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História E assim será - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oláaa!!

Aqui estou com mais uma história! dessa vez sobre um casal que eu amo muito, de uma novela que marcou minha infância e acredito que de muita gente.

Gostaria de agradecer a @sexcars pela capa maravilhosa! ficou do jeitinho que eu imaginei.

Muito obrigada também aos meus amigos e maiores incentivadores ever @JonFanfics @jbnoted e Grazy, vocês são uns anjos na minha vida.

Aproveito pra agradecer novamente @JonFanfics dessa vez pela ajudinha com a sinopse.

Dedico essa história a todos vocês eternas pipoquinhas <3

AVISOS:

- A fic é toda de minha autoria, porém usei alguns diálogos do último capítulo da novela aqui na fic, adaptando algumas coisinhas e acrescentando outras.

- Eu sei que tem coisa que só acontece na segunda temporada, mas eu achei essencial pegar como base pra construir esse final alternativo.

- As personalidades dos personagens aqui na fic eu apenas dei uma incrementada, por isso perdão se não saiu 100% fiel as da novela.

- Capítulo foi revisado, mas pode ser que tenha passado batido algum erro.

- Sem plágio, por favor!

- Essa fanfic NÃO é movida a comentários, mas um feedback sempre ajuda e incentiva a seguir com a história.

- A princípio era pra ser uma one, mas deu mais de 10.000 palavras, 27 páginas, sendo assim, eu tive que dividir e transformar em short fic;

- ACHO que dá pra dividir em três capítulos. Minha ideia era dividir em dois com 5.000 palavras cada, mas achei melhor deixar em 3 mesmo.

Espero que gostem!

Boa leitura e vejo vocês nas notas finais.

Capítulo 1 - One


Fanfic / Fanfiction E assim será - Capítulo 1 - One

"O amor que tanto procurei em você eu reconheci.."

 

Narrador

Frederico descobrira da pior forma que estava sendo enganado por Delfina, até então, sua noiva. Achou que conhecesse bem a mulher com quem mantinha uma relação há dois anos, até mesmo a levou para viver sob mesmo teto que ele e seus irmãos. Porém, o tempo lhe mostrou estar errado e a morena aparentemente inofensiva, bondosa, gentil e companheira, aos poucos deixou aparecer sua verdadeira face. No entanto, confiando na palavra dela de que iria mudar e se deixando ser manipulado, seguiu dando inúmeras chances à ela, sem dúvidas seu maior erro.

 Se fosse parar pra pensar, as coisas entre ambos aconteceram de modo automático, sem que ele se desse conta. Isso até a entrada de Flor – babá de seus irmãos – em sua vida. Foi só ela surgir para que tudo virasse de cabeça para baixo e ele por fim percebesse que até então não estava vivendo, apenas existindo.

Flor trouxe de volta a alegria, música e brilho, coisas que há tempos ele não sabia o que era. Porém, mais além de fazê-lo resgatar o que há muito ficou esquecido e trancafiado dentro de si, ela também o ajudou a descobrir o que é amar, se apaixonar, o que é ter um amor verdadeiro. Em meses começou a sentir por ela o que jamais sentiu por Delfina em anos.

Poderia dizer que todo o mérito de finalmente ver quem era a verdadeira Delfina Torres Bittencourt havia sido de Flor, mas sabia que não era só graças a ela, já que seus irmãos e Matheus – seu melhor amigo e advogado - o advertiram incontáveis vezes acerca das atitudes de Delfina, mas ele, se recusando a abrir os olhos e enxergar o que estava diante de si, ignorou, achando ser ciúmes da parte dos irmãos e implicância de Matheus.

Não fazia ideia de como mesmo depois do que viu e ouviu na casa do “médico chinês”, conseguiu se manter firme para entrar na igreja. Não foi fácil adentrar o local de braços dados com sua “madrinha”, aquela que dizia amar tanto e praticamente considerar como filho, outra quem infelizmente ele também supôs conhecer de verdade. Olhar para a cara dela e de Delfina foi bastante complicado, pior ainda foi abrir um sorriso que não parecesse forçado. Não que antes de ter acesso as provas contra ambas, estivesse cem por cento contente de ter que se casar com Delfina no religioso, pois de maneira alguma era o caso, contudo, não havia como declinar da cerimônia, já que a mesma fora organizada por Malva durante o pouco tempo em que passara na Alemanha com Delfina.

Aguentou até o ápice da cerimônia para dizer um grandioso e audível não. Para os convidados que não conviviam com eles, tampouco estavam familiarizados com a Delfina por trás da máscara que ela usava para esconder quem realmente é, o espanto foi grande, entretanto, para outros – seus irmãos e Matheus – ah, para eles com certeza fora uma alegria infindável, uma grata surpresa, e para Flor, confusão era o que prevalecia.

Com certeza para os mais chegados como sua família e Matheus, um dos pontos altos foi Frederico dizendo boas verdades para ambas e as chamando de bruxas. Mas indiscutivelmente, o melhor mesmo foi ver Fred admitindo em frente à todos que Flor era a mulher de sua vida e seria com ela que ele deixaria aquela igreja. Definitivamente ele honrou com sua palavra e carregou Flor no colo para fora dali, mesmo com os gritos histéricos de Delfina o chamando de volta.

Flor era sem dúvidas a que menos compreendia algo no meio dessa história toda. Mesmo custando sua felicidade e lhe causando uma enorme dor, a loira escolhera abrir mão do amor de sua vida para que ele casasse com a irmã e pudesse dar a ela um fio de alegria em seus dias finais, porém, sabia que não passava de ilusão, estava apenas mascarando para amenizar seu sofrimento de vê-lo com outra. Jamais sentira por alguém o que sente por Fred. O amava com todas as forças existentes dentro de si, ele era seu príncipe encantado e por mais que o pedido para que ele casasse com Delfina, quando Fred já estava certo de quem ele queria ao lado, tenha vindo dela, não amenizava a dor de ver que ele realmente levara em consideração, dor essa que só foi piorando conforme os acontecimentos. Dizer que não sentiu uma vontade absurda de voltar atrás, de pedir que ele desconsiderasse, que não passou de um devaneio ou até mesmo de parar a cerimônia religiosa, estaria mentindo para si e para todos, já que tivera sim esses desejos, mas resolveu contê-los para não pagar de egoísta e estragar a única chance de ser feliz da irmã, ainda que custasse seu maior sonho.  

Foi tudo se desenrolando tão rápido, bagunçando mais ainda a mente da loira. Em dado momento, ela estava sentada em um dos diversos bancos da igreja acompanhada de suas pipoquinhas, e em outro, Frederico gritava aos quatro ventos que não aceitava se casar com Delfina -  o que a deixou mais confusa que nunca - declarando para quem quisesse ouvir, a única dona de seu coração, sendo empurrada na direção dele e levada para fora dali por ele.

Burrice seria negar não estar amando ficar nos braços do homem que ama, porém, a parte racional – seu cérebro – a despertou, lembrando-a de Delfina, da doença e se deixando ser guiada por essa parte, começou a se debater, insistindo – inutilmente – que ele a soltasse.

- Seu freezer me põe no chão – pediu Flor desferindo tapinhas – sem força alguma – no homem.

Frederico ignorou os protestos da mulher em seu colo. Tinha plena consciência de que ela só estava agindo assim por todavia não saber que a irmã mentiu sobre estar doente apenas para manipulá-los e conseguir assim casar com ele.

Claramente podia perceber só de olhar para Flor a confusão explícita em seu rosto e as milhares de perguntas que ela deveria estar se fazendo, no entanto, por agora sua única preocupação era se separar de Delfina no civil e por fim poder ter Flor para si sem que nada mais os impedisse.

- Te amo, eu te amo, Flor eu te amo. Somos só nós dois agora meu amor! Ninguém vai nos separar dessa vez – declarou se sentando na borda do chafariz com a amada em seu colo, a enchendo de beijos.

- Ai seu Freezer! – deu um gritinho - Eu também te amo. – abre um enorme sorriso, mas o desmancha em seguida -  Mas que malucodoideira foi aquela na igreja? – pergunta indignada - A Delfina, o senhor sabe que ela..  – foi calada com um selinho.

- Que ela mente, que ela finge! Eu tenho provas o suficiente pra comprovar que era tudo mentira daquelas duas. A Delfina não vai morrer, nem doente ela tá Flor - conta sua recém descoberta para a amada que apesar de descrente, respira aliviada.

- Então quer dizer que se é mesmo tudo mentira, uma farsa.. isso significa que nós podemos ficar juntos finalmente seu freezer? – inquere sorrindo outra vez e batendo palmas animadamente.

- Sim Flor! Nós vamos poder ser felizes e ficar juntos, se você aceitar ficar com um homem divorciado, claro – disse tão feliz quanto Flor.

-  Super hiper ultra mega power aceito – responde contente e logo a mínima distância entre seus rostos é quebrada, dando início a um beijo de reconciliação.

(...)

Permaneceram trocando beijos e juras de amor na frente daquele chafariz durante alguns minutos, se afastando somente quando Matheus aparecera, parabenizando Fred pela desatada de nó. Fred deu risada e questionou o amigo se era possível que ele anulasse seu casamento com Delfina, e Matheus desanimadamente lhe disse que não e que tampouco teria como resolver na embaixada alemã, não dando outra alternativa que não fosse de voltar a Alemanha para resolver isso pessoalmente

De volta a mansão, o casal se despediu temporariamente e cada um seguiu para um lado. Flor indo atrás das crianças – que haviam voltado antes com Helga e Gerard – e Fred para o escritório, onde passou o dia separando documentação e trabalhando.

Horas mais tarde, depois de cumprir suas obrigações, Flor foi até a sala encontrando com Fred sentado no sofá um tanto pensativo. Ponderou se o deixava imerso nos próprios pensamentos ou se o despertava, o que não foi necessário, pois Fred parecendo sentir a presença de mais alguém, a notou ali e a chamou para se sentar com ele, dizendo que queria contar a ela uma ideia que tivera.

- Flor, eu tava aqui pensando.. bem que você podia ir comigo pra Alemanha – contou sua ideia para a loira que se empolgou.

- É sério seu freezer? Quer mesmo que eu vá com você? – inquiriu contente. Nunca saíra do Brasil e só de pensar em ter essa chance de fazê-lo e ao lado de seu amor, parecia surreal mas lhe enchia o peito de alegria.

- Sim Florzinha, assim a gente poderia aproveitar pra passar uns dias sozinhos por lá, sem contar que é uma oportunidade de você conhecer a história da minha família – disse Fred, planejando tudo mentalmente.

- Ia ser tão perfeito seu freezer – suspirou – mas e as crianças? – lembrou, preocupada.

- A Helga pode cuidar delas, amor – entrelaçou seus dedos aos da amada, brincando com os mesmos.

-  Eu super hiper mega topo!  – exclamou feliz deitando a cabeça no ombro do amado.

-  E seu passaporte Flor? – perguntou - já mandei prepararem tudo e amanhã a gente vai – complementa.

- Meu o que? – retrucou confusa

- Passaporte flor! Não me diga que não tem?

- Bem que a Sofofinha tinha dito pra eu tirar um.. - suspirou.

- Infelizmente o jeito vai ser eu ir sozinho então florzinha – fala desanimado - Só tenho 72h pra resolver isso, e mesmo que a gente dê entrada em um passaporte pra você por agora, vai demorar pra sair - explicou.

- Eu vou sentir tanto sua falta – lamentou Flor, triste por não poder ir com ele.

- Ô meu amor, eu também vou sentir bastante sua falta, mas vai ser rápido, vou em um dia e volto no outro – tranquiliza a namorada.

O diálogo é interrompido pela porta de entrada sendo aberta, revelando um Matheus sério e nervoso.

- Fred! – exclamou aliviado por ver o amigo, parando em frente ao sofá que o casal estava – Preciso falar com você urgente. É muito sério o assunto.

- Matheus, o que aconteceu de tão grave? – preocupou-se Fred, estranhando a afobação do amigo.

Flor estava tão apreensiva quanto Fred. Há meses trabalhava na mansão e em todo esse tempo jamais presenciara Matheus tão sério e tenso.

Matheus respirou fundo, ficando em silêncio por alguns segundos tentando escolher as palavras certas.

- Delfina cometeu bigamia Fred, ela já é casada com um cara chamado Luciano Camargo – revelou

- Que absurdoideira é essa?  - surpreendeu-se Flor.

Pensavam já saber de todas as tramoias de Delfina, porém, pelo visto estavam bem enganados. Ali estava a prova de que era possível surgir sempre algo novo vindo dela.

- Como é que é? Que história é essa Matheus? – questionou Fred surpreso.

- O tal Luciano veio me procurar, ele contou que já era casado com a Delfina no civil há anos, antes mesmo do pai dela morrer, ele me mostrou a certidão e a deixou comigo - fala pegando a certidão na pasta, entregando na mão de Flor e Fred que encaravam o papel em puro choque -  entende que isso muda tudo? Seu casamento com ela não tem valor legal Fred, é automaticamente anulado diante disso. Você não precisa mais viajar pra Alemanha – explicou.

- Quanta loucuridade! - expressou a babá incrédula, devolvendo a certidão para Matheus que a guarda na pasta outra vez.

A grande questão é: por que ainda se surpreendiam? De Delfina era possível se esperar tudo. Quem inventa uma falsa gravidez e uma quase morte, com certeza é capaz de fazer coisas piores.

Flor estava temerosa com o que devia estar se passando na cabeça do homem ao seu lado, mas sabia que se ele não havia dito nada era porque devia estar processando a informação, portanto, decidiu por respeitar o silêncio dele, o qual foi quebrado por barulhos de salto contra o piso, atraindo a atenção imediata dos três.

- Nossa, que caras são essas? Parece que nunca me viram – ironizou Delfina em meio a risadas.

Frederico que se mantinha calado até o presente instante por estar tentando absorver o que acabara de ouvir, sentiu uma raiva imensurável se apoderar de si ao visualizar a figura de sua ex parada com um sorriso irônico no rosto. Se antes já não suportava ficar no mesmo lugar que a mulher, agora tampouco. Incrível como nada parecia abalá-la. Ela agia como se ele não tivesse a deixado no altar, como se não tivesse o escutado proferir que ela é falsa, dissimulada, dentre outras coisas.

Tomado pelo impulso de encerrar por completo sua história com Delfina para assim nunca mais precisar encará-la e a confrontá-la quanto a ser casada com ele e com outro, Frederico em um impulso deixou o sofá, parando a uma mínima distância da ex.

Flor e Matheus, já prevendo o que viria pela frente, se posicionaram perto de Frederico calados, somente observando.

- Delfina, eu quero que me explique essa palhaçada de já ser casada com duas pessoas ao mesmo tempo! – exigiu Frederico, trincando o maxilar.

A mulher arregalou os olhos, tratando de disfarçar o quanto havia sido pega de surpresa pela fala de Frederico para evitar que alguém percebesse. Precisava ser esperta, sagaz. Não tinha tempo pra pensar ou planejar, teria que agir no improviso caso quisesse contornar a situação.

- Como assim chuchu? Não sei do que você tá falando – se fingiu de desentendida, torcendo para que funcionasse.

- Delfina, chega desses joguinhos e me responde com a verdade de uma vez – pediu Frederico nervoso.

- Eu tô falando a verdade Frederico, não sei quem te contou uma coisa absurda dessas. Nunca cometeria um crime hediondo desses - insistiu. Estava sendo mais difícil do que imaginara, no entanto, se render não era uma opção.

- NÃO ME ENROLA DELFINA! – esbravejou - como você teve coragem de se casar comigo já sendo casada? Isso é crime Delfina! - disse nervoso. 

A essa altura, os gritos de Fred já haviam sido ouvidos pelos demais moradores que não tardaram em surgir no cômodo, inclusive Malva, a única que ousou questionar acerca da gritaria.

- Ufa.. Que escândalo é esse?

- Mamãe, estão me acusando de bigamia – olhou preocupada para a mãe, que logo entendeu tudo.

Um burburinho dominou o ambiente. Não era novidade que Delfina traía Frederico, muito menos que Delfina não prestava, mas bigamia? aquilo sim era o auge, o limite, a gota d’água.

- Que calúnia, que horror! Minha filhinha não faria isso, afilhado querido – mentiu Malva.

- Até me magoa você pensar isso de mim Frederico – choramingou, forçadamente.

- Nem se deem o trabalho de continuar com esse teatrinho de vocês – Frederico fala firme – existem provas concretas, não adianta mentir – cruza os braços.

- Que provas, Frederico? – pergunta Delfina, mantendo a compostura.

Esperava que fosse apenas uma tentativa de Frederico de fazê-la acreditar na existência dessas provas, porém, não podia descartar a mínima possibilidade de ser real, e tal possibilidade é que a deixava aflita.

- Uma certidão – se intromete Matheus com um sorriso vitorioso.

- Vocês só podem ter enlouquecido! – a morena deu uma risada nervosa

Até mesmo o semblante de Malva mudara após a fala de Matheus. Definitivamente era o fim. Não existia saída para essa enrascada em que se metera Delfina.

 - Não tem ninguém louco aqui Delfina, e já que duvida tanto, vou te mostrar – disse Matheus, pegando o documento em sua pasta e o estendendo a frente do rosto dela.

A face da mulher empalidecera, as palavras fugiram de sua boca.

Matheus deixou escapar uma risada baixa. Reconfortante era pouco para descrever a sensação dele de ver a máscara de Delfina mais uma vez caindo por terra.

- Me deixa ver isso aí – pediu Malva tentando tomar o documento da mão de Matheus que espertamente o guardou outra vez. Se esse documento parasse nas mãos das bruxas, nunca mais veriam rastro do mesmo.

- O que foi Malva? Tá achando que é falsificado? – se pronunciou Frederico em tom de ironia.

-  Não querido, eu.. – Frederico não permite que ela conclua a frase.

- Basta! Quero as duas fora da minha casa imediatamente – decretou.

O burburinho de antes agora estava mais audível, se transformando em ruídos comemorativos. Fred estava sendo ovacionado por tomar a melhor decisão possível. Ninguém ali fazia questão de ter a presença das mulheres na casa. Com elas ali, era insuportável, intolerável permanecer no local.  

Delfina se recompôs. Não seria humilhada mais uma vez de jeito nenhum e tampouco arredaria o pé daquela casa, não sem usar o que achava ser sua melhor arma: a persuasão.

- Chuchu, não faz assim, vamos conversar! – implorou Delfina, tocando no rosto de Frederico.

- Acabou Delfina! Não tem mais nada a ser dito. Arrume suas coisas e saia daqui – afastou a mão da mulher.

Mais gritos de apoio para Fred podiam ser ouvidos, irritando Delfina que se controlava para não mandar que se calassem, sabendo que se o fizesse, aí sim não venceria Frederico pelo cansaço.

Tendo a sensação de que explodiria a qualquer momento se não colocasse pra fora o que mantinha guardado dentro de si por meses, Flor interviu, decidida a acertar as contas com a irmã.

- Delfina só vai embora depois que eu tiver uma conversa séria com ela, algo que já deveria ter feito há bastante tempo – diz, encarando Delfina seriamente.

De repente, a sala tornou a ficar silenciosa, trazendo à tona um clima de tensão e expectativa.

- Flor, você tem certeza? – sussurrou Fred na intenção de que somente Flor ouvisse.

- Tenho! Eu preciso fazer isso seu freezer, se eu não fizer vai pesar na minha consciência. Já passou da hora de pôr um ponto final – responde baixinho.

- Ok – suspira – mas eu não vou sair daqui e te deixar sozinho com ela nem que você me peça, Flor – fala firmemente.

Flor apenas concorda sem contestar. Estava segura do que faria, porém, poder contar com o apoio de Fred e daqueles que se tornaram sua família, dava mais forças a ela para seguir adiante.

- Não temos nada pra falar tiririca – disse Delfina entredentes fazendo menção de dar as costas.

- Temos sim Delfina, sabe por que? – pergunta retoricamente – porque eu cansei de ouvir suas humilhações calada, irmãzinha – fala, enfatizando de forma debochada o “irmãzinha”, portanto agora você vai me ouvir até o fim – completa.

 - Sabe Delfina, desde que eu cheguei nessa casa eu descobri que você não vale nada, nadinha, porém nunca, jamais pensei que você poderia ser tão baixa, tão má, tão sem escrúpulos e sem caráter.

- Se enxerga graxeira, se tá pensando que vou me deixar afetar por essas baboseiras que você chama de ofensa, tá bem enganada. Imagina se vou perder tempo discutindo com você – Delfina ri irônica.

- Eu ainda não terminei - aumentou o tom.

A irmã de Flor cessa a risada revirando os olhos.

- E quem disse que eu quero escutar? – sussurra Delfina.

- Que direito você tem de querer algo depois de tudo? – pergunta retoricamente – alguém como você que fez tanto mal a todos aqui – gira o dedo no ar indicando a sala em geral – não tem direito de nada. Como eu fui boba de ter confiado em você, de ter aberto mão da MINHA FELICIDADE, do meu grande amor só pra ceder aos seus caprichos de menina mimada. Ah se eu pudesse voltar o tempo atrás – nega com a cabeça – O que você ganha machucando as pessoas e tirando tudo que elas tem? Hein?

- Eu tive meus motivos, que obviamente NÃO TE INTERESSAM! Olha logo você falando de felicidade?  você roubou minha felicidade e TUDO que ME PERTENCIA!– enfatizou o tudo apontando o dedo para Flor.

- EU NÃO ROUBEI NADA! – rebate.

- Ah não? Então quer dizer que não roubou o Frederico de mim?. Aliás, vocês insistem me chamar de manipuladora, de falsa, até de bruxa – ri sarcástica, desviando o olhar para todos – só que a única que se fez de santinha só pra conquistar meu marido foi você –acusa, voltando-se para a loira – além de quase ter roubado minha herança – emenda.

- Eu não sou você que precisa mentir, fingir, que usa dos artifícios mais obscuros possíveis pra ter o que quer, que FERE as pessoas por puro capricho e obsessão. EU NÃO TENHO CULPA DO FRED TER SE APAIXONADO! No coração não se manda Delfina. – finaliza.

Em que realidade paralela, sonho ou o que seja, imaginariam Flor e Delfina se enfrentando? logo Flor, sempre tão calma, estava rebatendo Delfina a altura e tão destemidamente. Estavam orgulhosos apesar do choque inicial.

- ISSO É MENTIRA! O FREDERICO ME AMAVA, ELE ERA FELIZ COMIGO ATÉ VOCÊ APARECER, SUA BASTARDA INTROMETIDA! – foi cortada por um tapa.

- CALA BOCA! DOBRA SUA LÍNGUA PRA FALAR DE MIM SUA BRUXA NOVA XEXELENTA – diz Flor perdendo por completo a compostura.

Sustentou o máximo que pode, mas chegara no limite. Não tinha sangue de barata e não aguentava mais Delfina a provocando. Era desgastante discutir com Delfina, porém, sufocar seus sentimentos e tudo que estava entalado na garganta seria bem pior.  

Delfina grunhiu irritada levantando a mão pronta para retribuir, no entanto, fora impossibilitada de fazê-lo ao ter sua mão segurada por Fred que se meteu entre ambas assim que viu Delfina prestes a bater em Flor.

- Você nem ouse encostar um dedo na Maria Flor. Já deu Delfina, já causou confusão o suficiente por um dia! - ralhou assustando Delfina, largando a mão dela em seguida.

- Delfina minha filha, vamos embora! – sussurrou Malva se aproximando da filha, a puxando para longe pelo braço.

Delfina bufou irritada desprendendo-se do aperto da mãe, subindo as escadas batendo o pé.

- NOS LIVRAMOS DAS BRUXAS! – gritou Joca fazendo um toque com JP e Renatinha, dando início a um alvoroço generalizado.

- Elas não vão mais nos incomodar meu amor – sorriu Fred aliviado, abraçando Flor. 

Aproveitando a distração das pessoas ao redor, Fred se afastou do local com Flor em seu encalço. Com a correria e os conflitos do dia, o casal mal tivera tempo de aproveitar juntos sozinhos por mais de um par de minutos sem que alguém os atrapalhasse. 

Fred, pra onde a gente tá indo? – perguntou, achando divertido.

-  Não sei Florzinha, só quero ficar um pouco com você. – desabafou

- Ah Seu Freezer, que fofo – suspirou derretida – Que tal irmos pro jardim? Tá um dia lindo lá fora – sugeriu e Fred concordou com a cabeça. Iria para qualquer canto que fosse se isso significasse estar próximo da amada, e parando pra avaliar, o jardim era o lugar perfeito para botar em prática seu plano, que não era bem plano, estava mais pra concretização de desejo. 

Logo que chegaram no jardim, Flor desvencilhou-se do Fred, caminhando até o balanço de madeira, sentando-se e posicionando ambas as mãos na corda, enquanto o homem permanecia distante acompanhando os movimentos da amada, inclusive o momento em que ela começara a se balançar despreocupadamente no brinquedo. Flor o encantava com esse jeitinho meigo, as palavras estranhas, inovadoras e doidas que ela usava para se comunicar, o brilho no olhar, a forma carinhosa que ela cuidava dele e de seus irmãos, como ela tentava ser forte e colocava os problemas dos outros acima dos seus, o lindo sorriso que estava sempre posto no rosto, seus longos cabelos loiros cacheados, enfim, tudo que dizia respeito a ela.

- Seu freezer, vai achar que é muita loucuridade se eu disser que me sinto uma adolescente vivendo o primeiro amor quando estamos juntos? – indagou a loira sem parar de se balançar.                                              

- Eu me sinto assim também, amor – revela, sentando no gramado bem próximo ao balanço.

- Jura Seu Freezer? – inquere recolocando os pés no chão, forçando o balanço a parar.

-Sim Florzinha. Não é loucura, nem errado nos sentirmos assim sabe? No fim o que vai importar é nossa felicidade!  – se ajoelha

- Seu freezer! Que isso? Levanta daí – pede Flor.

- Maria Flor Miranda, você aceita se casar comigo? – abre uma caixinha que ela sequer sabia que ele carregava consigo, revelando duas alianças de compromisso.


Notas Finais


O que acharam? preciso confessar que estava extremamente insegura e nervosa de postar essa história, mas com o incentivo de três pessoas super incríveis, tomei coragem pra seguir adiante e compartilhar com vocês essa fic que já é meu xodó.

Nunca superei a morte do Fred, creio que ninguém superou e nem nunca vai. Confesso que durante o desenvolvimento desse enredo eu tive medo de fugir do que eu tinha pensado e forçar uma personalidade que não condiz com as dos personagens na novela. But, tentei o máximo me manter fiel, claro que dando uma leve incrementada.

Em breve eu volto pra subir mais um capítulo, creio que o penúltimo.

Twitter: @lastmem0ries


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