História Dusk Till Dawn - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Lílian Evans, Marlene Mckinnon, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Harry Potter, James Potter, Jily, Lily Evans, Maraunders, Marlene Mackinnon, Marotos, Sirius Black
Visualizações 23
Palavras 2.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um dos desafios dessa fanfic é tentar algumas coisas novas. Por exemplo, na minha visão, eu sempre imaginei Dorcas Meadowes como uma menininha inocente e muito boazinha. Sempre vejo nas fanfics a Emmeline ser a bad girl da história, então decidi sair da zona de conforto e mudar os papéis. Aproveitem um pouco de bad!Dorcas.
By the way, se alguém quiser apreciar a imagem de Amos Diggory como nate buzz, fique a vontade :D

Capítulo 6 - Capítulo Seis


DUSK TILL DAWN

Capítulo VI

 

Marlene estava surpreendentemente bêbada. Chegara ao ponto de estar sentada no colo de um cara que, honestamente, eu duvidava que ela conhecesse. Eu estava sentada ao lado de Amos e ainda bebia cerveja, já fazia algumas horas que estávamos lá, mas parecia que eram apenas minutos.

A minha cabeça estava girando e não era preciso muito para me fazer rir de qualquer coisa que dissessem, embora eu não estivesse totalmente alterada, porque tinha consciência de tudo que fazia ou falava. Marlene, por outro lado, estava um pouco pior, pois havia bebido muito mais que eu e ainda tinha misturado vários tipos de bebida.

– Dorcas está aqui! – bradou Marlene, levantando-se. Ela veio na minha direção e de Amos e seu rosto estava contorcido. – Ela está aqui, Amos. O que diabos ela está fazendo aqui?

– Não sei, Lene, eu pensei que ela tinha mudado de cidade. Estou tão surpreso quanto você.

Eu não entendia o que havia acontecido entre ela e a tal da Dorcas, mas pela sua expressão de desespero, eu deduzia que o relacionamento delas havia sido muito terrível para Marlene. O sorriso no seu rosto de segundos antes havia desaparecido, ela estava de frente para Amos e parecia evitar contato visual com alguém que estava atrás dela. Eu tentei olhar em volta, mas eu não sabia como Dorcas parecia, qual era sua aparência e tinha muitas pessoas no local.

– Ela está vindo, Lily? – ela me perguntou, mexendo no cabelo, uma espécie de tic que ela tinha.

– Eu não faço ideia de quem ela seja, Lene.

– Alta, bem alta, cabelo castanho na altura do queixo. Pele bronzeada. Muito bonita.

– Ok, ok. – Interrompi, franzindo o cenho. Alguém muito parecida com Dorcas se aproximava. – Por que você e Amos não vão buscar alguma coisa pra gente beber?

Amos puxou Lene pelo ombro, mesmo que ela não parecesse contente com aquilo e os dois saíram da direção oposta a pessoa que, dessa vez, vinha até mim.

– Aquela era a Marlene? – perguntou a garota, realmente muito alta. – Você é amiga dela? Preciso conversar com ela sobre...

– A Marlene está indo embora, não acho que seja uma boa hora para vocês conversarem.

– E você é quem mesmo? – perguntou ela, cruzando os braços. – Guarda-costas dela?

– Sou amiga dela e estou dizendo que esse não é o momento certo para vocês conversarem. Ela vai te procurar se essa for a vontade dela.

Dorcas se aproximou de mim, seu olhar transmitia muita irritação. Dei um passo para trás, mas sem deixar transparecer o quão nervosa e preocupada eu estava.

– Só diga a ela que é importante. É realmente importante. Eu não estaria aqui se não fosse.

Dei as costas a ela sem responder, eu só pensava em sair logo dali. Por algum motivo, Dorcas tinha essa energia que em incomodava, talvez fosse por causa de Lene, talvez eu estivesse apenas olhando para apenas um lado da história, mas eu não conseguia evitar pensar que as coisas entre as duas eram mais sérias que eu pensara anteriormente.

Encontrei Marlene e Amos perto do portão de entrada. Ela estava sentada sobre uma pedra e cobria o rosto com as mãos, quando me aproximei, Marlene me encarou e seus olhos estavam vermelhos, pois provavelmente estava chorando antes de eu chegar.

– Ela falou com você? O que ela queria? – perguntou a loira, levantando-se.

– Ela queria falar com você, não me disse sobre o que, apenas que era importante. – Contei a ela, apressando-me nas palavras. Amos suspirou fundo e Marlene bufou, girando nos calcanhares para encarar o amigo. – Ela disse que não estaria aqui se não fosse realmente importante. Lene, isso me parece muito algo que uma pessoa interesseira diria e...

– É realmente o que Dorcas é. – Explicou Amos. – Ela é interesseira e mau caráter, ela teve todas as chances de mudar, mas em todas ela vacilou. Ela só vê o que é benefício pra ela mesma. Marlene sabe disso.

– Você não pode me culpar por ter tentado ajudar! – Bradou ela, elevando o tom da voz.

– Eu não culpo você, Marlene, eu só estou dizendo que dessa vez pode ser diferente. Você entende isso, não é? – Marlene não respondeu, apenas ignorou-o completamente. – Vou te levar embora, vamos.

– Não quero ir pra casa. – Respondeu ela, virando-se para ele novamente.

– Marlene...

– Me deixe dormir aqui hoje, por favor...

– Isso não tem nada a ver com Dorcas estar aqui, tem?

– Não! Ela provavelmente logo vai embora. Eu só não quero voltar para a casa onde eu morei com ela por meses. Por favor, Amos.

– Certo, certo. Vou arrumar um quarto para você.

Eu me senti mal olhando toda a situação e não podendo fazer nada. Conhecia Marlene há poucas semanas, mas vê-la daquele jeito deixou-se muito mal por ela, por não poder ajudar.

Amos levou-a para dentro da casa e pediu para que eu o esperasse ali. Fiquei cerca e vinte minutos esperando enquanto pensava em mil coisas que poderiam ter acontecido para que as duas chegassem naquele ponto, no que Amos quisera dizer quando disse que ela tivera chances de mudar.

Depois de alguns minutos, Amos retornou, sua expressão era preocupada, diferente de quando o conheci no começo daquela noite.

– Ela está tentando dormir agora, amanhã já estará mais calma.

– Eu fiquei preocupada com ela, Dorcas parece intimidadora.

Amos sorriu.

– Ela é, mas agora que Marlene tem você, eu fico menos preocupado.

– Jura? Por quê? Nós não temos esse nível de intimidade, eu não sei o que houve entre elas, mas não parece algo que eu possa ajudar.

– Acredite, você morar com ela já grande coisa. – Acenei com a cabeça e fiquei em silêncio. Um silêncio que me parecia incômodo depois de ter me divertido tanto, com Amos inclusive. – Podemos voltar pra festa, se você quiser. Ou se quiser dormir, tem uma cama no quarto com a Lene. Fique a vontade.

– Obrigada, Amos. Eu acho que vou aceitar a cama pra hoje. – Respondi, dando de ombros.

– Foi um prazer conhecer você, Lily Evans. – Amos sorriu e segurou minha mão entre a suas. – Minha noite não teria sido a mesma sem a sua ilustre presença.

– O prazer foi meu. – Respondi sorrindo. Não queria sentir, mas naquele momento tudo que eu sentia era um friozinho gostoso na barriga.

Amos ainda segurava minha mão e ainda me olhava. Seus olhos encaravam os meus profundamente e eu ficava nervosa com aquilo, sentia minhas mãos tremerem mesmo em contato com as suas. Eu sentia.

Por isso, delicadamente, tomei a minha mão novamente e desviei o olhar. Ele pareceu perceber, porque sorriu de lado de forma irônica e acenou para que fôssemos andando.

Andamos em silêncio até o hall de entrada da sua mansão nada humilde. O silêncio, dessa vez, era mais incômodo, eu me sentia culpada por estar ali, arrependida de não ter pedido para ir embora.

– Subindo as escadas, terceira porta à esquerda. – Amos disse, ficando de frente para mim novamente.

– Obrigada, Amos. Boa noite.

Ele não respondeu, apenas acenou e depois se virou para voltar para a festa. Subi as escadas depressa e entrei no quarto que ele dissera que Marlene estaria.

Ao contrário do que imaginei, ela ainda estava acordada. Encontrava-se sentada ao pé da cama enrolada numa coberta e com os olhos ainda vermelhos, mas não chorava mais.

– Lily, se você quiser Amos pode te levar embora, ou Edgar. Não se preocupe de ficar aqui comigo. – Disse ela baixinho. Eu apanhei uma coberta que estava em cima da outra cama e me sentei de frente para ela. – Desculpe por hoje. Você não queria vir e eu te arrastei. Olhe só como tudo terminou.

– Não precisa se desculpar, eu me diverti muito essa noite. Eu deveria te agradecer.

– Bem, eu avisei que seria divertido. – Brincou ela, soltando uma risada fraca. – E obrigada por lidar com a Dorcas. As coisas poderiam estar piores se você não a tivesse chutado de lá.

– Não foi bem assim! Porém, de nada. Eu espero que você fique bem, só isso. Como você mesma disse, somos amigas agora.

Marlene sorriu e me abraçou forte, senti-me confortável ali com ela, como se, depois daquela noite, tivéssemos criado uma conexão que ia muito além de colegas de quarto.

– Dorcas e eu tivemos uma história com altos e baixos. Era muito bom no começo, estar com ela, tê-la comigo, sabe? Ela me ajudou a descobrir coisas sobre mim que eu nunca imaginei, foram coisas que me fizeram refletir quem eu realmente era. Eu a conheci na Yale, ela trabalhava no jardim na faculdade, eu fiquei encantada com o amor que ela tinha com as flores daquele lugar. O jardim sempre foi meu lugar preferido de toda a universidade, fiquei fascinada por ela. Começamos a sair depois de algumas semanas, tínhamos uma coisa. Ela me deixava feliz, não importava a situação. Depois de um tempo, quando já tínhamos muita intimidade, ela me contou coisas sobre ela que... Me arrasaram. Dorcas tinha um passado triste, uma família totalmente quebrada, tinha muita dor nela, Lily.

Marlene fez uma pausa, fungando. Era visível como aquilo mexia com ela.

– Ela estava morando em Yale, no quartinho onde guardava seus materiais de jardinagem. Sua família não tinha notícias dela, ela estava envolvida com drogas, embora que tivesse dito que isso havia mudado depois de mim. Foi quando eu a levei para morar comigo. Eu estava apaixonada por ela, eu estava cega e não pensei duas vezes antes de fazer o possível e o impossível para ajudar. Eu gastei todo o dinheiro que eu tinha economizara por anos com ela, comprei tudo que ela precisava, tudo que ela queria, enviei milhares de dólares para sua família. Foi quando meus pais descobriram e cortaram todas as minhas despesas e ameaçaram me levar de volta para Nova York.

“Eu pensei que fosse preconceito, pensei que fosse por ela ser uma garota, eu me afastei deles e passei a trabalhar para os pais de Amos para não precisar da ajuda dos meus pais”. Foi um momento difícil, mas eu dizia que tudo que importava era estar com ela. Porém, aparentemente, estar comigo não era suficiente para a Dorcas. Ela passou a ficar agressiva, me tratava mal e não era mais a mesma pessoa que eu havia conhecido. Nós brigávamos sempre, até o dia que ela me machucou de verdade, ela me bateu, Lily. Eu nunca pensei que fosse passar por algo como aquilo. Foi quando nos separamos pela primeira vez. Eu permiti que ela ficasse morando comigo, porque ela não tinha para onde ir, mas isso foi um erro, porque ficar longe dela, emocionalmente, era uma tortura. Nós ficamos nisso por muito tempo, até que eu a mandei embora de vez depois de outra briga como aquela, depois dela me machucar novamente. Eu... Eu a machuquei também, naquela briga, quando ela me bateu, eu bati de volta e...”

Marlene começou a chorar e eu segurei sua mão, e sentei-me ao lado dela, abraçando-a de lado.

– Aquilo me quebrou. Machucá-la acabou comigo, foi quando eu a mandei embora. Eu dei a ela várias chances, meses depois ela me pediu para voltar, porque tinha sido demitida e realmente não tinha onde ficar. Eu a aceitei, de novo e de novo, foram muitas vezes, muitas chances, muitas vezes que eu fiz o que estava além do meu alcance para ajudá-la. Todas as vezes acabaram mal, todas as vezes me deixaram ainda pior. Da última vez, há dois meses mais ou menos, foi quando ela fez aquele estrago na parede do seu quarto. Ela rasgou minhas roupas, quebrou tudo que viu pela frente e foi embora. Eu não a vi mais até hoje.

Marlene ficou em silêncio e eu não sabia o que dizer a ela, não tinha palavras para reconfortá-la ou fazê-la superar tudo aquilo que passara, toda a dor e todo sofrimento. Eu não tinha como ajudá-la, mas queria poder fazê-lo.

– Eu estou aqui por você, Lene. Não é suficiente, mas você não precisa enfrentar isso sozinha. Ela não vai chegar perto de você novamente e você pode me contar comigo para qualquer coisa. Qualquer coisa de verdade.

Continuamos naquele silêncio até adormecermos. 


Notas Finais


Eu quis falar um pouco sobre marlenexdorcas porque isso vai ter impacto mais pra frente na fic, espero que não tenha ficado chato para vocês ;)
comentem o que acharam, plss <3


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