História Dunk Shot - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Tags Boyxboy, Chenle, Chensung, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, Kpop, Mark, Nct, Nct Dream, Renjun, Yaoi
Visualizações 92
Palavras 2.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI

desculpa por sumir jsbsjbsjs tamo aí

Capítulo 3 - Faça um pedido


Eu realmente não sabia mais que rumo minha vida estava tomando. Renjun parecia tão sentimental quando falava do Jeno e tão violento quando eu ria disso que eu não conseguia manter uma conversa muito longa com ele, por isso jisung acabava sendo a pessoa que mais me fazia companhia depois do primeiro mês na escola.

Já estávamos nos dando realmente bem. Admito que o fato do mais novo andar mais comigo do que com o pessoal que já era colega dele me deixava confuso e curioso, mas eu não parava meu tempo pra pensar naquilo por ser extremamente neurótico e não querer me afastar por apenas suspeitar que ele falasse comigo por querer me matar, ou ganhar uma aposta, como nos livros, ou qualquer outra coisa exagerada dessa forma.

Eu estava cansado, querendo morrer, jogado no sofá com os pés por cima do encosto enquanto meu moletom deixava de tapar metade da minha barriga por culpa da quantidade de vezes que eu já tinha me revirado ali por culpa do tédio. Poxa, era sábado e eu não tinha absolutamente nada pra fazer, a internet não estava rápida o suficiente pra que eu jogasse online e renjun estava usando o notebook pra fazer um trabalho da escola. A televisão não era uma opção legal, não tinha nada interessante passando e novelas eram chatas… Nada conspirava à favor do meu lazer naquele dia.

Gemi de reprovação ao escutar meu celular tocar do outro lado da sala, onde estava carregando, pensando por um segundo em ignorar - por pura preguiça - antes de levantar e ir até o aparelho, franzindo o cenho ao ver que a ligação era de Jisung. Ele odiava com todas as forças falar ao telefone com alguém. Peguei o aparelho, atendendo prontamente antes de o pôr contra a orelha, escutando sua voz no mesmo segundo, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.

-Chenle? Chenle, você está ocupado?

-Oi… Eu, sim, quer dizer, não. Não estou ocupado, o que foi?

-Pode me encontrar naquela praça que fica no caminho da escola? Eu preciso falar com alguém… Você de preferência.

Fiz careta, meio confuso. Eu de preferência? Mas que…

-É importante?

-Sim. Pode ou não pode?

-Em quinze minutos eu chego ali…

Respondi simplesmente e afastei o celular do ouvido, pois a chamada havia sido desligada. Estalei a língua, subindo as escadas e indo até meu quarto, pegando meus tênis e os calçando. Fiz questão de avisar Renjun que sairia, já que se ele não me encontrasse em casa provavelmente teria um surto e eu não queria morrer, então foi o melhor a se fazer. Saí de casa pouco tempo depois, caminhando devagar enquanto pensava nas opções pra Jisung me chamar aleatoriamente às cinco da tarde. Ele podia querer me matar mesmo, tudo se encaixava. Ou talvez ele só não tivesse muitos amigos mesmo. De qualquer forma, eu era curioso, a culpa não era cem por cento minha, Jisung não gostava de falar muito sobre ele, então eu não sabia quase nada sobre ele fora da escola. Okay, eu estava definitivamente nervoso, minhas paranóias me odiavam.

Quando eu estava quase chegando no local pedido pelo mais novo, ergui meu olhar - por sempre andar olhando pro chão - o vendo à poucos metros de distância, sentado no chão com “perninhas de índio” enquanto brincava de arrancar as folhas da grama, completamente alheio à qualquer coisa.

Tanto que ele não me viu até que eu estivesse na sua frente e ainda levou um susto enorme.

Comecei a rir de sua reação, me abaixando e sentando à sua frente. Não era uma posição fácil de sair correndo caso fosse necessário, mas era mais confortável, então me mantive daquela forma, o olhando curioso enquanto esperava ele começar a falar o motivo pra ter me invocado ali em pleno sábado às cinco da tarde.

Ele enrolou por alguns segundos, olhando pra cima como se pensasse muito em como começar.

-Jisung…? - perguntei, logo tendo sua atenção em mim novamente.

-Ah… Sim… Você lembra quando eu comentei que minha mãe estava viajando?

-Sim, por quê?

-Ela voltou de viagem ontem à noite e hoje já brigamos… Então achei que sair e conversar com você fosse melhor do que ficar em casa - deu de ombros, desviando o olhar olhar logo em seguida.

-Então… Se quiser falar sobre a briga, pra não guardar só pra você, pode falar.

Murmurei, brincando com um dos rasgos da minha calça como forma de distração enquanto esperava que ele dissesse algo. O que demorou um pouco; ele parecia ter pensado naquilo com muito cuidado antes de finalmente abrir a boca.

-O que acontece é que eu sou…

-Gay? - perguntei depois de alguns segundos esperando que ele continuasse a frase, deduzindo, esperando pelo menos que ele continuasse.

-O quê?

-Não sei, só completei sua frase, ué.

-Como você sabe?

-Como eu sei o quê?

-Que eu sou gay?

-Você é mesmo?

-Aish… Minha mãe não aceita o fato de que eu goste de garotos ainda, hoje discutimos por isso… Ela me trata como se eu fosse um bebê mas eu tenho dezesseis anos e… Não me faz um adulto nem nada, mas também não significa que eu precise viver do jeito que ela acha melhor. Nossas brigas são por motivos muito idiotas mas eu não gosto delas mesmo assim. Ela vive viajando com meu pai por culpa do trabalho e quando volta implica comigo por uma coisa que eu nem tenho culpa, sei lá, ela podia ter notado que eu até limpei a cozinha e não deixei o cachorro morrer de fome, mas não… “Meu filhinho pode gostar de um menino, meu deus, o mundo vai acabar!”. Sinceramente, Chenle, eu vou fugir pra sua casa e viver de lamén.

O olhei de forma atenta enquanto ele falava, começando a rir com sua última frase, revirando os olhos. Céus, ele era dramático demais, parecia até eu.

-Então, pra resumir, ela implica com o fato de você ser gay e vocês brigam muito por isso? - perguntei e o maior assentiu - você já disse isso pra ela? Que a situação te incomoda? Porque às vezes sua mãe pode te machucar sem notar…

- Nunca falei isso pra ela, não sei, não costumo conversar com ela sobre mim. Acho desnecessário.

- Mas ué… Se ninguém avisar ela, como isso vai parar? Do mesmo jeito que você não sabe os motivos pra ela fazer isso, ela não sabe os motivos que te irritam tanto, tipo, ela pode só não notar que é importante pra você. Quem sabe se você deixasse de ser fechado por um segundo e dissesse “mãe, a senhora está me fodendo psicologicamente só porque eu beijei um amiguinho uma vez e achei legal, será que dá pra parar? Eu não sou um alien”. Beleza, você não precisa dizer exatamente isso, eu sei que não é assim, mas se você for direto ela pode entender mais fácil, meu pais foram complicados também.

- Também? Como assim?

- Ah… Eles tinham “dúvidas” em relação à minha sexualidade, mas como eu também tinha, só disse pra eles que era mais fácil entenderem que eu não ia mudar nada se descobrisse se gosto mais de meninos, meninas, nenhum ou os dois. Não sei, eu sempre falei demais então quando eu notei já tinha dito isso tudo sem vergonha - dei de ombros, rindo com a expressão atenta nos olhos pequenos do mais novo - eu quase morri depois porque minha minha mãe correu atrás de mim pela casa por ter sido grosseiro com ela, mas depois ficou tudo bem, eu nem levei tapa.

- Você sempre leva tudo na brincadeira assim? Como consegue?

- Não é que eu leve na brincadeira… Só acho mais fácil fazer as coisa de um jeito descontraído ao invés de me lamentar pelos cantos… Ou sofrer antes mesmo das coisas acontecerem de fato, que nem perú na véspera do Natal.

- Sinceramente, queria conseguir ser assim, me ensina.

Rimos ao mesmo tempo. Felizmente, depois do meu discurso completamente imbecil, Jisung parecia pelo menos um pouquinho menos preocupado, o que me tranquilizou. Não sei, simplesmente cheguei ali, escutei o que ele tinha pra falar e disse o melhor que pude, nunca fui o melhor com conselhos, de qualquer forma. A conversa se descontraiu de forma significativa, tanto que mal notamos e já estava começando a escurecer. Olhei em volta, mordendo levemente meu lábio inferior. Não gostava muito da ideia de ficar fora de casa à noite, mesmo que o bairro fosse seguro as pessoas ainda andassem tranquilamente pela rua. Olhei pra Jisung, que tinha notado minha falta de atenção nele ao olhar em volta, me fazendo sorrir contido.

- Não quero ficar aqui… Tem que ir pra casa? - perguntei o olhando de forma curiosa. Na mesma hora seu celular começou a tocar, mostrando no ecrã que era sua mãe. O mais alto apenas encarou a tela por alguns segundos, a desligando e suspirando em seguida.

- Não, não tenho… Pelo menos não agora, sei lá.

- Vamos pra minha casa então. Pelo menos não ficamos na rua passando fome - dei de ombros, me levantando e estendendo a mão pra que ele levantasse também.

Não esperei que ele respondesse antes de começar a o puxar pelo caminho até minha casa, que não era tão longe dali. Andei o caminho todo na frente dele, pensando no que tinha acontecido. Foi uma conversa um pouco rápida e eu não tinha entendido metade, mas tudo bem. Ficou na minha cabeça o fato do loiro ter simplesmente ignorado a ligação da mãe mesmo depois da conversa toda. Se minha mãe me ligasse e eu ignorasse daquele jeito perderia a vida fácil, sério, Jisung tinha muito mais coragem do que juízo, sem dúvida.

Quando chegamos em casa, a primeira coisa que eu notei foi o cheiro de comida, a segunda foi uma voz além da de Renjun soando na cozinha e a terceira foi que a voz era do Jeno. Revirei os olhos com a dedução, batendo a porta de entrada com força na hora de fechar pra avisar que eu tinha chegado e não queria entrar na cozinha e ver os dois se pegando. Segundos depois Renjun apareceu na porta entre a sala e a cozinha e me olhar com cenho franzido quando notou a presença de Jisung.

-Er… Oi? Jisung, tudo bem? - perguntou com um sorriso suave nos lábios, completamente bipolar. Jisung sorriu de volta, assentindo levemente, logo me olhando.

- Renjun, você já jantou? Eu to com fome… - resmunguei quando Jeno apareceu na porta também sem que o outro chinês notasse, logo tendo a atenção do coreano mais velho sobre mim.

- Ainda não jantamos, vem vocês dois, vamos comer - Jeno se meteu no assunto, me fazendo sorrir e Renjun suspirar. Definitivamente o Lee seria muito útil quando eu precisasse.

Quando finalmente terminamos de jantar, puxei Jisung até meu quarto antes que nos fizessem lavar a louça. O mais novo ficava muito quieto perto de pessoas mais velhas que ele, era muito engraçado, ele parecia tímido demais quando tinha que falar com o pessoal das turmas mais velhas ou quando chegava perto de Renjun, por algum motivo.

Subi as escadas o puxando pelo pulso até que estivéssemos no meu quarto. Felizmente eu tinha arrumado o local no dia anterior, por isso não me preocupei tanto com a única camiseta em cima da cama e minha mochila jogada na cadeira de qualquer jeito. Era só uma bagunça normal. Deixei que ele ficasse olhando em volta enquanto eu me jogava na cama de forma preguiçosa, virando o rosto em sua direção quando notei que ele tinha começado a andar pelo cômodo.

-Você pode ficar aqui se não quiser voltar pra casa… - murmurei, chamando sua atenção - amanhã temos aula, de qualquer jeito não podemos ficar acordados até muito tarde hoje.

-Posso ficar? Não vai incomodar?

- Não - dei de ombros. Pensei em perguntar se ele avisaria a mãe ou não, mas preferi não dizer nada - se quiser pode tomar banho aqui também, não atrapalha não.

O maior assentiu, sem falar mais nada. Okay, aí sim era estranho. Por que ele não estava falando nem sozinho comigo? Poxa. Suspirei, levantando da cama e indo até a janela do meu quarto, abrindo os vidros na esperança de que algum ar entrasse no quarto. Eu gostava de falar, gostava de me mexer, mas Jisung estava me fazendo ficar travado ali. Chato, ele só ficava quietinho olhando em volta sem expressão nenhum no rosto e aquilo me deixava preocupado.

E ele era bonito, me distraía um pouco.

Suspirei apoiando os braços na janela antes de virar o rosto na direção do mais novo.

-Você vai acabar dormindo se ficar quieto e parado por tanto tempo… - murmurei, indo até Jisung e parando em sua frente. Segure a manga de sua camiseta, a balançando lentamente - você pode ir pro banho agora, pensa um pouco no que quer que seja e depois você dorme. Se não quiser falar nada não tem problema.

Mentira, tinha problema sim, mas era meio irrelevante. Empurrei o maior até o banheiro, deixando uma toalha e roupas em seus braços antes de fechar a porta na cara dele, suspirando. Esperei que o som do chuveiro ligado se fizesse presente pra sair do quarto e ir até a cozinha. Renjun e Jeno já tinham sumido dali, então eu só fui até a mesa e catei o celular de Jisung dali. Quem deixa o celular jogado assim? Só ele mesmo. Neguei levemente com a cabeça ao tentar desbloquear a tela e ver que não tinha nem senha. Procurei o contato da mãe dele, evitando ao máximo demorar muito, colocando o celular no ouvido quando cliquei pra chamar. Felizmente ela não levou muito tempo pra atender.

-Jisung? Filho? Onde você está? - sua voz soou do outro lado da linha, me fazendo morder levemente o lábio inferior antes de responder.

-Então… Eu sou colega do Jisung, ele não está com o celular agora e-

-Ele está bem?

-Sim, eu só liguei pra senhora porque está tarde, então ele veio pra minha casa e vai pra escola comigo amanhã. Eu acho que ele não ia ligar, por isso eu liguei.

-Ele não vai voltar pra casa? Como assim?

-Ele só vai ficar aqui essa noite, não precisa se preocupar. Eu só liguei pra avisar isso, ele está bem.

Não esperei muito, apenas deu tchau e desliguei a chamada, deixando o celular no mesmo lugar que estava antes. Na verdade eu não sabia exatamente o que tinha me levado a fazer aquilo, mas Jisung era claramente teimoso e orgulhoso, a mãe dele não precisava ficar preocupada a madrugada toda por culpa daquilo. Voltei pro quarto e no mesmo segundo a porta do banheiro se abriu e Jisung saiu de lá, já vestido e secando os cabelos. Sorriu levemente ao me olhar, baixando o olhar levemente, se sentando no canto da cama, deixando a toalha no próprio colo. Fechei a porta do quarto atrás de mim, voltando pra perto da janela, onde estava antes, mesmo que ainda estivesse com o corpo virado na direção Quando pensei em começar a falar qualquer coisa só pra quebrar o silêncio, Jisung olhou na minha direção, além de mim, pra janela, mais precisamente, pendendo a cabeça pro lado.

-Hyung, faça um pedido.

-O quê?

-Peça alguma coisa, rápido!

Franzi o cenho, mas mesmo que aquilo parecesse muito estranho, fiz um pedido, olhando confuso pro maior em seguida.

-Yabalabahya. Agora você fez um desejo pra estrela que acabou de cair…

-Oi?

-Você não viu a estrela cadente que acabou de passar ali na janela?

-Não…

-Bom, você fez o pedido, o que pediu?

-Se eu fiz o pedido então não posso contar, senão ele não vai se realizar, não é?

-Não sei… É?

-Aham.

Yabalabahya.


Notas Finais


Então, eu tive alguns (muitos) problemas nas últimas semanas, então mal consegui escrever. Desculpa se o capítulo ficou ruim, eu vou me esforçar mais, prometo <3

Até o próximo


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