho muitas saudades dele e tenho vontade de ligar para ele, mas eu acho que também estou com raiva dele por ser tão idiota e fazer tudo o que Chris quer.

     Mas vou usar esse mesmo. Não tenho outra escolha. Uso o vestido que é um pouco curto, rodado, aberto nas costas, com mangas compridas e que cobre o peito. Uso saltos altos prateados, uma clutch a condizer, brincos e batom vermelho. Faço um penteado no alto cheio de ondas, depois passo o perfume.

    Só espero estar mais bonita que Elena. Quero que ela veja que eu sou mulher suficiente para ter Dean. Para ter o homem que eu quiser, apesar de eu saber que isso não é verdade, claro.

     Saio do quarto e Dean levanta do sofá boquiaberto. Caminho até ele e dou um grande beijo nele, que olha para o meu vestido e depois para mim várias vezes. Espero que ele goste porque não tenho plano B e não sei o que vestir. Esse é perfeito, embora seja um pouco curto e mostre bastante as minhas pernas e as minhas costas.

    — Amor, você está linda! — Ele sorri. Ainda bem. — Uau! Eu amei o vestido, mas não está um pouquinho curto?

    — Se é um pouquinho, então está bem assim. — Digo.

    Ele revira os olhos. — Não me responsabilizo pelos meus atos. — Ele diz.

    — O que isso significa? — Pergunto. Ele gostou tanto assim que quer arrancar o vestido de mim?

    — Não é o que está pensando. Significa que o idiota que olhar para suas pernas pode não voltar inteiro para casa.

    — Isso é sério? Você é um policial. Devia ser mais pacífico, não acha?

    — Não estou trabalhando, baby! Estou? — Ele sorri.

    — Podemos ir?

    Ele suspira. — Podemos ir.

    Chegamos na festa. Já há muita gente, música alta e vários gritos. Ainda bem que a minha roupa é propícia. Tive medo que fosse uma festa diferente. Quer dizer, normalmente, advogados, procuradores, pessoas de Direito não dão festas assim. Mas eu entendo. Ela é jovem.

    Avisto Hillary dançando com um copo plástico na mão. Eu não posso mentir que gosto dela porque não gosto. Mas as roupas ficam sempre muito bem nela. Está usando um vestido branco justo e curto, mais curto que o meu, botas compridas e está com o cabelo solto.

    Ela está distraída por isso não nota a nossa presença. Mas sabe quem nota? Elena. Outra pessoa que eu não suporto. Eu acho que isso é um ninho de víboras.

    Ela está com um vestido vermelho rodado, ombro a ombro, super sexy e está deslumbrante. Isso só aumenta o meu ódio por ela. Também reparei que Dean achou que ela está linda, mas ele disfarça.

    — Dean! — Ela vem abraçar o meu namorado.

    Calma, Avery!

    — Elena.

    — Você está lindo. Como você está?

    — Estou bem.

    Ela olha para mim. — Oi, Avery!

    Uau! Ela não esqueceu o meu nome!

    — Oi!

    — Liguei para você hoje cedo. — Ela diz. — É sobre aquele assunto que você prometeu que iria me ajudar, Dean!

    — Ah? Que assunto? — Ele parece confuso. Eu só quero gritar para ela que Dean é meu namorado.

   — É segredo. Aquele assunto. Você não lembra?

    — Ah! Sim, sim. Aquele assunto. Eu verei o que posso fazer. — Ele força um sorriso.

    Penso que Elena vai embora, mas não vai. Ela continua aqui olhando para nós como se estivesse se divertindo e não quisesse fazer outra coisa. Ela tem sorte que eu sou um anjo.

    — Então, como vai o trabalho? — Pergunta para Dean.

    — O mesmo de sempre! Você já sabe. Minha resposta sempre será a mesma em relação ao trabalho. — Ele sorri.

     — Dean, eu posso conversar com você em particular? — De repente, sua expressão muda.

    Dean parece preocupado. — Claro! — Olha para mim. — Eu já volto. É um assunto delicado.

    Eles passam por um monte de gente e desaparecem na multidão. Eu não sei o que dizer. Parece que aconteceu tudo tão rápido. Dean me deixou mesmo aqui sozinha e foi conversar com a sua ex? Isso é sério?

     Observo as pessoas dançando e procuro por uma cara conhecida, mas nada. Sento numa mesa e fico apenas olhando e esperando Dean voltar.

    Então, vejo Hillary olhando para a entrada e depois sorri como se tivesse visto Cristiano Ronaldo na sua festa. Eu levanto impulsivamente quando vejo Andrew entrando com um presente.

    Ele sorri e se aproxima de Hillary. Ela recebe o presente, e depois um beijo de Andrew. Sim, um beijo na boca. Aqueles beijos que não podem ser dados em público. E isso dói. Não devia, mas isso me machuca.

    Droga!

    Hillary olha para mim e puxa a mão de Andrew, para que ambos venham até mim. Eu não acho que vou conseguir dizer alguma coisa, minha garganta está entalada, estou segurando a minha raiva. E pelo seu comentário, percebo que nunca seríamos amigas.

    — Avery! Você não parece muito feliz. O que houve? — Ela pergunta sorrindo.

    — Não sabia que estaria aqui. Pensei que não fossem grandes amigas. — Andrew diz.

    Mas ele não parece incomodado com a minha presença. Eu sei disso. Aquela história de estar apaixonado é tudo mentira. Agora ele está aqui com Hillary. Não disse que não havia mais nada? E aquele beijo? E isso?

    — Na verdade, eu estou bem. E estou aqui porque Hillary convidou. Também para deixar meu namorado feliz. Agora se me dão licença, eu vou procurar por ele. — Digo indo na direção em que Dean e Elena foram.

    Vejo eles sozinhos numa varanda. E a melhor parte é que eles estão abraçados. Como namorada dele eu devia entrar aí e separar os dois, talvez fazer um escândalo ou exigir uma explicação. Mas eu não faço isso.

    E meu coração está doendo. Eles estão abraçados, Dean está com os olhos fechados e parece que ele se preocupa muito com ela. Talvez ainda goste dela. Mas eu entendo. Elena é uma mulher muito bonita, e hoje ela se arrumou bastante, Dean nem exitou em querer conversar com ela.

   Não percebo que estou chorando quando noto que alguém está olhando para mim. Limpo as lágrimas imediatamente e saio da festa sem que ninguém dê por nada.

    Já na rua, eu atravesso a estrada e vou perto um bar aqui perto. Pego no celular e ligo para Jake. Sei que deve estar ocupado com Melissa, mas não tenho a quem mais ligar. E infelizmente, ele não atende.

    Limpo as lágrimas e tento novamente, mas não atende. Então ligo para Gabbe.

    — Avery! — Ele parece surpreso por receber a minha ligação.

    — Eu... — Não entendo porquê estou chorando tanto.

    — O que aconteceu? Porquê está chorando? — Pergunta preocupado.

    — Não importa! Esqueça que eu liguei. — Desligo.

    Ligo novamente para Jake. Agora está desligado.

    Gabbe liga para mim de volta. Não sei porquê, mas atendo.

    — Onde você está? — Ele pergunta.

    — Não quero que tenha problemas por minha causa.

    — Onde você está?

    — Num bar. Você pode vir me buscar, por favor!

    — Claro que sim. Me envia o endereço, estou vindo.

    — Está bem. — Desligo e faço o que ele diz.

    Limpo as lágrimas e fico esperando Gabbe chegar. Não sei se estou certa por ter saído da festa, mas é que ver Dean abraçando Elena... Andrew beijando Hillary... Tenho vontade de sumir. Principalmente por causa do meu namorado. Ele é meu namorado, não devia estar abraçando aquela mulher, não importa a situação. Ele me deixou sozinha para conversar com ela. Ele sabe que não gosto dela. E só me faz me arrepender de ter aceitado namorar com Dean.

    Acho que me precipitei. Eu não sei.

    — Avery! — Oiço o meu nome e olho para trás. Para o amigo do Dean que eu conheci na festa do outro amigo. Sou péssima com nomes.

    — Oi! — Olho para ele, que está se aproximando de mim e tresanda a bebida.

    — James! Lembra de mim? Na festa do Isaac. Você está me devendo uma dança.

    — Você está bêbado! — Digo me afastando. Ele segura a minha mão com força.

    — O que foi? Está com medo de mim? Eu vi você vindo para cá e decidi seguir. Você é muito bonita para ficar com o Dean. Ele gosta muito da Elena, sabia?

    — Por favor, me solte! Eu não quero gritar. — Já estou chorando de novo, pensando em voltar para a festa e correr para Dean.

    — Não grite! Não se atreva a gritar! Eu estou cansado que Dean fique ostentando o ótimo emprego que ele tem, as namoradas bonitas, família perfeita. Mas não se preocupe!

    O que isso quer dizer? Tento soltar o meu braço, mas o desgraçado é muito forte e eu tenho muito medo. A música da festa está muito alta, possivelmente ninguém vai ouvir e estamos na frente de um bar abandonado, estou sem ajuda e não sei como gritar. Gabbe vive perto, ele já devia ter chegado. Não sei o que fazer.

    Ele me aproxima e me força a beijá-lo. Eu mordo seu lábio, e ele com raiva me joga contra os gradeamentos afiados do bar, me machucando. Sinto minha testa e minha mão sangrando.

    Ele quebra a garrafa ao meu lado e eu fico no chão, chorando, sem saber o que fazer. Porquê ninguém me ajuda?

    — Pára! Por favor! — Digo.

    — Não é nada pessoal, linda. — Ele vira meu rosto para ele.

   — Ave! — Oiço a voz de Gabbe. — Seu filho da puta! — Ele segura James e dá um soco nele.

    Eu aproveito para me levantar com cuidado e vou até o carro de Gabbe. Ele dá uma surra naquele nojento, deixando ele caído no chão, ainda rindo, depois vem até mim. Eu não consigo dizer nada, só chorar.

    Gabbe começa a chorar também, olhando para o sangue escorrendo no meu rosto. — O que ele fez com você?

   Ele olha para mim, procurando por mais ferimentos. Eu não consigo dizer mais nada. Apenas nego.

    Ele me cobre com a sua jaqueta e me leva para casa. Eu não consigo parar de chorar. Não sei o que teria acontecido se Gabbe não tivesse chegado a tempo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...