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História Duquesa Úrsula e Herculano em Flor do Sertão - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


~☆Capitão Herculano ❤ Duquesa Úrsula☆~

Capítulo 12 - A Mi Manera


Fanfic / Fanfiction Duquesa Úrsula e Herculano em Flor do Sertão - Capítulo 12 - A Mi Manera

 

                         ~☆☆~

FLOR DO SERTÃO – A MI MANERA

De repente a sorte do cabra  muda da água pro o vinho, da noite pro dia, o certo é o errado, o torto é o direito e quando a gente se dar conta tá enredado na paixão que cega os querer da gente. Uma vez eu perguntei pra Duquesa se ela gosta de cangaceiro almofadinha, a Dona bem que gostou e gostou foi muito pois naquela noite ela foi a minha Rainha, hoje estou na situação parecida pois estou longe da minha terra e vestindo essas roupas de gala, porque meu filho Jesuíno me pediu pra eu ficar uma semana em seráfia pra mode voltar todo mundo junto, oxente, agora  eu tenho que me fantasiar feito Belarmino mas essa vocação é dele e não minha, se fico é por causa do pedido de meu filho, mas minha vontade é de levar a Duquesa de volta no mermo risco do navio que me trouxe aqui. A Duquesa fica feliz com a notiícia da gente ter que passar pra mais de 6 dias naquele reino que não é meu, eu me sinto feito passarinho preso dentro da gaiola, a Duquesa fala que essa é a prova do amor que sinto por ela!!

   Na terceira noite dentro do castelo eu tenho o pensamento no Sertão, estou certo que aqui não é meu lugar, nunca foi nunca será,  enquanto penso nisso  vago pelos jardins mas a noite tá por demais  fria, então levanto a vista enquanto escondo as mãos no bolso da calça, o céu não tá pintado de estrela e vejo cair uma fumacinha branca, abro a mão para apanhar a bichinha mas ela se desmonta,  tento pegar mais outra só que eu fracasso.

- Oxee, diabo é isso?? – começo a sentir mais frio do que tô acostumado, então arribo a gola pra mode proteger  meu pescoço, estou vestindo um terno por baixo do meu ribão, me deram uma calça preta pra mode usar, uma tira de lã pra laçar no cangote e um par de luvas. Estou esperando pela Duquesa pra mode a gente sair pro lugar que ela quer me levar. Agito meu corpo pra mode esquentar o sangue pois estou tiritanto e zanzo pra lá e pra cá na porta do palácio, graças ao Padim Ciço a Duquesa finalmente aparece, então paro de andar e olho pra lindeza daquela diaba, sinto o perfume roubar os pensamentos chega até passa o frio.

- Duquesa!!! – ela tá linda vestida toda enrolada dentro do casaco de pele cinza, duas joias no formato de luvas  e ela usa o batom da cor da nossa paixão. Nessa hora chega o carro que vai seguir as ordens da Duquesa, ela me dá a mão e eu beijo por riba dos diamantes então conduzo a madame pra entrar primeiro depois entro  e me sento ao seu lado.

- Herculano, essa noite você será meu Rei!! – a gente se lembra bem do efeito que a frase tem pois da última vez a noite foi pequena, vici?? Então abro um sorriso pra ela e recebo um afago na cara. – Nos leve para o Riveur.

- Pra onde a Dona tá me levando?? – pergunto pois quero saber.

- O Capitão conhece a França?

- A dona sabe que não.

- Seráfia divide terras francesas Capitão, não é exatamente a França mas é como se fosse!

- Confio no bom gosto da Duquesa. – a gente passa na frente de casas muito bonitas, vejo pracinhas formosas por demais, também vejo alguns cavalos puxando carruagens e pessoas arrumadinhas, todas almofadinhas, então volto o rosto pra sorrir pra minha Duquesa e suspiro: - Isso aqui parece um sonho! - Continuo espiando pro lado de fora pra mode ver a beleza passar , agora entendo a danação da diaba toda vez que me chamava pra fugir mais ela.

- Você tá gostando?

- Oxee, e não é pra tá?? – Seráfia é mais bonita do que eu pensei.

         Agora sinto o carro parar e a Duquesa quer descer naquele lugar. – Chegamos, Capitão. – Eu estico a vista pra assuntar antes de sair do carro e vejo um casarão parecido com o castelo do Rei mas não sei pra onde vou, então ela me puxa pra gente se adiantar. Nesse momento acompanho a Duquesa, reparo que a fumacinha branca continua caindo sobre a cabeça das pessoas, são essas bolinhas de gelo que o povo chama de neve. É a primeira vez que vejo neve!!! O ambiente que a Duquesa gosta de fazer visita é bonito demais, é cheio de luz da prata e do ouro, é tanta riqueza que o cabra fica é besta, imagino a festa que o bando faria se botasse a mão naquilo tudo.

- Tenho certeza que o meu Capitão vai adorar o melhor restaurante de Seráfia!!!

     A gente entra no Restaurante fino e um moçoilo todo vestido de branco tira o casaco dela depois pede pra guardar meu jibão, então a gente  se senta na mesa perto do braço de um rio estreito que corta a cidade em duas bandas. – É o rio Sena, ele vai até o Norte da França. A França Capitão é a capital dos amantes, dos apaixonados. – nessa hora a Duquesa pega minha mão e uma bebida é oferecida pra começar nossa noite. – Obrigado estou grávida, mas aceito uma água com limão. – Peço uma bebida quente pra mode esquentar o corpo por dentro e por fora. Acho que vamos ter um jantar especial pois a diaba tem razão, aquele lugar é romântico, vejo casal aonde o olho bate.  Oxente, eu nunca  pensei que um dia ia acompanhar a Duquesa mundo afora como era os planos dela, pensava que nunca ia arredar os pés da caatinga mas percebo que não. Esse mundo apronta cada uma com a vida do cabra.

    Nossas bebidas são servidas em copos de cristais, eu dou a primeira golada pois nunca gostei do frio eu prefiro o sol. A Duquesa apenas molha a boca com a água, depois larga o copo e começa a ler o menu, eu faço o mesmo e  leio os nomes tudo esquisto naquela língua francesa, por riba do cardápio a Duquesa me olha e pergunta se ela pode fazer  o pedido pra nos dois, então eu aceito.

- Você não está acostumado, é perfeitamente normal!

- Foi assim que tu se sentiu quando chegou em Brogodó??

- O calor do Brasil quase me matou!! Nicolau ficava me abanando mas me sufocava do mesmo jeito.

- Tu prefere a neve?

- Não Herculano, acho que eu prefiro estar com você, não importa o clima e a cidade.

- Mas tu bem que penou.

- É verdade, eu não vou esconder. – Nessa hora somos interrompidos pois a comida chega e a gente é servido pelo que a Duquesa escolheu. Quando descobrem o prato vejo lagosta. – É afrodisíaco! – Ela me fala enquanto roça a perna na minha.  – Bom apetite, Capitão.

- Bom Apetite, minha Duquesa. – agradeço e retribuo a gentileza por baixo da mesa, nessa hora ela se arruma na cadeira e me olha ardilosa. Oxente, que Dona mais ardilosa!!! Me sustento pra jantar sossegado pois estou com o desejo à flor da pele, mal posso esperar pra gente ficar sozinho e esquentar nosso corpo sem apelar pra bebida, só com a chama da pele dela isso já dá mais do que pro gasto. Então depois de matar a fome, peço outra bebida para mode manter a quintura e enganar a cabeça quando sair lá fora, pois ainda tá nevando, enquanto isso ela me espera acabar de beber  e secar o copo pra gente pagar a conta. - Eita vinho mais forte!!! – Sinto a garganta pegar fogo quando o vinho encosta nas entranhas. Depois a gente se levanta da mesa, lá na saída o cabra de branco devolve nossas roupas, ajudo a Duquesa colocar o casaco e  enfio o braço dela dentro do meu. Agora a neve parou, só ficou a brisa geladinha batendo na ponta do nariz da gente, isso deixa a brancura da Duquesa mais rosadinha. -  Quer que eu lhe esquente?? – Viro a cara pra falar no ouvido dela e faço cócegas pois ela encolhe os ombros.

- Depois, meu Capitão. Depois você pode fazer comigo o que quiser. – enquanto a gente caminha, ela se agarra e se encosta em meu ombro, nesse instante me sinto muito satisfeito. Durante a caminhada a gente para algumas vezes para reparar numa coisa e outra mas nada mais bonito do que a visão que eu tenho de minha branca quando  seu rosto chega perto do meu.

        Nesse momento vejo uma florista,  vou até ela e volto trazendo um buguê de rosas pra mãe de meu filho: - A Duquesa aprecia rosas???

- Adoro!

  Em seguida a gente volta a caminhar lado-a-lado, aproveito e espio as belezas do rio Sena, então reparo nas canoas atracadas e descubro que na parte do dia muitos casais passeam pelos canais que descem de Seráfia até a França. Eu sinto meu coração bater muito forte, o corpo treme do frio mas principalmente por tá ali mais a Duquesa, só que a Europa não é como no Sertão.  Meus pensamentos são roubados e volto pra ela, somos surpreendidos por um bando de pombo que sobrevoa nossas cabeças e arribam pra cima das torres das casas, a gente fica parado no meio da praça olhando pra revoada, estou segurando na mão da Duquesa, então o tempo para  e o relógio congela com a neve que outra vez começa a cair, estamos sozinhos naquele ponto, então puxo o braço dela e faço ela parar no meu peito, nesse momento parece que nunca existiu tempo ruim pra nós, não sinto raiva, nem dor, não tenho mágoa, nem tristeza, não lembro dos feitos que a Dona comenteu pois percebo que o perdão se valeu de verdade, no coração eu só tenho é amor, amor de mais, vici??? Então bem devagar ergo minha mão e trisco um dedo no seu rosto bonito , a Duquesa fecha os olhos, estou inebriado, flexiono as pernas para diminuir a distância de nossos lábios, enquanto isso ela espera quase sorrindo, mas vou lentamente pois não tenho pressa. – Tu é uma feiticeira mermu, viu??? Tu enfeitiçou meu coração!!!! – A Duquesa abre os olhos e nota meu desespero pra amá-la, não quero mais esperar , não consigo, não posso, não quero, estou febril.

-  O Capitão também enfeitiçou meu coração!!!

- Meu feitiço também é forte, a Duquesa sabia disso quando foi  me procurar depois de mais de 20 anos.

- Desde aquele dia, Herculano, quando nós ficamos juntos pela primeira vez, não consegui te tirar da cabeça.

- Eu também confesso que foi difícil apagar o gosto da tua boca da minha. Quando a Duquesa voltou mais o Rei eu pensei que tinha se esquecido deu.

-  Não!!! Eu me apaixonei por você mesmo me tratando algumas vezes tão mal.

- O castigo tu fez por merecer.

- Mas agora tudo isso é passado, Herculano. A gente vai ficar juntos, pra sempre, meu amor.

- Não fale mais nada, vici?? – Faço a Dona se calar e então lhe beijo. Nosso beijo tem gosto de quero mais, só que o restante do nosso querer não pode ser consumado na frende dos outros, pois tem certas intimidades que só podem acontecer entre quatro paredes ou debaixo da lona de meu acampamento.  Por isso decidimos voltar pro castelo, lá dentro do quarto a gente pode fazer o outro reinar a vontade.

  Por enquanto estou na terra da Duquesa, estou à maneira dela, mas pretendo hoje a noite fazer essa mulher saber que mermo apartado do Sertão o Rei do Cangaço continua igual, por dentro e por fora. Mas prefiro mostrar ao invés de ficar aqui proseando. De volta ao palácio, quando a gente entra nos aposentos , passo a chave na porta e me viro de frente, arranco meu jibão e afrouxo a gravata borboleta que aperta minha garganta, por enquanto a Duquesa só olha, ela tá parada pertinho da cama que em breve será nosso trono,  então também me livro do terno e dou passadas pra perto dela , paro por alguns segundos e então um beijo faz a gente girar e trocar de lugar, no segundo beijo empurro a Duquesa na cama e deito sobre ela. Com a palma de minha mão levemente aperto seu rosto e ela levanta o queixo enquanto movimenta o tronco do corpo por baixo do meu. Sugo sua boca pra beber de seu veneno , e sinto suas mãos arranharem minhas costas. Eu fico louco!! Estou louco!!! Depois desço para apreciar o decote que a diaba tem e me distraio com seus seios guardados no vestido, quase pulando do corpete. Quero arrancar logo o corpete!!! Quero deixar ela nua!! A Duquesa desabotoa minha blusa e arranca o último botão , também deixo tirar meu cinturão e ajudo a gente se livrar da calça, agora estou só de cueca e firme pra passear por dentro de minha branca. Faço a Duquesa ficar de pé e lhe viro pra desatar os nós do vestido que usou pro nosso jantar, felizmente as tiras se acabam e o vestido cai nos seus pés , então viro a Duquesa pra dar mais um beijo antes de jogá-la outra vez na cama. A gente tá quase malouquecendo, estou gerando atrito entre minha pele e a dela, aproveito para levantar sua perna e deslizo as mãos pelo meião preto, consigo soltar uma fivela que se prende na calcinha, em seguida solto as outras, mais que rápido sou ágil pra arrancar aquela peça que está me atrapalhando, que está entre a gente. Estou no meio e a Duquesa me enlaça com suas pernas enquanto me aproveito de seu pescoço, enquanto deliro com o perfume dela. Já não posso mais suportar, não consigo resistir nem por 1 minuto a mais, então fico completamente nu e me encaixo perfeitamente nela.  Talvez essa tenha sido nossa primeira transa sem culpa alguma ou sem tá traindo ninguém pois agora todos sabem que eu mais a Duquesa a gente se ama e se ama muito, vici?? Amor dos grandes, amor de loucura, amor fogo e gasolina, amor como eu nunca vi nem vivi igual.


Notas Finais


Obrigado por ler


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