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História Durante a Tormenta - Capítulo 8


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Notas do Autor


Boa leitura💕

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Durante a Tormenta - Capítulo 8 - Capítulo 8

Narrador 

Kirishima e Bakugou estão no ônibus a caminho da casa do loiro, o esquentadinho está do lado da janela observando a paisagem enquanto escuta algumas músicas no celular, enquanto isso o ruivo apenas brinca com seus dedos pensando se foi uma boa ideia aceitar ir na casa do amigo. Katsuki coloca em uma playlist aleatória e começa a tocar uma música romântica, conforme a música ia passando o coração do loiro acelerava e se esquentava com seus pensamentos que a toda hora mostravam o ruivo ao seu lado sorrindo, seus olhos se direcionam para o mesmo, sua mão está bem próxima da de Eijiro, vagorosamente o rapaz aproxima sua mão da do amigo mas então uma freada brusca faz o loiro bater a cabeça na janela e sair do transe 

Katsuki: Filho da puta! – pragueja massageando o local da batida

Eijiro: Tá tudo bem ‘Broh? – pergunta preocupado 

Katsuki: Sim- diz seco- o próximo a gente desce, fica esperto.

Eijiro: Pode deixar- faz um joinha    

Bakugou On 

Mas em que porra eu estava pensando?! É por isso que eu odeio músicas melosas! Elas te fazem sentir coisas estranhas. Depois de mais alguns minutos chegamos no nosso ponto e descemos, agora são mais 10 minutos andando até em casa, eu preciso de um carro urgentemente. Agora o céu está ficando bem escuro, e é possível escutar o barulho de alguns trovões.

Katsuki: Melhor acelerarmos o passo- ele assente e ambos começamos a andar mais rápido

Kirishima: Sua casa é muito longe? 

Katsuki: Andando dá um 10 minutos- um alto estrondo é escutado e logo a chuva chega- Porra! 

Ambos começamos a correr como dois condenados, e em menos de 5 minutos chegamos em minha casa, abro a porta correndo e entramos, paramos por alguns minutos para respirar afinal corremos pra caralho! Maldita chuva! 

Kirishima On

Que droga eu estou encharcado, meu cabelo está todo caído sobre meu rosto, minhas bandagens estão soltando e eu estou com um frio da porra. Começo a bater os dentes de frio, o dono da casa me encara preocupado.

Katsuki: Acho melhor você tomar um banho- fala ofegante

Eijiro: Na-não precisa- espirro, tinha que ser a vida pra me fazer passar vergonha

Katsuki: Vem- ele começa a subir algumas escadas e eu o acompanho

Eijiro: Bro-broh não precisa sério- espirro mais uma vez- só me empresta uma toalha

Katsuki: Para de fogo porra! – ambos entramos em um enorme quarto que eu imagino ser o dele, o local é bem bonito, suas paredes são cinzas e o chão é de madeira escura, não tem muitos móveis, á apenas uma cama de casal, um guarda roupa branco, uma mesa de computador com um notebook e alguns papéis, uma bancada de madeira escura com detalhes em branco do lado da cama e uma porta que provavelmente dá no banheiro.

Bakugou anda até seu guarda-roupa e começa a mexer em algo, que merda eu só dou trabalho, suspiro chateado

Katsuki: Aqui- ele vem na minha direção e entrega algumas mudas de roupa e uma toalha branca

Eijiro: Eu já disse que não pre- ele me puxa pela mão e me enfia dentro do seu banheiro em seguida o mesmo sai e tranca a porta- Bakugou! – bato na porta irritado

Katsuki: Você só sai daí de banho tomado seu encardido! - esbraveja irritado 

 Escuto seus passos se afastando aos poucos, então eu encosto minha testa na porta, o que estou fazendo aqui? Eu deveria estar em casa agora. Olho para as roupas em minhas mãos, é melhor eu obedecê-lo ou nunca vou sair daqui. 

Bakugou On 

Desço as escadas vagorosamente, tenho certeza que o espeto vai ficar um bom tempo no banheiro. Meu estômago começa a roncar, acho que vou fazer alguma coisa pra gente comer, sigo até a cozinha e começo a fuçar nos armários, o que eu posso fazer? Eu acabo achando um pouco de maisena, um mingau cairia bem de café, pego a caixinha e coloco na pia, depois vou até a geladeira e pego um galão de leite pela metade, eu preciso ir no mercado logo, não tem mais nada nessa casa! 


~~~~~Alguns minutos depois~~~~~


Levo a colher até minha boca para experimentar o sabor, e porra, tá gostoso pra caralho! Desligo o fogo e coloco o creme em dois potinhos que eu tinha separado, bom acho que já deu o tempo do cabelo de merda tomar banho, subo as escadas com os potes em mãos, espero que ele goste de mingau. Entro no quarto e escuto o barulho do chuveiro ligado, sigo até minha bancada e coloco o doce em cima dela, o chuveiro desliga, bom deixa eu já destrancar a porta, vou até a mesma e a destranco.

Katsuki: Atchin! – Porra! Eu esqueci de trocar de roupa, desse jeito vou pegar um resfriado

Tiro minha camisa molhada e vou até meu guarda-roupa pegar uma roupa seca

Eijiro: Bakugou obrigado por me emprestar- ambos travamos 

Caralho, ele está tão...bonito, minha camisa branca ficou bem justa nele, assim como a calça cinza e o seu cabelo baixo ficou tão fofo. Mas que porra eu estou pensando?! Balanço minha cabeça para tirar esses pensamentos, e o ruivo continua estático no mesmo lugar, o que será que ele está olhando? 

Kirishima On 

Puta...que...pariu! O Katsuki está sem roupa na minha frente, meu coração começa a acelerar, por que isso agora? Não é como se nós nunca tivéssemos nos visto sem roupas, afinal a gente usa o mesmo vestiário lá no basquete, mas então por que agora está diferente? Por que me sinto tão...estranho? Ele me encara confuso, meu pai a quanto tempo estou o encarando?!

Katsuki: O que ‘cê tá olhando porra?! – desvio o olhar.

Eijiro: Na-nada não- ele finalmente se toca e pega a primeira coisa que vê pela frente e enfia no corpo. 

Katsuki: E-eu fiz mingau- fala sem me olhar- Tá ali na bancada.

Eijiro: Ce-certo- ando até a bancada e pego um pote com o doce.

Levo a colher até a boca e meu pai amado que delicia, reviro os olhos aproveitando o sabor, vejo que o loiro me encara confuso, talvez ele queria saber o que eu estou achando.

Eijiro: Tá muito bom broh! – um sorriso convencido surge nos lábios do loiro- já dá pra entrar no Masterchef – ele vem na minha direção e pega o outro pote e logo senta na cama.

Katsuki: Não sabia que comia de pé – sorrio sem graça e me sento ao seu lado

Nós comemos tudo em silêncio, assim que termino ele pega o pote de minha mão e põe na bancada ao lado da cama.

Eijiro: Obrigado, estava muito bo- começo a tossir e Bakugou me encara estressado

Katsuki: Você não secou seu cabelo?! – se vira na minha direção irritado 

Eijiro: Sequei si- começo a tossir mais forte, acho que vou ficar gripado

Katsuki: Secou que nem o seu cu! – o esquentadinho se enfia no banheiro, o que será que ele está aprontando? 

O mesmo sai de lá de dentro com a toalha que eu usei, Katsuki vem na minha direção e me encara sério

Katsuki: Vira de costas- o que ele vai fazer? – Vira logo porra! – eu sigo sua ordem e viro de costas, sinto suas mãos em minha cabeça 

Eijiro: O que você está fazendo? – ele começa a passar a toalha suavemente pelo meu cabelo.

Katsuki: Te livrando de uma gripe- o loiro seca o meu cabelo gentilmente, e aquela sensação boa volta à tona 

Isso é tão estranho, quando eu estou com ele é como se o vazio fosse embora, toda aquela preocupação some do nada, eu não deveria me sentir assim, isso só vai piorar tudo, estou me apegando demais em Katsuki, preciso me afastar dele antes que seja tarde de mais. O mesmo para de mexer no meu cabelo e se afasta de mim.

Katsuki: Aprendeu como se seca? – fala no meu ouvido me causando um arrepio

Escuto seus passos se afastando, acho que ele foi pendurar a toalha, acho que vou embora agora, já abusei demais de sua hospitalidade, me levanto da cama e colou o meu tênis. 

Katsuki: Aonde você pensa que vai? – se encosta na parede de braços cruzados

Eijiro: Es-estou indo embora- me levanto e ele me olha confuso 

Katsuki: Como assim? – vem na minha direção 

Eijiro: E-eu preciso voltar para casa- passo pelo mesmo que segura o meu braço

Katsuki: Por que? - pergunta visivelmente irritado, eu miro meu rosto para o chão tendo meu rosto coberto por meu cabelo- Por que você precisa ir embora? – fica calado- Se você me der apenas um motivo eu te deixo ir. 

Eijiro: E-eu...- o que está acontecendo comigo? Meu coração está doendo, mas por que? Sinto meus olhos marejarem.

Katsuki: E então? – trinco os dentes – Eijiro – meu corpo é rodeado por aqueles braços fortes novamente, não! Eu não posso ficar! Tento empurra-lo para longe mas ele só aperta mais o abraço

Eijiro: Me-me solta! – uso o máximo de força que posso.

Katsuki: Por que quer fugir de mim? – Por que eu quero fugir? Minhas lágrimas começam a cair- Kiri fica aqui comigo- paro de lutar e o deixo apertar ainda mais o abraço- Kirishima- o mesmo segura no meu rostos e sela nossos lábios novamente.

Isso é tão reconfortante, eu sinto uma paz tão boa, levo minhas mãos até seu pescoço. Não! Eu não posso fazer isso! Empurro Bakugou o jogando contra a cama e saio correndo. 

Katsuki: Kirishima! – escuto sua voz gritando meu nome mas eu não posso voltar.

Abro a porta de sua casa e começo a correr sem rumo, eu quero fugir de você porque sei que se eu ficar eu nunca mais conseguirei ir embora, e quando você achar alguém melhor irá me deixar e meu coração vai se partir de novo. Me desculpa Bakugou...mas eu preciso ir embora, porque gosto de você.


Notas Finais


<3


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