História Duty and Pride - Capítulo 18


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Jaime Lannister, Jon Snow, Personagens Originais, Petyr Baelish, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Tags Guerra, Jonerys, Romance
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Palavras 5.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, meus amores!

Nem acredito que vocês ainda desejam continuar lendo a fic depois do último capítulo. Eu realmente fiquei preocupada se exagerei na ‘tortura’. Obrigada por todos os comentários de apoio, e me perdoem por demorar a postar a continuação.

Bem, esse capítulo será super leve. Zero de sofrimento. Porém, com diálogos importantes para o decorrer da fic. Espero que consigam pegar as informações escondidas. 😉

Sem mais conversas...

Boa leitura!

Capítulo 18 - Em casa


(Winterfiell)

 

— Acredito que a proposta de casar a senhorita Arya deva está fora de cogitação. — Davos falou com um sorriso irônico. 

 

Ele estava no pátio de Winterfiell. Conversava com Tyrion Lannister, enquanto assistiam a garota Stark derrotar três cavaleiros do Norte num duelo de espadas.

 

— Ela parece ser mais útil liderando o exército que como uma senhora esposa. — Tyrion respondeu sorrindo. 

— Verdade. Não se pode negar que a garota sabe usar uma espada. — Davos falou gargalhando.

— Além do mais, imagino que o noivo teria ameaça de morte logo na primeira noite juntos. Não consigo pensar que homem teria coragem de tentar algo entre as pernas daquela garota Stark. Eddard Stark soube educar bem os filhos. — Tyrion comentou avaliando as expressões dos soldados que assistiam a disputa no pátio. Os que não estavam chocados, certamente pareciam assustados com a força de alguém tão pequena como Arya Stark. Na verdade, nem todos estavam dessa forma. Um certo cavaleiro parecia muito encantado com a habilidade da garota.

— Bem... talvez aquele ali. — Tyrion disse apontando o jovem ferreiro. 

 

Gendry estava sentado entre outros homens, e não escondia a animação ao ver Arya dar uma verdadeira surra em três grandes soldados. 

 

— O bastardo de Baratheon? — Davos falou descrente. — Eles se conheciam do passado. É por isso que possuem essa amizade. — O cavaleiro explicou.

— Ah... claro. — Tyrion falou num suspiro, observando quando Arya dizia algo a Gendry que fez toda a plateia rir. 

— Gendry não tem qualquer conhecimento de uso da espada. Seria uma união, no mínimo, ridícula. — Davos falou sorrindo.

— Com uma mulher daquela, quem é que precisa saber lutar? — O anão disse sarcástico. 

— Você às vezes ultrapassa o limite do absurdo, Tyrion. — Davos falou sorrindo.

— Apenas preciso formar um novo rei e rainha, Davos. Acredito que Arya seria uma excelente rainha para Westeros, desde, claro, com o homem correto ao seu lado. — O Lannister falou pensativo.

— Você realmente está pensando em casar a senhorita Stark? — O cavaleiro perguntou confuso. — Deves ser suicida. 

— Acredito que Sansa não aceitará deixar Winterfiell. Além disso, aquela garota já passou por desastrosos casamentos. Um deles eu fui o noivo. Imagine que experiência agradável. — Tyrion disse irônico. 

— Então você acha que o melhor seria Arya? — Davos perguntou interessado.

— Sim. Ela é uma garota inteligente e muito corajosa. Seria perfeita para ter o título de rainha. — Tyrion falou sério.

— Isso é impossível. Ela jamais casará. Principalmente, se for algo de um plano político. — O cavaleiro disse observando a garota.

— Ela aceitará casar, desde que com alguém que ela queira. — O anão falou confiante. Depois, olhou na direção de Davos, que ainda achava toda aquela conversa um absurdo. 

— Como o jovem bastardo chegou aqui em Winterfiell? — Tyrion perguntou deixando Davos ainda mais confuso.

— Qual o seu interesse em Gendry? — O cavaleiro disse tenso.

— Eu apenas tenho curiosidade em saber como ele escapou de minha irmãzinha. — O anão sorriu e logo continuou. — Mas claro que....

 

Tyrion iria comentar sobre a possibilidade de dar a Gendry o trono de ferro, afinal era o descendente do antigo rei. Talvez, a maior ameaça à Cersei depois de Daenerys. Contudo, ouviu um barulho forte cortar o céu, e logo surgirem três dragões voando. Porém, a surpresa veio quando o anão percebeu que pessoas montavam um dos dragões.

 

— Não pode ser! — Davos disse em choque.

 

Os conselheiros não conseguiam decifrar se a imagem a sua frente não passava de uma ilusão. Eles estavam vendo o rei e rainha descerem do dragão negro. A criatura parou há cerca de 20 metros de onde ocorria a brincadeira entre os soldados. 

 

Daenerys foi a primeira a descer do animal. Jon veio logo atrás da rainha. Apesar das dores que o homem sentia por todo o corpo, ele mostrou agilidade em sair de Drogon, mantendo-se ereto quando enfim tocou o chão. 

 

Eles voaram por quase 1 dia. Ambos, resistiram ao frio, fome, câimbras e sede com bravura. A rainha não conseguia imaginar que seu dragão suportasse tamanha jornada. A criatura não diminuiu o ritmo por nenhum momento. 

 

— Nós conseguimos! — Jon falou segurando a mulher em seus braços. Ele sentia os joelhos tremerem um pouco, provavelmente por ficar tanto tempo na mesma posição.

— Sim... conseguimos! — Daenerys disse também com um abraço. 

 

Jon não sabe se sentiu felicidade maior que a desse momento. O homem poderia cantar se fosse solicitado. E não podia ser diferente. Ele só acaboi de voltar para casa depois de passar por um verdadeiro inferno. Quem, em plena consciência, não estaria a ponto de explodir de alegria depois do que este jovem rei passou?

Quanto a rainha, está também sentia-se em euforia. Primeiro por ter conseguido sair viva daquele barco; segundo, por ver o grande sorriso no rosto do bastardo; e finalmente, por voltar a sua vida de antes, aonde estava pronta a tornar-se a rainha de Westeros e tomar seu lugar de direito no trono.

 

— Puta merda... eu bebi demais. — Tyrion falou limpando os olhos.

— Você também está vendo isso? — Davos falou confuso, tremendo um pouco quando apontou na direção do casal.

 

De fato, alguém poderia contestar se aquele casal era realmente Jon Snow e Daenerys Targaryen. 

Afinal, ambos perderam peso e estavam bem bronzeados do tempo que viveram nas ilhas de Verão. Todavia, o que mais impressionou os conselheiros foi, sem dúvida, ver a rainha abraçada ao bastardo, enquanto usava nada além de uma camiseta preta que pouco cobria suas coxas. O casal sorria enquanto mantinha o corpo unido num forte abraço. Era como se estivessem numa bolha, pois eles apenas enxergavam um ao outro.

 

— Estes são... — Davos falou impressionado.

— JON! — Arya gritou antes de largar a espada de madeira no chão. A garota correu na direção do bastardo, nem se importando com o fato de haver um dragão gigante logo nas costas do rei.

 

Jon desviou o rosto de Daenerys e viu sua irmã correndo. Ele mal tinha soltado a rainha, quando Arya se jogou em seus braços. O homem quase caiu com o impulso da garota, mas conseguiu manter o equilíbrio apesar da dor aguda que o atingiu nas costelas.

 

— Eu sabia que você não tinha morrido. Eles não acreditavam... eu sabia que os dragões iriam buscá-lo. — A garota disse desesperada, enquanto abraçava o bastardo com força.

— Arya... eu... — Jon deu um suspiro de dor, fazendo a garota olhá-lo aflita.

— O que foi isso em seu rosto? Você está todo sujo. Quem fez isso a você? Aonde você esteve? — Ela perguntava tudo de uma vez.

— Arya, eu também estou feliz de encontrá-la. — O bastardo disse sorrindo, tentando mudar o foco de seus ferimentos. — Não teve um dia que não pensei em voltar. — Ele disse cansado, depois olhou na direção da rainha, que sorriu em resposta.

— Sansa vai enlouquecer quando ver você vivo. Eu sempre falava que você iria voltar, mas ela preferia acreditar em sua morte. — A garota falou fazendo o rei olhá-la com carinho.

— Espero que vocês duas não tenham se envolvido em brigas. — O bastardo falou brincando com o cabelo da garota. 

— Impossível, Jon. — Arya disse empolgada, não perdendo tempo em abraçar o irmão novamente. — Eu te amo tanto, meu irmão. Senti um desespero tão grande quando me disseram que havias morrido. — Ela disse enquanto o bastardo a beijava na testa. 

— Eu também te amo. — O rei disse calmo e continuou. — Cadê Sansa e Bran? Quero muito abraçá-los.

— Estão lá dentro. — A garota disse apontando o castelo. — Ei... você ainda não me explicou como ganhou esses ferimentos no rosto. Também quero saber aonde você estava todo esse tempo. Por que não veio antes?

 

Daenerys havia se afastado dos irmãos, percebera que tratava-se de um momento íntimo. Preferiu conversar em valiriano com seus dragões — sua única família. Agradecia pela bravura dos animais, e por eles não a esquecerem. Sabia que se não fosse por eles poderia está morta neste momento. Ou talvez sendo violentada várias vezes no dia, enquanto Jon Snow tinha os ossos quebrados por surras.

 

Meus filhos, obrigada por estarem comigo. — A mulher disse em pensamentos. 

 

— Arya, responderei todas as suas perguntas mais tarde. — Jon falou quando percebeu a expressão triste no rosto da esposa. A rainha acariciava o dragão maior e mantinha os olhos vedados. Quem não a conhecesse poderia pensar que a mulher estava fazendo alguma oração. 

— Agora, eu e Daenerys precisamos entrar. — O rei disse sem desviar do rosto da Targaryen.

— Sim... — A garota respondeu olhando pela primeira vez para a rainha.

 

A Stark percebeu que Daenerys estava quase nua no clima muito frio de Winterfiell. Viu também os cortes nas pernas da mulher e que não havia qualquer calçado para protegê-la. A mulher não lembrava em nada a rainha que casou com seu irmão. A targaryen parecia mais uma garotinha indefesa, que acabou de perder todos os bens e familiares. 

 

— Daenerys? — Jon falou aproximando-se da esposa.

 

Ela olhou-o com um sorriso triste, depois sussurrou algo a Drogon fazendo-o voltar a voar com os irmãos. 

 

— Vamos? — O rei disse mostrando uma mão a rainha. 

— Sim,  vamos. — A mulher respondeu aceitando a oferta do bastardo . 

— Você está bem? — Jon perguntou preocupado.

— Eu... estou sim. — Mentiu.

A mulher não queria dizer que sentia-se triste por não ter irmãos para recebê-la. A sensação de que estava sozinha novamente pairava sobre sua mente. Sabia que Jon desenvolvera alguma ligação com ela, mas não seria ingênua em pensar que o homem a considerava em nível comparável aos seus irmãos.  Além disso, a rainha temia que todo o relacionamento dos dois mudasse depois que os problemas do reino os atingisse novamente. 

— Certo. — Jon respondeu com um aceno da cabeça, embora tenha feito uma nota mental de questiona-la mais tarde sobre o que estava acontecendo. — Então, vamos entrar. Não sei como você ainda não congelou aqui fora. 

— É bom vê-la viva, vossa graça. — Arya falou com respeito, aproximando-se da rainha.

— Obrigada, Arya. Também fico feliz em vê-la. — Daenerys disse sem soltar o braço de Jon.

— Espero que seus irmãos estejam bem. —  A rainha falou tentando parecer sociável. Ela nunca conversara com a garota. Jon não conseguia conter o sorriso em ver sua irmã e esposa falarem amigavelmente. 

— Eles estão sim, vossa graça. — A garota disse tímida. Não sabia o motivo, mas sentia invadir a intimidade do irmão.

 

Arya abaixou a vista, evitando olhar a forma que Jon sorria para Daenerys. Então, ela viu quando o bastardo acariciou levemente a mão da rainha. Era um gesto pequeno, mas que não podia deixar de mostrar carinho. 

 

— Jon! — Davos apareceu com os braços abertos. O cavaleiro estava emocionado, e não esperou qualquer reação do rei antes de puxa-lo para um forte abraço. 

— Senhor Davos. — Jon respondeu num suspiro. 

— Os deuses ouviram meus pedidos. — O homem mais velho falou fitando o rosto do jovem. — O trouxe da morte pela segunda vez. 

— É. — Jon falou com um sorriso tímido. — Talvez, os deuses possam ser chamados de dragões. — Continuou piscando para Daenerys, que apenas deu um sorriso leve.

— Vossa graça também me deixa feliz em vê-la. — Davos falou a mulher de cabelos platinados.

 

A rainha ia responder mas foi interrompida pelo barulho de passos apressados. Era Tyrion Lannister correndo para ficar próximo de onde os monarcas estavam.

 

— Eu não tenho palavras para dizer a emoção que sinto neste momento. — Tyrion falou olhando Daenerys da cabeça aos pés. 

— Minha rainha, eu sofri demais pensando que havias morrido. Sinto-me o mais feliz dos servos ao vê-la salva. — O anão disse ajoelhado aos pés de Daenerys.

— Levante-se Tyrion. — A mulher falou sorrindo. Sabia que o anão devia está fazendo esse show por causa do fracasso de seu plano de combate.

— Vá direto ao ponto. — Daenerys disse afastando-se do rei.

— Me perdoa, senhora. Eu deveria ter repensado sobre aquele plano. Eu fui tolo. Se quiseres me julgar por tamanha incompetência, entenderei. — O anão disse nervoso.

— Tyrion, me poupe de suas lamentações. — Daenerys disse sorrindo. Jon Snow aproximou-se da esposa, colocando um braço em sua cintura.

— Eu sempre soube que você era incompetente Tyrion. — O rei falou sério. — Espero que da próxima vez não nos mate, de fato. 

— Jon... — Daenerys disse olhando para o marido. Ela pedia paciência ao rei, que acabou por suspirar derrotado. 

 

Arya e Davos perceberam a troca de olhares entre o casal. Era como se eles se comunicassem sem palavras. 

 

Interessante. — Pensou o cavaleiro de cebolas avaliando o novo grau de relacionamento do casal. 

 

— Eu... eu sinto muito por isso. — Tyrion respondeu não menos tenso. Ele sabia que Jon Snow podia ser bem sanguinário quando desejava. O anão iria propor novos argumentos em sua defesa, mas não resistiu a sorrir quando viu a mão do bastardo na cintura de Daenerys.

— Pelo menos parece que aquele problema das núpcias foi resolvido. Às vezes um tempo longe pode ser uma excelente lua-de-mel. — O anão disse irônico, fazendo o rei corar e exalar alto.

 

Arya teve que segurar a vontade de gargalhar da expressão sofrida que o irmão fez. Era como se ele tivesse sido pego furtando comida da dispensa. 

 

— Tyrion... — Daenerys falou séria. — Não sei se você percebeu, mas eu e Jon Snow estamos precisando entrar na fortaleza. — Concluiu firme.

— Vossa graça... eu.. — O anão falou nervoso. Conhecia muito bem a rainha para perceber quando estava estressada.

— Saia da frente Tyrion. — Daenerys disse séria.

— Claro... me perdoem.... — O Lannister gaguejou, permitindo que os monarcas andassem até à fortaleza.

 

Quando o casal enfim chegou ao salão principal já havia uma comitiva de lordes, soldados e empregados aguardando-os. Todos pareciam ter perdido a fala, ou simplesmente não tinham coragem de dizer qualquer coisa. Observavam o rei e a rainha da cabeça aos pés. Não conseguia compreender como eles podiam está vivos e ninguém ali ter notícias deles antes. 

Jon olhava as pessoas esperando ver o rosto de seus irmãos, mas o que encontrava eram homens suspirando enquanto avaliavam as pernas da rainha. O nortenho observou que Daenerys estava desconfortável com tantas pessoas fitando-a, e não conteve a vontade de explodir maldições a todos os senhores naquele salão. Por muito pouco o lobo branco não usou sua espada para cortar a cabeça de qualquer um que babava pela rainha.

 

Vermes infelizes. — Pensou o rei observando alguns homens cochicharem. Todavia, o silêncio não durou muito tempo.

 

— Tragam um agasalho para a rainha! — Jon gritou olhando as pessoas ao redor.

 

Os trabalhadores da fortaleza estavam em choque encarando os monarcas. Não sabiam se estavam mais impressionados com o grito do rei, ou se por ter uma mulher seminua no meio do salão de Winterfiell. 

 

— Vocês não me ouviram?! — Jon falou firme, fazendo os criados de moverem em desespero. — Espero que sejam rápidos! — Concluiu enfurecido.

— Isso será interessante. — Tyrion sussurrou a Davos, que concordou com um sorriso.

— Senhora, pode usar a minha capa. — Um dos soldados falou aproximando-se da rainha. O homem estava entre o grupo que lutava no pátio. Ele já estava há poucos passos da Targaryen, quando sentiu o rei impedi-lo. 

— Obrigado, soldado. Seu gesto não ficará esquecido. Porém, deves tratá-la como sua rainha, usando o título correto. — Jon disse firme, enquanto esperava o homem entregar-lhe a capa.

— Eu... me perdoe... vossa graça. — O soldado disse ajoelhando-se, enquanto oferecia o tecido. 

— Que isso seja aviso a todos aqui. Daenerys é a rainha! Não permitirei qualquer um olhando-a como uma senhora qualquer. — O rei falou encarando os lordes presentes. — Ela merece o respeito de todos aqui! 

 

A mulher não podia ter mostrado sorriso maior. Ela não conseguiria explicar a emoção que foi ver Jon Snow reconhecê-la como rainha diante dos nortenhos. Sem falar na cena de ciúmes que o homem orquestrou, chamando atenção de qualquer um ali presente.

 

O que aconteceu com você, Jon? — Arya pensou abismada. A garota não imaginaria jamais ver seu irmão defendendo a rainha Targaryen dessa forma. 

 

— Muito obrigada, soldado. — Daenerys disse ficando ao lado de Jon. O rapaz a fitou envergonhado. Talvez porque tentava desviar os olhos das pernas desnudas da rainha.

— Eu posso saber seu nome? — Ela perguntou ao soldado enquanto segurava o braço do rei.  

— Sim, vossa graça. Meu nome é Philip. Acompanho a casa Mormont. — O soldado disse sério.

— Mormont... — Daenerys disse pensativa. Depois continuou com a voz triste:

— Prazer em conhecê-lo, senhor. Lembrou-me um grande amigo que, infelizmente, morreu na última jornada que fizemos. — A rainha falou com um sorriso triste. Jon a olhava sem mostrar qualquer emoção. O bastardo sabia que Daenerys referia-se  a Jorah, homem que salvou a Targaryen da morte. 

— Prometo devolver sua capa logo quando possível. — A mulher falou recebendo o tecido. 

— A senh...vossa graça pode ficar. Eu... tenho outras. — O rapaz falou galante para a mulher. 

— De toda forma, devolveremos a capa. — Jon cortou sério. O bastardo não compreendia porquê, mas sentiu um nervosismo repentino com a forma que o jovem olhava sua esposa. 

— Sim, claro. Perdão, vossa graça. — O soldado respondeu tenso. 

— O soldado está dispensado. — Jon disse fazendo o rapaz levantar-se rapidamente e voltar para o lugar de antes.

 

Daenerys olhou o rei com uma expressão confusa. A mulher queria perguntar o motivo para Jon tratar o soldado de forma tão arrogante, mas se viu sorrindo quando sentiu o bastardo prendendo a capa em suas costas na frente de quase todos de Winterfiell.

 

— Cubra-se. — Jon disse baixinho ao ouvido da mulher. — Estão comendo-a com os olhos. — Explicou num sussurro. 

— Eu... — Daenerys disse sorrindo, antes de enrolar-se no tecido. Ela não queria fazer uma confusão com o marido na frente de toda aquela gente. Sem falar que, de fato, estava muito frio para manter-se quase nua. 

 

Jon tinha uma mão sempre nas costas da mulher, que mantinha o ombro próximo ao braço do rei. Não precisava ser especialista em linguagem corporal para concluir quão ligado o casal estava. Qualquer um que correu para o salão na expectativa de verificar a boa nova, ficou impressionado não apenas por encontrar os monarcas vivos, mas por vê-los agir tão diferente.

 

— Temos muitos assuntos a discutir, majestades. — Tyrion falou fazendo o bastardo desviar o olhar de Daenerys para fita-lo com interesse. O anão precisava desviar a atenção dos lordes daquela cena íntima dos monarcas, afinal, não era comum um casal de Westeros ficar se tocando tão frequentemente. 

— Mas... pode ser adiado para amanhã. — O cavaleiro de cebolas interrompeu o anão, não conseguindo conter o sorriso ao perceber o alívio no rosto da rainha.

— Certamente, temos muito o que discutir. Afinal, eu e Daenerys fomos vítimas de traição. — Jon falou sério, subitamente recordando o papel de rei do Norte.

— Contudo, estamos cansados e precisamos nos restabelecer antes de tratarmos de qualquer assunto político. — Daenerys falou no mesmo tom usado pelo marido, fazendo-o olhá-la confuso.

— Certos temas não podem ser adiados. Por exemplo, eu sei quem nos traiu, Daenerys. — O rei disse insistindo no assunto. 

— Quanto a isso não se preocupe, meu rei. — Davos falou sorrindo.

— Como assim? — Jon falou confuso.

— Eu e Sansa resolvemos isso. — Arya falou tranquila. — Petyr Bealish está morto. 

— Como? — O bastardo não sabia se sorria ou se ficava impressionado.

— Eu disse que temos muito o que conversar. Você também deve explicar aonde conseguiu esses cortes, e por onde esteve. — Arya falou atrevida.

— É... — Jon suspirou e deu uma olhada em Daenerys. A mulher estava impaciente. De fato, este não era momento de explicar tudo o que aconteceu com os dois. — Eu prefiro deixar os assuntos para amanhã. Agora, preciso descansar e comer algo. 

— Descansar? Hoje, precisamos comemorar! — Um dos lordes gritou fazendo os homens ao redor vibrarem.

— Pensando bem.... acho justo não discutirmos assuntos políticos. — Tyrion falou animado. — Cadê o vinho?

— Sim... podem festejar. — Daenerys falou sorrindo. — Infelizmente, não os acompanharei. — Completou cansada.

 

A rainha olhou na direção de Jon aguardando que ele a seguisse, porém perdeu a atenção ao ouvir a voz de sua amiga.

 

— Mhysa! Mhysa! — A morena dizia emocionada.

 

Daenerys não conseguiu conter-se, correndo para o encontro da amiga. Ao lado da morena estava Verme Cinzento, que, embora não estivesse totalmente recuperado dos ferimentos e envenenamento, não pensou duas vezes em sair do quarto quando lhes disseram que os dragões trouxeram sua rainha viva. 

 

— Missi! — A rainha disse quando abraçou a amiga. 

— Minha rainha. — Verme Cinzento falou antes de abraçar a Targaryen.

— Que bom vê-los, meus amigos. Senti tanta falta dos dois. — A mulher disse acariciando o rosto do casal. — Fiquei preocupada com você meu comandante. — Daenerys disse avaliando o Imaculado. 

— Eu estou bem, minha rainha. — Verme Cinzento disse sorrindo.

— Minha rainha, saber sobre sua morte foi quase como matar-me junto. Não consigo expressar a dor que senti ao saber que não a veria mais. — Missandei falou emocionada. 

— Estou aqui, minha querida. — Daenerys disse puxando a amiga para um outro abraço. 

Jon, que olhava sua esposa abraçar-se aos fiéis assistentes, não deixou de ir falar com o comandante dos Imaculados. Pensará que o homem estava morte e estava, realmente, aliviado em ver o cavaleiro.

— Fico feliz em vê-lo vivo comandante. — Jon disse apertando a mão de Verme Cinzento.

— Digo o mesmo ao senhor, meu rei. — O Imaculado falou com sinceridade. 

— Obrigada por cuidar de minha rainha, senhor Jon Snow. — Missandei disse emocionada. 

— Não me agradeça por nada, senhorita. Fiz apenas minha obrigação. — O rei disse olhando a esposa com um sorriso. Depois começou uma conversa com o comandante, verificando quantos outros soldados estavam vivos depois da jornada. 

— Mas... Mhysa, por onde andastes? Sua pele está tão queimada e seus cabelos... — A morena falou avaliando a rainha.

— Eu conto tudo depois, querida. — Daenerys falou feliz.

— Sim... eu vou preparar um banho para a senhora. E... algo para comer...— A morena falou nervosa. Provavelmente pensando em quais comidas seriam melhores para uma rainha que voltou da morte. 

— Obrigada por ser sempre tão atenciosa, minha amiga. — A Targaryen falou abraçando a morena. 

— Prepararei um banho para dois, senhora. E levarei o melhor vinho para o quarto. — Missandei sussurrou ao ouvido da rainha em um dos muitos idiomas que falavam. 

— Sim... obrigada. — Daenerys respondeu em meio a sorrisos. 

 

Ja tinha algum tempo que o rei não prestava atenção a conversa das mulheres, pois alguns lordes aproximaram-se para dar as boas vindas. Não percebeu a forma que a rainha sorria e corava. 

Logo, o salão fora tomado por bebidas e o som de homens gritando. Os lordes estavam eufóricos, pois tinham seu rei de volta. Acreditavam ser sinal dos deuses para a vitória do Norte contra Cersei. Jon, embora estivesse exausto, não conseguiu resistir a ficar um pouco mais no salão e abraçar cada companheiro que encontrou no caminho. Mas, a vibração sem dúvida foi maior quando o nortenho viu o amigo selvagem.

 

— Seu bastardo de sorte! — Tormund disse antes de dar uma batidas nas costas no rei.

— Tormund! — Jon falou quando viu o ruivo. — Por um momento pensei que tivesse morrido. 

— Eu não sou tão burro. — O selvagem falou tirando gargalhadas do rei. Depois perguntou:

— Por onde andou se escondendo? Se queria alguns dias longe de Winterfiell para trepar com sua rainha, não precisava arquitetar sua morte.

— As vezes penso que você não é desse mundo, Tormund. — Jon falou num suspiro. 

— Então quer dizer que você ainda não conseguiu montar aquele dragão? — O ruivo disse apontando a rainha. A mulher conversava com Verme Cinzento e Tyrion um pouco afastada de Jon.

— Vá a merda Tormund. — Jon disse sérios ao homem, que não conseguiu parar de gargalhar.

— Ei... estou só brincando com você. — O selvagem disse sorrindo e puxando o bastardo para um abraço. — Você nos deu um susto. 

— Me perdoe por isso. — Jon falou irônico. 

— Só não vá morrer da próxima vez. Não sei se seus deuses vão cansar de salvá-lo. — O homem respondeu brincando.

— Jon! Jon! — Sansa gritou fazendo o irmão olhar na direção da voz. Ela vinha acompanhada de Brienne e Bran. 

— Vá abraçar os outros Lobos. — Tormund disse dando umas tapas no ombro do rei. Jon sorriu para o amigo e não perdeu tempo em correr até os irmãos. 

— Pelos deuses, é muito bom ver vocês! — Jon disse quando estava perto dos Stark.

— Arya dizia que estavas vivo. Eu... eu não conseguia acreditar. — Sansa falou abraçando o rei com força. — Foi tão difícil. Tão difícil. — A ruiva dizia sem soltar o bastardo.

— Sansa... vai acabar quebrando Jon. — Arya falou sorrindo.

— O que? — A ruiva falou soltando o irmão.

— Ele está todo machucado. Parece ter levado uma surra daquelas. — Arya comentou com sarcasmo.

— Eu estou bem. — Jon disse agachando-se para olhar Bran. 

— Como foi a viagem, Jon? — O garoto perguntou com um sorriso.

— Difícil. Não nasci para voar. — O rei disse brincando com os cabelos do caçula.

— As vezes é só questão de costume. Você ainda mudará de ideia. — Bran falou sério.

— Que? — Jon perguntou confuso.

— Depois conversamos. — O garoto falou com um sorriso.

— É bom vê-lo majestade. — Brienne disse com um aceno de cabeça. 

— Obrigado por cuidar de meus irmãos, Brienne. Serei eternamente grato a você. — Jon disse sério.

— Eu não precisei cuidar muito deles. Eles sabem se virar. — A mulher falou sorrindo.

— Com certeza. — Arya falou animada.

— Boa tarde a todos. — Daenerys disse aproximando-se dos Stark. 

— É bom vê-la majestade. — Sansa falou com respeito. 

— Também preciso dizer o mesmo a vocês. — A rainha falou olhando para Sansa e Bran. — Passamos por um verdadeiro inferno, mas agora estamos bem.

— Sim, é verdade. — Jon confirmou indo até Daenerys.

— Era parte do destino de vocês. Isso tinha que acontecer, infelizmente. Porém, tudo há um propósito e um lado positivo. — O garoto falou fazendo a rainha olhá-lo com curiosidade.

— De fato, mesmo nesses dias difíceis tivemos nossos ganhos. — Daenerys falou pensativa. 

— Certamente. — Sansa falou observando a forma que Jon segurava a mão da rainha. 

— Bem... me perdoem, mas preciso retirar-me. Vim aqui me despedir de vocês. Preciso comer algo. Quase nem sinto meus dedos, por está por tanto tempo no frio. — A rainha disse mostrando seus pequenos pés descalços.

— Eu a acompanharei. — Jon falou sério. 

 

As duas garotas Stark trocaram um olhar cúmplice. Tentavam compreender como ocorrera uma mudança tão grande no relacionamento dos monarcas. 

 

— Não precisa. — Daenerys disse colocando uma mão no peito do homem. — Aproveite um pouco mais de sua família.

— Mas, por favor, não vá sozinha. — Jon disse nervoso, olhando ao redor. 

— Eu acompanho a rainha, majestade. — Brienne disse séria. 

— Obrigado por isso, Brienne. — O rei falou firme. Depois ficou em silêncio enquanto  por um tempo observava a esposa andar entre as pessoas do salão. 

 

Jon tentava disfarçar sua preocupação, mas já havia mexido no cabelo três vezes só enquanto via a rainha afastar-se. Ele temia que algo ruim acontecesse a mulher. Afinal, não confiava completamente nos homens daquele castelo, principalmente aqueles que não a consideravam rainha. Embora sentisse falta de seus irmãos, seu coração clamava por saber se Daenerys estava segura.

 

— Céus... ela não vai quebrar. — Arya disse estressada. 

— O quê? — Jon disse voltando a olhar seus irmãos.

— Você age como se Daenerys fosse quebrar a qualquer momento. — Arya explicou.

— Eu não estou fazendo nada. — Jon disse confuso.

— Me desculpe Jon, mas tenho que concordar com Arya. — Sansa falou sorrindo, aumentando a confusão no rosto do bastardo.

— Você parece um boboca estressado porque a rainha saiu do contato de suas mãos. — Arya falou cansada.

— Verdade. — Sansa confirmou.

— As duas estão vendo coisas demais. — O rei falou nervoso.

— Você está muito fora do seu normal. Achamos estranho. — Sansa falou calma. 

— Estranho? — O bastardo perguntou descrente. — Eu apenas estou cansado e com fome. Estava há não sei quantos dias no fim do mundo. Não me culpem se estou diferente. — Concluiu.

— Meninas, por favor, Jon não está fazendo nada demais. Preocupar-se com os familiares não é algo de outro mundo. — Bran falou sem emoção.

 

O rei fitou o garoto em agradecimento. De fato, ele não podia ser julgado por preocupar-se com Daenerys. Ela é sua esposa. É dever do marido cuidar da esposa, independente do sobrenome dela.

 

 

— Nós não estamos recriminando-o por nada.... — Arya disse um pouco nervosa.

— Vá atrás de Daenerys, Jon. Vocês precisam um do outro. — O garoto disse cortando a irmã. 

— Não... — Jon tentou dizer que preferia ficar com os irmãos. Mas havia uma voz insistindo para ele verificar como estava a rainha. — Eu vou sim! — Falou firme.

— Pronto... agora ele vai passar todo tempo olhando aquela mulher. Se eu não o conhecesse diria está enfeitiçado. — Arya disse irônica. O bastardo apenas deu um suspiro. Não estava com cabeça para lidar com as implicâncias da irmã.

— Arya, por favor, pare com isso. — Sansa disse séria. — Jon sabe o que está fazendo. Respeite os sentimentos dele. — Completou fazendo a Stark mais nova fechar a cara.

— Eu realmente preciso ir. — O rei disse um pouco mais calmo. — Depois conversamos. — Concluiu, despedindo-se.

 

O rei falou com alguns dos lordes antes de deixar o salão. Prometeu retornar para aproveitar a festa com os homens. Talvez depois de tirar todo o sangue de sua pele e controlar seu estômago, Jon pudesse raciocinar um pouco como os nortenhos e comemorar o retorno a Winterfiell. Não era esse o desejo do nortenho? 

 

De fato, meu caro leitor, você deve saber que o desejo desse jovem rei passou bem longe de está com um bando de bêbados do Norte. O que Jon Snow deseja é, sem dúvida, concluir o dia ao lado da sua belíssima rainha. Nada o deixaria mais realizado que ter seus braços ao redor do corpo da Targaryen, enquanto a escuta canta falar em valiriano.

 

— Missandei. — Jon disse ao encontrar a morena saindo do quarto aonde Daenerys deveria está.

— Ela o aguarda, majestade. — Missandei respondeu com um sorriso.

 

Quando Jon Snow abriu a porta do quarto, foi recebido pelo aroma inconfundível de flores. Estava quente ali dentro, apesar do clima congelante de Winterfiell. Olhou ao redor e viu algo que jamais imaginou: Daenerys ajoelhada numa espécie de banheira, enquanto conversava com Ghost. Ela estava de costas para o rei, mas como o lobo agitou-se, logo a mulher estava voltando-se na direção de Jon Snow.

 

— Vejo que você já veio mostra-se, garoto. — O rei disse acariciando o lobo gigante. — Sempre curioso. — Falou quando recebeu uma lambida no rosto.

— Ei, não precisa me bajular. Eu sei que ela não é seu tipo. — Jon disse brincando, fazendo a rainha rir.

— Claro... você também é meu amigo e jamais se exibiria para minha esposa. — O bastardo continuou brincando.

— Venha aqui, Jon. — Daenerys chamou da banheira. 

— Como você está? — O rei perguntou enquanto sentava-se uma cadeira próximo a mulher. Ghost desistiu de receber atenção do bastardo e foi deitar-se próxima à lareira. Havia uma mesa com pratos e talheres, o que Jon previu tratar-se de uma refeição preparada para Daenerys.

— Melhor agora. — A mulher disse sorrindo. — Tem um pouco de sopa neste prato. É para você. 

— Você não vai comer? — O rei perguntou.

— A primeira coisa que Missandei fez quando me viu entrar neste quarto, foi fazer-me tomar todo o caldo e comer dois pães. — A  mulher falou revirando os olhos. — As vezes minha amiga exagera nos cuidados. 

— Ainda bem que ela existe, então. — Jon disse relaxado. 

— Agora eu que obrigarei o senhor a comer. — Daenerys disse, fazendo o rei olhar o caldo. — Coma tudo.

— Sim, senhora. — Jon disse sorrindo.

 

Estava com um cheiro muito bom. Era uma sopa de carne e legumes. Jon não perdeu tempo em tomar um pouco do caldo. Sentia-se um pouco desconfortável em está sendo observado enquanto comia. Eles estavam em silêncio. Os únicos sons eram os dos talheres no prato.

 

— Você vai ficar me olhando? — O rei perguntou sem fitar a rainha.

— Não gostas? — Daenerys falou confusa.

— Faz-me lembrar a época em que eu comia com os soldados, pois a Sra. Stark odiava minha presença. Ela ficava observando-me de longe. Não queria que eu comesse o mesmo que os membros da família. — Jon comentou enquanto mastigava um pão.

— Me perdoe. — A rainha disse com honestidade.  — Sinto muito por essa mulher tratá-lo dessa forma.

— Você não tem culpa de nada. — O rei falou calmo. — Isso é passado. Viví coisas piores que ser observado enquanto como. — Continuou sorrindo.

— Imagino que sim. Você parece ter uma tendência a entrar em situações de perigo. — A mulher falou irônica.

— Uma de minhas qualidades, vossa graça. — Jon brincou enquanto terminava de tomar a sopa. 

 

O nortenho bebeu um pouco do vinho enquanto comia os pães. Ele se deliciava com a imagem de Daenerys nua enquanto acariciava os pelos de Ghost, que logo resolveu voltar para perto dos monarcas. 

 

— Você vai aonde? — A rainha perguntou confusa ao ver Jon andar pelo quarto.

— Tirar esses sapatos e... — Disse mostrando as botas. 

— Não vai banhar-se? — A mulher falou tímida. — Não sei se você percebeu, mas aqui cabe duas pessoas.

— Claro... — O rei deu um sorriso torto. — Vou acompanhá-la.

— Então porque demora tanto? — A Targaryen perguntou em tom de brincadeira, fazendo o rei sorrir ao passo que livrava-se de suas roupas.

 

Em poucos minutos Jon estava nu, e pedindo que Ghost voltasse para a lareira, ou saísse do quarto.

 

— Você já viu isso aqui? — A rainha perguntou preocupada. Ela logo estava fora da água e indo até o rei.

— O que? — Jon falou confuso.

— Você não viu essa mancha? Está roxo, Jon. — A mulher disse tocando o local com cuidado. Era na lateral do tórax. 

— Ah.. — O rei suspirou um pouco. 

— Vou chamar o Mestre imediatamente! — A rainha disse exaltada.

— Eu estou bem. Foi só uma pancada. — O homem disse tentando acalma-la.

— Mas está muito feio. Você pode ter quebrado um osso... — Ela falava nervosa. 

— Ei... — Jon falou abraçando-a. — Estou bem. — Disse acariciando os cabelos da mulher. — Vamos tomar banho. — Falou puxando-a na direção da banheira. 

— Fico preocupada com esses seus ferimentos. — A mulher disse quando entraram na banheira. — Você levou uma pancada forte na cabeça. Seus dedos estão quase todos cortados. — Disse segurando a mão do nortenho. — E ainda teve aquele maldito torneio...

— Não aconteceu nada. Por favor, esqueça. — O rei disse molhando o rosto e cabelo na água. Ele tinha sangue grudado no couro cabeludo, rosto e quase todo o corpo. Quando ia começar a esfregar a cabeça, sentiu a mão da rainha detê-lo.

— Eu quero fazer isso. — A mulher explicou uma vez que percebeu a confusão no homem. 

 

A Mãe dos Dragões colocou na esponja um pouco da essência que usa em seu corpo. Depois,  começou a esfregar as costas do homem. Ela fazia movimentos delicados, temendo machucar o bastardo. Em seguida, passou para o tórax, abdome e braços do rei. Seguia todo o tempo em silêncio. Então, quando começou a trabalhar nos cortes que haviam nos punhos e dedos do nortenho, a mulher suspirou.

 

— Cheguei a pensar que morrerias naquele navio. — Daenerys disse com a voz quebrada.

— Me desculpe. — Jon falou levantando o rosto da mulher para encara-lo. 

— Pare de se desculpar. Aquilo não foi sua culpa. — A rainha disse cansada.

— Eu não consigo. — O rei falou tenso. — Sempre que a vejo longe, imagino que algo daquele tipo pode ocorrer novamente. 

— Nada irá ocorrer. Eu estou bem. Estamos bem. — A mulher disse abraçando o homem. — Você está em casa, Jon.

— Eu sei. — O bastardo disse num suspiro. — E você também está, Dany.

— Obrigada, meu rei. — A mulher disse antes encara-lo. 

— Minha rainha. — Jon falou aproximando-se para beija-la nos lábios. 

 

Depois disso, Jon e Daenerys terminaram o dia nus e abraçados. Dormiram logo que encostaram a cabeça nos travesseiros. Sentiam-se em paz. Afinal, estavam em casa, sob a proteção de um lobo gigante, que insistiu em deitar aos pés do casal por todo o resto do dia. Certamente, isto é melhor que qualquer festa.

 


Notas Finais


Sim, eu sei que não foi o “nossa que capítulo”. Kkkk Mas, o que acharam dos reencontros? O que virá a seguir?

Próximo capítulo: Novas preocupações.

Obs: o próximo será postado no domingo (12/08) a noite... presentinho para vocês. 😆


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