História Dyed Storm - Dois amores impossíveis. - Capítulo 106


Escrita por:

Visualizações 48
Palavras 2.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora, é com o ENEM aí tá uma correria para estudar e tal.

Capítulo 106 - Cedo.


Fanfic / Fanfiction Dyed Storm - Dois amores impossíveis. - Capítulo 106 - Cedo.

Antes de colocar a mão na maçaneta, senti uma vibração no bolso do moletom de Moon, peguei meu celular, era Meeth me ligando. Atendi.

- Não irá vir para casa? - Ele perguntou de forma dramática. - E se eu passar mal e você não estiver aqui para me ajudar?! Você se arrependerá pelo resto da sua vida…

- Não espera nem menos eu dizer ‘’Alô,” e já está dizendo tudo isso. - Falei. - Você poderia estar falando com um sequestrador agora.

- Se isso fosse verdade, o sequestrador não iria ligar para a sua família.

- E porque não? - Indaguei. - Ele pensaria que ninguém iria querer pagar um resgate por mim?

- Ele não iria ter intenções algumas de te devolver, por nenhum dinheiro no mundo. - Falou ele. - É o que eu faria…

- Acho que só aconteceria se você fosse o sequestrador. - Falei rindo.

- Vamos fazer assim. - Ele disse. - Se chegar logo em casa te dou algo especial.

- O quê? - Perguntei animada.

- Não vou dizer! Essa é a graça da brincadeira, e o que lhe motiva a estar nela: a curiosidade.

- Em quanto tempo devo estar em casa? - Indaguei.

- Meia hora. - Falou ele.

- E se eu chegar antes? - Indaguei.

- Você não está entendo. - Ele disse rindo. - Você só irá ganhar algo se chegar antes.

- Mas e se eu chegar muito rápido, eu tenho que ganhar em dobro. - Disse.

- Você é muito ambiciosa. - Observou ele.

- Não sou. - Disse tocando a campainha..- Só faço o que acho justo.

- Espera um pouco, acho que tem alguém na porta…

- Você prefere atender a porta, ao invés de falar comigo? - Brinquei.

- Você sempre diz que eu sou dramático, mas estou chegando á conclusão que também é. - Falou ele. - E muito.

- Jamais… - Falei. - Dessa relação, o mais dramático é ti.

Toquei novamente a campainha, do outro lado da linha escutei ele descendo as escadas.

- Não sei, acho você muito mais dramática e chorona. - Ele disse a última palavra mais baixo. - Amor, vou atender a porta, espera um pouco.

Desliguei a chamada. A porta se abriu, e do outro lado ele estava lá com um expressão séria.

- Chorona? - Indaguei.

Meeth abriu um sorriso.

- Um pouco só… - Ele disse pegando no meu braço e me puxando para dentro de casa.- De vez em quando.

- Não sou chorona. - Disse.

- Quantas vezes eu te vi chorando? - Indagou ele trancando a porta atrás de mim. - Acho que foram muitas.

- Eu também já te vi chorando. - Falei.

- Uma vez. - Respondeu ele.

Tirei meus calçados, e vesti um par de pantufas. Meeth pegou minha bolsa e colocou no sofá.

- E quantas vezes já me viu chorando? - Perguntei. - Duas vezes?

Ele riu.

- Amor, sério? - Indagou ele me encarando, como uma expressão de desacreditado. - Você sabe foram bem mais que isso…

- E geralmente o motivo é sempre você. - Falei.

Ele colocou as mãos nos quadris. E se aproximou.

- Diga isso olhando nos meus olhos! - Desafiou ele.

- O motivo. - Disse lentamente se aproximando. - Sempre é você!

Meeth levou ambas mãos ao rosto, e começou a fingir que estava chorando.

- Porque é sempre tão má comigo? - Ele disse com a voz mais melodramática que já ouvi.

Segurei os pulsos dele, afastando as mãos dele do rosto.

- Cadê? - Perguntei o encarando.

- O quê? - Indagou ele. - Minha dignidade? Você já a levou a muito tempo atrás!

Não consegui me manter séria e acabei rindo, ele fez uma expressão de indignação.

- Está rindo de mim?! - Acusou ele.

- Não estou rindo! - Neguei com um sorriso nos lábios.

- Está mentindo para mim?!

- Não. - Repeti. - Meeth, escuta. Cadê a coisa especial que iria me dar?

Ele puxou seus braços, se libertando das minhas mãos.

- Você vem aqui, me dá esperanças! - Ele disse em um falso choro. - Me ilude, só para jogar a verdade na minha cara e depois me faz chorar. E depois de tu, você só veio por interesse!

Ele se jogou no sofá, e colocou as mãos no rosto. Coloquei meus joelhos ao lado das coxas dele no sofá, e me sentei em seu colo. Meeth afastou as mãos do rosto e olhou para mim com um sorriso.

- Acho que eu não estou mais tão triste. - Ele disse sorrindo.

- É, não está? - Perguntei.

Ele assentiu com a cabeça mordendo o lábio inferior.

- Que ótimo. - Disse me apoiando nele, ao me levantar.

- Que garota má! - Acusou ele. - Só me ilude!

Ele levou as mãos a minha cintura me guiando para seu colo, fiz como ele qeria mas dessa vez me sentei de lado no colo dele. Ele fitou meus olhos, não desviei o olhar e em cerca de segundos começamos a rir.

- Para de rir! - Falei.

- Vou parar, quando você parar… - Ele disse rindo.

- Não consegue ficar nenhum segundo sério, perto de mim?

- Até consigo, mas como sei da maneira que isso lhe afeta, prefiro usar em outro momento. - Respondeu ele.

Olhei para cima lembrando de quando estávamos em Moscou e não consegui enviar que meus lábios se curvassem.

- Meeth, o que tem para mim?

- Está ansiosa? Nervosa? - Ele perguntou me encarando. - Não consegue ficar nem um pouco na presença do seu namorado sem…

- Você não tem nada, não é? - Falei rindo. - Era só uma desculpa para eu vir depressa?

Ele abriu um sorriso que confirmava tudo que eu havia acabado de dizer. Após ele baixou o olhar para o gola da “minha blusa,” e segurou um dos cordões do moletom.

- O que aconteceu com a sua blusa? - Questionou ele.

- Emprestei para alguém que estava precisando.

Lembrar do motivo de eu estar com a roupa de Moon, me vez lembrar que eu precisava convencer Andy a não dizer nada para Meeth, fiquei insegura por isso. Não queria que ele soubesse que eu estava escondendo as coisas, ou que havia mentido para ele. Sei que ter a ajuda dele seria muito bom, mas Gylla não queria envolver professores e nem a diretora nessa semana, assim que a semana terminasse com certeza eu iria contar com a ajuda do meu namorado, até lá eu precisa ter cuidado com as palavras, para não acabar o deixando desconfiado.

- Aí Moon emprestou a blusa dele para você, porque estava precisando. - Ele disse sorrindo.

Estava claro que aquele sorriso era irônico.

- Algo assim… - Disse.

- Levanta os braços! - Pediu ele.

- Tudo bem. - Falei levando a mão a barra da blusa e levantando-a. - Eu faço.

- Calma! - Ele disse elevando o volume da voz. - Lili!

Terminei de tirar a blusa.

- Que foi?

- Embora não seja uma visão ruim... - Ele levou as mãos a minha cintura e me puxou para perto. - Não vou reclamar.

Senti os lábios dele tocarem meu pescoço e um arrepio percorreu minhas costas, que pareciam estar proteção alguma, e estavam, eu havia tirado a regata junto com a blusa de frio.

- Isso é muito bom. - Falei, o empurrando. - Mas o frio é maior.

- Eu te aqueço.

- Porque sempre que estamos juntos eu tenho que passar frio? - Falei rindo.

- Eu também passo frio… - Falou ele.

- Isso é verdade, mas não quero passar frio agora. - Falei. - Você não vai poder me aquecer como das outras vezes, agora.

- Não? - Perguntou ele arqueando as sobrancelhas.

Ele me deitou no sofá com jeito e ficou por cima.

- Ainda acha que não posso lhe esquentar.

- Na verdade ainda estou com algumas dúvidas.

O trinco da porta fez barulho, eu e Meeth olhamos no mesmo momento para a porta.

- Vai, se veste. - Ele sussurrou. - Rápido.

Meeth foi em direção a porta, e segurou o trinco da porta.

Me levantei, e vesti a blusa, mas estava do avesso e ainda com a regata por cima.

Meeth soltou o trinco da porta e pegou na minha mão, ele me guiou para a escada me fazendo subir junto dele depressa, quando chegamos no topo, ele me empurrou para dentro do corredor e voltou para o caminho de antes.

Ouvi a porta se abrir, a onde eu estava não dava para me ver da porta. Tirei a blusa e a vesti da maneira certa desta vez, após desci as escadas. Meu tio já estava sentado no sofá.

- Oi tio. - Disse animada.

- Oi pequena. - Respondeu ele.

- Conseguiu resolver aqueles problemas? - Perguntou Meeth.

- Ainda não. - Respondeu ele. - Temos muito que revisar, ou melhor: tenho muito o que revisar.

- Tem algum prazo? -Indagou Meeth.

- Na verdade, sim. - Respondeu meu tio. - Devo terminar tudo ainda essa semana.

Pela manhã assim que me levantei, fiz meus afazeres matinais, tomei meu café e pedi que meu tio me deixasse mais cedo na escola a partir de hoje, e ele concordou pois também seria melhor para ele. Logo que cheguei, mandei uma mensagem a Gylla, pedindo que fosse direto para a sala quando chegasse pois eu estaria lá. 

Entrei na sala e não havia ninguém, estava muito cedo, provavelmente eu estava sendo uma das primeiras a chegar na escola, mas isso era ótimo para fazer o que planejado na noite anterior, eu teria tempo o suficiente. Tirei da minha bolsa, álcool e um pano e comecei a passá-los sobre a mesa de Gylla, tirando dali todas aquelas ameaças ridículas e xingamentos desmerecidos. Assim que terminei, segui para enfermaria. Eu poderia mandar uma mensagem a Andy, mas preferia falar com ela pessoalmente.

Entrei na sala dela, e ela estava lá mexendo no celular.

- Oi… - Disse dando duas batidas no armário.

- Lili! - Ela disse se levando. - Oi, precisava falar contigo.

Demos um rápido abraço e ela me guiou para se sentar um das camas.

- O que precisa me dizer? - Falei.

- Quero que você e Gylla passem o intervalo aqui. - Contou ela. - Acho que vai ser bom.

- É uma ótima ideia. - Falei. - Obrigada.

- Por nada. - Respondeu ela.

- Andy. - Chamei. - Gostaria de lhe pedir algo.

- O quê?

- Você poderia não dizer nada a Meeth?

- Tem certeza que quer mesmo deixá-lo sem saber de nada? - Questionou ela.

- Gylla não quer envolver professores, e consequentemente a diretora essa semana. - Falei. - Hoje já é terça, vou fazer como ela quer.

- Tudo bem… - Concordou ela com uma certa hesitação. - Mas só essa semana.

- Sim. - Assenti.

Escutamos o sinal tocar.

- Vai. - Falou ela sorrindo.

- Ok.

Saí da enfermaria e segui direto para a sala, e me sentei atrá de Gylla.

- Oi. - Disse sorrindo.

- Oi Lili. - Ela respondeu se virando para olhar para mim.

- Esse não é o seu lugar. - Informou ela rindo.

- Pode passar a ser. - Respondi. - Vou conversar, com a…

- Kate? - Indagou ela.

- Acho que sim… - Respondi rindo. - E ontem, deu tudo certo?

Ela tomou para si uma expressão mais séria e desviou o olhar por um momento.

- Sim. Andy me levou para casa. - Respondeu ela. - Estou feliz por te ver Lili, mas preferia que não tivesse que me ver daquela forma.

- Vai dar tudo certo, eu voltei no momento certo. - Falei. - Quero ver quem vai fazer alguma coisa contra você!

- Escuta, não quero que me defenda e nem nada do tipo. - Falou ela. - Apenas seja minha amiga, isso já é suficiente.

- Escuta, amigos defendem uns aos outro. - Falei. - Portanto é o que eu farei.

- Sabe se eu quisesse, poderia levantar um grupinho novamente e me vingar da maioria dessas pessoas. - Respondeu ela.

- Mas eles iriam fazer coisas piores ainda do que fizeram com você, certo? - Indaguei,

- Pois é. - Falou ela. - Eu escolhi apenas aceitar, e não lutar contra.

- Essa sua escolha. - Falei. - Eu vou lutar contra.

Ela soltou um suspiro que indicava que não estava satisfeita com a minha resposta, mas não iria discutir.

- Vou te levar em um lugar hoje. - Falou ela. - Depois da aula hoje.

- Ok. - Respondi.

Moon entrou na sala, e assim que me notou veio em minha direção.

- Bom dia. - Ele disse a Gylla.

- Bom dia. - Ela disse sorrindo.

- Lilian, esse não é o seu lugar.

Voltei os olhos para o meu lugar, e lá estava, Megan se acomodando.

- Era para ser aquele? - Apontei para onde Megan estava.

- Vou falar com ela. - Ele disse.

- Não precisa.

- Tudo bem por você? - Moon disse pra Gylla. - Aguentar a Lilian aí?

- A chave do sucessor é ignorar. - Respondeu ela rindo. - Estavámos falando do que mesmo?

- Essa foi boa. - Moon disse rindo.

- Haha. - Emiti.

Logo que a Kate entrou na sala, pedi para que eu pudesse se sentar à sua frente, ela permitiu, assim que esse problema foi resolvido e eu tinha o meu lugar definido, me senti aliviada.

A professora de gramática deu início a sua aula, e confesso que eu não estava me sentindo tão perdida na matéria quanto nas aulas de Meeth.

Assim que ela terminou de corrigir os exercícios, o silêncio na sala deixou de existir e a maioria dos alunos voltaram a conversar sobre coisas aleatórias a matéria, assim como eu e Gylla e Moon e Megan.

- Classe. - A professora chamou a nossa atenção para ela novamente. - Sobre a viagem a cidade histórica a São Petersburgo desse final de semana, não esqueçam de trazer o bilhete assinado pelos seus responsáveis e seus documentos amanhã.

- Não estou sabendo sobre isso. - Sussurrei para Gylla.

- Seria meio estranho se soubesse. - Rebateu Gylla. 

- O que acontece se você não for? - Indaguei.

- Aí você tem que fazer um trabalho, de no mínimo cinco páginas para cada disciplina, relacionando a matéria com a cidade.

- Qual é? Sério? Temos quantas disciplinas, umas doze? - Falei. - Doze vezes cinco são… São sessenta páginas!

- E tem que ser manuscrito. - Falou ela. - E entregado na próxima semana.

- Isso é impossível! - Disse.

- É melhor ir ao passeio… - Falou ela.

- Com certeza.

- Vai trazer seus documentos amanhã, não é? - Falei.

- Vamos conversar sobre isso depois que eu te levar onde quero levar. - Respondeu ela.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...