História Dusk Till Dawn - L3ddy - Capítulo 3


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Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Tags L3ddy, Luddy, Lulioti, Mention Cellps, T3ba, Tuba
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Palavras 4.026
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


o lixo voltou

perdoem esse monte de palavras, eu sei que ninguém tem saco pra ler isso tudo...

Capítulo 3 - See me.



O salão real estava devidamente arrumado e apresentável para receber seus convidados, aliás não só ele como também os arredores do castelo foram decorados nas cores azul e branco — as favoritas do príncipe. Inclusive, a ponte que levava até o castelo também recebeu seus enfeites. Flores e tecidos foram espalhados por todo o canto, e não era a toa que o castelo de Sharkland foi eleito um dos mais belos.

Parentes distantes, amigos e obviamente representantes dos parlamentos de outros reinos marcaram presença. O povo também foi convidado, a família real jamais os deixariam de fora da festa, todos se aproveitaram da ocasião para vestirem suas melhores roupas, alguns ate fizeram questão de confeccionar pessoalmente os presentes do príncipe devido ao grande apreço que tinham por ele, outros ofereciam a ele o que podia.

Uma pequena orquestra no canto superior tocava alegremente em cima de um palco simplório montado estrategicamente ali, do outro lado do salão uma mesa grande foi colocada para que servir de suporte aos presentes que o herdeiro recebeu. Havia desde objetos caros, como taças de ouro puro, até um simples chaveiro de palha. Mas para Lucas isso não importava, se fossem dados de coração já teriam grande valia para ele.

E finalmente era chegada a hora de Lucas conhecer sua futura esposa, a mulher com quem passaria a dividir a sua vida e mais do que isso, que o ajudaria a governar o reino, que se tornaria um só — sendo assim devidamente unificado como ambos os reinos sempre desejaram. Ao seu lado direito estava sua mãe, com um sorriso orgulhoso e esbanjando felicidade, ao lado esquerdo estava seu pai sendo simpático, como sempre, mas no fundo reprimindo uma preocupação exagerada com seu único filho, que parecia desconfortável e tenso, apesar de exalar a mesma simpatia. Lucas jurou que poderia ouvir as batidas de seu coração e que elas deveriam ecoar por todo o salão no momento em que viu um Lucas Olioti adentrar o salão pelas portas laterais junto de sua mãe — que era uma das criadas do castelo — mas nem por isso deixava de ser considerada alguém da família, ao menos Otto e Lucas a enxergavam deste modo, ja Carmem carregava um pouco de antipatia pela mulher. Talvez isso se dê pelo fato de achar o filho de Vera dotado de muitas liberdades para com o seu herdeiro. Carmem nunca viu com bons olhos a amizade dos dois, mas respeitava isso.

Vera era uma pobre mulher viúva e desamparada após a morte do marido Paschoal, Lucas tinha somente sete anos de idade quando ficou órfão, o homem havia perdido a sua vida após defender a do rei com a sua própria em uma batalha, ele era o comandante da guarda real. E Olioti sempre teve orgulho do pai, tanto que quis ter a honra de ser como ele, e com isso trabalhou duramente se preparando para ser tão bom quanto Paschoal foi, no futuro. E ali estava o resultado de tamanha dedicação, apesar dos seus vinte e um anos, Olioti era honrado por seu título e pelo homem nobre que havia se tornado.

O fato é que Olioti parecia o próprio Adônis reencarnado, vestiu-se em um tom azul escuro, penteou os cabelos para trás, pois o príncipe achava lindo o modo como ele ficava daquela maneira, a barba não mais existia. Lucas suspirou sem perceber, a beleza do melhor amigo era de encher os olhos.

Não so os olhos do príncipe, como também, de algumas moças bonitas e atrevidas que praticamente despiam-o com os olhos e cochichavam fazendo comentarios sobre ele entre si.

Lucas não gostou nada disso. Não mesmo.

Olioti despediu-se brevemente de sua progenitora com um selo casto em sua testa e colocou-se em seu devido lugar, paralelo a família real, mas mantendo um metro de distância. O príncipe e o melhor amigo se encararam brevemente trocando um olhar cheio de significados e sorriram um para o outro. Era como se estivessem se vendo pela primeira vez naquele dia, mesmo que tivessem amanhecido juntos e abraçados na mesma cama. Por sorte ninguém havia entrado no quarto e os visto daquela maneira tão íntima, ou então teria problemas sérios com a rainha que vivia a gritar pelos quatro cantos do castelo que era um pecado mortal dois homens se tratarem com tamanho afeto, sem que fossem país e filhos ou parentes contendo laço sanguíneo, se quisessem se relacionar como um casal então, era o pior dos pecados. De acordo com a lei, a pena para isso era a morte, os condenados poderiam ser lançados na fogueira ou tragicamente perdiam suas cabeças em praça pública. O rei permanecia imparcial e deixava o controle das coisas nas mãos de sua rainha, se opinasse acabaria sobrando para ele tambem.

A rainha pediu um momento para que pudesse falar aos seus súditos e foi atendida de imediato.

— Peço um instante da atenção de todos para o momento mais importante da noite. Povo de Sharkland, esta noite em que nosso unigênito completa seus dezoito anos, eu Carmem Feurschütte ao lado de meu marido Otto Feurschütte, tenho a honra de anunciar o noivado do príncipe com a princesa de Iriland, das ilhas do norte. — sorriu exibindo seu orgulho e fez sinal para que o mensageiro  as anunciasse.

— Que entre a família Lahaud. 

Naquele momento todos os olhares se voltaram para as escadas por onde a família real de Iriland descia. A princesa era bela, seus cabelos loiros foram presos em um coque para dar melhor suporte a tiara adornada com diamantes, o vestido rodado e em maior parte confeccionado com renda em um tom rosé, era digno de uma princesa. Marcela vinha de braço dado com sua mãe, a família era composta apenas  pelas duas. Seu pai faleceu quando mais nova. Marta, a mãe de Marcela, era a rainha, exalava superioridade e poder só de respirar, seu olhar inquiridor chegava a ser um tanto intimidador. 

Muitos cochichavam enquanto não tiravam os olhos das duas. Lucas engoliu a seco temendo que seu nervosismo exagerado o deixasse na mão, não poderia cometer um erro sequer e correr o risco de estragar as coisas justamente na primeira vez em que via sua noiva. Olioti observava o príncipe de soslaio, era nítido o desconforto de Lucas e isso o incomodava bastante. A princesa era realmente linda e admitir a si mesmo que ela tinha sorte por ser a prometida de Lucas, era o mesmo que golpear a si próprio com uma faca.

Já próximos, Marcela se desvencilhou de sua mãe e teve permissão para chegar mais perto do herdeiro, exatamente como Lucas, que ouviu a mãe sussurrar para que tirasse sua noiva para dançar e abrir o salão.

— Vossa alteza me concede essa dança? — Lucas curvou-se esticando a sua destra. Marcela, de imediato, segurou a mão do noivo e sorriu.

— Com prazer, meu príncipe.

Todos continuaram a admirar os noivos juntos no centro do salão. Assim que a música começou, deslizaram suavemente de um lado para o outro. Marcela não tirara os olhos de Lucas e isso o deixou encabulado, de certo deveria devolver o olhar do mesmo modo, mas não se sentia nenhum pouco a vontade na presença da princesa.

— És realmente belo como foi me dito. — elogiou, quebrando aquele silêncio massacrante, em sua opinião. 

— Obrigado pela gentileza, alteza. — agradeceu corado e com um sorriso fraco — A senhorita tambem não fica para trás. Me atrevo a compará-la com a beleza de Afrodite.

— Imagine os nossos filhos como serão. — disse de um modo sonhador — Se herdarem a nossa beleza serão as crianças mais lindas de todos os cinco reinos. — Lucas assentiu sorrindo amarelo tentando não esboçar uma reação negativa, mesmo que ainda estivesse com dificuldades para digerir aquela  realidade futura  pela qual seria obrigado a viver em breve — Sabe príncipe ...

— Podes me chamar pelo nome. — interrompeu educado — Ja que vamos ser noivos não é necessário tantas formalidades assim.

— Certo, Lucas. — concordou em animação — Sabe, eu esperei minha vida toda por esse momento, eu fui preparada para ser a sua esposa e agora que meu objetivo maior está prestes a ser concretizado me sinto a mais sortuda de todas as mulheres do mundo.

— Eu aprecio a consideração que tens por mim.

— Mais do que isso, Lucas. Eu sei que amo-te, mesmo sem nunca termos nos visto. Sei que estava escrito que você seria meu e que eu de fato seria sua. És minha alma gêmea, alteza. E espero realmente que usemos desses próximos dias em que estarei hospedada aqui em Sharkland para que possamos nos conhecer melhor.

Lucas se sentiu tonto e jurou que sua visão havia escurecido por alguns instantes. Fechou seus olhos os pressionando fortemente, assim parando a dança e causando estranheza na princesa.

— M-me desculpe, eu ...

— Estás se sentindo mal? Quer que eu chame ajuda? — indagou com preocupação.

— Não! Eu só preciso de um pouco de ar fresco. Eu já retorno, princesa.

— Não quer que eu o acompanhe?

— Não! — respondeu exasperado, mas logo retomando a postura mansa de antes ao ver a feição confusa de Marcela —  Quero dizer ...  Eu. Sozinho. La fora. Logo voltarei. C-com licença. — fez uma rápida reverência e saiu apressado deixando a princesa sozinha. Marcela viu Lucas sumir de sua vista e preocupou-se. 

Olioti, que dançava com a sua mãe, também viu o príncipe saindo, afinal não havia tirado os olhos do melhor amigo desde que chegou na festa. Até mesmo sentiu-se enciumado por não ter sua atenção e achou graça disso.

Vera o aconselhou a segui-lo e ver o que estava acontecendo, antes que os convidados notassem que havia algo de errado com Lucas. 

— Majestade, eu gostaria de pedir que...

— Só vá. — o rei aconselhou ao ver o Sir um tanto receoso em deixar seu posto por alguns instantes — Há outros guardas aqui, não se preocupes. — Olioti fez uma rápida reverência e saiu a passos firmes e apressados na mesma direção em que o príncipe havia saído.

Para dispersar sua atenção, Otto convidou a nora para dançar com ele. O rei sabia que o filho precisava de um pouco de privacidade e no momento em que o viu cessar a dança com sua futura noiva resolveu deixá-lo ir. Aproveitou que Carmem estava entretida em uma conversa com Marta e outros nobres que participavam da festa.


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Lucas desejava respirar longe dali, afastado de todas aquelas cordialidades. Ele somente conseguia pensar no quanto estava sendo covarde por sair às pressas de sua cerimônia de noivado, porém sentir-se mal com o que ouviu de sua noiva.

Alma gêmea? Oras, era demais para a sanidade do príncipe. Marcela certamente estava distorcendo as coisas e se confundido erroneamente por achar ser a outra metade de Lucas. Que dirá, que o amava sem antes nunca o ter visto em toda a sua vida. Isso era um absurdo.

Sentou-se em um banco no jardim dos fundos do castelo, não haveria ninguém ali aquela hora e teria mais privacidade para colocar suas ideias no lugar sem interrupções e sem ninguém para encher sua cabeça.

Mas seu momento a sós consigo mesmo não durou muito, já que dois minutos após ter se sentado escutou passos e ao se virar viu que Olioti estava ali.

Claro que ele iria atrás de si.

— Eu seria muito atrevido se pedisse a vossa alteza que me concedesse o prazer de uma dança? — pediu cordialmente, com aquele sorriso tão lindo, e Lucas não se via em condições de recusa-lo. 

— Seria sim, mas como sou um anfitrião acolhedor e cativante eu lhe dou essa honra. — se levantou colocando-se a frente do cavaleiro e não deixou de dar risada ao ver que seria conduzido pelo amigo — A propósito, está lindo essa noite.

— Nessa e em todas as outras. Eu estou sempre lindo, meu caro. — disse convencido puxando o corpo do príncipe para si pela cintura e o guiando naquela danca. Dançariam conforme a música, já que era possível ouvir a orquestra que tocava do lado de dentro do castelo.

— As moças da aldeia compartilham dessa mesma opinião, tanto que não economizaram nos olhares famintos em vossa direção. — Olioti achou graça do tom irritadiço usado pelo ruivo. Não pôde deixar de sentir uma pontinha de orgulho e o seu ego sendo massageado com aquela explícita demonstração de ciúmes. Perguntou-se o que aconteceria se tivesse tirado alguma daquelas moças para dançar, Lucas certamente não gostaria nada disso.

Desde pequenos, o príncipe tinha um certo sentimento de posse em relação ao mais velho e não gostava quando Olioti apareceria na companhia de outras crianças. Houve uma ocasião em que o príncipe chegou a passar dias o ignorando apenas por ter preferido ir na casa de um outro menino da aldeia, ao invés de passar a tarde com ele. E Lucas não falava os motivos de suas eventuais birras, somente demonstrava sua chateação, e Olioti era aquele que tinha de ir atrás para saber o que houve.

— Estás com ciúmes? 

— Não sejas tolo, cavaleiro. — bufou com descaso, apesar de ter o sorriso sugestivo do mais velho lançado em sua direção — Eu só me atentei a esse detalhe curioso, porque não achei certo. Elas deveriam saber como se portar corretamente... — e ele continuava negando-se, mesmo que o rosto avermelhado denunciasse o contrário do que foi dito.

— Oh, você está sim com ciúmes... — constatou. Antes que Lucas se pronunciasse o moreno prosseguiu — Não se preocupe, anjo. Nenhuma delas me interessa, até porque só tenho olhos para uma única pessoa.

— Nunca me contou essa parte em especial. — o príncipe ressaltou, sentido seu estômago se revirar em desgosto com aquela declaração repentina  — Pensei que fossemos confidentes e que poderíamos sempre contar um com o outro, Olioti.

— Não achei que isso tivesse importância, ainda mais nessa fase de sua vida em que está cheio de responsabilidades. — justificou, diminuindo o sorriso que antes ostentava — Não queria atrapalhar... Mas me conte, o que houve com a princesa para que viesse até  aqui? — por dentro Olioti torcia para que Lucas deixasse aquilo de lado e se martirizou por ter falado demais. 

— Como não haveria de ter? — voltou a insistir, parando de se movimentar e encarando profundamente o cavaleiro, ignorando totalmente a pergunta anterior — És meu melhor amigo, uma das pessoas mais importantes de minha vida, meu braço direito, meu porto seguro. És a pessoa em que mais confio e me sinto mal por não ter confessado isso a mim. — ele disse com um certo tom de mágoa em sua voz. Entretanto, sua mágoa não era por ter sido poupado dessa parte da vida de Olioti, e sim, por descobrir que o coração do cavaleiro tinha dona.

Sequer sabia explicar o porquê de se sentir tão mal em relação ao outro. Era como se estivesse sendo excluído da vida de Olioti. Uma das coisas que ele mais temia — provavelmente a maior delas — era o fato de ter que se afastar do melhor amigo quando se casasse. 

Não conseguia imaginar sua vida sem Olioti.

— Eu lamento, mas só quis evitar sofrer ainda mais com isso, Lucas. Esse meu amor escondido é uma ferida aberta em meu peito, e a cada vez que toco nesse mesmo assunto ela sangra. Sangra, pois eu sei que jamais serei correspondido. — a dor era visível em sues olhos e nitida em sua voz — Não imagina a dor que é passar anos amando alguém tão próximo a ti e não poder toca-lo como gostaria... O que importa é que essa pessoa está em minha mente e em meu coração, e por enquanto isso basta.

— Me perdoe por lhe fazer lembrar. — Lucas pede tomado de culpa e arrependimento, porém não deixando de sentir-se apunhalado por estar prestes a perder Olioti.

— Não se sinta culpado, não é como se eu pudesse evitar de pensar nela. Me doi não ser correspondido, mas me alimento com o pouco do carinho que ela me dá. E o fato de poder estar sempre por perto me deixa feliz. — falou, com um sorriso triste — Melhor voltarmos para a festa.

Lucas lamentava por essa pessoa. Poderia ter Olioti nas mãos se quisesse, mas sequer imaginava que o cavaleiro tão nobre tinha seus sentimentos totalmente voltados para ela. 

Sentindo que não mais teria condições de estar ali, o moreno se afastou e já estava de saída quando sentiu seu braço ser segurado pelo melhor amigo. Olioti fitou as orbes verdes curiosas, e porque não dizer, mais tristes, com atenção.

— Eu a conheço? 

— Não faça isso comigo. — implorou em um sussurro temendo aonde o final daquela conversa poderia dar.

— Por que não podes me dizer? — perguntou sussurrando igualmente.

— Uma parte de mim... quis acreditar que descobriria por si só, sem que seja necessário eu lhe confessar o nome do dono dos meus pensamentos. 

— D-dono? — questionou surpreso, afrouxando o aperto no braço do amigo e se desprendendo, mas mantendo a proximidade. 

Quando contou a ele sobre o seu gosto pelo sexo oposto não imaginou que justo Olioti também poderia ser como ele. Isso explicava o fato de ele nunca ter o visto com alguma mulher ou até mesmo ter ouvido falar de casos que outrora poderia ter tido com qualquer uma delas. Então sentiu-se um péssimo amigo por não ter conhecimento do sofrimento de Olioti, ou melhor dizendo, por fingir não ter conhecimento algum sobre essa parte.

— Sim. Dono. — afirmou firmemente — O homem que não sai da minha cabeça. A primeira coisa que eu penso quando acordo pela manhã e a última quando vou me deitar pela noite. Me atrevo a dizer,  se eu tivesse tido a oportunidade de escolher ama-lo eu o faria quantas vezes fosse preciso. Não há nada no mundo que me faça mais feliz do que estar com ele, de ser presenteado com seus abraços, com seus carinhos, de receber o seu afeto, de ao menos ter sua amizade para me fortalecer. O meu amor é tanto que eu o amaria por nós dois, e se me condenassem por esse pecado, morreria feliz por ter recebido a chance de conviver ao seu lado e passar os melhores anos de minha vida em sua companhia. Agora me diga Lucas, ainda lhe resta dúvidas de quem seja essa pessoa?

Lucas não teve tempo de responder, Olioti foi mais ágil e o encostou sobre uma das estátuas espalhadas pelo jardim. Desnorteado, o herdeiro processava lentamente cada palavra dita pelo melhor amigo e por mais surpreso que tivesse, no fundo já tinha a resposta tão almejada. 

E entendeu que só teve dificuldades para perceber, porque havia empurrado para o fundo de sua mente todo e qualquer vestígio de outro sentimento que poderia vir a ter pelo moreno durante esses anos de amizade. Lucas queria dizer que também se sentia diferente em relação a ele, mas não conseguia reproduzir um unico som diante da confissão do mais velho. 

Os dois se olharam intensamente como se tentassem enxergar suas almas através do olhar.

O príncipe bem que tentou desviar o olhar daqueles lábios, mas ao ver Olioti  apreensivo castigando seu lábio inferior com os dentes, sentiu uma vontade imensa de provar daquela boca. 

Sua respiração vascilava, o coração aos tropeços, a garganta seca e os olhos vidrados no rosto bonito do cavaleiro. A luz da lua refletia lindamente nas orbes acastanhadas e o contraste era mais do que perfeito.

Os dedos gélidos do cavaleiro tocaram com cuidado a pele tomada pelo rubor. Lucas suspirou em deleite e fechou os olhos permitindo apenas sentir aquela carícia suave em seu rosto sem se questionar o que estava acontecendo contigo.

Os lábios finos de Lucas estavam entreabertos e um pouco ressecados devida a rajada de vento que cruzou o reino naquele instante, embora seu corpo estivesse quente pela proximidade inesperada do moreno.

Olioti não quis mais esperar, sua respiração quente acarinhava o rosto do príncipe, que ansiava cada vez mais por aquilo. Queria ser beijado pelo moreno. E não saberia dizer se o nervosismo se dava mais pelo fato de ser o primeiro beijo que daria em toda a sua vida, se era por estar sendo o primeiro beijo dele com Olioti, ou as duas opções juntas. 

Após um breve roçar de narizes, Olioti pressionou seus lábios sobre os do príncipe, ambos soltando suspiros de satisfação, deixando os possíveis questionamentos de lado e se entregando a aquele momento único e inesquecível como se fosse a coisa mais certa a se fazer. E de fato era.

Quando as línguas se tocaram timidamente, o príncipe sentiu as famigeradas borboletas voarem em seu estômago. Os dois se beijavam com a sensação de já terem feito aquilo muitas outras vezes. Olioti não sabia explicar o que era o gosto sublime do beijo de seu amado e de como o cheiro dele o deixava desnorteado. Com a cabeça levemente inclinada para o lado oposto ao que Olioti havia inclinado a sua própria, e mesmo não ter consciência de como devia agir, Lucas seguiu seus instintos, tentou imitar os passos do cavaleiro. O aperto das mãos de Olioti em seu quadril se intensificou, assim como sua mão que segurava com força o tecido do traje do moreno.

E quando se separaram, Lucas foi o primeiro a abrir os olhos flagrando o exato momento em que uma lágrima teimosa escorreu pela bochecha do mais velho.

— V-você... — murmurou.

— Eu estou praticamente me jogando em seus braços, me enxergue, por favor. Eu te amo, Lucas! O amo desde o dia em que pisei nesse castelo, apesar de ser apenas uma criança eu sei que aquilo o que senti quando te vi pela primeira vez já era amor. Eu juro que não tive intenção de te confundir ainda mais ou simplesmente atrapalhar sua vida com isso, ainda mais agora que estás prometido em casamento, mas eu não aguento mais. Sinto que estou te perdendo sem mesmo ter tido a chance de tê-lo e isso é cruel. De todas as batalhas que enfrentei essa é de longe a pior de todas elas e sinto que serei derrotado. Que morrerei sem o seu amor. — confessou, a voz embargada, os lábios úmidos e tremulos, enquanto controlava a vontade de tomar os lábios de Lucas em mais um beijo. Estava sendo sincero, se mostrando de forma crua para que Lucas finalmente o visse como o homem que o amava por inteiro.

— E-Eu não... Você não pode... eu não posso ... — Lucas o reprimiu se afastando lentamente, o nó em sua garganta querendo o sufocar e as primeiras lágrimas começando a brotar — Esta errado, não podemos. E-eu...  

— Espere, por favor. — Olioti pediu ao ver o amado lhe virar as costas e começar a caminhar em passos rápidos e vascilantes.

— Não. — fez sinal para que ele se afastasse.

— Lucas ...

— Me deixe... — pediu.

— Não faça isso comigo, por favor. — implorou, parando de andar e se ajoelhando no chão. Lucas fez menção de ir até ele, via o quão derrotado ele parecia, mas estava confuso e no momento precisava se afastar de Olioti.

— Me deixe em paz! Isto é uma ordem.

Olioti obedeceu. Não porque ele pediu, e sim, porque não tinha forças para ir a lugar nenhum. Apenas se sentou naquele chão e chorou desejando que aquela dor parasse. Ouviu o povo ovacionando o príncipe, que retornou ao castelo. 

Se recompôs e em seguida foi até lá, não poderia ser dar ao luxo de se esconder, tinha de voltar ao seu posto.

E lá viu o momento em que o rei e a rainha oficializaram o noivado. Viu Lucas trocar colocar a aliança no dedo da princesa e beijar sua mão em seguida, prometendo fidelidade e honra até o momento do matrimônio. E após a promessa, seu olhar cruzou brevemente com o de Olioti. 

Nunca havia sentido tanta dor como naquele momento em que observou com tristeza o melhor amigo.

E quando tudo acabou, dentro de seus aposentos, Lucas olhava para o rubi em seu anel de compromisso no anelar da mão direita, com pesar. E pela primeira vez desejou que aquilo fosse apenas um pesadelo e que pudesse acordar nos braços de Olioti.


Notas Finais


odiei o final né, mas .. fazer o que ..

aposto que não imaginaram que seria a Marcela, né!? Eu sei.
a propósito, cês lembram dela? 😊
Será que ela é boazinha, gente? Hmmm, ...

spoiler do próximo capítulo: Cellps vai ter uma pequena participação na estória. Vamo ver se é coisa boa ou não ...

perdoem os erros, corrijo quando tiver tempo
e tipo, me desculpem esses espaços entre uma estrofe e outra, é que eu tô escrevendo pelo celular e to usando a caixa de mensagens como rascunho, daí fica tudo assim...

se cuidem.

💙


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