História Duty and Pride - Capítulo 17


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Jaime Lannister, Jon Snow, Personagens Originais, Petyr Baelish, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Tags Guerra, Jonerys, Romance
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Palavras 5.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores!!!

Que bom que vocês ainda estão comigo! 😆
Obrigada pelos comentários e favoritos.

Desculpe se este capítulo for um pouco pesado. Terá tortura... Se não quiserem ler, eu compreendo. 😰

Beijos. Boa leitura.

Capítulo 17 - Depois da tempestade


(Navio)

 

Os homens levaram os monarcas para uma espécie de depósito, que ficava no fundo do navio. O lugar era escuro, sujo e cheio de caixas de madeira. Havia uma mesa redonda no canto, com três cadeiras dispostas. O cheiro de mofo era bem forte, refletindo a falta de iluminação e quão pouco movimentado deve ser aquele local. Quem visse diria que seria o paraíso para qualquer criminoso, afinal, ficava distante do movimento da embarcação e as únicas testemunhas seriam os roedores que se escondiam dentro dos caixotes. 

 

Lá, jogaram o rei no chão. Depois, o colocaram de joelhos de costa para uma estrutura de madeira, amarrando seus pés e mãos com uma corda. Ele ficaria preso nesta posição, sabe-se por quantos dias. Afinal, a intenção era fazê-lo implorar pela morte tamanho seria seu sofrimento.

 

Jon ainda estava desacordado quando trouxeram Daenerys, que por sua vez não possuía amarras, mas três brutamontes segurando-a. A rainha tentava soltar-se do aperto daqueles homens, mas já perdera qualquer força de lutar. Quando a soltaram, a mulher não perdeu tempo de correr para o rei, tentando ver se ele respirava. Temia que com a pancada o homem estivesse morto.

 

— Jon! Por favor.... abre os olhos.... — A rainha dizia desesperada tocando o rosto e a cabeça do nortenho. 

 

Daenerys olhava para suas mãos sujas de sangue do rei. Os cabelos do bastardo estavam molhados por causa do ferimento nada pequeno na região temporal. 

 

— Você jurou não abandonar-me. — Continuava implorando enquanto tentava sentir os batimentos cardíacos do nortenho. 

— Venha aqui sua puta. — Um dos homens disse puxando-a pelos cabelos.

— Me solta, seu verme! — A rainha disse como raiva, lutando para afastar-se das mãos do sequestrador. 

— A putinha está sofrendo pelo bastardo do Norte? — O homem ruivo e gordo que devia ser o líder do bando disse segurando o rosto de Daenerys. 

— Me solta! — A rainha disse afastando-se do ruivo

— Que lindo... o amor entre uma prostituta e um bastardo. — O gordo disse isso tirando gargalhadas dos seus acompanhantes.  

 

Era um grupo de 5 senhores. Todos aparentavam tem uma média de 40 anos. Usavam roupas da tripulação, e pareciam muito familiarizados com o idioma de Westeros. Eram piratas. Cada um nasceu em um local diferente dos Sete Reinos. Resolveram se aventurar pelas terras de Verão, depois que quase foram levados à muralha por duas vezes. De toda forma, hoje ganham a vida vendendo coisas roubadas e explorando pessoas. 

 

— Vocês não deviam está fazendo isso conosco! — Daenerys disse em tom de ameaça. 

— Por que? Você vai fazer o que? Me atacar com o dragão? — O homem gordo ironizou, fazendo os outros rirem.

— O que vocês querem de nós? — Daenerys falou exaltada. 

— Nada. — O líder respondeu sorrindo.

— Como nada? — A mulher disse confusa. 

— Apenas vamos mantê-los vivos até levá-los à rainha Cersei. Ela nos dará uma boa quantia pelo casal e, claro, nos livrará de todos os crimes cometidos. — O homem respondeu tranquilo. 

— Mas... como Cersei sabre sobre eu e Jon? — A rainha perguntou tensa.

— Ela não sabe de nada. — O homem respondeu calmo.

— Eu reconheci vocês naquele torneio. Um dos meus amigos estava competindo. O show que fizeram no final da batalha esclareceu tudo. Eu já estava desconfiado que conhecia o tal Westerose, mas depois que vi aquela cicatriz no peito dele e você correu para segura-lo, eu sabia que eram Jon Snow e Daenerys Targaryen. — O ruivo explicou enquanto caminhava pelo local. 

— Esperei que a tempestade passasse para poder por meu plano em prática. Agora, é só deixar que o mar nos leve até Cersei. — O homem concluiu com um sorriso sarcástico. 

— Então, por que não nos mata logo? — A rainha disse corajosa. Queria tirar a prova do que aquele grupo seria capaz. — Entregaria nossas cabeças à Cersei. 

— Claro que pensamos em fazer isso. Mas, qual a graça de receber um morto? Melhor entregá-los vivos e deixar que Cersei os mate na frente de todo Westeros como traidores. — O homem disse aproximando-se de Jon. 

— Além disso, precisamos de diversão nesta longa viagem. — Continuou olhando a rainha com um sorriso sádico.

 

Depois disso, ouviu-se o som da voz de Jon. Ele estava acordando aos poucos. O rei sentia-se tonto. Não conseguia lembrar aonde estava. Levantou a cabeça olhando ao redor. As imagens estavam embaçadas, mas aos poucos ele pôde identificar Daenerys a sua frente, e três homens segurando-a.

 

— Dany. — O bastardo disse com uma tosse. 

— Oh... até que fim o grande guerreiro acordo. — O homem que falava com Daenerys disse batendo palmas.

 

O rei olhava com confusão para o homem a sua frente. Tentou mudar de posição, mas percebeu que estava amarrado. Sentiu uma pontada forte em sua cabeça, fazendo-o lembrar dos últimos acontecimentos. 

 

— Jon! — A rainha gritou chamando a atenção do nortenho novamente. Agora, a mulher tinha dois homens a segurando com força. 

— Soltem-na. — Jon disse sem forças. 

 

O grupo ria alto. Achava ridículo o rei tentar defender a Targaryen, ainda mais quando estava completamente amarrado daquela forma.

 

— Ah... bastardo burro. — O homem disse dando umas tapinhas no rosto do rei. 

— Soltem...— O nortenho insistia.

— Apaixonou-se por uma puta, não foi? — O ruivo falou segurando o rosto de Jon. — Que destino horrível. 

— Vou... matá-lo. — O rei disse com a voz um pouco mais firme.

— Oh... estou mesmo com medo. — O homem falou irônico, depois sem desviar do rei, fez sinal ao homens que seguravam Daenerys. 

 

Jon tentava soltar-se, mas cada nova tentativa, sentia como se sua carne rasgasse. O rei observava Daenerys ser arrastada pelos homens até uma das cadeiras da sala. 

 

— A beleza dessa puta é algo absurdo. — O líder disse aproximando-se de Daenerys. — Não é por menos que você acabou apaixonando-se por ela, bastardo. 

— Não encoste... nela! — Jon gritou exaltado, lutando contra as cordas. Ele já percebera quais eram as intenções daqueles senhores com a rainha. 

— Eu imagino quão deliciosa deve ser. — O homem disse não se importando com a ameaça feita pelo rei. 

— Já imaginaram algum dia fuderem uma Targaryen rapazes? — Continuou olhando os homens ao redor.

— Se você encostar um dedo nela eu o mato! — O rei dizia furioso. 

— E se eu encostar outras partes do meu corpo nela? — O homem perguntou sorrindo. 

 

Daenerys tentava soltar-se do aperto dos homens. A mulher se sacudia desesperada, enquanto lutava para conseguir dizer algo apesar das mãos tampando-a a boca. Infelizmente, ela tinha ambos os braços e pernas presos, sendo praticamente impossível sair daquela situação.

 

— Ah... eu vou tê-la por todos os lados possíveis. — O homem disse acariciando a cintura da mulher. — E, você, bastardo, vai ver-me comê-la lentamente. 

— NÃO! — Jon dizia desesperado. — PARE AGORA! — Gritava enquanto sentia o sangue escorrendo pelos seus dedos e testa.

 

A rainha tremia e já começara a chorar. Ela sentia que podia vomitar a qualquer momento. Tinha nojo daquela mão a acariciando. O ruivo, por sua vez, parecia cada vez mais fascinado com o corpo da Targaryen. Ele a tocava com força nas mamas, e logo rasgou-lhe o vestido, expondo primeiro o colo. Não perdeu tempo para tocar os mamilos rosados da mulher, que parecia está recebendo uma facada ao passo que os dedos sujos do estranho a acariciava. Em seguida, o vestido estava completamente rasgado, e, portanto, a raiva mostrava toda sua nudez. 

 

— Linda! — O líder disse afastando-se um pouco para admirar Daenerys. 

— Seu miserável! Eu o matarei!— Jon disse nervoso. O nortenho nunca sentira tanto desespero como neste momento. Se pudesse, preferia ficar sem as mãos, a deixar Daenerys sofrer tal violência. 

— Então, melhor aproveitar a minha vida enquanto a tenho. — O homem disse antes de lamber uma das mamas da rainha.

 

— NÃO! — Jon gritou puxando com toda a força possível as cordas que o amarravam. — Pelos deuses eu o matarei! Você FILHO DA PUTA! Eu cortarei sua língua. 

 

Daenerys se sacudia com ainda mais força, mas era impossível soltar-se do aperto daqueles dois homens.  Ela sentia muita dor, pois agora o gordo a chupava com força. 

 

— Eu vou te matar! Eu posso ser morto depois por Cersei, mas antes eu te mato. — O rei gritava sem parar. 

 

Então, o homem parou de tocar Daenerys e foi até o nortenho. Antes que Jon pudesse dizer qualquer coisa, o homem deu um soco em seu rosto. 

 

— Todo essa sua falação está me tirando o foco, bastardo. — Disse puxando o cabelo do rei, que não perdeu tempo de cuspir sangue na cara do homem. 

— Seu bastardo burro. — O homem falou dando um outro soco no rosto do nortenho.

 

Em seguida, o homem pegou parte do vestido da rainha, que estava rasgado pelo chão, e o amarrou na boca de Jon. 

 

— Pronto. Silêncio. — O homem disse sorrindo, olhando como um predador na direção da rainha.

 

Em seguida, o homem começou a folgar sua calça, colocando para fora o seu membro latejante. Depois virou-se na direção do bastardo, enquanto acariciava-se lentamente. Jon tentava dar golpes com as costas na madeira aonde estava preso. Seus olhos refletiam ódio. 

 

— Será que ela vai gritar seu nome, bastardo? — O líder disse ainda se acariciando. 

 

Logo, fez sinal para que os homens colocassem Daenerys deitada na mesa.   A mulher agora estava sendo segurada por quatro homens: dois seguravam suas pernas e dois os braços.

 

— Não! — A rainha gritou aflita. 

 

Jon Snow olhava aquilo em aflição. Ele estava desesperado, pois mesmo sangrando não conseguira soltar-se. O bastardo via o medo no rosto da mulher, e isso só aumentava sua dor. Sentia-se culpado por tê-la deixado sozinha no quarto. Jamais se perdoaria por isso.

 

Fui estupido, Dany. — Pensou antes de fechar os olhos deixando uma lágrima cair.

Nunca me perdoarei. Nunca. — Repetiu em pensamento.

 

A rainha estava toda aberta. O ruivo a acariciava nas pernas, enquanto sentia a pulsação de seu membro duro. Daenerys chorava em silêncio, apenas esperava a dor que viria a seguir. Contudo, não fecharia os olhos. Preferiu fitar o Rei do Norte, tentando acalmar-lo com o olhar. Percebia o desespero do nortenho. Que, assim como ela, tinha lágrimas nos olhos. Queria dizer-lhe “vamos ficar bem”, ou “por favor, não morra”. 

 

Então, quando o homem estava pronto para penetrar a rainha, ouviram um grito agudo reverberada pelas madeiras do navio. Era o som de uma fera. Mais precisamente, três feras cuspidoras de fogo.

 

— DROGON! — Daenerys gritou, fazendo os sons dos dragões aumentarem. 

 

 

(Winterfiell)

 

 

— Você precisa mandar esse bando de velho calar a boca. — Arya sussurrou ao ouvido da irmã. 

— Dê o tempo deles. — Sansa comentou tranquila, fazendo a Stark sentar-se novamente.

 

Sansa estava na sala de reuniões. Já passava da hora dos lordes saberem os planos de Cersei. A garota esperava em silêncio que todos os convidados se sentassem e acalmassem depois da notícia sobre a carta. 

 

— Senhorita Sansa, o que pretende fazer? — Um dos lordes gritou, interrompendo o comentário de outros.

— Eu trouxe esse assunto aqui para discutir todas as nossas possibilidades. É claro que essa conversa de acordo está cheirando-me a armadilha. Logo, não sairei de Norte para ajoelhar aos pés de qualquer rainha louca. — Sansa disse com a voz firme, fazendo muitos senhores sorrirem e acenarem de acordo. 

— Contudo.... não podemos esnobar a ameaça de bloqueio comercial e possível guerra. Não temos condições de enfrentar o inverso sem as mercadorias dos outros reinos. Os senhores bem sabe que nossas terras são inférteis durante quase 6 meses. E não estávamos preparados para nenhuma atitude dessa, logo, não armazenamos suprimentos ou coisa do tipo. — A ruiva falou séria. 

— Não podemos permitir que Cersei feche as portas para nós. As outras casas não aceitarão isso, afinal é do Norte que sai muito do minério. — Um dos lordes comentou.

— Acredito que a Senhorita Stark já havia pensado sobre isso. — Davos disse sério. — O senhor deve está esquecendo, contudo, que Cersei possui o maior exército dos Sete Reinos. Logo, nenhum outra casa além das nossas irão desafia-la. 

— Então, o que o cavaleiro sugere ser feito? — Sansa perguntou preocupada. 

— Poderíamos arriscar e ir até a Fortaleza Vermelha discutir um novo acordo. — O Senhor Davos falou calmo. — O sul precisa de nosso minério, tanto quanto nós precisamos das sementes.

— Essa é a pior estratégia possível. Significa morte. — Tyrion falou pela primeira vez depois que soube da carta de sua irmã. Todo o salão olhou-o curioso.

 

O anão não achava muito o tipo de Cersei preocupar-se com diplomacia. Sentia que, de fato, essa conversa sobre Sansa ir até a Fortaleza Vermelha era uma armadilha. 

 

—  Senhorita Stark, Cersei é perigosa. Ela não quer acordo com ninguém. — Tyrion falou tranquilo. — O que Cersei deseja é ter todos a seus pés, inclusive o Norte. Não acredito que minha irmã aceitará qualquer negativa da senhorita. Ela invadirá essas terras, matando todos que fiquem a seu caminho. Esse papo de bloqueio econômico é conversa fiada. 

— Estamos num beco sem saída, então. — Sansa falou tensa.

— De fato, pode parecer isso mesmo. Porém, eu acredito que não é apenas o Norte o reino revoltado contra o domínio de minha irmã. — O Lannister disse andando até o meio do salão. 

— Precisamos de aliados, senhorita. Unir exércitos contra a tirania de Cersei. — Ele disse empolgado.

— Como conseguiremos isso? — Davos perguntou. — Os últimos aliados que conseguimos foi Daenerys. Mas, perdemos não apenas a rainha, como seus exércitos e os dragões. 

— Infelizmente, fomos estupidos e perdemos a maior arma contra Cersei: a rainha Targaryen. — Tyrion falou melancólico. — Todavia, temos ainda alguns dos Imaculados que estão dispostos a lutar conosco. E temos uma líder tão bela quanto a rainha Daenerys.

— O que isso tem haver com a guerra contra Cersei? — Arya perguntou estressada.

— Não é óbvio? Sansa conseguiria um excelente casamento. Formando uma grande aliança comercial e um novo exército. — O anão disse com um sorriso terno. 

— O QUÊ?! — Sansa e Arya disseram na mesma hora.

— Ou quem sabe, ambas as Stark conseguem um bom casamento. Eu e Senhor Davos poderíamos ser os conselheiros nesse caso. Não é mesmo, companheiro? — Tyrion disse olhando o cavaleiro, que aprecia tão impressionado com o plano do anão quanto qualquer um naquele salão. 

 

 

Os lordes pareciam discutir o assunto entre si. De fato, seria uma forma de conseguir alianças com outras casas. Casamento é sempre uma boa estratégia para conseguir terras e exércitos. Exceto que Sansa já passara por duas experiências nada boas com esse tipo de união. A garota tinha pavor pelo menos em se ver casando novamente. Quanto a Arya, a conversa também não seria diferente. Ela jamais seria submissa de qualquer homem, era o que repetia sempre que falavam em marido para a Stark.

 

— O senhor deve está louco! — Arya gritou fazendo o salão ficar em silêncio. — Eu e Sansa não iremos participar dessa palhaçada! Não somos objetos nas mãos dos senhores, para sermos vendidas em troca de um exército. 

— Senhorita, me perdoe por isso... eu... — Tyrion falou tenso, percebendo que a garota já tirara a espada.

— Arya, fique calma. Essa é apenas uma possibilidade. Vamos pensar em outras. — Sansa falou segurando a irmã.

— Quando o Jon voltar, quero ver o senhor falar sobre casamento novamente. — Arya disse olhando o Lannister.

— Jon voltar? Ele está morto senhorita. — Tyrion falou confuso. — Todos aqui sabemos que Jon e Daenerys estão mortos. 

— Isso é o que vocês acreditam! Eu não teria essa certeza. Afinal, ninguém aqui encontrou a espada do meu irmão. Também, ninguém aqui entendeu como o dragão matou a própria mãe queimada. O senhor não percebeu o absurdo disso? — Arya falou com os dentes trincados.

 

Tyrion olhou a Stark avaliando o que a garota acabara de dizer. De fato, ele sabia que Daenerys não pode ser queimada, e ninguém encontrou o corpo da rainha. Mesmo que a tivesse sequestrado, Cersei já teria dito algo sobre isso. 

 

Será mesmo que minha rainha está viva? — O Lannister pensou olhando seus pés.

 

Então, como se viesse confirmar as palavras da Stark, a porta do salão abriu de repente. Todos olharam e viram um logo branco gigante. 

 

— Um lobo? — Tyrion perguntou confuso.

— Ghost! — Arya disse extasiada. — Sansa, é o lobo de Jon! — A garota falou fazendo Sansa suspirar.

O animal adentrou em passos lentos pelo salão. Ele mantinha os olhos vermelhos foçados na mesa dos fundos, aonde Sansa e Arya estavam. Quando chegou até as Stark o lobo sentou-se entre elas, ficando exatamente no meio da mesa.

 

— Senhores, este aqui é o lobo de meu irmão! — Arya disse aos lordes, que pareciam assustados com tudo que acabara de acontecer. 

— Ele havia desaparecido desde o dia do casamento dos Reis. Mas, o lobo sempre cuida dos seus familiares, e aqui ele está de volta. Jon também voltará para casa! — A garota disse com a voz firme. 

 

Foi nesse momento que o animal colocou as patas sobre a mesa, assustando a todos. E fez algo que quase nunca realizava: Ghost uivou alto e forte. Depois, o animal fitou cada homem naquela sala, como se decorasse seus rostos. Em seguida, a reunião estava acabada. 

 

(Navio)

 

O barulho dos dragões fizeram o ruivo parar antes mesmo de tocar a rainha. Os outros homens  que seguravam Daenerys, acabaram por soltá-la, pois sentiram o navio balançar com força.

 

— O que foi isso?! — Um dos homens disse nervoso. 

 

Novamente o navio balançou com força, fazendo alguns perderem o equilíbrio. 

 

— São meus filhos! — Daenerys disse firme, enquanto tentava sair da mesa. 

— Os dragões? — O líder do grupo perguntou.

— Sim. Está com medo agora? — A mulher falou sarcástica, sendo jogada contra a parede após o navio balançar novamente. 

 

Logo, os cinco homens estavam correndo em busca da saída, deixando Daenerys e Jon sozinhos. 

A mulher, então não perdeu tempo de ir até o bastardo. Ela agarrou-se ao homem, beijando todo o seu rosto. Depois, puxou o tecido que cobria-lhe a boca, não perdendo tempo em beijar o bastardo nos lábios. 

 

— Dany... — Jon disse quando a mulher se afastou um pouco. — Me perdoa. — Ele disse triste. 

— Perdoar? — A mulher perguntou confusa, analisando os ferimentos do bastardo. Ele tinha um corte no lábio inferior e outro próximo da orelha esquerda. 

— Eu não devia ter saído do quarto. Foi tudo minha culpa. Devíamos ter esperado na fazenda mesmo. Eu... — O rei falava nervoso, até ser interrompido por um outro beijo. Dessa vez mais demorado. Eles sentiam gosto de sangue misturado a lágrimas e poeira. Mas, não deixaram de acreditar ser este o melhor de todos os beijos que já trocaram. 

— Dany... eu tive tanto medo...nunca vou me perdoar por esse erro.  — Jon disse quando tomou o fôlego. 

— Você não tem culpa de nada. — Ela disse calma limpando o sangue que escorria pelo rosto do bastardo. 

— O importante é que Drogon veio, Jon. — Continuou, enquanto ouvia um novo berro do dragão, como se este confirmasse o pensamento da rainha. 

— Você estava certa. Eles jamais a abandonariam. — Jon suspirou, enquanto tentava afastar a dor que o tomavam. — São seus filhos. Devíamos tê-los esperado na fazenda. 

— Tudo ficará bem. — A mulher falou segurando o rosto do bastardo. 

 

A rainha percebeu a expressão de sofrimento no rosto do homem. Ela levantou-se para olhar as cordas. Estava tudo sujo de sangue. Ela iria precisar de uma faca se desejasse tirar as amarras. 

 

— Cadê sua espada, Jon? — Daenerys falou enquanto tentava-se manter-se em pé. O barco estava balançando muito. Não havia qualquer faca por perto, pelo o que a mulher conseguia ver. 

— Eu não sei. — O bastardo disse olhando ao redor. — Deve ter ficado no quarto. 

 

Daenerys tentou puxar as cordas, mas escorregavam de suas mãos devido ao sangue. Ela avaliou por alguns minutos o nó, mas não conseguia decifrar como tirá-lo. 

 

— Dany... — Jon chamou a mulher. 

 

O rei sabia que Daenerys estava tentando salvá-lo. Contudo, o homem não queria mantê-la mais tempo neste local. Era perigoso demais, sem falar que o dragão parecia desesperado para ver a rainha. Provavelmente afundaria o navio, se sua mãe não surgisse dentro de alguns minutos. 

 

Quando a rainha estava ajoelhada a sua frente, o rei deu um suspiro. Ainda era difícil para o homem ver alguém tão linda.

 

— Dany, saia daqui. — O rei falou calmo. — Vá até seus dragões. Esse barco acabará afundando, e todos morrendo. 

— O que? — A mulher disse nervosa.

— É isso mesmo que estou dizendo. Fuja daqui. Salve-se. — Jon Snow falou sério.

— Eu jamais o deixarei, esqueceu? — Daenerys disse exaltada. — Nem adianta me olhar com essa cara. Eu jamais o deixarei, Jon. — Ela disse abraçando-se ao bastardo.

— Você não pode ficar aqui comigo. — O homem insistia. — Volte para Westeros em seus dragões. Tome seu trono e ajude aquele continente. — Ele falou sério. 

— Não adianta Jon. Eu vou ficar com você. — A mulher falou sorrindo. — Eu só preciso encontrar algo que corte essas cordas. 

 

O rei fez uma expressão de raiva, fechando os olhos com força. Ele sabia que não valeria a pena discutir com a mulher. Já tinha perdido todo o estoque de motivos para afastá-la deste local. Ademais, Daenerys conseguia ser muito mais que teimosa, quando queria.

 

— Eu vou até o quarto. Eu lembro do caminho. Lá tem a faca do almoço e pode ser que sua espada. — A mulher falou decidida. 

— Você vai sair correndo pelo navio sem qualquer roupa? — Jon perguntou nervoso. — Vá direto aos seus dragões! 

— Nada irá acontecer comigo. Eu prometo que voltarei logo. —A rainha disse acariciando o rosto do homem. — Vamos sair vivos daqui, Jon. — Disse antes de beijar o bastardo nos lábios.

 

Depois disso a mulher estava andando pelos corredores do navio. Havia água pelo piso, mostrando que, de fato, a embarcação estava afundando.

 

—  Meus filhos, fiquem calmos. Estou bem. — A rainha dizia em pensamentos, como se dessa forma ela conseguisse diminuir os ataques dos dragões ao navio. 

 

Ela não diminuía seu ritmo, no entanto. Havia homens pelos corredores, que mesmo fugindo ainda paravam para avaliar a rainha que corria nua. De fato, seria bem difícil não notar uma  mulher como Daenerys, ainda mais quando não usava qualquer roupa. 

 

Não pare. Não pare. — A rainha dizia em pensamentos, tentando afastar o medo que a invadia com os olhares daqueles homens. 

 

Enquanto isso, Jon continuava a fazer movimentos com os punhos, mas já não conseguia sentir os dedos, de tanto que traumatizou a região. Era impossível soltar-se das amarras sem a ajuda de algo cortante. Claro que o rei sabia disso, porém não podia ficar parado quando notou a água escorrendo pela escada e molhando seus joelhos. 

 

— Vamos, Daenerys. — O rei pensou alto. 

 

A rainha chegara ao quarto alguns minutos depois, e logo vira a espada de Jon jogada no chão. Ela já estava prestes a sair do alojamento, quando lembrou dos olhares dos homens ao seu corpo. Sem demorar muito, a mulher pegou uma blusa do rei que estava dentro de um baú. Vestiu-a rapidamente, percebendo que esta ia até seus joelhos. 

 

— Ótimo. — Disse enquanto prendia a espada ao seu corpo. 

 

Logo a mulher estava fazendo o caminho de volta. Havia mais água pelo corredor, o que dificultou um pouco sua corrida. Quando chegou ao local aonde deixara Jon, este tinha água batendo em sua cintura. 

 

— Jon! — A rainha gritou nervosa. Não imaginava que o nível da água subiria tão rápido.

 

O bastardo olhou a forma como a mulher estava vestida. Não conseguiu conter a vontade de sorrir daquilo. Sem falar que o homem já não acreditava que sairia vivo deste navio, e pensara ser esta a última imagem que teria de sua rainha. Uma bela imagem, por sinal. 

 

— Aqui está a espada. — A mulher falou indo até as amarras. — Você vai ter que ficar parado Jon. 

— Tudo bem. — Ele disse calmo.

 

A rainha segurou a espada com cuidado. Era bem pesada, porém com a ajuda das duas mãos ela conseguia guiar a lâminas pelas amarras, soltando as mãos do nortenho. 

 

— Deu certo! — A mulher falou quando viu a corda folgando. 

— Sim! — Jon disse animado. Os deuses finalmente parecem ter ouvidos as lamúrias do nortenho.

— Agora deixe-me cortar as dos pés. Fique quieto. — A rainha falou tocando as costas do homem, que aproveitava a água para lavar seus ferimentos. Desconsiderando, completamente o ardor que viera com o toque do sal. 

 

Assim, o homem estava solto. E antes mesmo de conseguiu ficar sobre seus pés, sentiu Daenerys envolvê-lo num abraço forte, derrubando sentado. 

 

— Obrigado, Dany. — Ele disse com dificuldade. Suas mãos estavam doendo, bem como seus joelhos por ter ficado tanto tempo na mesma posição. 

— Eu jamais o deixaria morrer, Jon. — A mulher respondeu descansando a cabeça no ombro do rei, que beijou levemente o cabelo da Targaryen.

— Vamos sair logo daqui. — O bastardo disse tentando levantar-se.

— Sim. — A mulher confirmou ajudando-o a ficar sobre os pés. Mas, logo ambos estavam caindo no chão, pois o navio parecia ter sofrido um grande choque. Agora estavam completamente encharcados. 

— Você está bem? — Jon perguntou avaliando a mulher.

— Sim. Vamos Jon.  Drogon já está impaciente. Ele vai acabar virando esse navio se não sairmos. — A rainha falou tentando, novamente, colocar o rei de pé.   

 

O casal de monarcas seguia as outras pessoas da embarcação. Havia lugares completamente tomados pela água, contudo, depois de alguns minutos conseguiram chegar ao convés.

 

— Drogon! — Daenerys gritou logo que viu o brilho do sol. 

 

Era um tumulto grande de pessoas correndo. Muitos acabaram se jogando no mar, pois temiam ser devorados pelos dragões. Outros corriam para os barcos salva-vidas, tentando escapar vivos do naufrágio e das feras. 

 

— Drogon! — A rainha continuava chamando pelo maior dos dragões. 

 

Ela estava parada olhando para o céu, quando o dragão pareceu reconhecê-la, dando um grito estridente. Jon Snow ficara sempre ao lado da rainha, embora sua atenção não estivesse nas criaturas voadoras, mas no grupo de homens que tentava entrar em um dos barcos resgate. 

 

— Dany, vá para os seus dragões. — O bastardo disse sério. — Eu encontro você depois. 

— O quê!? — A mulher falou nervosa. — Você vai aonde? — Disse segurando o braço do rei.

— Acertar umas contas. — Jon disse olhando na direção da multidão que tentava escapar do navio. 

— O navio está afundando. Vamos sair daqui logo. — A rainha falou como se implorasse. 

— Vá para o dragão, Dany. — Jon disse olhando a mulher. — Eu voltarei. — Continuou confiante, fazendo a mulher suspirar.

 

O nortenho correu na direção que vira o grupo de homens. Mesmo sentindo os punhos arderem, o rei segurava firme sua espada. Ele não conseguia pensar em mais nada que não fosse matar quem tocou Daenerys. Jon Snow nunca foi mais lobo que agora. Ele empurrava as pessoas de sua frente, tentando a todo custo chegar ao barco antes que este fosse ao mar. 

 

Então, quando finalmente o bastardo encontrou os homens que caçava, estes estavam no meio de uma confusão por espaço no pequeno barco resgate. 

 

— Vocês não vão a qualquer lugar. — Jon disse enquanto observava o líder do grupo empurrar um rapaz para fora do barco. 

 

Jon então não perdeu tempo, correu até os homens. Eles nem mesmo tinham percebido o nortenho, quando este cortou a cabeça de dois com um único golpe. Depois disso, o tumulto só pareceu aumentar. Os gritos de horror tomaram conta do navio. 

 

— Como? — O líder do grupo perguntou confuso ao ver dois de seus homens caírem morto aos seus pés.

— O bastardo! — Continuou quando viu o rei olhando-o. 

— Eu disse que o mataria. — Jon falou furioso. 

— Meu jovem... eu... eu não fiz aquilo por mal... — O homem gaguejou enquanto tentava afastar-se do rei, que pulava para dentro do barco salva-vidas. 

 

As outras pessoas que estavam dentro do pequeno barco, lutava, para sair dali. Correndo de volta ao navio. De toda forma, o rei não se importava com mais ninguém exceto o ruivo gordo a sua frente. A cena lembrava o momento que uma onça está preste a atacar. 

 

— Jon... nós podemos conversar. Eu... — O homem dizia assustado. 

— Seu covarde, filho da puta! — Jon disse enquanto aproximava-se do ruivo. 

— Eu jurei matá-lo. — O rei falou segurando a espada com força.

— Olha... aquilo que eu fiz foi contra uma Targaryen. O pai dela era um tirano. — O líder tentava contornar a situação. 

— O que você fez não tem perdão! — Jon disse antes de socar a cara do sujeito sem piedade. Jon não iria parar tão cedo os golpes, se não fosse seus dedos começarem a sofrer. 

— Eu vou corta-ló em pedaços. — O rei disse segurando o pescoço do homem com força. 

— Me... solt...— O ruivo tentava sair do aperto do nortenho, mas este era bem mais forte e experiente no combate. Além de que, a raiva que o rei apresentava era combustível para qualquer batalha. Logo, Jon sacou a espada colocando-a próximo a boca do homem.

— Quais são suas últimas palavras? — Jon perguntou furiosos.

— Você ca..sou.. com... um..a... puuu..ta. — O homem disse com dificuldade, devido ao sangue que escorria por sua boca.

 

Foi nesse momento que Jon o fez abrir a boca. Jon pressionava a cabeça do homem contra o piso do barco, segurando com os pés enquanto cortava lentamente a língua.

 

— Isso é por você humilha-la. — Jon falou enquanto observava o sofrimento do gordo. O homem emitia guinchos, enquanto o sangue o impossibilitava de respirar. Ele tossia desesperado, recebendo um chute entre as costelas. 

— Isso é por tê-la tocado. — O rei falou antas de cortar a mão direita do homem com um único golpe, fazendo contorcer-se de dor. 

 

A cena era deplorável. Talvez, nem mesmo o Rei do Norte imaginou-se algum dia fazendo isso. O ódio parecia ter tomado conta da mente do nortenho, que não se comovia ao ver o sujeito arfar em sofrimento enquanto era torturado. 

 

— Isso é por tê-la feito chorar! — Concluiu cortando a garganta do ruivo. Já perdera muito tempo com aquele homem. Embora o rei concordasse que o sofrimento do sujeito fora pouco, ele sabia que em breve o navio afundaria. Jon ainda ficou por um tempo vendo o homem sangrando, até que ouviu a voz de Daenerys.

 

— Jon! — A mulher gritava pelo rei de cima do dragão. 

 

O nortenho olhou na direção do som e não pode deixar de admirar a cena: sua rainha, usando nada além de uma camisa masculina e montando um dragão gigantesco. 

 

— Você vai ter que pular! — A mulher dizia mostrando aonde o rei deveria ir.

 

Ela queria que o bastardo fosse até a proa do navio, e saltasse para o dragão. Jon estava parado analisando todas as possibilidades a seguir. De fato, ele teria que fazer conforme orientou a rainha, ou acabaria morrendo afogado.

 

— Anda logo Jon! — Daenerys gritou impaciente.    

 

Para a rainha não era nada fora do normal pular paras as costas de um dragão. Às vezes a mulher esquece que nem todos nasceram com o sonho de voar numa criatura dessas. 

 

O bastardo, então, correu até a proa, e não perdeu tempo de saltar. Suas mãos agarraram no couro quente do animal. Ele tentava superar a dor dos cortes e suspender-se. Daenerys o segurava com dificuldade. Felizmente, Jon conseguiu passar uma perna para cima do dorso da criatura, e antes mesmo que ele pudesse pensar sobre aonde estava sentado, sentiu o vento tocar seu rosto, enquanto o animal tomava altura. 

 

— Você está bem? — A rainha perguntou ao nortenho. 

 

Ele estava sentado um pouco atrás da mulher. Sentia-se tonto devido à altura, e lutava para não mover-se muito, temendo perder o equilíbrio.

 

— Acho que sim. — Jon respondeu sem olhá-la. 

— Venha mais para perto. — A mulher pediu. — Aqui é melhor de manter-se sentado. — Completou mostrando o local. 

 

Jon suspirou um pouco, e logo afastou-se na direção da rainha. Ele encostou o tórax contra as costas da mulher, abraçando-a com um dos braços, fazendo-a sorrir com o gesto. O homem estava todo sujo de sangue, mas para a sua esposa, ele nunca esteve em melhor estado. Ela sentira orgulho de vê-lo honrar seu nome. Admirava a força e coragem do nortenho e, mais que nunca, sentia-se a mais protegida das mulheres. 

 

— Com o tempo, você se acostuma. — Daenerys disse enquanto descansava a cabeça no ombro do rei. 

— Não sei se isso será possível. — O homem falou tenso, sentindo os músculos da criatura moverem-se sob suas pernas.

— Drogon jamais o derrubará. Ele sabe que não quero isso. — A rainha falou acariciando o braço do rei.

— Mesmo assim, acho difícil que seus filhos não pensem em me queimar ou devorar. Me perdoe por isso Daenerys, mas ainda tenho o instinto de sobrevivência. — Jon falou fazendo a mulher gargalhar. 

 

A verdade é que o rei sentia como se o animal estivesse o avaliando. Ou seja, questionando se o homem barbudo que abraçava sua mãe era digno de está fazendo isso.

 

— Eu sei, meu lobo. — Ela disse olhando o perfil do bastardo, arrepiando-se quando sentiu o vento ficar ainda mais forte. 

— Tens frio. — O rei comentou tocando as pernas da mulher. — Essa roupa curta e molhada não 

deve ser confortável. — Disse preocupado. — Pelo menos o dragão é quente. 

— Ele não nos deixará congelar. — Daenerys falou enquanto sentia os braços do homem envolvê-la com mais força.

— Também não deixarei que congele, Dany. — O nortenho disse segurando-a. — Prometo-lhe que não deixarei que qualquer mal aconteça a você.

 

O dragão parece ter compreendido a fala do rei, pois deu um grito forte, sendo seguido pelos irmãos. 

 

— Acho que eles aprovaram esse seu comentário, Jon. — A mulher disse acariciando o rosto do rei. 

— Obrigado por salvá-la, Drogon. — Jon falou sem desviar dos olhos violetas a sua frente. — Terei uma dívida eterna contigo. — Continuou fazendo a mulher suspira.

— Tudo ficará bem daqui para frente. — Daenerys disse sorrindo.

— Sim. A tempestade já passou. — O bastardo disse segurando os cabelos da mulher que estavam uma bagunça devido ao vento. Depois a beijou lentamente, deliciando-se com a sabor doce dos lábios da Targaryen, enquanto sentia seu corpo queimar com as emoções que o invadiam. 

— Vamos para casa, Dany. — Jon disse quando precisou tomar o fôlego. Não perdendo tempo de beija-la novamente. 

 


Notas Finais


Enfim, os dragões chegaram! 👏🏻🙌🏻 Por pouco não ocorreu o pior... desculpa se os fiz sofrer.
O que acharam do capítulo? Gostaram da aparição de Ghost? Como será a reação dos nortenhos ao ver Dany e Jon vivos?

O próximo capítulo: Em casa


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