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História "É Como Se Eu o Conhecesse De Algum Lugar" - Capítulo 16


Escrita por: Milly_105

Notas do Autor


um cap bunitinho pra vcs 😎🤙

Capítulo 16 - Capítulo 16


-Já faz mais de uma semana que ela viajou – disse Nezuko que bebericou mais um pouco do seu suco de caixinha.

-Os dias até que estão passando rápidos – mencionou Zenitsu que estava sentado ao lado da garota – e como ele tá? O Tanjiro.

-Ah, ele tá começando a lidar melhor com isso. No começo ele ficava avoado o dia inteiro.

-Saquei. Ele e a Kanao-san são muito apegados.

-Até demais – disse soltando algumas risadas.

-Mas é sério, Nezuko-chan. Como que aqueles dois ainda não estão juntos?

-Acredito que eles sejam um pouco tímidos demais para tomar uma iniciativa – ela riu mais um pouco – mas também tem aquilo do Tanjiro, ele ainda continua muito inseguro depois daquilo.

-Ah, sei. Eu esqueci desse detalhe.

-Pois é, mas enfim. Está ficando tarde – mencionou após puxar o celular do bolso e checar as horas – eu preciso ir embora agora.

-Tudo bem. Quer que eu te acompanhe? 

-Por hoje eu vou sozinha. Lembra que o Tanjiro ficou bem curioso da última vez, né?

-Sim – respondeu risonho – mas, Nezuko-chan.

-Huh?

-Quando que... – começou a passar a mão pela parte de trás de seu cabelo nervoso – nós vamos contar pro pessoal sobre a gente? 

-Ah... – pode sentir suas bochechas esquentarem – eu ainda não sei pra ser sincera... queria que fosse no momento certo.

-Entendi. Vamos pensar nisso depois.

-... me desculpa, é que essa é a primeira vez que eu namoro alguém... eu não sei como as coisas funcionam, é tudo muito confuso ainda...

-Eu entendo, pode ficar calma. Eu sou novo nisso também – disse sorrindo enquanto fazia um cafuné na cabeça da garota.

Nezuko deu um largo sorriso para o rapaz. Se aproximou do garoto segurando sua camisa com somente com a mão direita e lhe beijou nos lábios. Quase que no mesmo instante, Zenitsu retribuiu o beijo segurando de leve na nuca da menina. Um momento de poucos segundos, mas durou tempo o suficiente para que ambos sorrissem de forma abobalhada um para o outro ao se afastarem.

-Bom... – Nezuko começou a falar – eu já vou indo. Te mando mensagem mais tarde.

-Okay! Até mais tarde, Nezuko-chan – respondeu acenando. 

Imitou o gesto de despedida do loiro e se retirou do local. Ficou apenas observando a garota se distanciar até ela sumir de sua vista. Se aconchegou no banco de madeira da pracinha em que estava, ainda sorrindo de forma abobada enquanto mantinha seus olhos fechados, aproveitando a brisa do vento e prestando mais atenção nas batidas aceleradas do seu coração.

-O que diabos foi isso?

Deu um pulo do banco ao ouvir de forma tão repentina aquela voz que lhe era tão familiar.

-I-Inosuke?!

-Meu nome – respondeu cruzando os braços.

-O que você faz aqui, porco? – falou de forma mais grosseira enquanto franzia o cenho – quase me mata de um susto.

-Me responda primeiro! O que você tava fazendo com a irmã do Tontaro?

-A-a gente tava só conversando! E isso não é da sua conta! – exclamou se levantando, ficando frente a frente com o "garoto javali".

-Agora é da minha conta sim!

-Vai embora daqui, Inosuke! – gritou chamando acidentalmente a atenção de algumas pessoas que passavam por perto.

-Não! Por que que ela coloco a boca na sua? Que negócio foi esse?!

-Ela não fez nada disso! – gritou mais alto por sentir o rubor nas bochechas.

-Fez sim! Vocês estavam brigando, não era?!

"como que ele consegue ver luta em tudo?!"

-... é... a gente tava brigando – mentiu na tentativa de se livrar do garoto.

-AHH! Você e o gonpachiro nunca me chamam pra nada! – berrou pisando forte no chão – me diz! Que tipo de técnica era aquela que a irmã do Gotarou usou?!

"sorte que esse animal é burro"

-Tá, nessa "técnica", a única coisa que você tem que fazer é tocar seus lábios com os de outra pessoa.

-Simples assim?

-É.

-Não sabia que dava pra derrotar alguém tão fácil assim... – colocou a mão no queixo de forma pensativa – eu quero testar!

Quando Inosuke iria dar um passo para começar a correr, Zenitsu rapidamente segurou o braço do amigo.

-Espera! – exclamou nervoso.

-O que foi agora? Me solta! – respondeu puxando seu braço fazendo com que o loiro o soltasse.

-É que você não pode sair por aí fazendo isso com qualquer um!

-Ãh? Como assim eu não posso?

-É porque... essa técnica só funciona com a pessoa que você gosta, entendeu?

-Com a pessoa que eu gosto? E como eu vou saber quem é?

-Eu sei lá, mas você só pode fazer isso com uma pessoa só, porco! Não saia fazendo isso com todo mundo.

-Tá, tá, eu vou procurar essa tal pessoa aí.

Antes que Zenitsu pudesse dizer mais alguma coisa, Inosuke saiu correndo para algum lugar indeterminado. Se sentou novamente no banco e permaneceu pensativo. Mesmo tendo explicado ao amigo como tal coisa funcionava – apesar de ter sido de um jeito completamente estranho e confuso – ficou preocupado em saber se ele havia realmente entendido o que queria dizer, pois na pior das situações, o garoto poderia fazer tal coisa com um desconhecido e se meter em uma das piores encrencas da sua vida.
 

*

*

*

 

A cama do qual estava deitada não era nada desconfortável e muito menos havia alguma luz batendo em seu rosto, mas mesmo assim, acordou no meio da noite incomodada com algo que nem sabia o que poderia ser. 

Pegou seu celular que estava em cima do criado mudo e ligou o "Flash" para iluminar um pouco o quarto escuro. Caminhou até a porta do quarto evitando fazer qualquer tipo de barulho. Olhou para trás verificando se nenhuma das suas irmãs havia acordado e se retirou do cômodo. Sem tanto rumo, foi até a cozinha e acendeu as luzes apenas daquela região da casa; pegou um copo de água e o bebericou. O relógio de seu celular indicava que eram três horas da madrugada, então já podia imagina que seria um pouco complicado ficar acordada durante o dia por conta dessas horas mal dormidas.

Se sentou na mesa de jantar e ficou olhando algumas coisas nas redes sociais, porém, acabou tendo sua atenção retirada novamente pelo contato dele, o "Sr. chatonildo". Estranhamente, acabava pensando sempre na mesma coisa todos os dias, a ideia de mandar alguma mensagem ao rapaz, mas nada lhe vinha a mente. As vezes sequer se reconhecia por conta de seus pensamentos.

-"Tomioka"?

Acabou tomando um susto tão grande ao ouvir uma voz atrás de si que agradeceu internamente por estar em uma mesa, se não, já teria quebrado seu celular em uma queda.

-Puta merda, Kanae! – disse de forma ríspida olhando para a garota logo atrás – quer me matar de um susto?

A mais velha apenas pode gargalhar com a reação da irmã.

-Desculpe – falou tentando parar o riso, uma ação que foi explicitamente falha.

-Caramba... – murmurou desligando o celular e o colocando com a tela virada para a mesa.

Kanae caminhou até o outro lado da mesa e puxou uma cadeira em frente a de Shinobu para que pudesse se sentar junto a mais nova. 

-Mas enfim, como conseguiu o número dele? – a pergunta feita por Kanae chamou a atenção de Shinobu na hora, por ter sido tão simples e direta – eu pensava que não gostava dele.

-Hmph... e quem disse que eu gosto? Eu aturo ele contra a minha vontade.

-Ah, então quer dizer que alguém simplesmente salvou o número dele no seu celular?

-... sim...

-E por que não apagou?

-Sem perguntas difíceis.

-Fufu é só me dizer a verdade, Shinobu.

-Tá... um dia antes da viajem ele pediu meu número.

-Oh! Será que ele está interessado?

-Não diga coisas tão estúpidas.

-Mas se não é isso por que ele pediu seu contato?

-Eu sei lá, o Tomioka é muito fechado.

-Sei. E você já tentou questionar ele?

-Eu até pensei, mas não faço ideia do que dizer e ele também não diz nada.

-Se nenhum dos dois tomar a iniciativa não haverá conversa nunca.

-Hm

Pegou novamente seu celular e ficou o encarando por um alguns segundos em silêncio, até Kanae voltar a falar.

-Eu vou só beber um pouco de água e voltar para o quarto – falou se levantando da cadeira que estava – você vem?

-Eu vou depois. 

-Certo.

Ao se distanciar da mesa, Kanae fez o que havia mencionado e voltou para o cômodo do qual estava anteriormente, deixando Shinobu sozinha. 

Ficou mais um tempo apenas olhando para o celular desligado. Em um momento, ligou o aparelho novamente e como já estava no chat de conversa do rapaz, clicou na barrinha de escrita e tentou pensar em algo para lhe dizer, mas optou por mandar sua dúvida no momento.

 

[ Você ] 03:45
Por que pediu meu número?

 

Após isso, deu um suspiro cansado e foi para outra rede social ver algumas postagens, mas acabou sendo surpreendida em menos de alguns minutos por uma notificação de mensagem que surgiu em sua tela. Não imaginava que ele estava acordado naquele momento. 

 

[ Tomioka estúpido ] 03:48
demorou uma semana pra me perguntar isso?

 

[ Você ] 03:48
Pensei que estivesse dormindo

 

[ Tomioka estúpido ] 03:48
tô cheio de coisa pra fazer da faculdade

 

[ Você ] 03:48
Saquei

 

[ Tomioka estúpido] 03:48
e respondendo sua pergunta, eu só pensei q seria bom termos algum contado msm com vc estando longe

 

Se achava uma idiota por as vezes ficar constrangida com o jeito direto dele.

 

[ Você ] 03:48
Se bem que eu estou precisando de alguém para encher o saco

 

[ Tomioka estúpido ] 03:49
pfv não

 

[ Você ] 03:49
;)

 

[ Tomika estúpido ] 03:49
preciso terminar meus trabalhos

 

[ Você ] 03:49
Ara, não fuja de mim

 

[ Tomioka estúpido ] 03:49
eu não estou fugindo

 

[ Você ] 03:49
Sksk eu sei
Mas pode garantir que mesmo longe eu não vou deixar de pegar no seu pé

 

[ Tomioka estúpido ] 03:49
céus, no que eu fui me meter? 

 

[ Você ] 03:49
Sksksk

 

Deu um sorrisinho discreto após mandar a última mensagem. Não tinha muito o que falar a aquela hora, além de que o sono estava começando a vir aos poucos, então desligou as luzes da cozinha e retornou ao quarto aonde as irmãs dormiam. 

Ao se deitar na cama, verificou se o rapaz havia mandado mais alguma mensagem, mas como não havia nada, deixou o celular em cima do criado mudo e se concentrou em dormir.
 

*

*

*
 

-Mas e aí? Vai ficar só deitado? – indagou o loiro que se mantinha focado no jogo de console a sua frente.

-Hm... – murmurou Tanjiro que estava na cama do amigo.

-Você me perguntou se a gente podia conversar e até agora não me disse muita coisa.

-É que sei lá... eu não sei bem como te falar isso...

-Só falar, pô. Sabe que eu não vou julgar independente do que seja.

-... eu estou gostando de alguém...

Ao ouvir a frase vinda do ruivo, Zenitsu acabou deixando o controle de vídeo game cair em seu colo e se virou para o garoto que agora estava sentado na cama com uma expressão nervosa juntamente com as bochechas em um forte tom avermelhado.

-Pera aí, não é hoje que meus ouvidos vão começar a me enganar, né? – Tanjiro permaneceu calado, mas Zenitsu apenas pode se animar por conta da noticia – finalmente, caramba!

Colocando o controle no chão do quarto, Zenitsu se sentou ao lado de Tanjiro rapidamente, fazendo a pergunta que o ruivo tanto temia.

-Quem é a garota?

-... – era mais do que explícito que o amigo estava hesitando continuar a conversa.

-Diz aí pô – falou dando batidinhas com o cotovelo no braço do garoto – por que cê não tá animado?

-É que... é meio vergonhoso dizer... – disse se mantendo de cabeça baixa.

-Ué, mas por que? Não é a primeira vez que a gente fala sobre algo do tipo.

-Porque... – resolvendo confessar logo, soltou um suspiro – ... é a Kanao...

-Haha! Eu sabia que tinha algo entre vocês! – exclamou o loiro que desferia soquinhos no braço do amigo.

Parando de tocar no ruivo, Zenitsu pode notar que ele permanecia com uma feição um pouco triste e pensativa, além de que os sons que ouvia vindos do garoto podiam confirmar seu medo, lhe causando uma preocupação pelo o que poderia estar acontecendo.

-O que foi, Tanjiro? Tem algo te incomodando?

-... eu não queria sentir isso por ela...

-Mas por que? Vocês se dão tão bem.

-Porque eu posso acabar arruinando a nossa amizade! – rosto de Tanjiro transparecia bem a frustração que tinha com si mesmo – se ela não retribuir o que eu sinto, ela pode se afastar...

-Ah, mas não pensa assim não, cara. Você é um Kamado, toda escola que tu vai, cê fica famosinho, todo mundo gosta de ti. Impossível ela não gostar de você também.

-O "amor" dessas pessoas é diferente, Zenitsu. A maioria apenas vê minha aparência, isso nunca seria amor verdadeiro. Com a Kanao é diferente, além de que ela tá cansada de confissões, ela despensa independente de quem seja. Eu vou acabar sendo um possível fardo caso diga o que eu sinto.

-É por causa daquilo, não é?

-...

-Você não é assim, Tanjiro. Aquilo veio a tona de novo, não foi?

-Eu não quero perde-la...

-Tanjiro, me escuta – com a fala do rapaz, Tanjiro o olhou com um olhar tristonho, algo que era extremamente raro de sua parte – só porque aconteceu uma vez, não quer dizer que vá acontecer repetidas vezes a mesma coisa, entendeu? Você é incrível, cara! Levanta esse astral, caramba! – em resposta, o garoto deu um leve sorriso seguido de um riso nasal – olha, aquilo já passou, não foi culpa sua ter se afastado daquela menina, sabe que ela teve alguns problemas familiares que ocasionaram na mudança dela. Eu sei que ela foi alguém importante pra você, mas pô! Tu vive repetindo pra seguir em frente independente do que aconteça, não vai seguir a tua própria palavra por acaso?

-É algo um pouco difícil de esquecer – falou forçando um sorriso em seus lábios. 

-Se não consegue esquecer, aprende a lidar, cacete!

-Não diga esse tipo de palavreado.

-Lide com isso! 

-Oh, agora entendi porque você fez isso – acabou soltando algumas risadas por conta disso.

-Hehe... mas enfim, a gente tem que lidar com as coisas complicadas que a vida nos empoem, você mesmo me ensinou isso anos atrás, lembra? Com rejeições, dificuldades escolares.

-É...

-Então, cara! Olha, você sabe que a gente não pode definir algo sem ao mesmo saber a verdade antes. Não fique com toda essa frustração achando que ela não vai retribuir o que você sente, você sequer deu a chance dela dizer o que acha sobre isso! Ela pode gostar de você e você não ter a mínima ideia.

-Eu tirei conclusões muito precipitadas, você tem razão...

-Quando se sentir pronto, diga tudo para a Kanao-san.

-Tá, eu vou dizer pra ela! – disse com um tom de voz confiante. Já não conseguia mais ouvir o som do medo no amigo, algo que o fez sorrir.

-Boa! – falou dando tapinhas no ombro do garoto – quer jogar alguma coisa agora?

-Claro! Agora eu tô até mais animado! 

Zenitsu acabou dando uma gargalhada com a fala de Tanjiro, mas levantou da cama e caminhou até a mesinha de centro que havia em seu quarto, pegou o segundo controle de console que tinha e o levou até o amigo.

-Pega. Vamo aquele de aventura que eu te falei, dos irmãos.

-Ah, se bem que eu tava "morrendo" de vontade de jogar esse mesmo. O irmão caçula parece até com você! – agora foi a vez de Tanjiro gargalhar com sua própria fala.

-Nada a ver! Só porque ele é loiro também não quer dizer que seja parecido comigo!

-Hahaha! Tá bom, tá bom.

-Hmph.

Se sentando novamente na cama, Zenitsu iniciou o jogo do qual mencionou e ambos os garotos começaram a jogar. Ficaram um bom tempo apenas falando coisas a ver com o jogo até que Zenitsu disse algo curioso.

-Tanjiro.

-Huh?

-Já parou pra pensar se você pudesse sentir o cheiro do sentimento das pessoas?

-O cheiro do sentimento?

-Sim, tipo eu. Sabe que eu consigo identificar como você se sente pelo som.

-Ah sim. Eu não sei se isso é possível com o olfato, talvez seja até impossível.

-Não sei, talvez se você passasse por um treinamento pesadíssimo você fosse capaz.

-Haha!

-É sério! – respondeu risonho – mas seria incrível, não acha?

-Agora que você falou, até que poderia ser mesmo.

-Pois é, cara! Seu olfato é muito bom, se você pudesse aprimorar ele seria fantástico!

-Bom, talvez seja algo fora do nosso alcance ou realidade por agora.

-É, mas assim você poderia saber o que a Kanao sente.

-Hm... isso poderia ser interessante, mas eu acho que seria melhor ouvi-la falar o que sente do que farejar ela pra descobrir.

-Ok, você quem sabe.
 

*

*

*
 

Domingo a tarde, um dia ensolarado com uma ventania agradável, talvez o dia perfeito para sair com os amigos, não é? De acordo com Tanjiro, sim.

Caminhava juntamente de Inosuke pelas calçadas ao rumo de chegarem ao shopping, local onde haviam decidido ir no dia anterior com o garoto ao seu lado e Zenitsu, porém, algo que não passou despercebido por Tanjiro foi o fato de Inosuke estar pensativo demais naquele dia. Não queria ofender o amigo, mas... desde quando ele pensava tanto em algo?

-Aconteceu algo, Inosuke? – indagou chamando a atenção do moreno.

-Tô pensando sobre uma nova técnica de luta.

-Que técnica?

-É uma em que eu tenho que tacar a minha boca na de outra pessoa.

-Huh? Isso não seria um beijo?

-Eu sei lá, Kentaro! Esse treco é complicado demais!

-Ah, mas quem foi que te disse isso?

-Mointsu, ele disse que eu só posso aplicar essa técnica em alguém que eu goste, mas eu não faço ideia quem seja...

-Pera, pera. Em que contexto ele te disse isso? – perguntou completamente confuso sobre o assunto.

-Ele me contou depois que eu peguei ele e a sua irmã fazendo isso.

Ouvindo o que o garoto havia acabado de falar, Tanjiro paralisou ali mesmo. Inosuke deu apenas mais alguns passos até se dar conta de que o garoto estava estático no mesmo lugar com uma feição desacreditada.

-O que foi? A gente não tá brincando de estátua não!

-O-o-o-o Zenitsu beijou a Nezuko?!

-Não faço ideia, se esse for o nome da técnica, ele tava aplicando isso nela.

As mãos de Tanjiro estavam tremulas e ele mantinha expressão assustada, mas o garoto acabou voltando a se mexer apenas para se virar para trás ao ouvir a voz de quem não poderia aparecer agora de forma alguma.

-Tanjiro! Javali! 

Exclamava o loiro correndo enquanto acenava com a mão canhota para ambos os amigos. Quando se aproximou o bastante, parou e cumprimentou os outros dois garotos.

-E aí? Vamos? – a resposta que recebeu foi um enorme silêncio, o que estranhou – o que foi?

-Zenitsu... – Tanjiro falou com a voz desregulada.

-Fala.

-Você... beijou a Nezuko...?

Arregalou os olhos quando ouviu a seguinte frase sair da boca da principal pessoa que não deveria saber daquilo. Sem saber o que responder, olhou para Inosuke, e o garoto o encarava com ambas as mãos na cintura com cara de sonso, o que fez com que o seu sangue fervesse, pois tinha mais do que certeza de que havia sido ele quem tinha contado para Tanjiro o acontecimento de dois dias atrás.

"ah, seu porco filho de uma pu..."


Notas Finais


talvez algumas pessoas tenham notado o jogo que o Tanjiro e o Zenitsu estavam jogando, mas para quem não conhece, o jogo era: Brothers - A Tale of Two Sons

fiz uma referência pq eu gosto mt desse jogo, e tbm eu queria saber se eu sou a única que acha o caçula parecido com o Zenitsu em questão de aparência kkk talvez não tenha nada a ver, mas eu achei um pouco parecido kkkkk


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