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História Dystopia - Jikook - Capítulo 8


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Notas do Autor


Primeiro quero fazer um comunicado:
1. Lavem as mãos
2. Se não puderem lavar as mãos, usem álcool em gel 70%
3. Fiquem em casa
4. Tomem água
5. Se alimentem bem!

Quero todos meus/minhas leitores sem coronavirus!

Agora para a programação normal: boa leitura!

Capítulo 8 - Esquadrão Barata


Fanfic / Fanfiction Dystopia - Jikook - Capítulo 8 - Esquadrão Barata

10 de agosto de 2035noite

A fragrância de pêssego com notas de jasmim e sândalo empregnaram o olfato sensível de Jungkook. O automóvel estava fechado e com o ar condicionado ligado, o que fazia o cheiro doce de Taehyung ficasse preso ao veículo. Taehyung dirigiu até a rua onde bate a localização das coordenadas geográficas mandadas por Yoongi. Jimin havia saído e entrado. Ele foi sem escuta, o que deixou o Jeon preocupado. Mas Taehyung tinha orientado que Yoongi não se agradaria se descobrisse uma escuta — e ele sempre descobria as coisas com muita facilidade.

As músicas tocadas nas rádios não agradavam os ouvidos refinados de Taehyung, que era um apreciador de música clássica. Ele clicava no botão em seu volante repetidas vezes, trocando as estações, tentando encontrar algo que o agradasse, mesmo sabendo que o repertório noturno somente incluía podcasts, músicas eletrônicas e notícias irrelevantemente humanas.

Jungkook, sentado ao lado do motorista, estava sem paciência para aquilo e desligou o rádio, recebendo um grunhido de repulsa por parte de Taehyung.

— Taehyung, se você quer ouvir música clássica, liga seu Bluetooth e conecta no carro. — Jungkook cruzou as pernas e os braços, fechando os olhos, ele precisava ficar calmo e focar na missão.

Taehyung sorriu maliciosamente.

— Então você lembra meus gostos?

O Kim não queria realmente ouvir música, irritar Jungkook ao ponto do mesmo surtar consigo era sua verdadeira vontade. Taehyung era um homem experiente em missões do C.A.R.D., naturalmente o mais estratégico entre os líderes de esquadrões. Não era a toa que ele liderava o melhor dos esquadrões. E ele também conhecia Yoongi suficientemente bem e sabia que ele não faria mal ao Jimin. Mas não iria entrar em detalhes com Jungkook, nem se fosse para deixá-lo mais tranquilo. Jungkook ainda tinha rancor de Taehyung e Taehyung lidava com sua raiva de Jungkook o levando a loucura sempre que tinha oportunidade. Jungkook era um novato em missões e por isso estava nervoso, ele resguardava as memórias de sua primeira missão quase fracassada. Queria estar focado para que nada desse errado desta vez. Embora se sentisse mais confortável em ter Taehyung ao seu lado, nunca iria admitir.

— Você tem o mau de querer trazer o passado a tona. — Jungkook responde.

— O passado faz parte de nós, gatinho elétrico. — Taehyung riu baixo. — Não tem como apagá-lo. E é pior ainda quando se faz besteira.

Taehyung não precisava de seu poder para ser o homem mais sexy de Endora, não era necessário olhá-lo, sua voz era o bastante para deixar qualquer um excitado. Menos Jungkook. Não agora.

— Aquele que não errou, jogue a primeira pedra. — junto com sua fala, jogou o pé revestido com uma bota preta pesada, com certa força que Taehyung pensou se iria ativar o airbag.

— Quanta agressividade. Nem parece o menino passivo que eu conheci, me diga, Kookie, é o Jimin que te come não é? — Taehyung caiu na gargalhada com a face de desgosto de Jungkook. — Você era tão anjinho, não sei como se transformou nisso. Mas no fundo você continua o garotinho assustado, eu sei disso.

Taehyung investiu na direção do moreno, captando o olhar raivoso de Jungkook.


✶⊶⊷⊶⊷❍⊶⊷⊶⊷✶


Jimin sentou em um sofá em frente a Yoongi. Os dois estavam sozinhos no grande salão rubro e dourado. Yoongi serviu chá em xícaras inglesas para ambos. Sorveu o líquido com cuidado por estar quente. Park Jimin preferiu que o sabor doce de elevada temperatura queimasse sua garganta, para que ele se recordasse de não falar besteira durante aquela conversa.

— Fico feliz que tenha vindo tão depressa. Estava ansioso pelo nosso reencontro? — Yoongi conversava adequadamente com sua visita, nem parecia que tinha acabado de matar um humano a sangue frio.

Ele bebia lentamente, observando cada detalhe das expressões corporais de Jimin.

— Um pouco. Estou curioso em saber o que você quer comigo. — Jimin articulava com mínima menção ao medo.

— Eu vi do que você é capaz, Park Jimin. Eu estava lá, te observando o tempo inteiro.

Foi a hora de Jimin estudar Yoongi. Ele não podia demonstrar seus sentimentos conflitos para o ex-prisioneiro. Ele queria achar alguma brecha para saber se Yoongi dizia a verdade ou blefava. Mas o ilusionista conseguiria deixar dúvidas até no cérebro mais inteligente como o de Namjoon.

— Você me salvou, eu sou grato por isso. Mas se estava me observando até depois de ir embora, por que deixou que eu quase morresse novamente? Se eu não voltasse no tempo, certamente morreria junto de Jungkook.

— Jiminie... — chamou docemente enquanto se levantava do sofá, indo rodear o móvel onde Jimin estava sentado e segurar os ombros do convidado. — Se eu interferisse mais uma vez, você não iria descobrir seus poderes. E foi por isso que eu te chamei, eu presenciei um show de um dos mais incríveis poderes do mundo. A cronocinese. — seus dedos desceram pelos braços de Jimin e seu tronco tombou para frente, em um quase abraço por trás. Sua boca estava perto do ouvido de Jimin. — Somente eu pude observar você matando aquele cardinal traidor. Foi... — Jimin se arrepiou com os lábios de Yoongi em seu pescoço. — transcendente, magnífico, extraordinário.

Jimin sentia que poderia desmaiar se Yoongi continuasse com aquilo. Ele não esperava que Yoongi fosse tão devasso. Suas bochechas estavam avermelhadas e tinha total consciência que se Yoongi quisesse fazer algo com ele, já poderia ter feito, pois havia desarmado todas suas defesas.

— Eu e você fomos feitos um para o outro, nossos poderes se completam. Eu sou o perfeito equilíbrio entre a ilusão e a realidade. Você pode navegar entre o passado, presente e o futuro. Se me deixar cuidar de você e te mostrar o caminho certo, virará o cardinal mais poderoso de todos. Todos temerão você.— sua voz ficou macabra ao terminar o discurso.

Jimin se soltou e ficou de pé. Yoongi continuou apoiado nas costas do sofá com um sorriso oblíquo.

— Eu não quero ser temido, eu quero as pessoas me vejam como um herói.

O simples sorriso de Yoongi esmaeceu.

— Um herói? Você acha que estamos em uma história em quadrinhos? No mundo real, meu caro, ou você confia em pessoas, ou você as mata. Esse é o verdadeiro sentido de ser um cardinal. Limpar o mundo da sujeira humana, os parasitas imundos que matam essa terra.

A apuração de Jimin teve seu resultado. Yoongi não era de confiar em muitas pessoas, entretanto, ao que tudo indicava, ele confiava em Jimin, ou ao menos queria ter a chance de confiar. Era um pouco cruel o seu plano, contudo Jimin deveria agarrar-se em cada oportunidade.

— Eu não concordo muito com sua ideologia. — estendeu a mão para Yoongi. — mas eu gostaria muito que você fosse meu tutor. Não há ninguém melhor que o cardinal número um para me ensinar a ser o número dois.

O caloroso e fulgente sorriso de Jimin, em combinação com suas madeixas douradas que reluziam como o ouro da sala fizeram o coração de Yoongi bater rápido, era possível ouvir os estrondos em meio ao silêncio. Yoongi se assustou de primeira e escondeu seu rosto — que antes era pálido como um fantasma e no momento lembrou um morango — com o dorso de uma mão. Afastou o olhar de Jimin e apertou a mão do rapaz de uma vez.

— Eu aceito. — disse baixo e envergonhado.

— Que bom que aceitou meus termos. — os olhos de Jimin se tornaram duas linhas. — Como eu faço parte do C.A.R.D., você terá que fazer também, assim poderá me treinar.

Que moleque salafrário. – Yoongi pensou boquiaberto com a exigência do mais novo. Ele apertou a mão de Jimin e o trouxe para perto.

— Você não está nas condições de exigir nada, a partir do momento que trouxe gente do 31184 quando eu fui bem claro que queria somente você. — puxou Jimin até a janela e abriu a cortina que se estendia até o começo da parede de pé direito alto.

Yoongi posicionou sua mão na cintura de Jimin, deixando-o inebriado com o cheiro ardente de menta e chocolate. Yoongi pegou um binóculo de alto alcance e espiou o carro onde Jungkook e Taehyung aguardavam Jimin. Deu uma risadinha.

— Eles parecem estar se divertindo bastante. Pergunto-me se eles têm algum caso... — jogou o binóculo na escrivaninha e bloqueou a visão do carro com a cortina. — Mas eles não nos importam.

Jimin estava sedento em ver se era aquilo que Yoongi relatava. Uma nova chama de incerteza foi acendida dentro de Park Jimin. Será que Jungkook superou Taehyung de uma vez, ou ainda sente algo por ele? Mais uma paranoia que o faria roer todas as unhas em ansiedade.

Yoongi sente seu rolex vibrar e o visor acender. Era uma mensagem de Taehyung: ande logo com isso, Jungkook quer invadir.

Min Yoongi estava em um dilema. Ele colocaria seu orgulho e status no mundo do crime em jogo somente para ficar perto de Park Jimin e o treiná-lo? Aquilo valeria a pena? Yoongi gostava de ditar as ordens e isso nunca mudaria.

— Então, você não vai aceitar? — Jimin pergunta sem esperança de que ele concordasse.

Yoongi acharia um jeito de dar a volta por cima na situação, ele estava encarando aquilo como uma infiltração na maior organização de cardinais do continente. Quanto mais ele pensava nas possibilidades do que poderia executar e manipular lá dentro, mais sua vontade crescia. Fazia tempo que Min Yoongi não recebia um estímulo grandioso como esse. Graças a Park Jimin, as perspectivas de Yoongi iriam mudar, haveriam novos planos em jogo.

— Eu já aceitei, Jiminie. Novos ares me farão bem, muito bem.


✶⊶⊷⊶⊷❍⊶⊷⊶⊷✶


11 de agosto de 2035

Suado, desorientado e duro: era assim que Park Jimin havia acordado. Enquanto tomava seu banho, o sonho que teve rebobinava em sua mente, cada vez com mais detalhes.

— Será que é um sonho normal ou... Uma clarividência? — escondeu o rosto entre as mãos e pulou no box do banheiro com o total de zero de maturidade para lidar com seu primeiro sonho erótico.

Ele tinha muitas paranoias para se preocupar e agora tinha mais uma. Ao mesmo tempo que queria que fosse só um sonho normal, ficava ansioso em saber que poderia ser uma clarividência.

— Como eu vou encarar o Jungkook? — tirou a espuma e aplicou condicionador no cabelo. — E o Yoongi também está aqui, ele vai saber que eu não tô no meu normal. — encostou na parede com o olhar perdido. — Aaaaah!

Jimin achou melhor ficar o mais longe de Jungkook possível, ele não se considerava preparado para o que havia ocorrido no sonho.



Jungkook estava puto. Puto da vida. Mais puto impossível. A infelicidade mesclada com raiva e o louco desígnio de agredir Yoongi e atirá-lo para longe de Jimin: Jungkook espumava ciúmes.

Yoongi era o novo membro do C.A.R.D. e se demonstrava um pouco a contragosto disso. Por dentro ele montava um plano de sair por cima daquela situação constrangedora, mas por enquanto estava com seu foco cem por cento no novato Jimin. E esse foco exagerado deixava Jungkook completamente enciumado. Yoongi se recusava a treinar no andar de treinos onde todos os outros treinavam. Ele não queria se misturar. Então os três, Jungkook, Jimin e Yoongi estavam sozinhos treinando numa sala quase vazia, se não fosse por pilhas de caixas cheias de suprimentos não perecíveis. Nayeon nomeou Min Yoongi como o novo integrante do time composto antes somente por Jimin e Jungkook. Yoongi iria treinar Jimin e Jungkook iria supervisionar Yoongi, caso ele parecesse suspeito.

— Certamente não foi uma boa escolha. — Taehyung comentou assim que trouxe biscoitos amanteigados em formato de coração para Nayeon. — Eu sou a melhor escolha para supervisionar o Yoongi. Ninguém me manipula, já o Jeon, é um garoto de pavio curto.

— Jungkook merece uma chance de mostrar-se compromissado com a causa. Não é como se ele estivesse aqui por ser algo feito pela Jieun. Ele precisará aguentar pressões e responsabilidades. Afinal, o senhor Jeon está perto de se aposentar. — Nayeon compartilhou aquela nova notícia que lhe aflingia.

Ela guardou algumas pastas em seu armário e se sentou à mesa junto de Taehyung, que espalhou farelo de biscoito por toda sua roupa. Nayeon sorriu fraco e limpou o terno amarelo do amigo.

— Jungkook como o novo CEO da empresa? Ele já sabe disso? — Taehyung riu em imaginar.

— Não, não é o momento de contá-lo. — Nayeon tirou o pote de biscoito de perto dela e limpou as mãos. — E nem faça fofoca!

— Você está muito estressada ultimamente, fique calma e coma um pouco de biscoito. É vegano, coelhinha. — O Kim enfia três peças de biscoito na boca de sua chefe. — Bom, de qualquer forma, não vai sobrar Jungkook pra ser CEO quando o Yoongi fizer do sangue dele tinta para seus poemas satânicos.

Nayeon rosnou e arrancou a pulseira de líder do esquadrão alfa de Taehyung.

— Se você quer tanto proteger o Jungkook, vai se juntar a eles no time. Está exonerado do cargo de líder do melhor esquadrão. Você faz parte do novo esquadrão... — procurou algum animal depreciativo para nomear — barata. Vá na sala de suprimentos e diga ao seu líder sobre sua entrada.

Nayeon juntou suas coisas e foi andando para fora. Taehyung estava tentando assimilar por que de tantos animais, a mulher foi escolher logo uma barata. Mas aquela não era sua única preocupação. Depois de Namjoon, ele era o homem mais respeitado de todo o 31184 e por culpa de sua boca grande faria parte de algo menor do que merecia.

— E quem é o líder dessa desgraça?

— Jeon Jungkook.


Notas Finais


Kim Taehyung, Min Yoongi, Park Jimin e Jeon Jungkook no mesmo esquadrão... Vocês acham que isso vai dar certo? Kkkkkkk

E o sonho erótico do Jimin serasi que se tornará realidade ou é fic dele?


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