História Duelo de corações - Capítulo 28


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo novo. Espero que gostem bjs

Capítulo 28 - Capítulo vinte e oito


    Dean me leva para casa depois do trabalho. Tivemos pouco tempo para conversar na hora do almoço, que ele decidiu voltar depois para me pegar no trabalho, depois fizemos algumas compras para abastecer a geladeira. Felizmente, já estamos bem, acho que voltou tudo ao normal.
    Dean me ajuda com as compras, me fazendo parar e observar ele. Não dá para acreditar que estou na minha cozinha, no meu apartamento, abastecendo a minha geladeira. É uma sensação estranha e igualmente boa. Eu não acredito que tenho o meu próprio espaço.
    Dean põe as coisas no lugar e parece que ele percebe dessas coisas. Ele sabe onde cada coisa deve ficar, não é como um certo procurador que só sabe respirar. Alguém que nem devia aparecer nos meus pensamentos a um momento desses.
    Ajudo Dean, pois pelo que parece, ele percebe de cozinha melhor do que eu. E isso é muito bom. Tenho um namorado que sabe das coisas.
    — O que foi?
    — Nada. Apenas pensando que essa é a primeira compra que fiz para meu apartamento. Minha vida passou a ter mais responsabilidades.
   — Crescer é assim. Temos que ser cada vez mais responsáveis. Temos de ser capazes de resolver nossos problemas.
   — Você tem razão. Mas também é um pouco assustador.
    Ele beija minha testa. — Não se preocupe. Eu estou aqui.
    — Obrigada.
    Terminamos de organizar as compras e fazemos o jantar. Quer dizer, Dean faz quase tudo, eu apenas ajudo cortando algumas coisas. Ele faz uma lasanha e põe no forno.
    — Agora só temos que esperar! — Ele me abraça.
    — Vai demorar muito? Tenho muita fome. — Olho para ele.
    — Não se preocupe. Estará pronto daqui a pouco. — Ele me leva para a sala, onde me joga no sofá, fica por cima de mim e me beija.
    Dean não é apenas bom na cozinha. É tal como ele disse: é muito bom noutras coisas também. E a forma como ele me beija, esse jeito sem igual de me deixar completamente perdida, não dá para explicar. O beijo dele é especial. Assim como o beijo do Andrew.
    Não dá para escolher um melhor porque eles são diferentes. O beijo de Andrew é especial de um jeito inesquecível, ele beija como se sua vida toda foi feita para isso, um beijo que você sente até quando afasta seus lábios. E o beijo de Dean é selvagem e igualmente romântico, um beijo que faz você esquecer dos problemas, um beijo que mexe com a sua mente. Eu realmente acho os dois perfeitos, não dá para escolher.
    Mas eu não devia pensar no Andrew, nem fazer uma comparação do meu namorado com outro. Isso não é certo. O que está acontecendo comigo que Andrew está perturbando a minha cabeça hoje?
    Eu me afasto, me sentindo culpada e Dean olha para mim de um jeito estranho. Eu não quero que pense que não estou bem, que não estou envolvida nisso. Mas eu ainda estou confusa. E como posso ainda estar confusa?
    — Algum problema? Fiz algo errado?
    — Claro que não!
    — Pode falar comigo. — Sentamos no sofá. Dean segura a minha mão.
    — Eu só estava pensando... naquele dia. — Minto. É tudo que eu consigo.
    Ele me dá um forte abraço, que me faz sentir sua alma chocando com a sua. Os abraços dele são muito bons. Assim como os abraços do... não! Não! Não vou pensar mais nele.
    — Não pense mais nisso. Aquilo foi um erro que não voltarei a repetir.
    — Está bem. — Digo. Ele me beija mais uma vez.
    Beija o meu cabelo. — Eu estive pensando que a gente precisa conversar sobre outras coisas, visto que sou o seu namorado.
    — E sobre o quê seria? — Pergunto.
    — A gente precisa conversar sobre intimidade.
    — Porquê? Não temos intimidade suficiente?
    — Não é isso que estou dizendo. Parte é verdade, mas eu quero dizer, como você ainda é virgem, a gente precisa conversar sobre sexo para que você não esteja tão ignorante na hora certa. — Ele acaricia o meu rosto.
     Meu rosto é de quem não sabe como fugir de uma situação embaraçosa. E sei que ele tem razão, mas também é um pouco estranho.
    — Mas tão cedo?
    — A gente vai apenas conversar. Mas se não quiser...
    — Não! Não é isso. É só um pouco embaraçoso para mim.
    — Não tem o que ter vergonha. Confie em mim, baby! Estamos trabalhando juntos nessa relação.

    — Você tem razão, mas ainda preciso de tempo em relação a esse assunto... você entende?
    — Claro que eu entendo. É por isso que estou propondo isso para você. Quero que saiba como as coisas funcionam, mesmo antes das coisas funcionarem. — Dean me dá mais um beijo.
    — Está bem. — Digo.
    Ele se aproxima para me beijar, mas seu celular começa a tocar por cima da mesa. Não consigo evitar olhar para a tela. É Hillary que está ligando. Ainda bem que é ela.
    — Desculpa! — Ele pega no celular e atende. — O que foi?
   Eu levanto e vou para a cozinha ver se a lasanha está pronta e aproveito para pensar no que ele acabou de dizer. Claro que não posso fugir disso porque ele é o meu namorado. O único problema é que eu não quero me sentir mal e machucar o Andrew. A noite de ontem só me fez ficar mais confusa do que antes.
    E o pior é que Andrew disse para não vai desistir. Ele parece bastante determinado e não acho que essa história vai acabar bem. Melissa tinha razão desde o início. Eu fui à guerra sem munições e agora deu nisso. Já não sei o que fazer, só estou esperando as coisas acontecerem.
    Volto para a sala quando vejo Dean pegando suas coisas preocupado. Ele olha para mim e vem me abraçar, depois me dá um beijo. Aconteceu alguma coisa.
    — Desculpa, baby! Aconteceu um imprevisto. Eu preciso ir urgentemente para o hospital.
    — O quê? Hillary está bem? Seus pais estão bem?
    — Eles estão, é outra coisa. Depois eu explico, só tenho que ir o mais rápido possível para o hospital.
    — Eu vou com você! — Seguro a sua mão.
    — Melhor não. Além disso, você tem trabalho amanhã.
    — Está bem. Qualquer coisa, liga para mim, por favor! — Abraço ele.
    — Sinto muito! — Ele sussurra no meu ouvido, depois se afasta de mim.
    — Não faz mal.
    Acompanho ele até a porta. — Depois eu ligo para você.
   — Claro!
    E ele vai embora.
    Sento no sofá completamente aborrecida e um pouco preocupada com ele. Espero que não tenha acontecido nada de grave. Espero que esteja tudo bem com a família dele.
    Pego no meu celular e ligo para Gabbe, mas ele demora um pouco para atender.
   — Alô! — E não é a voz do Gabbe.
   — Chris! — Reviro os olhos.
   — O que você quer? Gabbe está ocupado.
   — Se está com você, como pode estar ocupado?
    — O que você quer?
    — Como é óbvio, eu quero falar com o meu amigo.
    — Liga para ele amanhã. — Ele desliga na minha cara.
    Penso em ligar para Melissa, mas já sei que deve estar com Jake, então desisto e vou ver a minha lasanha para poder comer e tentar dormir.



    Dean não ligou para mim ontem a noite e fiquei preocupada. Nem quis trabalhar hoje, mas já estou aqui. Eu realmente amo o meu trabalho e o melhor nele é que me deixa distraída e esqueço dos problemas por um bom tempo. Tentei ligar para ele, mas dava desligado, então só tenho que esperar para depois ir ter com ele.
   E uma coisa passa pela minha cabeça. E se tudo isso tem a ver com Elena? Quer dizer, se não é sua família, deve ser a Elena. Significa que ele me deixou sozinha de novo para ficar com ela? Mas eu vi que foi Hillary quem ligou. Só que elas são amigas.
    Há uma ponta solta nisso tudo. E eu vou descobrir o que está acontecendo. Se tem a ver com Elena, é melhor que Dean tenha uma ótima justificação.
    Recebo uma chamada, me fazendo assustar porque estava tão distraída que esqueci da vida real. E claro que é uma ligação do Andrew.
    Eu saio do gabinete para um lugar mais calmo. — Porquê está me ligando?
    — Bom dia, amor! Estou ligando porque tenho saudades de você.
    — Eu estou trabalhando. E tenho namorado já falei isso umas mil vezes.
   — E quem disse que eu quero saber? Se eu quisesse saber, não teria ligado para você.
   — Hillary está solteira e ama você!
   Ele fica em silêncio por alguns segundos. — Eh! Mas eu quero outra mulher.
   Meu coração pára. Ele realmente disse isso? Ele disse que me quer? Infelizmente, isso afeta todos os meus sentidos.
    — Você não pode me dizer essas coisas, Andrew! Por favor, não faz isso!

   — O quê? É apenas a verdade. Eu sei que seria um melhor namorado do que aquele Dean.
   — Você não sabe nada sobre ele. — Defendo o meu namorado.
   — Já disse isso uma vez, mas vou dizer de novo. Eu quero ver se você realmente gosta daquele idiota! — Ele suspira. — Depois ligo para você, amor. Beijos!
    — Não! Não volte a ligar...
    Mas ele já desligou.
   Aproveito para ligar para Dean para saber o que está acontecendo, mesmo assim, ele não atende. Devo me preocupar com isso?
   Sim, claro que devo me preocupar. Ele é meu namorado e ontem não parecia bem, agora não atende as minhas ligações, alguma coisa muito ruim aconteceu. Eu quero saber o que está acontecendo com ele ou que problema urgente é esse que ele foi resolver que não me diz nada.
   Volto ao trabalho para tentar me distrair enquanto aguardo por alguma notícia de Dean.

                        

    Arrumo as minhas coisas e saio do trabalho. Estou cansada, então acho que vou para casa. E tenho que lembrar a mim mesma de ir para a casa dos meus tios amanhã. E hoje tenho que ligar para os meus pais. A minha vida está tão complicada que tenho esquecido de tudo.
    Vejo Andrew na entrada da empresa com um sorriso no rosto. Eu reviro os olhos e finjo que não o vi. Mas é claro que o vi. E em questões de segundos pude ver o quanto ele está lindo com esse terno cinza.
   — Senhorita Sally, está fugindo de mim? — Ele me segue para fora da Paradise.
   — O que você quer? — Continuo os meus passos. Andrew me pára, segurando os meus braços.
   — Posso te levar para casa?
   — Não! Andrew, não torne isso complicado, por favor!
   — Não vejo nada de complicado em estar apaixonado. — Ele me aproxima dele.
    — É sim. Porque eu tenho um namorado. Você sabe disso.
    — O que está acontecendo? — Oiço a voz de Dean e viramos para olhar para ele.
    — Dean...
    Andrew solta o meu braço e Dean se aproxima da gente. — O que você está fazendo com a minha namorada?
    — Apenas conversando. Ou ela precisa da sua autorização para falar com outro homem? — Andrew ri sem humor.
    — Cala a boca! Vai cuidar da sua vida. Não quero você perto dela nunca mais! — Dean vem ao meu lado e põe a mão na minha cintura.
   — Dean, por favor! — Olho para ele.
   — Não vou perder o meu tempo precioso brigando com você, Tallinn. — Ele olha para mim. — Até mais, Avery!
   Ele diz e entra no seu carro. Dean olha para mim como se estivesse com raiva, mas eu é quem devia ficar com raiva. Ele não ligou para mim o dia todo.
   — O que foi? — Me afasto.
   — O que ele fazia aqui?
   — Eu por acaso mando na vida dele? Eu não sei, o pai dele é o meu chefe, ele está sempre aqui. — Respondo com raiva.
   — Tem razão. Desculpa! — Ele me abraça.
    — Você não ligou para mim. — Olho para cima, para ele.
    — Desculpa, meu amor! Eu perdi o celular no hospital.
    — O que aconteceu?
    — Elena tentou se suicidar. Eu precisava ver como ela estava. Não fique brava comigo, por favor! Os pais dela queriam que eu ajudasse.
    — E ela está bem agora?
    — Eu acho que sim. Vim pedir desculpas por tudo.
    — Não faz mal.
    — Essa noite eu não vou poder estar com você, sinto muito. Tenho que trabalhar. Mas eu prometo que amanhã eu vou levar você para jantar.
    — E como fica a Elena?
    — Não se preocupe com isso. — Ele me beija. — Eu vou cuidar de você amanhã.
    — Está bem.
    — Vamos. Vou te levar para casa. — Ele segura a minha mão e me leva até seu carro e abre a porta para mim.
    Não sei porquê não estou brava com ele se tudo isso afinal tinha a ver com Elena. Mas não importa. Ele explicou o que aconteceu. Dean também entra no carro e começa a dirigir.
    — Você liga para mim depois? — Pergunto.
    — Eu ainda estou sem o meu celular, mas vou ver o que eu posso fazer. — Ele segura a minha mão e beija.
    — Está bem.
    — Você está brava comigo?
    — Não! Eu entendo que tenha que ir trabalhar. Não se preocupe.
    — Mas amanhã eu vou ficar com você o tempo todo. Você pode escolher o restaurante que quiser. Domingo também podemos ir onde você quiser.
    — Acho ótimo! — Sorrio para ele.

    Ele também sorri para mim.
    — Dean, eu posso perguntar uma coisa?
    — Claro!
    — Porque ela precisa tanto da sua ajuda?
    Ele olha para mim por um segundo, depois fica calado. Então, já sei a resposta. Porque ela ama ele. Ela está tentando tirar ele de mim, usando o que tem acontecido na sua vida. Está se aproveitando da situação.
    — É complicado. Eu e Elena ficamos juntos por um bom tempo e os pais dela acham que apenas eu posso ajudá-la. Ela está passando por uma situação difícil.
    — De certeza que você esqueceu ela?
   — Tenho a certeza absoluta. Confie em mim, por favor! Eu sei o que eu quero e o que eu sinto.
    — Está bem.
    Ele aperta a minha mão. Eu fecho os olhos e tento não pensar muito na possibilidade de Elena conseguir o que quer. Se ele quer que eu confie, é isso que tenho que fazer. Eu vou confiar nele.


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