História E ela acordou grávida... - Capítulo 8


Escrita por: e okokalright29

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Camren G!p, Laureng!p
Visualizações 345
Palavras 1.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Iaí, vamo de maratona?
1/3

Capítulo 8 - Oito.


– Sua mentirosa barata e descarada – acusou Camila, o rosto corado como quando Lauren a conheceu em Las Vegas.

Segurando o dedo com que Camila lhe cutucava o peito com uma força suave, Lauren a acomodou no assento de couro da limusine e afirmou: – Nunca minto.

Omitia, esquivava-se e manipulava? Sim. Sem dúvida.

Mas bastou um olhar a Camila, deitada naquela cama de hospital, para decidir que seria capaz de abrir mão de algumas questões morais para tirá-la de São Francisco e levá-la para Los Angeles, onde poderia garantir que ela tivesse tudo de que necessitasse.

– Falso pretexto – sibilou ela, a cabeça virando a cada olhar nervoso que lançava à janela do carro, enquanto fluíam pelas ruas imaculadamente bem-tratadas de Beverly Hills.

– Eu lhe disse que era um emprego de meio expediente como assistente pessoal...

– Oh, você me disse – disparou ela. – Horário flexível, excelentes benefícios, incluindo hospedagem e alimentação para secretariar uma viúva idosa em suas obrigações sociais e caritativas...

Camila se calou quando entraram em uma área particular, onde seguranças gesticularam para que passassem.

– Ei, nunca mencionei a palavra idosa, e sim mais velha. O que é verdade. – Aquilo era tudo de que precisava. A fúria de sua não namorada grávida combinada com a cólera de sua...

– Sua mãe!

O segredo era se manter calma. E não puxá-la para o colo e gritar todas as coisas que não a agradavam naquela situação. O fato de não ter direito à opinião. De ela ser teimosa como uma mula. Dizer em altos brados que ela nunca mais precisaria de um maldito emprego e lhe perguntar por que diabos não aceitava um dos malditos cheques que Lauren tentava lhe dar.

Mas, em vez disso, Lauren deixou escapar um suspiro controlado e lhe sustentou o olhar furioso, dando de ombros, com as palmas das mãos viradas para cima.

– Ela precisava de uma assistente.

Certo, a mãe não estava precisando de uma assistente, até Lauren lhe telefonar e convencê-la de que estava. No instante seguinte, ela necessitava desesperadamente de uma. Ficava até mesmo animada com a ideia, para dizer verdade.

– Oh, precisa? Sua mãe está tão ocupada, solitária e desesperada por ajuda que precisa de uma desconhecida transitando por sua casa? Alguém que largou os estudos no ensino médio e que cresceu em um trailer, caindo aos pedaços, na parte perigosa da cidade? Uma garçonete de Las Vegas que saiu com uma quase estranha, ficou grávida e... Surpresa! Apareceu três meses depois?! Acha mesmo que essa é a mulher de que sua mãe precisa para ajudá-la em suas tarefas beneficentes?

Lauren a encarou, imaginando quem estava naquele carro com ela. Porque não era a mulher que conhecera em Las Vegas, aquela que apareceu em seu escritório e com quem estivera conversando durante várias noites nas últimas semanas. A Camila que conhecia tinha noção de seu valor e nunca, nem em um milhão de anos, permitiria que alguém a depreciasse da forma como ela mesma acabara de fazer.

Compreendia que aquela gravidez não fazia parte dos planos de Camila e até aceitava o fato de que a perda de controle, para uma mulher que parecia ser feita de aço, devia ser uma pílula amarga de engolir. Tinha certeza de que aquilo lhe havia abalado a confiança, mas as palavras que ela acabara de proferir a deixaram furiosa.

– Não sei por quem devo me sentir ofendida primeiro, se por minha mãe, por mim, por meu filho ou por você. Ouça, não pertenço a uma família de esnobes. Sim, temos dinheiro e sempre tivemos, mas isso não significa que não sabemos valorizar o trabalho duro ou respeitar as pessoas que têm de superar desafios diferentes dos nossos. E vou lhe dizer mais uma coisa: minha mãe me respeita. O fato de levá-la para a cama na mesma noite em que a conheci, lhe dirá algo sobre você, também.

Camila soltou uma risada amarga.

– Minhas medidas?

– O que há de errado com você? Se tivesse sido apenas por seu corpo... – então, Lauren se viu exatamente onde não deveria. A meros centímetros do rosto de Camila. Os olhos procurando os dela por algum sinal de entendimento que não acreditava encontrar. – Droga! Sabe muito bem que não foi isso. Eu a quis!

As palavras escaparam dos seus lábios, Lauren praguejou em silêncio por tê-las pronunciado.

Prosseguir do jeito que pretendiam fazer seria mais fácil sem o reconhecimento de uma atração, não apenas física, que ela não fora capaz de esquecer desde a primeira noite que passaram juntas.

Mas, ao ouvir Camila se nivelar tão baixo, não conseguira se conter.

Porém agora, ao ver a surpresa ou talvez um lampejo de dor ou remorso estampado naqueles olhos castanhos, Camila se deu conta de que ela não sabia. Ou ao menos não tinha certeza.

Como Camila fora capaz de não perceber? Por que não acreditava nela? E que diabo de diferença aquilo fazia no presente? Nenhuma.

Exceto talvez para confirmar como ele havia interpretado mal a conexão inicial das duas. Ela e Camila não estavam na mesma sintonia, embora às vezes achasse o contrário. Tinha de se lembrar disso.

Lauren limpou a garganta e se recostou para trás.

O que importava agora era convencê-la a sair daquele carro quando

chegassem, entrar na casa de sua mãe e, se quisesse continuar obstinada com a questão de ter um emprego, ao menos aceitar a posição fictícia de assistente dela.

O que significava fazê-la se acalmar nos próximos trinta segundos, antes de alcançarem a saída para a casa.

– Há algumas coisas que precisamos esclarecer. Vou lhe dizer o que sei.

Você conseguiu seu diploma em um curso supletivo, tem idoneidade financeira, não possui antecedentes criminais, paga seu aluguel em dia e, até três meses atrás, quando teve alguns problemas de saúde, possuía um histórico trabalhista exemplar. Não costuma se envolver com clientes, exceto daquela vez, e parece não ter muitos namorados. Nada disso importará para minha mãe. A única coisa que lhe interessa é que você dará à luz o neto dela. Isso e o fato de outra pessoa ficar encarregada de confirmar os arranjos de flores para o almoço que oferecerá na próxima semana. – Quando Camila se limitou a encará-la, Lauren lhe sustentou o olhar. – É a mãe do meu filho. Portanto, sim, fiz uma pesquisa na internet sobre você.

– E conseguiu descobrir tudo isso? – perguntou ela em voz baixa, com as sobrancelhas erguidas e os cantos dos lábios quase curvados.

– Não. Agora pare de se depreciar. Não gosto disso.

O carro parou diante de um lance de degraus de pedra que levava à porta da frente.

Camila arriscou um olhar hesitante na direção da casa.

– Não é assim que me vejo – disse, em tom de voz calmo. – Mas não sei como alguém que ainda não me conhece poderia enxergar algo além daquilo que lhe falei. E não quero... Se vou viver sob o mesmo teto...

Lauren esticou o braço ao longo do banco e lhe segurou a mão.

– Não será assim.

E a razão pela qual não seria havia acabado de abrir a porta.

O coração de Camila começou a bater acelerado, enquanto a Sra. Jauregui surgiu em um traje de ioga colado ao corpo e um rabo de cavalo desgrenhado, descendo, apressada, a escada, com um sorriso luminoso e um aceno de mão.

– Mais velha? – perguntou ela incrédula, imaginando se o pai de Lauren não teria sido preso por se casar com uma criança. Aquela mulher não parecia ter sequer 50 anos.

– Ela é mais velha do que nós – respondeu Lauren, enquanto a ajudava a sair do carro.

– Lauren! Querida, que bom ver você! – disse a Sra. Jauregui, abrindo os braços para puxar a filha de mais de 1,70m em seu diminuto abraço. Em seguida, com a mesma rapidez que a envolvera nos braços, a afastou, redirecionando o foco para Camila. Os olhos que tinham o mesmo afetuoso tom de verde que os de Lauren encontraram os dela enquanto a senhora lhe estendia a mão.

– Camila, graças a Deus que concordou em me ajudar! Isso não poderia ser mais perfeito. Eu estava totalmente desesperada e agora teremos a oportunidade de nos conhecer. Oh, adoraria abraçá-la, mas tenho certeza de que Lauren se postaria entre nós para protegê-la da minha força. Minha filha é superprotetora em relação a você, se é que ainda não percebeu.

Camila lançou um olhar surpreso a Lauren, que se encontrava parada e com os polegares enganchados nos bolsos da calça comprida, muito à vontade com aquela situação bizarra.

– Sra. Jauregui, muito obrigada por colocar sua casa à minha disposição.

– Camila teve vontade de ressaltar que não permaneceria lá por muito tempo, mas havia algo no sorriso sincero e caloroso daquela mulher que a fez pensar que iria insultá-la.

– Oh, por favor, chame-me apenas de Clara. Acredite em mim, daqui a cinco anos, quando os amiguinhos desse bebê lhe chamarem de Sra. Jauregui, entenderá o que quero dizer.

Camila empalideceu diante da referência ao casamento, mas foi Lauren a se apressar a esclarecer.

– Sra. Juaregui, não. Sra. Cabello.

As bochechas do rosto de Clara se tornaram rubras e os olhos se estreitaram, mas logo em seguida uma sonora risada lhe escapou dos lábios.

– Oh, Deus! – Com um suspiro profundo, ela gesticulou com a mão para minimizar o que dissera. – Eu sei. É apenas a excitação de ter um netinho... E quanto a Sra. Cabello? Dentro de cinco anos, não haverá a menor chance de conservar esse sobrenome.

– Mãe! – Dessa vez Lauren soou mais séria. – Não...

– Não se preocupe, querida, até conhecê-la melhor não tentarei impor nenhum pretendente a Camila. Por que perder tempo com pares errados? Muito bem, acompanhem-me, crianças. Vou acomodar Camila e, depois que ela descansar um pouco, eu lhe mostrarei toda a propriedade.

– Sinceramente, Sra. Jaure... – O olhar que a mãe de Lauren lançou por sobre o ombro, com as sobrancelhas arqueadas, fez Camila se apressar em emendar. – Clara. Não precisa se incomodar comigo.

– Obrigada, querida, mas não é incômodo algum. Para ser sincera, não podia estar mais feliz por tê-la aqui. Quero apenas acomodá-la o mais rápido possível.

– Está bem, obrigada.

Clara assentiu e, com passos decididos, transpôs a escada em curva que levava à porta da frente ainda aberta.

– Vou colocá-la no antigo quarto de Dinah.

Camila quase se engasgou, os olhos se arregalando enquanto os desviava na direção de Lauren.

– Uau! Dinah tem seu próprio quarto.

Lauren caminhava ao lado dela, a alça de uma das bolsas lhe cruzando o peito, e a outra, pendurada em uma das mãos.

– Ela passava muito tempo aqui nas férias escolares – respondeu Lauren, distraída, de repente parecendo um pouco tensa. Estaria arrependida de tê-la trazido para a casa da mãe? Ou havia simplesmente esquecido a cantada que utilizou para conquistá-la? A piada sobre o seu ego se chamar Dinah. Mas, na verdade, era melhor que não restasse recordações das piadas particulares entre as duas.

A ligação que Camila sentia com Lauren era perigosa o suficiente sem acrescentar intimidade.



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