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História Duologia Império de Cinzas - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi, pessoal!
Sejam bem-vindos a Império de Cinzas, uma duologia que é muito mais que um romance!
Espero que vocês gostem da minha história - e que vocês possam comentar sobre o que posso melhorar.
Leiam com carinho e embarquem nessa aventura!
Até as notas finais, docinhos...

Capítulo 2 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Duologia Império de Cinzas - Capítulo 2 - Prólogo

Não sei se alguém já te contou quão doloroso é o processo de escrever.

Primeiro, você não sabe como começar. Com qual palavra inaugurar o relato que você esperou escrever por toda uma vida? É justo com sua história começar com um simples "Era uma vez..."?

Veja que, mesmo agora, ainda não sei como começar a relatar coisas que aconteceram há tanto tempo e até hoje não consigo escrever. Nada parece estar à altura da minha história.

Nada que eu ou que você escreva chegará perto das sensações que sentimos quando vivemos cada uma das situações da vida. Por mais descritiva que eu seja, não poderei passar toda a verdade a cada um de vocês.

Veja bem, é o meu desejo que você saiba tudo, cada detalhe. Só assim você poderia me julgar corretamente.

Pensando bem, talvez esse não seja o meu desejo.

Tem partes de uma vida que não queremos relembrar. Queremos arrancá-las de nossas cabeças e fingir que nada disso aconteceu. Que escravo gostaria de lembrar-se dos tempos em que ficara preso?

Por mais preso que um escravo possa estar, ninguém pode estar mais preso a algo como estamos às nossas próprias histórias, às nossas próprias escolhas.

Quem gostaria de ser julgado em frente a um tribunal pela história de sua vida escrita em um pedaço de papel?

Antes que pense isso, não, isso não é um diário. Diários são escritos diariamente. Isso aqui é uma forma de guardar algumas coisas que já passei.

Mas olha, já estou divagando, não deixe que eu faça isso, posso nunca continuar uma linha de pensamento coerente. Enfim, estávamos falando sobre o doloroso processo de escrever, certo?

Passado o trauma da primeira palavra e do pontapé inicial de sua história, tudo flui. Pode ser que você fale mais do que o necessário, pode ser que você se contenha o máximo que consegue.

O fato é, teremos uma história. Depois que nós começamos a desabafar, fica difícil parar. Uma produção textual, uma história, um conto de fadas, cada pedacinho de texto escrito pela humanidade é resultado de um desabafo pessoal.

Quero escapar da realidade? Pois não, escreva uma ficção, um conto de fadas sobre uma princesa de um reino distante em seu cavalo branco.

Quero esquecer? Escreva tudo no papel, sua história, suas angústias, seus medos, tudo. Escreva, jogue fora, nunca mais leia. Faça o que quiser.

Mas escreva.

E não, isso não é um livro de autoajuda não, longe de mim ser tão prepotente. Se vai te ajudar a sair de alguma situação, isso é outra história. Intimamente, desejo que isso tudo lhe ajude de alguma forma. Mas é só a história de uma garota.

Você escreve, escreve e não sabe onde tudo aquilo vai parar. Então você se depara com o segundo problema que causa dor a qualquer autor de plantão. Como é que se termina uma história?

Ou ainda, quando se termina uma história? Quando se sabe que o que contamos é o suficiente?

Infelizmente, ainda não encontrei a resposta para essa pergunta. Quem a encontrou foi outra pessoa, uma que estava comigo desde o início, que leu isso tudo aqui, também tentando escapar desse passado.

O fato é, você talvez vá precisar de alguém no fim de tudo. Alguém vai ter que ler isso aqui e te dizer se está bom, fiel, se algo falta, se algo está em excesso.

Talvez você nem precise que alguém leia, talvez você saiba quando parar. Eu ainda não descobri como, afinal, não tenho nenhuma experiência com essa história toda de escrever. Ou talvez tudo ainda tenha sido tão recente e os detalhes ainda estejam frescos em minha memória e eu queira escrever sobre tudo.

Mas conto com alguém para me fazer saber quando parar. Ainda não consigo julgar isso sozinha.

É doloroso o processo da escrita. É gratificante. É inovador. É animador. É único.

Nascemos com um dom? Ainda não sei se isso tudo é um dom. Mas com certeza é algo que nos faz ser únicos.

A escrita é uma arte extremamente complexa. É como o latim. Você tem 48 modos para escrever uma palavra. Ou mais.

A escrita depende do sentimento que você coloca nela. Porque se quiser escrever sobre amor, não basta apenas juntar as palavras. Pode ser até mesmo mais fácil quando se escreve sobre si mesmo, mas continua sendo desafiador.

Nos antigos teatros gregos, os prólogos normalmente apresentavam uma espécie de diálogo inicial entre os personagens da história. Podiam também apresentar o personagem que narraria todos aqueles atos ou simplesmente mostrar o tema daquela peça.

Não sei, meu prólogo não está fazendo muito a sua função. Digamos que você me conhece um pouco agora. Diga-me o que escreves, que direi quem tu és? Não sei. Você nem ao menos sabe o meu nome ainda.

Quando isso tudo que escrevi chegar a suas mãos, você não entenderá o motivo. Não saberá por que escolheu lê-lo, não saberá talvez porque escrevi isso tudo.

Mas seja como isso tudo se apresentar a você, leia. Afinal, simples coisas podem mudar as nossas vidas. E talvez minha história possa mudar a sua.


Notas Finais


AAAA, finalmente esse prólogo! Espero que curtam essa aventura que será postada toda quinta e domingo aqui no Spirit! Não deixem de deixar seu comentário e a sua opinião, e nem de favoritar!
Muito obrigada desde sempre pro sua presença e até domingo!
Mil beijos da Temp 💙💙


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