História Dust In The Wind - Capítulo 8


Escrita por: e MooreCarosella

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Visualizações 355
Palavras 3.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Vai se entregar pra mim
Como a primeira vez
Vai delirar de amor
Sentir o meu calor
Vai me pertencer

Sou pássaro de fogo
Que canta ao teu ouvido
Vou ganhar esse jogo
Te amando feito um louco
Quero teu amor bandido

Minha alma viajante
Coração independente
Por você corre perigo
Tô afim dos teus segredos
De tirar o teu sossego
Ser bem mais que um amigo"

Capítulo 8 - Pássaro de Fogo


Henrique distraído com a papelada dos novos gados e cavalos que havia comprado em seu escritório de decoração rústica, tinha seus pés sobre a mesa grande e viajava sobre as curvas do corpo de Paola sendo exploradas pelas suas mãos e não voltaria a si tão rapidamente. Caio entrou sem avisar e o assustou batendo ambas as mãos sobre a mesa, rindo com a feição de surpresa de Henrique.

– Uma doutora ligou dizendo que precisava falar com você. Doutora Diana... – Caio disse piscando. – Quer fazer o favor de assinar os cheques?

– Não sei porque te contratei. Profissionalismo é zero da sua parte. – Fogaça comentou rindo do amigo e assinou os cheques. Saiu sem avisa-lo e seguiu para a Fazenda da sua dona que tanto mexia com sua cabeça a cavalo. Jogou como sempre uma pedrinha sobre janela e gritou pelo nome dela, despertando-a segundos depois. – Vamos Senhorita, já são nove horas da manhã.

Paola ainda estava relaxada em sua cama, vestia apenas uma lingerie preta, a mesma que usava na noite anterior quando Henrique a tomou e a fez como jamais outro homem havia feito, ele havia ido embora antes do sol nascer, precisava resolver algumas coisas em sua fazenda e logo voltou para aquela que ele tanto desejava.

– O que eu te disse sobre pedras na minha janela Henrique? – Ela bufou irritada chegando a sacada de seu quarto e amarrando seu robe negro transparente. Saiu do cômodo e desceu as escadas abrindo a porta para ele que a encarou de cima abaixo com os olhos repletos de desejos.

– Pensei que não voltaria tão cedo, afinal, disse que havia assuntos importantes para tratar. – Iniciou.

– Só quando elas se chamam Paola Carosella. – Disse com um riso cretino nos lábios. – Já estou com saudade de tudo isso que esconde por dentro desse robe – Confessou puxando-a pela cintura e lhe beijando o pescoço. – Vamos conversar?

Ela fechou os olhos e arfou sentindo o roçar da barba rala em seu pescoço, ela o puxou pela mão e o sentou no sofá e em seguida sentou em seu colo com uma perna de cada lado sentindo os sexos se tocarem. Ela tomou os lábios do tatuado em um beijo apaixonado e cheio de desejo.

– O que quer conversar? – Disse quando interrompeu o beijo e acarinhou com os dedos o rosto dele.

Henrique sorriu sacana e fez questão de tocar e admirar as coxas grossas dela sobre seu corpo e mordiscou o lábio inferior, quase que esquecendo completamente o que iria dizer.

– Você me vira a cabeça de uma certa forma... – Comentou – Você se lembra da Diana? minha amiga de infância?

Ela o olhou séria e revirou os olhos, tentou se levantar do colo dele, mas foi impedida.

– Sim, eu me lembro. – Iniciou. – Aliás, como esquecer aquela loira azeda que quase se jogou no seu colo. – Falou irritada.

– Hey – Ele disse sério – Ela é só minha amiga. Eu a vejo como irmã, por isso a convidei para se hospedar na minha Fazenda por alguns dias até se instalar na cidade.

Ele soltou aquela informação e Paola franziu o cenho, mordeu o lábio irritada, e se levantou rapidamente sem que ele pudesse segurá-la. Ficou de costas para ele naquela enorme sala e massageou suas têmporas, seu coração apertou ao imaginar Henrique sozinho com aquela mulher dentro de casa, desde que tinha a visto sentiu algo errado, a insegurança e o medo se instalaram naquele momento no coração daquela mulher.

– Eu não acredito Henrique, não acredito que vai ficar sozinho naquela casa com ela. – Disse demonstrando seu ciúme e andou de um lado para o outra

– Não vejo motivos para ficar enciumada, Paola. Diana é como uma irmã para mim. – Fez-se claro sem insistir que ela ficasse perto.

– Eu vejo muitos, eu vi como ela te olhava, eu conheço esse tipo de mulher Henrique, eu conheço, ela te olha com desejo. – Revelou nervosa tentando tirar aquela ideia da cabeça dele e demonstrando toda sua insegurança.

– Pensei que você se importava com o que eu penso, o que eu desejo. E você sabe bem que é você. – Revelou ainda sentado sobre o sofá da mulher. – Pensei que já tivéssemos passado essa fase de insegurança.

Ela bufou e deixou enfim as lágrimas que prendia caírem por seu rosto.

– Eu me importo com o que você pensa, confio em você, mas não confio naquela mulher. – disse rapidamente. – Ela vai tentar alguma coisa Henrique, eu tenho certeza, e se alguma coisa acontecer, eu não vou te perdoar. – Decretou com a voz embargada. – Não vou, eu não vou sofrer de novo Henrique. –  Finalizou e chorou mais forte. Estava apaixonada por Henrique, como nunca havia estado por qualquer outro homem, ele a tinha da forma que quisesse, como e quando quisesse, mas não sofreria por ele, não estava preparada para isso.

– Paola o que quer dizer? – Disse se aproximando dela que não o deixou toca-la. Não compreendia aquela mulher que tanto amava e perdidamente se apaixonou. Tinha plena ciência de todo o seu passado, mas a sua insegurança não fazia sentido a Henrique. Tinha grande consideração por Diana e jamais tivera segundas intenções. Por mais que não a compreendia, aproximou-se e a segurou forte nos braços e limpou suas lágrimas. – O que quer dizer?

Ela fechou os olhos ao sentir o toque de Henrique em seu rosto e passou a língua pelos lábios, seus olhos negros brilhavam mais do que o normal devido as lágrimas.

– O que eu quero dizer é que eu não vou suportar uma traição. – Iniciou e fitou os olhos dele. – Eu jamais amei um homem como amo você, eu não vou aguentar. – Roçou levemente seu nariz no rosto dele. – Me enamoré de ti. – Disse em sua língua natal com um leve sorriso no rosto ainda em meio a lágrimas.

Ele espontaneamente segurou forte na raiz dos cabelos e a domou como ninguém após ouvir aquelas palavras ditas por ela em espanhol. Sentiu seu sangue ferver dentre suas veias e suspirou perto da boca semiaberta dela.

– Eu sou louco por você, jamais conseguiria pensar em outra. Mas preciso que confie em mim...preciso agora. – Confessou.

Ela amava o jeito que ele a tomava e a beijava, como ele a invadia de forma bruta e carinhosa ao mesmo tempo.

– Tudo bem, tudo bem. – Abaixou a guarda. – Eu vou confiar, mas promete para mim que não vai me decepcionar. – Pediu. – Promete. – Agarrou mais forte a camisa dele.

Ele se deixou levar pela dominância da mulher esplêndida de origem Ítalo-Argentina e sussurrou com dificuldade segurando em sua cintura com força.

– Eu prometo...eu só penso em você. Não duvide...

– Eu preciso de você, dentro de mim. – Murmurou como uma jura. – Me faz tua, tua mulher. – disse sedutora e mordeu o lábio inferior mirando fundo os olhos negros do forasteiro.

Henrique nada mais disse, grudou seu corpo contra o da morena e lhe pegou no colo com facilidade, fazendo com que ela cruzasse suas pernas em sua cintura. Subiu as escadas em meio a beijos quentes e a prensou contra a parede fria do corredor. Trilhou beijos pelo pescoço e mordiscou seu lóbulo, fazendo-a murmurar palavras desconexas.

Aquele homem forasteiro sabia como faze-la enlouquecer como ninguém. Tanto que Paola não quisera esperar, livrando-se da blusa que vestia, revelando seus seios fartos no sutiã branco de renda, o deixando ainda mais louco. Henrique retirou a peça e sugou-os com veemência, mordiscou e sorriu com satisfação ao vê-la perder-se em desejo.

Ela puxou com força os botões da camisa xadrez que ele vestia e logo suas unhas pintadas num esmalte vermelho paixão desenharam marcas vermelhas de prazer no peitoral másculo e tatuado, ela mordeu de leve a orelha dele e ele voltou a caminhar com ela ainda presa em seu colo, abriu a porta da suíte da fazendeira e a jogou na cama a olhando com desejo, retirou o cinto e se livrou da calça e a box preta, revelando seu mastro grosso já duro para ela, a argentina mordeu o lábio safada e o viu rasgar sua calcinha e a penetrar rapidamente,  gemeu alto e arqueou as costas encostando seu peito ao dele.

Para provoca-la e levar ao ápice, Henrique se fez pulsar dentro dela, grudou em seus cabelos com força e estocou o mais rápido e forte que podia, fazendo ecoar naquele quarto rustico o som das peles suadas se chocando repetidamente como seus corações que batiam disparadamente, expressando o prazer que sentiam em deleitar-se de cabeça naquela paixão avassaladora.

Como um mestre do assunto, ele sugou mais uma vez ambos os seios e os massageou fortemente. Estocou vagarosamente fazendo-a gemer manhosamente e sem aviso prévio, a pôs de quatro, marcando sua bunda com um tapa e invadindo-a como uma fera ataca sedentamente a sua presa, se deliciando com as palavras obscenas profanadas por Paola que agora não prezava nem um pouco o pudor de mulher direita. Não naquela cama, não para Fogaça.

– Mais rápido Henrique... – Gemeu com prazer. – Preciso de mais. – Pediu.

Ele foi fundo, com força e ela gritou quando ele tocou aquele ponto que ela parecia ter descoberto com ele.

– Vou gozar amor. – Murmurou.

– Goza para mim – Ordenou estocando o mais forte que podia – Você é deliciosa...tão apertada – Murmurou

Ela mordeu o travesseiro quando sentiu suas paredes se contraírem e ali gritou abafado quando o orgasmo lhe atingiu fortemente a levando as alturas.

Henrique beijou levemente o ombro da morena de joelhos sobre a cama após também atingir o orgasmo e deixaram-se vencer pelo esgotamento, deitando-se nos lençóis de seda da Fazendeira de bom gosto.

***

 

A tarde já se iniciava quando Paola despertou, passou a mão pelo lado da cama percebendo a ausência de Henrique, ela abriu os olhos e bufou irritada.

– Queria saber quando ele vai parar de me deixar sozinha. – Resmungou para si mesma e ouviu duas batidas na porta, logo em seguida Ana Paula entrou e se jogou na cama ao lado da amiga.

– Pelo visto a manhã foi ótima, esse quarto cheira a sexo selvagem. – A morena mais velha disse sem pudores e Paola sentiu suas bochechas ruborizarem.

– Ana Paula por favor. – Disse tímida. – Aconteceu alguma coisa? – Indagou.

– Não apenas vim conversar com a minha amiga, que está sempre presa nesse quarto transando loucamente com o fazendeiro tatuado. – Desabafou e a mulher gargalhou alto.

– Está carente de atenção Ana? Patrício não tem dado conta? – Implicou e Ana lhe estapeou levemente no braço.

– Ele é focado demais nesse trabalho, tem medo de você, enquanto eu penso em várias formas dele me fazer no feno, ele está apenas preocupado com seus cavalos. – Explicou.

– Vou dar a ele um dia de folga, para que ele apague esse seu fogo em meio ao feno. – Debochou e Ana assentiu em agradecimento. – Vamos a cachoeira?

– Sim! Vou me trocar. – Ana se levantou e foi diretamente ao seu quarto onde vestiu seu biquíni, um short e uma blusa fina.

 

***

As duas selaram seus cavalos e montaram.

– Uma corrida Carosella? – Ana desafiou já acima de Maximus.

– Você sabe que não é páreo para mim Padrão. – A argentina provocou.

– Acha que por ser uma das melhores Amazonas do Sul não estou à sua altura? – Brincou. – Veja só. – Soltou e induziu o cavalo branco a correr.

Paola gargalhou e montou Angus com rapidez e o animal logo correu.

Ana Paula olhava para trás e via sua amiga já se aproximar, balançou as rédeas e Maximus correu um pouco mais, ela gargalhou alto e logo viu Paola lhe ultrapassar sorrindo e lhe oferecendo uma piscadela, a jornalista bufou e viu sua amiga chegar primeiro a cachoeira.

– Nem com vantagem, você me ganha. – Paola ironizou e gargalhou e Paula desceu irritada de seu cavalo.

– Angus é mais rápido que o Maximus, foi a sua vantagem. – Disse com raiva.

– Tu trampa no te hizo ganar. – A argentina provocou em sua língua e Ana riu fazendo uma careta. As duas se jogaram nas águas cristalinas e por ali ficaram algumas horas.

Enquanto Henrique, ocupava-se apenas como iria decorar aquela mesma cabana que tivera belíssimas memórias quando criança.

Queria dar a melhor noite a sua mulher porque era romântico, apesar de jamais assumir. Desejava tê-la ali e desfrutar junto a ela talvez a melhor noite que poderiam ter. Ordenou que seus empregados comprassem as mais belas rosas vermelhas que encontrassem, espumante de marca conceituada, Cabernet suave e duas taças.

Caio Ávila ria do romantismo do homem enquanto assistia Henrique decorar com tanto amor aquele local aconchegante.

Refletiu por alguns segundos em devaneios e quis ser como Henrique, viver um grande amor como ele estava vivendo e sentir a emoção da paixão fervescente dentre as veias todas as vezes que encontrara a mulher desejada.

Henrique estendeu o lençol de cetim da cor champanhe sobre a cama e amaciou os travesseiros, jogou pétalas de rosas sobre a mesinha de vidro para dois e olhou ao redor, sentindo o orgulho de ter feito tudo aquilo para aquela mulher argentina que perdidamente havia se apaixonado.

– E então? – Perguntou ao amigo parado sobre a porta.

– Eu não sou nem um pouco romântico, mas se fosse mulher me apaixonaria no mesmo instante que visse. – Respondeu Ávila.

– Sai fora irmão, isso aqui é pra Paola.

– Ah, Fogaça você é tão romântico! – Brincou Caio irritando o amigo.

– Um homem quando ama, se torna um homem de verdade. – Replicou convicto ajustando o último detalhe: a iluminação esmaecida que intensificação o clima romântico do local.

Após chegarem da cachoeira, Paola tomou um banho e se trocou, iria supervisionar os trabalhos na fazenda e conhecer o veterinário que cuidaria de seus animais.

Ela e Ana caminhavam pelo Haras e Paola estava atenta a tudo que passava com seus cavalos, as duas conversavam e Paola se surpreendeu quando viu Patrício se aproximar caminhando ao lado de Angus.

– Chegaram para a senhora. – O funcionário disse mostrando o buquê de rosas vermelhas que estava preso a cela de Angus. Ela franziu o cenho e sorriu olhando para Ana, pegou o buquê e acarinhou seu animal.

Inalou o perfume das rosas vermelhas e abriu o bilhete manuscrito, sorrindo espontaneamente quando lia o que estava escrito.

"Deixarei a porta aberta, o local pouco iluminado para você entrar, eu irei te fazer recordar do nosso primeiro e inesquecível encontro. Eu te amo, Paola. Te espero na minha, ou melhor, na nossa cabana. "

Ana Paula sentiu que não era necessário falar. Apenas retirou-se e subiu para o seu quarto. Henrique extremamente ansioso para aquela noite, já vestido após um banho, borrifou o perfume Kaiak e seguiu em seu cavalo favorito até a cabana quando vira que a noite já havia caído. Sentou-se sobre a varanda da cabana e até mesmo desabafou com o seu animal, desfiando uma folha que arrancou da planta que decorava o local.

Paola estava pronta em frente ao espelho e apenas retocava seu batom, usava um vestido preto ombro a ombro um pouco acima dos joelhos, com mangas largas até os pulsos, uma gargantilha dourada, seu cabelo estava solto com os cachos grossos caindo por seus ombros, calçava uma bota marrom com alguns detalhes, seus olhos bem delineados e a boca desenhada em um batom matte vinho. Respirou fundo e sorriu ansiosa com o que lhe esperava, saiu do quarto e desceu as escadas, entrou em sua Range Rover e dirigiu até a cabana, para aquela ocasião preferiu o carro, sem muito demorar estacionou o carro em frente à casa de madeira e viu Henrique sentado ali na varanda, desceu do carro e caminhou sedutoramente até ele.

– Boa noite. – Disse baixo quando chegou perto dele.

Fogaça aproximou-se com um sorriso surpreso nos lábios, encantando-se com a beleza estonteante daquela mulher que obviamente, o enfeitiçara de maneira inexplicável. No momento em que se ajoelhou para beijar sua mão como um cavalheiro, concluiu que sim, estava perdidamente apaixonado.

– Uma ótima noite. – Murmurou. – Você está encantadora, me apaixono a cada segundo.

Ela sorriu tímida e acarinhou o rosto dele ali ajoelhado a sua frente.

– Quer dizer que me comprometi a um romântico incorrigível? – Brincou e ele se levantou depositando um selinho em seus lábios.

Ele não dissera nada. A guiou para dentro da cabana e fizera questão que a mulher entrasse primeiro, deslumbrando-se com cada detalhe minuciosamente planejado e decorado por ele, que prestava atenção na sua reação, também sorrindo.

Henrique tomou a liberdade de abrir o espumante, servindo duas taças. Entregou uma a Paola e ajoelhou-se aos seus pés, tirando do bolso a caixinha que guardava algo além de simbólico.

– Eu não sou tão romântico assim, e isso talvez pode ser meio clichê. Algo que todo mundo faz... mas nós não fizemos. Esse momento é o nosso, então não é nada clichê. Paola eu estou ciente de toda a sua estrada, todas as suas batalhas e vitorias. E eu só peço que me deixe fazer parte das que estão para vir. Quero que seja minha companheira, use este anel para se lembrar que eu sempre estarei do seu lado. – Finalizou abrindo a caixa, revelando o simples anel de compromisso detalhado com pequenos diamantes e ouro branco.

Paola sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto, Henrique havia derrubado todas as suas barreiras, havia lhe feito mulher, a mais feliz do mundo, sentir-se protegida, amada, desejada, aquele forasteiro que havia chegado como quem nada quer, havia lhe roubado o coração e Deus era testemunha do quanto ela amava cada sensação que tinha ao estar ao lado dele, o quanto ela era completa ao estar junto dele.

– Você quebrou todas as minhas barreiras, eu devia te odiar. – Disse emocionada e ela sorriu e o fez sorrir também. – Eu devia fazer picadinho de você com o meu chicote, mas eu me apaixonei por você, de corpo e alma, eu amo você. – Declarou apaixonada e ele colocou o anel do dedo da morena.

– Então porque não faz? eu adoraria vê-la tentar me domar... – Disse puxando-a pela cintura

– Não me provoque, você sabe que eu sou totalmente capaz de fazer isso. – O provocou com a voz sedutora e passou a língua pelos lábios dele

Henrique sentiu-se enrijecer de imediato, cravou suas unhas sobre os cabelos da morena e a jogou brutalmente sobre a cama próxima a eles. Trilhou beijos sobre o corpo quente dela e ao mesmo tempo retirava suas vestes com certa pressa.

– Você é linda demais...quero te amar como ninguém – Sussurrou jogando a peça sobre o chão e livrando-se das suas.

Ela arfou, arqueou as costas sentindo os beijos quentes passearem por seu corpo e encravou as unhas finas no ombro tatuado.

– Então me ama, me faz tua, com força. – Pediu e mordeu o lóbulo da orelha dele o fazendo se arrepiar.

Ele sorriu como um cretino experiente e fixou seus olhos sobre ela, completamente vulnerável sobre a cama. Retirou a fina lingerie que restava em seu corpo e aproximou seu rosto sobre a intimidade, beijou-a com volúpia, passou lentamente sua língua sobre e cedeu espaço para os dedos ágeis que a masturbavam com prazer, proporcionando a ela o mais intenso o oral que tivera até esta noite. E Paola se contorcia, clamava por mais e Henrique intercalava entre seus dedos e boca, preenchendo com sua língua o mais profundo da mulher, vezes estocando ou simplesmente a chupando como ninguém, levando Carosella ao ápice, desfalecendo sobre a cama.

– Ainda não acabei amor...quero te dar o melhor prazer – Confessou limpando o canto o lábio após saborear todo o liquido dela.

Paola sentia suas pernas tremerem após o orgasmo delicioso que Henrique tinha lhe proporcionado, estava ofegante e tentava controlar sua respiração, sabia que ele não daria trégua e ela queria muito mais.

– Eu quero mais Henrique, me fode. – Pediu safada e ele gargalhou vendo sua mulher perdendo todo o seu pudor e se entregando a ele.

Ele sentiu-se totalmente dela naquele momento. Perdendo totalmente a sanidade, revelou seu mastro extremamente rígido e sem aviso prévio, fez com que ela sentasse sobre seu colo e gritasse audivelmente ao preenche-la por completo. Grudou em seus cabelos, apertou com uma das mãos a cintura fina e a pressionou contra si, fazendo ecoar naquela cabana o som das peles se chocando repetidamente naquele sexo selvagem que faziam juntos.

A morena rebolava sobre ele com maestria e sentia um prazer imenso ao tê-lo ali dentro dela, sentindo como se ele fosse dela, apenas. Ela jogou a cabeça para trás e ele chupou o pescoço a mostra e logo desceu para os seios fartos de mamilos rígidos, deixando ali marcas vermelhas. Ela quicou sobre ele sendo o suficiente para que ela mais uma vez gozasse e ele se derramasse dentro dela, ela o abraçou cansada e mordeu de leve o ombro dele.

– Eu te amo. – Sussurrou no ouvido dele totalmente entregue a aquela paixão avassaladora que havia lhe pegado de surpresa.

Não era preciso trocarem mais palavras. Aquela obscenidade que haviam feito ali, aquela troca de prazeres imensuráveis, foi o suficiente para que as palavras fossem ditas sem se pronunciarem. E tais palavras se resumiam em uma só: amor. Havia reciprocidade e havia também uma paixão fervorosa, tanto que as peles grudadas eram mais do que necessário a eles.

Henrique acariciou os fios castanhos enrolados da Argentina em seu peito e selou sua testa, sentindo-se o cara mais feliz do mundo por tê-la ali e tocá-la como ninguém mais poderia.

– Acho que eu te amo demais, Paola Carosella. – Murmurou sorrindo levemente.


Notas Finais


https://open.spotify.com/user/missromero1/playlist/1b1S06hxj21MUEIvJGetod?si=CnASTLnmTBqqtl0gPHfy0Q
Escutem a Playlist oficial da Fic, ta uma delicia
Esse cap, queria dedicar especialmente pra minha Daniela, eu te amo demais meu amor. (sei que voce sabe exatamente o que aconteceu nesse capitulo e o que vai acontecer, nosso segredinho. mas queria deixar aqui no finalzinho o quanto eu amo essa nossa linda amizade e parceiria )


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