História È Amor,Acontece... - (Sparia) - Capítulo 36


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Emily Fields, Hanna Marin, Spencer Hastings
Tags Aria Montgomery, Emison, Hamy, Pll, Pretty Little Liars, Sparia, Spencer Hastings, Trucy
Visualizações 143
Palavras 1.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


<3

Capítulo 36 - Peso


POV ARIA

Eu simplesmente não consegui dormir.

Spencer ficou abraçada comigo o que deveria me fazer dormir bem,mas o maldito perfume que ela exalava estava me incomodando demais.

Suspirei me levantando,todas ainda dormiam,tirando Emily,a vi acordar e ir direto para a cozinha.

O barulho da cafeteira e o aroma entregavam a montagem do café da manhã.Me sentia um trapo:

Bom dia! Parece que alguém não dormiu direito.- tentei sorrir.

—Bom dia,Em.

Deixei um beijo em sua bochecha e peguei minha bolsa que estava em cima da mesa,a Fields me encarou confusa:

—Onde vai?.

—Pra casa da minha mãe,prometi tomar café com ela e Mike hoje.- mais uma mentira para a lista.

—Oh,tudo bem então.

Abracei minha amiga me despedindo e rumei até a porta do apartamento. Meu celular vibrou em meu bolso assim que entrei no elevador,era uma mensagem do Dean.

[Dean🤠]-Topa um passeio de ultima hora?.

[.]-Já estou pronta.

Ao sair do prédio,peguei o carro seguindo até onde encontraria o Dean,eu e ele vivemos conversando,o mesmo me conta sobre as viagens que já fez e as aventuras que viveu,assunto tem de sobra.

O Brew já estava movimentado e o cheiro de café fez minha boca salivar e barriga roncar,de longe já pude ver o cabelo bem penteado e o sorriso presunçoso no rosto de Dean,ele trajava uma jaqueta creme que caía extremamente bem nele. Realmente bonito:

—Pontual,que milagre.- revirei os olhos enquanto ele ria.

—Idiota.- abracei o mesmo sorrindo logo após.

Sentamos na pequena mesa e fizemos nossos pedidos:

—Como anda a faculdade?.

—Não sei exatamente…Já lhe contei que arquitetura não é algo que me interessa.- suspirei bebericando um gole de meu capuccino.

—Então por que não começa a cursar o que você gosta,como literatura?.

—Não é tão simples assim,Dean.

Ele sorriu de canto:

—Se você diz…- rasgou um pedaço do guardanapo de papel-Eu já cursei filosofia…

Uma risada escapou dos meus lábios,isso é realmente hilário:

—Meu pai era fascinado por Sócrates,e esse quase foi o meu nome.- gargalhamos juntos -Agradeço a minha mãe até hoje por ter tirado essa ideia ridícula da cabeça dele.

E assim a conversa fluiu,entre risadas e diálogos idiotas.

Eu gosto de conversar com ele,é bom,o fato de Dean não saber de um terço das coisas que estão me atormentando faz tudo ficar mais leve quando conversamos,ele não tem aquele peso no olhar igual a Emily ou a Spencer quando me vêem. Com ele parece que aquilo nunca aconteceu, não sei explicar direito,mas me faz bem.

Mal vimos o tempo passar,as horas correram conforme nossas xícaras se esvaziavam,quando olhei no eu celular já eram onze e meia:

—Eu infelizmente tenho que ir.- fiz uma expressão de tristeza.

—Não é a única,vou almoçar com meu irmão hoje.- disse enquanto me abraçava carinhosamente.

Fui acompanhada até a porta do meu carro,nos abraçamos novamente,depositei um pequeno beijo em seu rosto me despedindo. Girei a chave na ignição e pisei no acelerador ruamando em direção a minha casa.

                            (…)

Lar doce lar.

Uou,isso daqui precisa de uma limpeza,urgente. Me dirigo ao sofá,arrastando-me pelo assoalho de madeira e o início do tapete extremamente macio e felpudo que faz Emily ter intensas crises de espirro,paro no meio do meu trajeto,minha cabeça inclinada levemente para o lado e as sobrancelhas juntadas:

Isso só pode ser brincadeira…

Fito com um olhar dedutivo a calcinha rosa em cima do sofá,contrastado com o tom escuro do mesmo. Me aproximo mais da peça,certo,minha calcinha não é,e da Emily também não,sem perguntas sobre essa afirmação,o.k? O.k. Bom,se não é minha e nem da Emily, só pode ser da:

—Alison!.- ah não -Elas não fizeram isso no meu sofá...

Suspirei deixando de lado a ideia de deitar no estofado a minha frente,me joguei no tapete mesmo. Encarar o teto é algo que eu faço com muita frequência, não me julgue, é realmente bom; eu olho pro teto e começo a imaginar uma lista de tudo o que eu tenho pra resolver ou que eu já fiz, observações e planos futuros, é meu momento de reflexão sobre os pinguins terem joelhos ou não entre outras coisas extremamente relevantes na minha vida e na do universo.

Só que a maioria dos meus pensamentos nesse teto são pertencentes a Spencer; o perfume,o maldito perfume,por que ela saiu? Onde foi e por que mentiu? Nada faz sentido,eu achei que estava tudo indo bem,mas parece que as coisas são mais complicadas do que eu imaginava. Os sentimentos são confusos,foi a única certeza que eu tirei de tudo isso, além da que Spencer mexe comigo de uma forma inexplicável, não consigo descrever com palavras,idealizar o que eu sinto quando a mesma está por perto,ou quando me beija,me abraça e…Céus! Pare de pensar nela,Aria, já chega.

O vento que entrou pela janela,que esquecemos aberta novamente,trouxe consigo o barulho estridente da sirene do carro de polícia. Tanner,meu mais novo problema. É frustrante. Mesmo depois de morto,Noel ainda causa caos quando seu nome é pronunciado.

Suspiro,meu peito subindo e descendo de forma doída,não são só os meus ombros que estão pesados.

Meu pai sempre me contou histórias e as citações de seus livros favoritos,mas foi minha mãe que me mostrou a beleza de cada mínima coisa que a vida nos apresenta,aprendi a apreciar as estrelas com ela,quase toda noite enquanto meu pai trabalhava em seu escritório,mamãe e eu subiamos até o telhado e de lá observavamos as constelações.

Até hoje eu tenho pequenas estrelas coladas no teto do meu quarto,em cima da minha cama,Emily vive me zoando,mas já ouvi uma vez que ela gosta disso.

Sentei-me ao escutar a campainha,logo a tranca é aberta:

—Por que mentiu?.

Emily senta-se ao meu lado de braços cruzados,um olhar decepcionado:

—Achei que nós tínhamos feito uma promessa…

—Desculpa.

Passei as mãos pelos meus cabelos:

—Eu…Está tudo complicado demais,Em.- prossegui com meus olhos já marejados -As coisas estão acontecendo do jeito errado,parece que tudo saiu do eixo e eu não faço ideia nenhuma de como consertar isso. Primeiro foi a Spencer,depois o Noel,a Tanner pegando no meu pé e aí volta pra Spencer de novo,ainda tem o fato dos pesadelos estarem voltando…

Uma lágrima solitária desceu traçando um caminho pelo meu rosto,a limpei antes que passasse da mandíbula:

—Você tomou café hoje?.

A olho incrédula:

—Eu…Mas que merda,Emily!. Acabei de te contar o que tá acontecendo e você me pergunta se eu tomei café?!.

Ela dá de ombros abrindo os braços logo após:

—Vem cá.- me rendo ao ser acolhida pelo seu abraço -Eu estou aqui para tudo,tudo,o que você precisar,anã.

—Obrigada,Em.

 Deixei a mesma me aperta em seu abraço,fechei os olhos enquanto recebia um cafuné de Emily,o sono foi me embalando e meu último pensamento foi sobre uma morena com os lábios de café.


Notas Finais


;)


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