História E é Assim... - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, como estão?

Essa one-shot vai de presente para o IshidaNeji, que me ensinou a gostar desta combinação inusitada.

A inspiração veio enquanto eu ouvia Break In, de Halestorm, então fica a dica se alguém gosta de ler, ouvindo música, tipo eu xD

Embora não seja uma songfic. Então, é isso... Façam uma boa leitura e comentários são bem vindos, até mais o/

Capítulo 1 - Capítulo Único


Monotonia.

Desde que Shikamaru tornara-se um chunnin as missões do time dez, reduziram exponencialmente.

Monotonia.

Desde que Sakura, começara a treinar com Tsunade-hime, ela quase não conseguia ver sua melhor amiga.

Monotonia.

Ela também estava treinando com Tsunade, mas eram aulas básicas de ninjutsu médico e aperfeiçoamento do seu controle de chakra.

Monotonia.

Estava sentada agora na floricultura, ao lado de sua mãe que trabalhava silenciosamente em um arranjo de flores.

Desde pequena, aquele era seu hobby favorito. Mas, Ino não se sentia em um bom estado de espírito.

Sendo uma pessoa expansiva e comunicativa, ela estava se sentindo solitária.

— Ino. – Escutara sua mãe a chamar, e a encarar com seus olhos castanhos cheios de preocupação.  A jovem encarou a sua progenitora.

— Sim, Okaa-san? – A menina atendeu o chamado empurrando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.

— Parece aborrecida com algo. – A mulher comentou, como quem não queria nada.

— É que todos parecem tão ocupados, agora! – A Yamanaka dissera coçando a cabeça desajeitadamente.

 Ela quase arrependia-se de ter rejeitado a proposta de seu pai, de estagiar no departamento de criptografia. Ela achava aquele trabalho muito chato. Gostava de ver gente, de ter contato com as pessoas.... De novo seu coração se afundou.

— Todos estão dando duro... – A mulher falou com um sorriso contido, mas não menos bonito. – Faça o mesmo você. – Ela disse empurrando o arranjo em que estava trabalhando, empurrando-o na direção de sua filha.

— Por gentileza, entregue na residência de Chou-Chou. – Mikki solicitou educadamente, dando uma piscadinha para sua filha, que não teve como dizer não para sua mãe, era algo que ninguém nunca fazia, pensando bem.

Algumas pessoas conseguem o que querem na força, mas Mikki conseguia na base da gentileza e boa educação. Era uma mulher de muita classe. Quando crescesse queria ser um pouco como ela... Apenas um pouco.

— Hm? Algum problema? – A mulher perguntou cordialmente.

— Er... Nada! – A loirinha ficou vermelha como um tomate, ela nunca falaria o que estava pensando em voz alta para sua mãe, porque seria muito constrangedor.

Por isso, girou nos calcanhares e saiu rumo a residência dos Akimichi.

Pensando bem, fazia tempo que ela não via Chouji também.

O caminho era relativamente curto, por isso ela fora caminhando normalmente.

Passara pelo time de Rock Lee no caminho. Neji agora era jounin, e os liderava em missões, com muito mais frequência do que Shikamaru o fazia com seu time.

Em parte, pelo Nara ser um exímio estrategista, e ser mais importante dentro do vilarejo, do que fora.

Acenara para Tenten, que lhe sorriu cordialmente, embora esta parecesse envergonhada pela conduta de Lee, em andar plantando bananeira, ao invés de andar normalmente.

Depois ela vira Hinata, andando timidamente atrás de seu pai e de sua irmã que parecia mais expansiva que a Hyuuga mais velha. Ela a encarou com curiosidade, quando Ino cumprimentara a filha de Hiashi. E, Ino simpatizou com ela, porque gostava de pessoas que olhavam estranhos diretamente nos olhos.

Sakura estava saindo do mercado com sua mãe, e elas pareciam estar discutindo alguma coisa, tão compenetrada que estava que a sua melhor amiga não a viu, e Ino não iria dirigir a palavra naquele momento para a rosada. Mebuki conseguia tirar a Haruno do sério, com seus esbanjamentos financeiros.

Ao longe, ela viu Kiba e ele parecia estar xavecando a filha do sorveteiro que parecia bastante interessada em sua prosa.

Quando deu por si, ela estava diante da bonita residência do clã Akimichi. Às vezes, ela esquecia que o clã fazia parte da alta casta de Konoha, sendo considerada uma família nobre, assim como o clã Aburame.

Embora vivessem com relativa simplicidade.

Pensar em Chouji como um príncipe a fazia quase querer dar risada.

— Ino? – A jovem deu um tremendo salto, quando aquele que estava em seus pensamentos se materializou quase que do seu lado.

— Baka... Não faça mais isto. – Ela ralhou um pouco desajeitada.

Mas, como sempre Chouji não deu importância a seus exageros.

— Quer entrar? – O seu colega ofereceu cordialmente, enquanto a kunoichi lhe entregara a encomenda feita por sua família.

Ino ficou um pouco na dúvida, se ia embora agora que o arranjo foi entregue. Mas, não era como se tivesse coisa melhor para fazer, por isto aceitou o convite.

Como manda a tradição, os dois tiraram o calçado, e o deixaram no genkan.

A sala de visitas parecia ainda mais ampla do que ela lembrava de quando era criança. Mas, pensando bem, crianças vivem correndo de um lado para o outro, qualquer espaço se torna pequeno, por maior que seja.

Dentro de cinco minutos, Chouji havia providenciado um jarro de refresco e alguns onigiris saborosos.

— E seus pais? – Ino começou puxando assunto, um pouco incerta, porque Chouji sempre foi um sujeito de pouca conversa e mais comilança. – Ela pensara contendo uma vontadezinha de rir do seu próprio pensamento, ela deveria estar ficando maluca.

Quer dizer, a maior parte do tempo, ele está sempre comendo, alguma coisa. E, a outra parte observando as nuvens com Shikamaru, enquanto ela falava por eles três juntos. Mas, eram bons tempos aqueles, e ela estava sentindo saudade, tinha de admitir ao menos para si mesma.

— Otou-san saiu para fazer missão e a Okaa-san, foi visitar minha tia, que vive no vilarejo depois do rio. Ela disse que ia voltar dentro de três ou quatro dias. Mas, ela sempre fica mais tempo.

Chouji dissera como se não fosse nada demais.

— Então você está sozinho?  - Ino perguntou incrédula.

Chouji coçou um pouco as bochechas e deu uma risada baixa.

— Mais ou menos... – O Akimichi fez referencia discreta, aos muitos servos que havia na casa, sem contar os outros membros do clã. Eles eram poucos, mas sempre estavam por ali.

Ino por um momento se sentiu constrangida, não queria desdenhar o Chouji. Ela de inicio não gostava nem um pouco dele. Mas, ela era muito infantil e imatura, na época que eles formaram um time.

Com o tempo, ela viu valor no seu colega de time, que não perdia muito para o Shikamaru. Mas, assim como com relação a sua mãe, aquele não era o tipo de pensamento que ela manifestaria em voz alta.

— É, eu quis dizer que é muito chato ficar sozinho. Não que você não tivesse a capacidade de fazê-lo.

Chouji então a surpreendeu dando uma risada baixa que não combinava muito com seu jeito avoado de costume.

— Er... Sei o que quer dizer. Estou feliz por Shikamaru ter se graduado a chunnin. Asuma-sensei, está liderando outro time e nós...

— Estamos aqui, tomando um delicioso refresco e comendo bolinhos deliciosos. – Ino completara seu pensamento, dando uma piscadinha, desejando ser tão charmosa como sua mãe.

Mas, logo se repreendeu mentalmente por causa deste pensamento estranho.

— Estamos melhor do que ele que deve estar fazendo um trabalho chato a está hora... – Chouji disse erguendo seu copo, o gesto foi acompanhado por Ino que nem estava com tanta fome assim.

Mas, de novo ela pensava em todas as vezes que havia o repreendido, por causa do seu apetite voraz.

— Deve estar lutando para não dormir, enquanto preenche uma papelada chata. – Ino disse sem perceber que pela segunda vez, havia completado o pensamento de Chouji, o que demonstrava que os dois pensavam parecido.

— Hai. – Ele disse de novo dando aquele riso espontâneo, que ela percebeu que gostava de escutar.

Ficou vermelha como um tomate por causa deste pensamento, então terminara de tomar seu suco de uma vez, e se levantara um pouco apressada demais.

Por causa, disto se desequilibrou quase caindo no processo sendo amparada por Chouji, que tinha as mãos surpreendentemente grandes e fortes.

“Kuso, sendo ninja eu não poderia ter problemas com equilíbrio”. – Ela praguejou mentalmente.

— Você está bem? – Chouji perguntou com o rosto mais perto do que pretendia, e aquilo deixou Ino quase sem fôlego, quando sua respiração fez cosquinhas na sua bochecha.

— Não! – Ela disse de um jeito um tanto dramático, ao que Chouji apenas arqueou a sobrancelha. Não que ele fosse dizer em voz alta, mas diferente de Shikamaru que costumava achar Ino chata, ele adorava esse seu jeito expansivo de ser.

Seu sorriso era como um raio de sol em um dia cinza, para ele. E gostaria muito que ele pudesse fazer algo similar por ela, ao menos uma vez.

— Er... Chouji, obrigada! – Ino disse com as bochechas rubras, com Chouji ainda apertando desnecessariamente seus ombros, em uma proximidade que ela ainda não havia se permitido com nenhum garoto.

— Pelo o que? – O Akimichi não havia feito nenhum gesto para soltá-la, e Ino por sua vez, achou aquilo muito bom.

— Por ter quebrado a monotonia do meu dia... – Então sem aviso ela aproximara seu rosto, com a intenção de lhe dar um beijo na bochecha, mas o idiota girou o rosto, e seus lábios se encontraram em um rápido selinho.

Por reflexo, Chouji a soltou e Ino acabou caindo sentada no sofá, porque suas pernas não tinham sustentação.

Ficaram os dois se encarando chocados. Era algo muito estranho... Inesperado.

E é assim...

Que a vida vai acontecendo em uma sucessão de fatos inexplicáveis e muitas vezes desconexos. Chouji lhe estendeu a mão, e ela aceitou com uma corrente percorrendo seu braço.

E é assim...

Que sentimentos desabrocham sem que possamos controlar, no compasso de uma emoção diferente de tudo o que ela sentiu.

Seus olhos se encontraram de novo, e havia uma conexão, que não estava ali antes. Ou certamente, havia. Mas, ela não notou com sua infantilidade.

E é assim...

Que uma garota se descobre apaixonada.

Então, ela sorriu e Chouji fez o mesmo, era um sorriso que formava covinhas na sua bochecha, seus rostos foram atraídos mais uma vez pelo outro.

Mas, então um estampido. E o arranjo tão bonito que Ino havia trazido, foi desfeito, junto com a força da atração que os aproximava naquele momento.

Porém, Ino não se importou. Porque agora tinha um excelente motivo para voltar ali. Chouji pareceu perceber isto também, então ele não se importou tanto assim, quando a garota se afastou, porque ele sabia que ela iria voltar, ou ele iria até ela.

E, é assim...



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