História Duff- Fillie - Capítulo 9


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Joyce Byers, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Will Byers
Tags Fillie, Finn, Millie
Visualizações 30
Palavras 2.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei
Me matem
Kkkk
Vou continuar essa fic que eu amo
Fuiii
❤❤
Amo vocês

Capítulo 9 - Capítulo 9


 

Papai não saiu de seu quarto pelo resto do fim de semana. Bati na porta umas duas vezes na tarde de domingo e me ofereci para lhe fazer algo para comer, mas ele apenas murmurou uma recusa, nunca abrindo a porta entre nós. Seu isolamento me aterrorizou. Ele devia estar deprimido por causa de mamãe e, para piorar, envergonhado por ter tido uma recaída, mas eu sabia que isso não era saudável. Decidi que, se não saísse de lá até segunda-feira à tarde, eu invadiria o quarto e… bem, não sabia o que faria a seguir. Nesse meio-tempo, tentava não pensar no meu pai ou nos papéis do divórcio sobre a mesa da cozinha.

Surpreendentemente, isso até que foi fácil.

A maior parte dos meus pensamentos vagou em torno de Wolfhard. Que nojo, né? Mas eu realmente não sabia como lidar com a escola na segunda-feira. O que fazer depois de se pegar por uma noite (ou, no meu caso, uma tarde) com o maior galinha da escola? Será que devia agir com indiferença?

Devia tratá-lo com o meu ódio indisfarçado de sempre? Ou, porque honestamente me diverti, deveria agir, tipo, como se estivesse agradecida? Diminuir um pouco o contentamento e ser amigável? Eu devia algo a ele? É claro que não. Ele tirou tanto da experiência quanto eu, exceto a autoaversão.

Quando cheguei à escola na segunda-feira de manhã, estava quase decidida a evitá-lo completamente.

— Você está bem, Mills? — perguntou Lilia enquanto saíamos da aula de espanhol no final do primeiro período. — Você está agindo… hã, de forma estranha.

Admito, minhas habilidades de espiã não eram exatamente boas, mas eu sabia que Wolfhard passava pela sala de aula a caminho do segundo período, e eu não queria arriscar um estranho encontro pós-sexo no corredor. Espiei ansiosamente pela beirada da porta, varrendo a multidão na tentativa de encontrar aqueles cachos castanhos inconfundíveis. Mas, se Lilia estava dizendo que algo estava acontecendo, eu estava sendo óbvia demais.

— Não é nada — menti, saindo para o corredor. Olhei para os dois lados, como uma criança pequena atravessando uma avenida movimentada, e fiquei aliviada por não vê-lo em lugar nenhum.

— Estou bem.

— Ah, tudo bem — disse ela, sem desconfiar. — Devo ter imaginado, então.

— Você deve ter imaginado. Lilia ajeitou uma mecha solta de seu cabelo loiro que havia escapado dos confins de seu rabo de cavalo.

— Ah, Millie, esqueci de contar pra você! Estou tão animada!

— Vou adivinhar — provoquei. — Tem algo a ver com Jack Grazer, certo? Ele perguntou onde você comprou sua calça jeans skinny fofa dessa vez? Ou como você hidrata seu cabelo maravilhoso?

— Não! — Lilia riu. — Não… Na verdade, é meu irmão. Ele vem nos visitar esta semana e deve chegar a Hamilton ao meio-dia de hoje. Ele vai me apanhar na escola de tarde. Estou realmente animada em vê-lo. Faz, tipo, dois anos e meio desde que ele foi pra faculdade e… ei, Mills, você tem certeza de que está bem?

Eu havia parado, congelada, no meio do corredor. Podia sentir o sangue fugindo do meu rosto e minhas mãos ficando frias e começando a tremer. Aquilo era definitivamente o começo de uma náusea, mas eu disse a mesma velha mentira.

— Estou bem. — Forcei meus pés a se moverem novamente. — Eu só, ahn, pensei ter esquecido uma coisa. Está tudo bem. Agora, o que é que você estava dizendo?

Lilia prosseguiu:

— Ah, bem, estou tão animada com Jake! Não posso acreditar que estou dizendo isso, mas eu realmente, realmente senti falta dele. Vai ser legal ficar com ele por alguns dias. Ah, e acho que a Tiffany vai vir com ele. Contei pra você que eles acabaram de ficar noivos?

— Não. Isso é ótimo… Tenho de ir pra aula, Lilia.

— Ah… certo. Bem, vejo você na aula de inglês, Millie. — Eu já estava na metade do corredor quando Jessica conseguiu pronunciar a frase.

Forcei caminho em meio aos alunos que debandavam, mal os ouvindo, enquanto me xingavam por pisar em seus pés ou por trombar com eles com minha mochila. Os sons à minha volta vagarosamente diminuíram quando as memórias indesejáveis invadiram minha cabeça. Era como se as palavras de Lilia tivessem quebrado a represa que as mantivera contidas por tanto tempo.

— Então, você é a Millie? A caloura vagabunda que está transando com meu namorado?

— Seu namorado? Eu não…

— Fique longe do Jake!

Meu rosto queimava enquanto as lembranças me invadiam. Meus pés se mexiam tão rápido que quase entrei correndo na aula de organização política avançada. Como se eu pudesse fugir dos pensamentos. Como se eles não fossem me perseguir com uma vingança. Mas Jacob Sartorius voltaria a Hamilton e ficaria por uma semana. Jacob Sartorius estava noivo de Tiffany. Jacob Sartorius… o garoto que tinha partido meu coração.

Corri para a sala de aula bem quando o segundo sinal tocou. Sabia que os olhos do sr. Chaucer me fuzilavam, porém não me incomodei com isso. Ocupei meu lugar perto do fundo da sala, tentando desesperadamente me concentrar em outra coisa.
Mas nem mesmo o comentário irônico de Romeo Beckinham sobre o poder legislativo ou a parte detrás de sua cabeça adoravelmente fora de moda podia desviar meus pensamentos de Jake e sua futura esposa.

Eu mal ouvi uma palavra que o sr. Chaucer disse durante a aula, e, quando o sinal tocou, minha página de anotações, que deveria estar cheia de detalhes do curso, consistia em apenas duas frases curtas e quase ilegíveis. Meu Deus, eu seria reprovada nessa matéria se merdas desse tipo continuassem acontecendo.

Tanto drama! Se eu fosse uma rica esnobe de Manhattan, podia ser uma personagem de Gossip Girl. (Não que eu assista àquele seriado podre… com frequência… até onde minhas amigas sabem…) Por que a minha vida não podia ser um seriado? Mas, bem, até o elenco de Friends era problemático.

Andei sem rumo pelo refeitório, e encontrei Sadie e Lilia esperando por mim em nossa mesa. Como sempre, Angela, Jeanine e a prima de Jeanine, Vikki, nos fizeram companhia. Angela estava ocupada mostrando a todas seus novos tênis Vans, então meu tédio passou despercebido quando me joguei na minha cadeira.

— Fofo — comentou Sadie, sorrindo para os calçados.

— Quem te deu?

— Meu pai — respondeu Angela, levantando a ponta de seu tênis roxo. — Ele e minha mãe estão competindo pelo meu amor agora. No começo foi meio que irritante, mas decidi me aproveitar disso e me divertir. — Ela cruzou as pernas e jogou seu cabelo escuro para trás. — Espero que o próximo presente seja um Prada.

Todas riram.

— Não ganhei nada legal quando meus pais se divorciaram — disse Sadie. — Meu pai realmente não se importava se eu o amava mais, eu acho.

— Isso é triste, Sads — murmurou Lilia.

— Ah, na verdade não. — Sadie deu de ombros e começou a mexer em sua unha pintada de esmalte laranja. — Meu pai é um imbecil. Fiquei feliz quando minha mãe o chutou de casa. Ela chora muito menos agora, e quando minha mãe está mais feliz, o mundo está mais feliz. Claro, não temos mais tanto dinheiro, mas meu pai não gastava muito com a gente, de qualquer forma. Ele se ofereceu pra comprar um carro pra minha mãe, que ela não queria, mas é só uma demonstração de sua natureza boa.

— Divórcios são deprimentes. — Lilia suspirou. — Eu ficaria arrasada se os meus pais se separassem. Você não ficaria, Millie?

Senti um calor correr pelo meu rosto, entretanto Sadie estava mudando de assunto, então fingi não ter ouvido a pergunta de Lilia.

— Ei, Vikki, o que aconteceu na noite do Baile de Boas-Vindas? Você nunca nos contou como acabou.

Jeanine deu uma risadinha consciente.

— Você ainda não contou pra elas, Vikki?

Vikki revirou os olhos e enrolou uma mecha de seus cabelos loiros cacheados em volta de seu dedo com unhas perfeitas.

— Ai, meu Deus. Tudo bem, então o Clint está totalmente sem falar comigo, e Ross…

Os ruídos e vozes do refeitório encobriram a voz dela, e a minha mente fugiu dali. Por mais que eu quisesse parar de pensar em Jake, não podia me obrigar a ficar interessada nos problemas de Vikki com os garotos. Em qualquer outro dia, eu acharia até um pouco divertido sua história, como se fosse minha própria novela pessoal, mas, naquele momento, aquele dramalhão parecia tão vago e desimportante. Tão insípido. Tão indulgente. Tão vazio...

Eu não podia evitar me sentir um pouco culpada por pensar nisso. Aquilo me deixou tão autoabsorta quanto ela. Então, tentei ouvir com meia dedicação as reclamações de Vikki McPhee. Até que algo que ela disse capturou minha atenção completa.

— … mas eu realmente fiquei com Wolfhard um pouquinho mais tarde.

— Finn? — perguntei.

Vikki olhou para mim, orgulhosa do que ela enxergava como uma conquista. Será que ela não sabia que mais de dois terços das garotas da escola tinham conquistado a mesma coisa? Incluindo eu… mas, é claro, Vikki não sabia daquela parte.

— Sim — disse ela. — Depois da briga com Clint, saí com Finn no estacionamento. Nós ficamos no carro dele por um tempo, mas a minha mãe ligou, então precisei ir pra casa antes de fazer qualquer coisa. Uma droga, né?

— Claro.

Meus olhos se moveram pelo refeitório, buscando por poucos segundos até localizar a parte de trás da cabeça de cachos castanhos centímetros mais alto que todos os outros ao seu redor. Estava sentado com um grupo de amigos — a maioria garotas, naturalmente — em uma mesa comprida e retangular do outro lado do salão. Usava uma camiseta preta apertada que, apesar de não ser realmente apropriada para as temperaturas frias do começo de fevereiro, mostrava seus braços perfeitamente musculosos. Braços que tinham se enroscado em volta de mim… braços que tinham ajudado a apagar o meu estresse…

— Eu já contei a vocês que meu irmão está vindo pra cidade? — perguntou Liliaa. — Ele e a noiva vêm fazer uma visita esta semana.

Os olhos preocupados de Sadie imediatamente se viraram para mim e se arregalaram quando percebeu que eu estava de pé.

— Aonde você vai, M?

Todas à mesa olharam para mim na hora, e eu tentei parecer convincente.

— Acabei de me lembrar — falei. — Preciso ir falar com Wolfhard sobre nosso projeto de inglês — Que se dane o plano de evitá-lo. Eu tinha uma ideia melhor e mais útil.

— Vocês não terminaram aquilo no sábado? — perguntou Lilia.

— Nós começamos o projeto, mas não terminamos o relatório.

— Porque vocês estavam muito ocupados ficando — provocou Sadie, piscando para mim.

Não pareça culpada. Não pareça culpada.

— Ficando? — Vikki levantou uma sobrancelha para mim.

— Você não ouviu? — riu Lilia, sorrindo de maneira natural para mim. — Lilia está desesperadamente apaixonada por Wolfhard.

Fingi um barulho de engasgar, e todas riram.

— Sim, claro — falei, deixando nítido que minha voz estava cheia de irritação e nojo. — Eu não o suporto. Meu Deus, eu perdi tanto o respeito pela sra. Perkins desde que ela me fez trabalhar com ele!

— Eu ficaria em êxtase se fosse você — disse Vikki, soando um pouco amarga. Jeanine e Angela balançaram a cabeça em concordância.

— Que seja. — Eu estava me sentindo um pouco nervosa. — Preciso falar com ele pra terminar isso. Vejo vocês todas mais tarde, certo?

— Certo — disse Lilia, acenando animadamente.

Andei apressada através do refeitório cheio, sem parar até estar a cinco passos da mesa de Finn, na qual o único outro ocupante masculino era Jack Grazer. Então fiz uma pausa de um segundo, subitamente meio hesitante.

Uma das garotas, uma loira magricela com os lábios de Angelina Jolie, estava reclamando de suas férias horrorosas em Miami, e Wolfhard estava ouvindo com a atenção arrebatada — obviamente tentando convencê-la de sua simpatia. O nojo apagou minha insegurança, e limpei a garganta bem alto, conseguindo a atenção do grupo inteiro.

A loira estava agitada e brava, mas foquei Finn, que olhou para mim casualmente, como faria com qualquer outra garota. Eu ergui o nariz e disse:

— Preciso falar com você sobre nosso trabalho de inglês.

— Isso é necessário? — perguntou Wolfhard com um suspiro.

— Sim — respondi. — Agora mesmo. Não vou ser reprovada nessa tarefa estúpida por causa da sua preguiça. Ele revirou os olhos e ficou de pé.

— Desculpem-me, senhoras — disse ele às garotas atingidas pela tragédia. — Vejo vocês amanhã. Vocês guardam um lugar pra mim?

— Claro que guardamos! — uma ruiva pequenina esgoelou. Enquanto Finn e eu nos afastávamos, ouvi a bocuda sibilar:

— Deus, aquela garota é uma vaca!

Quando estávamos no corredor, Wolfhard perguntou:

— Qual o problema, Duff? Eu não lhe enviei um e-mail com o trabalho ontem à noite, exatamente como você exigiu? E aonde precisamente estamos indo? À biblioteca?

— Só cale a boca e venha comigo. — Eu o conduzi pelo saguão através das salas de aula de inglês.

Não pergunte onde foi que eu tive essa ideia, porque não poderia contar, mas eu sabia com precisão aonde estávamos indo, e tinha certeza de que isso poderia me tornar oficialmente uma vagabunda. Mas, quando chegamos à porta do armário vazio do zelador, não sentia nenhuma vergonha… ainda não, pelo menos.

Agarrei a maçaneta e percebi que os olhos de Wolfhard se estreitaram, suspeitando. Escancarei a porta, conferi que não havia ninguém observando e fiz um gesto para que ele entrasse. Finn entrou no pequeno armário e eu o segui, fechando a porta furtivamente atrás de nós.

— Algo me diz que isto não diz respeito ao livro A letra escarlate — comentou Finn, e mesmo no escuro eu sabia que ele estava sorrindo.

— Fica quieto.

Dessa vez ele me encontrou na metade do caminho. As mãos dele se enroscaram no meu cabelo, e as minhas grudaram em seus antebraços. Nos beijamos violentamente, e minhas costas se chocaram contra a parede. Ouvi um esfregão — ou talvez uma vassoura — cair, mas meu cérebro mal registrou o som enquanto uma das mãos de Wolfhard se movia até meu quadril, me aproximando dele. Ele era tão mais alto que eu que precisava inclinar minha cabeça para trás quase completamente para encontrar seu beijo. Seus lábios comprimiram os meus com força, e eu deixei minhas mãos explorarem seus bíceps.

O cheiro do perfume dele, mais do que o ar estagnado do armário, preencheu meus sentidos. Nós lutamos no escuro por um tempo antes de eu sentir sua mão insistentemente levantando a bainha da minha camiseta. Engasgando, eu me afastei do beijo e agarrei seu punho.

— Não… não agora.

— Então quando? — perguntou Wolfhard em meu ouvido, ainda me prendendo à parede. Ele nem mesmo soava zonzo. Eu, por outro lado, lutava para retomar o fôlego.

— Mais tarde.

— Seja mais específica.

Eu me contorci para fora de seus braços e me movi para a porta, quase tropeçando no que me pareceu ser um balde. Levantei uma das mãos para alisar meu cabelo bagunçado e cheguei até a maçaneta da porta.

— Hoje à noite. Estarei na sua casa por volta das sete horas. Certo?

Antes de ele poder responder, me esgueirei para fora do armário e corri pelo corredor, esperando que meu andar não denunciasse minha vergonha.


Notas Finais


Oque tá acontecendo kakakakakka
Isso se chama ciúmes Millster
Eu tenho ranço do personagem da Lilia (Jéssica, amiga da Bianca/Mills) mas a Lilia é um amor na vida real ok?


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