História Dusk Till Dawn - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Lílian Evans, Marlene Mckinnon, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Harry Potter, James Potter, Jily, Lily Evans, Maraunders, Marlene Mackinnon, Marotos, Sirius Black
Visualizações 21
Palavras 1.712
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa qualquer erro, boa leitura!

Capítulo 7 - Capítulo Sete


DUSK TILL DAWN

Capítulo VII

 

Marlene ainda estava abalada da noite anterior, mas já estava muito mais parecida com a garota que eu conhecera quando cheguei ali. Estávamos deitadas no chão da sala assistindo filme e comendo pipoca – ideia minha, devo dizer.

Na segunda começaria as aulas, eu estava ansiosa para o primeiro dia, mas já sentia falta dos dias de férias. Marlene, por outro lado, dizia que estava totalmente sem vontade de voltar para a universidade.

– O segundo ano foi totalmente chato, embora tenha sido melhor que o primeiro. – Explicou ela quando questionei sobre seu curso de medicina veterinária. – Dizem que o terceiro é o melhor, mas eu duvido muito. Eu gosto apenas das aulas práticas, quando realmente estamos com os bichinhos. Você vai concordar comigo quando passar a abrir cadáveres.

– Eu estou nervosa, e se eu descobrir que medicina não é para mim? – questionei apreensiva. – Eu provavelmente voltaria para a Inglaterra.

– Isso é alguma desculpa pra você voltar pra casa? – indagou ela, fazendo-me engolir em seco. – Imagino que você sinta falta de tudo que você viveu lá, mas você está aqui há pouco tempo, logo terá uma vida formada aqui assim como tinha lá. Não se preocupe com isso. Aliás, a turma de medicina sempre tem meninos lindos. – Ela fingiu passar mal e riu. – Os veteranos não estão mais tão lindos, noites sem dormir faz mal pra pele, mas os calouros são sempre espetaculares. As calouras então, nem me fale.

– Obrigada pelo incentivo, mas eu tenho um namorado espetacular também.

– Você tem? – ela perguntou surpresa.

– Sim, eu já te disse isso algumas vezes.

– Desculpe, mas eu realmente fico surpresa toda vez que eu ouço. Como você consegue namorar à distância? Está sendo um porre?

Lembrei-me então que eu havia prometido que ligaria para ele no outro dia, mas deixei passar abatido depois de tudo que houve. Peguei meu celular no bolso e me levantei indo em direção ao meu quarto.

– Por falar nele, preciso fazer uma ligação.

Chamou algumas vezes até ele finalmente atender.

– Lily! Hey, tudo bem? – atendeu ele ofegante.

– Olá, tudo bem por aí? – brinquei, rindo, sua voz estava entrecortada pelo fôlego que parecia faltar.

– Futebol. – Explicou, rindo também. – Que horas são aí?

– Hmm, espere. Acho que 15h na última vez que olhei. Espera, futebol à noite?

– Sim, Sirius tem dessas loucuras. Chegamos aqui faz meia hora, estava chovendo, inclusive.

– Eu realmente não estou surpresa com isso. Como Sirius está? O projeto dele está dando certo?

James ficou em silêncio por alguns segundos.

– Sim, quer dizer... Eu acho que sim. Tudo certo.

– Bacana, eu espero que dê certo. Minhas aulas começam segunda. – Contei, entusiasmada de compartilhar com ele isso.

– Você deve estar ansiosa. Provavelmente comendo, imagino? – Dei risada do seu comentário muito verdadeiro. – Imagino que sim. Você está feliz, Lily? Digo, está feliz de estar aí?

– Eu fico feliz pela chance que estou tendo, sim. – Respondi. – Eu acho... Acho que isso é suficiente. – James, do outro lado da linha, ficou em silêncio. – Eu sinto falta de você, dos meus amigos, da minha mãe, mas eu estou feliz de alguma forma.

– Eu fico contente de saber que você está feliz, Lily. Sinceramente. Tudo que eu sempre quis era te ver feliz, você sabe disso, não sabe? Lembra quando nos conhecemos? Você não gostava muito de mim. – Ele riu de forma sem graça. – Quando começamos a sair minha maior preocupação era saber se você estava fazendo aquilo porque realmente queria.

– Eu sei de tudo isso, James. Eu realmente queria. Eu gostava de você.

– Sim, você gostava. Eu já amava você e então começamos a namorar. Eu tinha medo de magoar você, eu tinha medo de estragar tudo, tudo de bom que estávamos construindo. Eu queria te ver feliz o tempo todo.

– Onde você quer chegar com isso, James? Eu estava feliz o tempo todo, eu amo você, sempre amei.

– É só que... Você se lembra de quando eu te dizia que eu era insegura em relação a você? Que eu era inseguro apenas quando se tratava de você? Eu me sinto assim novamente, me perguntando até onde isso está dando certo.

– James... Está dando certo, estamos sobrevivendo.

– Sobreviver não é viver, Lily.

– Mas é tentar. Estamos tentando, está dando certo. Por que você está falando disso agora?

– Não é por nada, eu só estou... Tentando te explicar que, às vezes, precisamos procurar nossa felicidade, mesmo que seja necessário abrir mão de algumas coisas, pessoas que amamos.

– E para vir para cá e viver tudo que estou vivendo, você acha que eu abri mão de você? James, você realmente acha isso ou só está tendo nos despedaçar ainda mais? É algum tipo de desculpa para fazer isso dar errado? Você quer que dê errado?

– Você pergunta se eu quero que dê errado, mas você mentiu para mim noite passada! Eu não posso tentar sozinho, você não deveria confiar em mim, Lily?

– Não cobre confiança, James. Eu... Não quis que você ficasse preocupado com algo irrelevante, não foi bem pensado, foi apenas... Eu não pensei, tudo bem? Desculpa ter escondido de você sobre uma maldita festa onde não aconteceu absolutamente nada! – Nesse momento, meu tom de voz estava elevado, eu estava nervosa e com o coração disparado pelo medo de onde aquela conversa estava indo. – Não me cobre confiança, James, não me cobre nada que você não possa me dar também.

– Eu acabei tomando uma decisão no calor do momento, quando eu desconfiei da sua mentira e, depois disso, eu pensei que pudesse me arrepender, mas agora vejo que talvez isso seja o melhor.

– Que decisão, James? – perguntei, tentando me acalmar e me preparar para o que viria a seguir.

– Sirius passou no concurso de arte...

– Eu sei disso, faz seis meses.

– Ele recebeu investimento para a abertura da galeria na Argentina, ele só precisa de um sócio e outro artista para trabalhar com ele. Nesse caso, ele pediu que Remus e eu fôssemos com ele. Remus está entrando nessa vibe de pintura também, ele impressionou os investidores, que aceitaram a proposta.

– Remus? Mas... Hestia disse que...

– Hestia vai para Argentina com ele. Universidade de Buenos Aires.

– Quando você recebeu essa proposta? – James ficou em silêncio. – Quando James?!

– Uma semana antes de você ir pra Nova Haven. Ainda era recente, eu topei na hora, fiquei animado só com a ideia disso tudo, mas só dei certeza ontem, eu... Aceitei.

– Uau. Isso é...

– Isso é o melhor, você foi para Yale seguir um sonho, eu não posso ficar aqui te vendo crescer enquanto eu continuo no mesmo lugar, com as mesmas perspectivas. Eu amo você, Lily, mas eu preciso disso.

– Você poderia ter me contado.

– Você também poderia ter me contado sobre Yale.

– Era outra situação! Eu estava com medo, estava me sentindo culpada por ter me inscrito, eu estava com medo porque, até então, nossos planos se resumiam a Hogsmeade. Mas a partir do momento que você soube que eu viria pra cá, você poderia ter me contado, James. Você deveria ter me contado.

– Lily...

– Quando você vai para Argentina?

– Provavelmente no final da semana que vem. – Disse ele, sua voz estava rouca. – Lily, eu sinto m-

– Engraçado, James, eu me lembro de conversar com você na semana passada sobre quando você iria vir pra cá, você lembra disso? De quando você me deu certeza de que viria pra cá?

– Eu ainda não tinha certeza.

– Nós juramos que faríamos isso dar certo, você disse que isso iria dar certo, que conseguiríamos, mas na primeira oportunidade você desiste porque precisa ir para a Argentina com o Sirius! Você realmente pensou que eu ficaria ok com isso? E ainda mentiu para mim dizendo que já estava tudo certo, quando, na verdade, você estava torcendo para que essa sua viagem desse certo!

– Você não pode me culpar por estar pensando em mim nesse momento! Nós tínhamos planos quando você morava aqui, nós passamos noites e mais noites pensando no que nós iríamos fazer com o nosso futuro, nós planejávamos construir uma vida juntos, em Hogsmeade, nossa casa, nossa família. E mesmo com todos esses planos, você se inscreveu para uma bolsa em Yale, a sete mil quilômetros daqui, mesmo sabendo que a Inglaterra possui universidades incríveis, mesmo tendo uma universidade incrível em Hogsmeade. E agora você quer me julgar por estar pensando em mim, mesmo que você tenha feito isso antes?

– Não acredito que você está realmente me dizendo isso! Você poderia estar aqui comigo, se quisesse. Você tem tanto potencial quanto eu para estar aqui. Eu sei o quão tentador é pensar numa vida pacata em Hogsmeade, mas eu quero mais, James! Eu não quero pensar apenas em construir uma família, não antes de crescer, de ser alguém. E você não tem o direito de me cobrar isso, de me julgar por isso. Você... Hestia vai para Buenos Aires, com Remus! Por que você não poderia estar aqui comigo, James? Porra, eu só queria você, James.

Eu comecei a chorar antes que eu pudesse conter as lágrimas, antes que eu pudesse pensar no que mais falar, em como me explicar. Uma simples conversa que começara, um assunto simples chamado felicidade se tornara naquilo. Eu nem mesmo pensara em como ele descobrira sobre a festa...

– Não, eu não tenho. Mas eu tenho o direito de ir atrás do que eu quero da mesma forma que você fez. Você não pode me julgar por isso.

– Que bom que você decidiu assim. – respondi e desliguei o celular.

Joguei o aparelho na cama, mas ele caiu com tudo no chão, despedaçando-se no mesmo. Eu chorava muito, não tinha notado o a intensidade das minhas lágrimas sentar-me atrás da porta aos soluços.

Marlene, provavelmente ciente de que uma briga acontecia, entrou no quarto pelo espaço que sobrou da porta aberta e ajoelhou-se na minha frente. Encarei-a e ela estava com sua expressão de preocupação.

– Lily, levante-se. Venha. – Levantei-me do chão gelado e sentei-me na cama junto de Marlene, que ainda me encarava preocupada. – O que aconteceu? Me conte o que aconteceu, por que está chorando tanto?

Eu respirei fundo uma, duas, três vezes. Repassei na minha mente os minutos que ficamos no celular, repassei cada palavra. Meu peito estava carregados, meus ombros pesavam e meu coração parecia encolher-se a cada segundo.

– Acho que James e eu acabamos de terminar. 


Notas Finais


Por favor, me digam o que estão achando...


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