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História Dvd - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Extra.


Torci a boca e respirei fundo, tentando encontrar a melhor oportunidade e forma de perguntar aquilo que tanto tirava meu sono: — Nós estamos namorando ou não, Bakugo? — A luz do poste acima de nós piscou, em sinal de que queimaria em breve.

Como o esperado, sua resposta fora uma expressão de desgosto e, desconforto. Esfreguei as mãos e insisti: — Hein, Bakugo? Eu preciso saber...

Novamente, nada. Encarei meus pés, notando o quanto meu corpo inteiro tremia, tamanho era o meu nervosismo — e frio, culpa do banco gelado onde estávamos sentados.

Sem querer, deixei que uma risadinha baixa escapasse ao relembrar como e quando aquela pergunta passara a me incomodar e perturbar meus pensamentos.

A culpa era toda e exclusivamente de Mineta, que me emprestara a porcaria de um DVD errado, o qual levou e Katsuki a transarmos sempre que nos víamos — ou íamos na casa um do outro, com a desculpa de que era para “estudar". Porém, eu sempre amei o loiro explosivo e ficarmos somente como “amigos de foda”, irritava-me.

Eu preciso saber se o sentimento é reciproco ou não, mesmo que doa. Principalmente por que eu não aguento mais vê-lo flertar com Uraraka, nossa colega de classe que, claramente, nutre algum tipo de sentimento por ele.

— Eu... 

Interrompeu-me e se levantou: — Óbvio que não! Eu nunca namoraria com alguém como você! — gritou em afirmação e abaixou o rosto, enfiando as mãos nos bolsos do casaco.

— Tem certeza? — triste, questionei. — Se sim, prometo te deixar em paz a partir de hoje, ou melhor, de agora — coloquei-me de pé ao seu lado, e assoprei meus dedos congelados.

— T-Tenho — gaguejou e me olhou de soslaio.

— Só me responda uma última coisa — pausei para olhá-lo. — Por quê? Eu… eu não sou bom o suficiente para você? — As palavras saíram cuspidas, atingindo-o com tudo.

Bakugo balançou a cabeça, em negação. Ele parecia surpreso, como se esperasse que eu agisse diferente: — Não é isto, é só que... eu estou confuso — Ele logo ficou em silêncio, sem saber o que dizer.

Cerrei os punhos e mordi o lábio inferior. 

— Com o quê? — franzi o cenho.

— Com nós dois! Num dia nós erámos somente amigos e agora estamos transando — continuou após dar alguns passos para longe. — Não sei se estou pronto para entrar num relacionamento, foi mal, cara... — tentou demonstrar firmeza naquilo que dizia. — É melhor voltarmos a sermos apenas bons amigos — A falta de convicção em sua voz mostrava que ele queria totalmente ao contrário, contudo, eu não iria insistir. — Tudo bem? — disse num sussurro e respirou curto.

— Tudo bem — dei de ombros. — Nos vemos amanhã na aula, então. Boa noite, Bakugo — segurando-me para não chorar em virtude da decepção, a passos mais que apressados deixei-o sozinho, murmurando coisas que eu não fiz questão de ouvir ou prestar atenção.

[...]

Esfreguei os olhos, desliguei o despertador do celular e bufei, constatando que eu realmente não dormi mais do que duas horas. Afinal, como um bom descorneado que eu sou, passei a madrugada toda no notebook, ouvindo músicas tristes sobre fim de relacionamentos e pé na bunda — coisa que faço a uma semana.

— Katsuki idiota — murmurei para mim mesmo e me levantei da cama, sem vontade ou ânimo de ir para a escola. 

Por sorte hoje é o dia em que iremos numa pousada que a turma toda planejou desde o começo do ano — e levou todas as minhas economias do meu cofrinho de porquinho azul.

Deixando que a tristeza fosse embora — por hora —,  tomei banho, me vesti e comi, na velocidade da luz, ansioso não para chegar o quanto antes na escola, mas sim para subir no ônibus que seguiria em direção do lugar onde me faria esquecer, por dois dias, de Bakugo — já que, não estou indo lá para ficar deprimido e sim relaxar nas termais, como sempre sonhei. 

Ao chegar no portão de entrada, qual não foi o meu azar ao dar de cara com o desgraçado? Fingi que não o vi, arrumei a mochila em minhas costas e encostei-me na parede salpicada, a centímetros dele. Tentei não admirar o quanto ele estava bonito, entretanto, fora em vão assim que Mina, uma das garotas mais bonitas da nossa sala, chegou o elogiando.

— Como você fica bem de vermelho, Bakugo! — Ela falou, mencionando a jaqueta que ele vestia e eu concordei, internamente.

— Cale a boca! 

— Grosso como sempre — tive que concordar, mais uma vez. — Por isto que eu prefiro você, Kiri — Sem eu perceber quando ou como, Ashido agarrou-se em meu braço e afundou o rosto em meu peito.

Arregalei os olhos e abri a boca, pronto para pedir que a rosada se afastasse — desistindo do plano que eu e rosada bolamos, tamanha era a minha vergonha —, mas ao perceber que Katsuki fitava-nos, nitidamente com ciúmes e possesso, fiz algo que nunca imaginei que faria: afaguei os fios da garota e a abracei.

Era desconfortável seus peitos pressionando contra meu corpo, mas a cara de “afastasse de meu homem, sua piranha!” de Katsuki tornava a cena simplesmente engraçada demais.

Ué? Não era ele quem não queria namorar comigo e que era para voltarmos a sermos bons amigos?

— Mina... — chamei-a. Ela ergueu o rosto, cruzando nossos olhares. Recebi uma piscadela. — Você está tão bonita hoje — Seus orbes brilharam e um sorriso de orelha a orelha emoldurou-se em seus lábios finos.

Ah, algo que eu esqueci de explicar: Ashido percebeu que eu estava sofrendo pelo Katsuki e, propôs que fizéssemos uma encenação, na tentativa de fazer o loiro perceber o homem maravilhoso que ele perdeu.

— Obrigada — Suas bochechas tomaram a cor vermelha.

Dei uma olhada para Bakugo, que trincara o maxilar e saiu de perto de nós, direcionando-se para o ônibus que havia recém estacionado do outro lado da rua. Seus passos eram duros, assim como seu semblante, que exprimia irritação acompanhada de asco. Não sei se é coisa de minha cabeça, mas eu juro que o vi sussurrar algo como “filhos da puta, vão namorar na puta que pariu”.

Sorri mínimo e notei Denki, Sero e o resto da turma observarem atentamente eu e Mina; logo cochichos e mais cochichos tomaram conta do ambiente, em especial quando entramos no veículo, sem nos soltarmos, sentando lado a lado..., diferente do irritadinho, que sentou no último banco e, sozinho.

 Eu não poderia desejar um começo de viagem melhor do que este.

[...]

— Não me diga que você está com a Mina? — Kaminari perguntou, esfregando as costas de Sero, com a esponja. — Cara, ela é linda demais! — O moreno e Mineta concordaram.

Após duas horas de muitas declarações e carinhos em mim, por parte da rosada, finalmente havíamos chegado na pousada — como aconteceu um acidente na pista, demoramos mais do que o esperado, acabando por chegar tarde da noite —, fomos todos para as termas, já que eu precisava observar Katsuki tomando banho, antes que Aizawa nos mandasse dormir e descansar para o dia de amanhã.

— Sim e não — olhei de canto para Katsuki, que travou, derrubando o sabonete no chão. — Digamos que estamos nos conhecendo melhor — respondi com dificuldades, pois eu só conseguia imaginar como seria chegar por trás dele, que se abaixara para ajuntar o objeto.

Ah, Bakugo, você é tão gostoso... Merda! Eu quero tanto transar com ele, aqui e agora! Arranhar suas costas e cintura fina, arrancar lamúrias de prazer de seus lábios que eu tanto amo sugar com os meus.

— Parabéns, eu te venero — Mineta ajoelhou-se a minha frente, com lágrimas nos olhos. — E pensar que eu achava que você namorava com o Bakugore — O apelido “carinhoso” arrancou risadas de todos os presentes.

— Eu e o Bakugo? Jamais! — afirmei, com gosto e fiquei de pé.

Sei e sinto que ele está me olhando, de longe, com raiva e louco para me bater, entretanto, gosto assim! Não foi o próprio que disse não querer nada comigo? 

Tirei as mechas de cabelo que caiam em minha testa e o encarei por cima do ombro. Pisquei e sorri, maliciosamente. Seu rosto tornou-se rosado, talvez culpa da água quente? Não, eu sei que você ama minhas costas, Bakugo…, lugar onde estão os arranhões da nossa última noite juntos, a uma semana.

— Aposto que foi ela quem te arranhou também? — Iida perguntou, apontando para as marcas quase apagadas em minha pele.

— Talvez? — continuei a fitar Katsuki. Ele parece tão, mas tão incomodado e irritadiço. Porra, eu tô’ ficando duro.

— Caralho, já estão transando? — Foi a vez de Kaminari perguntar sobre.

— Óbvio, onde tem quem não quer, tem quem quer — entreolharam-se.

Dito isto, sob olhares confusos e murmúrios, enrolei a toalha na cintura e saí dali, não esperando que perguntassem o que aquilo significava.

[...]

Cerca de vinte minutos depois que eu me sequei direito, vesti a boxer e me enfiei de baixo das cobertas, fui imitado pelos outros garotos — que devido ao frio, não demoraram a vir para o quarto — e as luzes foram apagadas, senti uma movimentação suspeita no futon ao lado do meu, onde Bakugo fizera o favor de deitar, na tentativa de — possivelmente — provocar-me.

Não irei cair nesta, Bakugore! 

Ignorando-o, fiquei de barriga para cima e os braços embaixo da cabeça, refrescando-me com o vento gelado que entrava pela fresta da janela. De olhos fechados, percebi que Bakugo parara de se mexer, o que, por alguns segundos, fez com que eu desanimasse.

Mesmo eu estando agindo como se não ligasse e que estou em outra, eu ainda o quero comigo, como meu namorado.

Sem esperar algo de novo ou que Katsuki resolvesse conversar, deixei que o sono me embalasse em seus braços.

— Kiri — escutei meu nome ser proferido manhosamente num sussurro e então, tudo se tornou absurdamente quente. 

O ar, minha respiração, tudo... está queimando!

Estou sonhando, certo? 

Abri um olho, meu peito subia e descia, ofegante.

Todos dormiam quietos, enrolados nos cobertores. Mas por que eu sinto tanto calor? 

Mexi-me bruscamente, só então notando o porquê de meu corpo estar reagindo tão esquisito.

— Bakugo? — murmurei, enfiando a cabeça debaixo da coberta. — O-O que você... está fazendo? — soltei um gemido baixo e mordisquei a língua. 

Ele nada respondeu, unicamente enfiou meu pau por inteiro na boca, sugando-o com vontade. A cada ida e vinda, seus dentes raspavam em minhas veias latejantes, obrigando-me comprimir os lábios, ou gemidos altos poderiam escapar, acordando quem não devia. 

— B-Bakugo... — fora o estopim para mim ao ter minhas bolas massageadas por seus dedos compridos, enquanto seus orbes fixaram no meu, no exato instante em que a minha glande foi pressionada contra o céu de sua boca e sua língua envolveu-me, eroticamente. 

— O quê? — parou os movimentos, um filete de baba escorreu de seu queixo até meu pênis.

— Não era você quem não queria mais nada comigo? — pedi baixinho e agarrei seus ombros, puxando-o para cima, que se desvencilhou de minhas mãos e deitou-se ao meu lado, de costas.

— Era — trouxe suas mãos até minha cintura, colando nossos corpos suados. — Mas eu não suportei a ideia de outra pessoa te tocar ou ter você... Ainda mais depois que eu vi aquela alienígena agindo como se vocês fossem namorados! — Ele pareceu querer gritar, contudo, se segurou.

Céus, não, inferno! Se tem algo que eu nunca imaginei, este algo é o que Bakugo fez em seguida: logo após estarmos “juntos” o suficiente, sua mão voltou a focar em meu pau, que estava duro e querendo a continuação daquele boquete.

— Tenta não gemer alto — rumorou, colocando meu pênis em seu cu. — V-Vem, entra em mim — Filho de uma boa mãe! Seu tom fora tão sexy, que assim que a frase alcançou meus ouvidos, cravei as unhas em seu quadril e, com cuidado, penetrei-o numa única investida.

— Dói? — pedi e me mexi. — Ainda não coloquei tudo — forcei mais um pouco e ele engoliu um gemido. — Q-Que fácil — lambi a pele pálida de seu pescoço e o vi morder as costas da mão.

— V-Vai... — implorou abafado e deu um solavanco para trás.

— Calma, alguém pode ouvir — foi eu dizer isto e Mineta se levantou. Rezei para que ele não acendesse a luz e cessei o que fazíamos, sem sair de dentro de Katsuki.

— Que frio! — andou até nós, ou melhor, até a janela que ficava acima de nós.

E, o mais interessante, é que ao contrário do que eu imaginara, eu continuava excitado — se não até mais do que antes. 

Felizmente, como o quarto estava na mais completa escuridão, a janela fora fechada e, Minoru voltou para o futon, sem nos ver ou perceber que estávamos transando, bem diante de seus olhos.

— Foi quase — respirei aliviado, soltando o ar que prendeu em meu pulmão, tudo graças ao medo de ser pego.

— Continua logo! — mandou, rebolando contra meu pau em seu interior, apertando-me com suas paredes úmidas.

Não esperei que ele pedisse outra vez e me afundei ali, oscilando entre um ritmo hora lento, hora veloz, tanto que a coberta deslizou por nossas pernas, descobrindo metade de nossos corpos.

Foda-se quem possa ver! Eu só quero me enfiar mais e mais dentro dele!

Segurei seu pau, que implorava por contato e comecei a masturbá-lo. Conforme eu sentia que gozaria, tanto em sua bunda quanto em seu pênis, eu o estocava e esfregava freneticamente.

— Kiri…, eu te amo — virou levemente o rosto para trás. — E sim, n-nós estamos namorando — grunhiu, e lambeu meus lábios. Com dificuldade, iniciamos um beijo necessitado e urgente.

— E-Eu também te amo — A falta de oxigênio nos separou. Seu interior me espremeu, levando-me a gozar em segundos. Bakugo começou a ter espasmos ao sentir meu sêmen escorrer para fora. O esvaziei, que gemeu languidamente, sujando meus dedos com seu gozo.

O cheiro de sexo contaminou o ambiente e nós rimos, ambos envergonhados por termos transado diante de tantas pessoas dormindo.

Trocando carícias, decidimos esperar um pouco antes de irmos ao banheiro para nos limparmos.

— Nunca mais deixe alguém te tocar daquele jeito! — Ele se virou e fez uma careta braba, mas divertida. Ficamos cara a cara. — Você é só meu! — afundou o rosto em meu peito e nos abraçamos.

— Sim, só seu — beijei sua testa grudenta de suor —, para sempre.

Obrigado, Mina!

[...]

— Meu Deus, que nojo!

— Mina, né? 

Estranhei aquelas vozes tão perto e abri os olhos.

— Você e o Bakugo não estão namorando, tem certeza? — Todos os outros alunos, até algumas garotas, estavam ali, a nossa volta, olhando-nos com cara tanto de “sério?” quanto de “então Bakugo dá a bunda?”.

— É... N... — Eu comecei, mas o loiro explosivo me cortou e se pôs de pé, esquecendo-se de que estava nu.

— Sim, nós estamos, por quê? Algum problema? 

— Não, nenhum, só cubra esse passarinho encolhido aí! — Sero disse e caímos na risada.

Indignado, Bakugo saiu do quarto, pelado e reclamando.

Que bela cena para se ter logo ao acordar: a bunda do meu mais novo namorado.



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