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História Durante um Mês - Capítulo 3


Escrita por: , Bono e lovejikooka


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - Amadurecimento e Responsabilidades


Ainda não conseguia acreditar nisso. Grávido! Eu estou grávido!

Minha testa mantinha-se deitada sob o volante do carro enquanto lágrimas molhavam minhas pernas cobertas pelo tecido da calça e vários pensamentos rondavam minha mente. 

Será que JungKook ficaria feliz?! Será que seus olhos iriam brilhar de felicidade quando eu dissesse a frase: “Estou grávido”? E se sua reação fosse completamente o contrário? Em vez de alegria, desgosto?

Ainda não consigo acreditar que estou pensando nisso. Sei que ele me ama, mas… Aigoo! Ultimamente ele me parece tão diferente de como era antes, como se só se importasse com meu corpo…

— Não! Pode ir parando de pensar nisso agora mesmo! JungKook me ama e ficará muito feliz com a notícia! — Afirmei para mim mesmo. Afinal, talvez isso fosse apenas coisa da minha cabeça. 

Mesmo Jeon tendo esse jeito pervertido e mesmo que pareça se importar apenas com meu corpo, passamos muitos momentos juntos e inesquecíveis. Brigamos um pelo outro; aconselhamos um ao outro quando precisávamos com o decorrer dos anos; construímos um grande amor que, agora, precisamos apenas aprender a lidar — não sei se "lidar" seria o correto, porém, apenas precisamos amadurecer e entender o lado um do outro, ainda mais agora, que estou grávido. Essas briguinhas precisam parar de acontecer, pois, daqui há uns nove meses, colocaremos no mundo um bebê, que precisará de nossa atenção, cuidado e, principalmente, do nosso amor.

Me assustei quando ouvi uma buzina e levantei a cabeça, confuso.

— Moço, você está aí dentro desse carro há mais ou menos uma hora! O estacionamento está cheio e ainda há pessoas querendo estacionar. Poderia, por gentileza, ir para sua casa? — Nem me importei, contudo, lembrei que deveria voltar para casa e falar com meu namorado.

Rapidamente limpei meu rosto com minhas mãos e coloquei o cinto de segurança, vendo que o homem ainda estava parado em frente ao carro com a face indignada. Quis tanto acelerar e atropelá-lo, entretanto, também me lembrei que estou grávido. 

Sorri ladino e buzinei antes de ir embora daquele local.

Logo, coloquei meus fones e conectei ao meu celular, colocando minha playlist  favorita para tocar; precisava relaxar. Abri o vidro do carro, deixando com que a suave brisa se instalasse dentro do automóvel, podendo sentir meus fios de cabelo voando fracamente enquanto eu prestava atenção no trânsito, ouvindo as músicas. 

Estava tentando, a todo custo, parar de pensar no que aconteceria depois que eu entrasse por aquela porta e contasse aquilo ao Kook. Aigoo!

Odeio essa insegurança que toma conta de mim, isso me faz ter incertezas sobre certas coisas óbvias, pelas quais nem deveria me sentir inseguro.  No entanto, é tão complicado. Quando penso em algo, não são pensamentos bons que vêm de imediato, mas, sim, pensamentos negativos, o que faz com que eu me torne vítima dessa insegurança.

Eu… só queria que ele demonstrasse mais o que sente por mim. Que sempre me abraçasse quando eu chegasse em casa; me dissesse frases bonitas que pudessem colorir o meu dia; ou beijinhos melosos; ou dormir de conchinha enquanto ele acaricia minhas madeixas; eu apenas quero ter, novamente, certeza de que Jeon JungKook ainda me ama como o amo. 

Chegando em minha residência, estacionei o carro e fechei a garagem. Estava na hora. Desci do automóvel e guardei as chaves em meu bolso antes de travar as portas do mesmo.

Respirei e expirei várias vezes até tomar coragem para abrir a porta que me levaria à cozinha. Aproveitei para beber um copo d’água e lavar meu rosto; eu estava suando de tanto nervosismo. Logo voltei a caminhar em direção ao nosso quarto, onde ele provavelmente estaria.

— JungKook? — Indaguei ao vê-lo sentado no sofá, com um amigo que eu não conhecia.

— Hum? — Murmurou, me olhando de lado, prestando atenção na televisão. Estavam, ele e seu amigo, assistindo um filme.

Nesse momento, fiquei sem o que dizer, ele praticamente me ignorou. Tudo que eu precisava para perder toda a vontade de contar sobre a gravidez.

— Podemos conversar? A sós? — Perguntei, receoso, mordiscando os lábios.

— Er… Estou um pouco ocupado agora, Jimin. Pode ser amanhã? — JungKook não olhava para mim, por que ele não olhava para mim? 

Ele estava com raiva de mim? Rapidamente meus olhos arderam, minha garganta ficou seca e prendi a respiração. Eu não podia chorar, afinal, não foi nada de mais. 

Mordi, dessa vez, com força os lábios e me segurei para não deixar meus olhos lacrimejarem, porém, não o respondi. 

Ainda me mantinha parado, olhando-o, enquanto sua atenção estava totalmente voltada à televisão e ao seu amigo. E, quando seu amigo olhou para mim, vendo meus olhos vermelhos e brilhantes, eu subi para o quarto e, de imediato, tranquei a porta com força, me jogando na cama e abraçando com todas as minhas energias o travesseiro, deixando com que minhas lágrimas inundassem meu rosto. Era impossível não sentir vontade de chorar igual a um bebê. Jeon foi grosseiro comigo, não olhou para mim e sei que, quando ele evita o contato visual com alguém, é porque não quer dizer certas coisas, e sei que ele está bravo. 

Sentia meu coração bater mais aceleradamente, como um tambor; meus olhos ardendo e minha garganta doendo a cada soluçada. A dor dominando meu psicológico enquanto eu me desmanchava em choro na cama. Eu só queria estar agora em seus braços, podendo sentir o seu cheiro tênue, suas mãos abraçando minha cintura durante o tempo em que sinto sua respiração no meu cangote e podendo ouvir sua voz doce me dizendo coisas bonitas, eu só queria abraçá-lo.

JungKook é meu mundo… é meu tudo. Ele é a pessoa que eu sempre confiei em toda minha vida, o ser humano mais belo que eu já pude ver. Ele é minhas luz quando eu não posso ser, ele é o motivo do meu sorriso quando eu estou triste, é o meu amor. Não há motivos de eu sorrir se ele não estiver comigo, ao meu lado, sendo meu namorado. É ele, é sempre ele. Conheci muitas pessoas, contudo, nenhuma é como ele. 

Ainda lembro da cartinha que o mandei quando eu tinha uns quinze anos — quase no início do nosso relacionamento —, totalmente com medo: “Só te peço uma coisa: por favor, não quebre meu coração, não o faça despedaçar. Acredite em mim, eu já fui quebrado antes, não o quebre de novo.”

Éramos muito jovens, pensando que nosso relacionamento seria um mar de rosas, que nada de ruim iria nos acontecer. Mas foi totalmente o contrário, muitas complicações assim que JungKook me assumiu. Seu pai não aceitava de forma alguma ter um filho gay, porém, felizmente, conseguimos, juntos, vencer todas essas barras que vieram e viriam com o tempo.

E, em meio aos lençóis bagunçados, na madrugada de sexta-feira, com os olhos inchados e o nariz vermelho, meus olhos se fecharam e adormeci.

[...]

Quando o dia amanheceu e me senti um tanto enjoado, corri com certa pressa até o banheiro, onde, outra vez, coloquei o que não tinha comido para fora. Aproveitando que estava ali, tomei um banho morno e saí, vestindo meu roupão que fora comprado por JungKook. Pensando nele, olhei em volta e não teria como ele ter vindo dormir no quarto, já que eu tinha trancado a porta. Não querendo me chatear logo de manhã, procurei por uma roupa confortável e vesti um conjunto de moletom preto que, também havia ganhado dele

Saindo do quarto, fui até a sala e nada do Jeon, olhei cada canto da casa e, por último, a garagem. Seu carro não estava lá e, para minha infelicidade, quando retornei para dentro de casa, encontrei sobre o balcão da cozinha um papel com a caligrafia dele, avisando que demoraria a vir para casa hoje. Não era para ser assim, não queria que ele se afastasse totalmente de mim, apenas queria que ele entendesse que nem tudo gira em torno de sexo. 

Tomei o café da manhã sozinho enquanto chorava outra vez. Sabia que a culpa era da gravidez e dos hormônios que estavam mudando e mudariam ainda mais conforme os meses passariam. Quando fui lavar a louça, recebi uma mensagem dos hyungs, Jin e Nam, dizendo que estavam a caminho de casa. Apenas respondi com um "ok" e fiquei sentado no sofá, perdido em tantos pensamentos e culpa por ter aceitado o conselho do Tae sobre impor que JungKook não me tocasse durante um mês ou nosso relacionamento estaria acabado. O quão infantil eu havia sido naquele momento? Deveria ter conversado como adulto, mas acabei agindo por impulso e infantilidade. 

Suspirei baixo ao ouvir a campainha, me levantando e indo até a porta, a abrindo para os dois. Fui agraciado por um cheiro de torta de chocolate que Jin havia feito. Nam me deu um beijo no rosto, os convidei para entrar e seguimos direto para a cozinha, e Jin logo joga a pergunta que eu tanto queria evitar:

— JungKook e você, como estão?

Não queria contar a verdade, no entanto, não poderia mentir para eles, e, já sentindo meus olhos se inundarem com as lágrimas, acabo contando tudo, até mesmo sobre a gravidez. 

— Não vão dizer nada? — Pergunto ao terminar de explicar. Ambos se entreolham, voltando a atenção para mim, ao que tentava secar as lágrimas com a manga da blusa.

— A gente sabia disso, Jimin, sobre essa coisa de "não tocar". Você foi, sim, infantil com isso, ainda mais sabendo que JungKook nunca teve relacionamentos sérios — Jin comentou, me deixando ainda pior, pois eu havia errado muito. 

— Ele só ficava e depois largava, sabe disso — completou Nam hyung. — Já você, sofreu com um relacionamento e teve convivência com um; já JungKook não sabe e, mesmo assim, enfrentou o próprio pai para ter você na vida dele.

— Eu sei, hyung… — Suspirei, brincando com a barra do meu moletom.

— Jimin, meu amor — Jin pegou na minha mão, fazendo com que eu lhe olhasse —, sei que você é um cabeça-dura e seu namorado também é, mas, agora, você precisa abaixar um pouco essa guarda por conta do bebê, você mesmo disse que ainda não contou. Talvez, só talvez, ele não reaja bem com a notícia — soluço com aquela opção —, mas é só esperar, que depois ele vai voltar atrás.

— Tenha paciência com ele, Minie, e tente mostrar amor, carinho e como ele deve começar a agir no relacionamento de vocês. Ensine JungKook a amar você, não só pelo seu corpo, mas, sim, pelo o que você é.

— Não sei se consigo — declarei, abaixando meu olhar para a minha barriga.

— A gente conversou com ele sobre essa sua proposta maluca. O aconselhamos a que o obedecesse e se afastasse. — Levando meu olhar rapidamente em direção a Jin, ele sorria. — Te conhecemos bem, Jimin, sabemos que você é carente demais por ele, ainda mais agora, com os hormônios da gravidez mudando você. Já chuto o palpite que está com saudade dele.

— Estou com muita saudade, Jin hyung — digo choroso, secando outra lágrima. — Só que não consigo conversar com ele e agir assim. Ontem mesmo, quando cheguei, ele estava com um amigo loiro, que nunca vi antes, e, quando pedi para conversarmos, ele não olhou para mim e pediu para que conversássemos hoje e, quando acordei, tinha um bilhete dele, dizendo que não teria hora para voltar — solto de uma vez, chorando ainda mais, parecendo uma criança que teve seu pirulito roubado.

— Loiro? — Questionou Nam hyung e eu apenas afirmei. — Deve ser o Jeonghan. Mas não se preocupe, JungKook não irá fazer nada de errado. Porém, tente, Jimin. Tente mudar essa sua cabecinha e o ensine a amar, okay?

Okay.

— Jimin, você espera muito dele, mas saiba que, para ter isso que você tanto quer de JungKook, também tem que ajudá-lo.

Apenas assinto e eles se despedem de mim, deixando-me sozinho e perdido em meus pensamentos. 

Eu precisava mudar isso. JungKook precisava de mim da mesma forma com que eu precisava dele. Estava mais do que na hora de ensinar e, quem sabe, ajudá-lo a ter uma nova versão dele.

[...]

Já se passava das quatro da tarde, JungKook não havia me mandado mensagem e nem mesmo ligado, como sempre fazia. Isso me deixou ainda pior, entretanto, estava convencido a conversar com ele e colocar em prática tudo o que os hyung disseram para mim. 

Não havia nada para fazer para que eu pudesse me distrair, já que, metade da torta eu tinha comido, e deixado, pelo menos, a metade para o Kook. Na mesa da cozinha estava meu notebook aberto com a pesquisa de coisas para bebês; e já doía o bolso saber que teria que gastar tanto, principalmente, com as fraldas. Não sei em que horário dormi, mas quando acordei, estava tudo escuro. Procurei às cegas pelo meu celular e me assustei quando olhei a tela, vendo que já era dez horas da noite e JungKook não havia chegado. 

Levantei-me do sofá e acendi as luzes da sala e cozinha, bem no mesmo momento em que a porta da sala se abriu, com o Jeon todo molhado pela chuva que eu não me dera conta.

— JungKook? — Ele me olhou, mas logo desviou, fechando a porta e indo direto para o banheiro. 

Outra vez ele havia me ignorado, e eu, merecia.


Notas Finais


Lovejikooka:
As atts vão vim, não desistam de nós heuheu

Twitter: https://twitter.com/librianjel?s=09
Wattpad: https://my.w.tt/Yx0CV2DDY3

Bono:
Postamos e agora a gente foge~
Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Bono351

Twitter: https://twitter.com/busanprinces351

Betagem por meu amorzinho @Ggukiechu 💕

Espero que tenham gostado e até o próximo 💕


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