História E ela acordou grávida... - Capítulo 9


Escrita por: e okokalright29

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Camren G!p, Laureng!p
Visualizações 302
Palavras 1.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


2/3

Capítulo 9 - Nove.


No quarto de Dinah, no andar superior, um espaço que lhe era tão familiar quanto o dela, Lauren olhou ao redor, imaginando como Camila o transformaria. As paredes ainda eram cor de sálvia. As sancas, brancas como no restante da casa. Mas tudo que lembrava a menina do colegial e a jovem da faculdade havia desparecido de um dia para o outro. As estantes estavam vazias, com exceção de alguns itens que, sem dúvida, haviam sido deixados lá apenas para que Camila não encontrasse um ambiente estéril e impessoal. Um gesto que Lauren apreciou, após constatar os poucos pertences que Camila possuía.

Lauren pousou as bolsas na cama onde Camila dormiria. Nunca prestou muita atenção antes, mas, agora, não lhe passou despercebido o fato de o tamanho ser king-size. Grande demais para uma mulher solteira dormir sozinha. O que, apesar do desejo de sua mãe em casá-la com alguém, Camila ainda seria Sra. Jauregui.

Camila Jauregui.

Não sabia se Camila tinha um nome do meio. Lauren pestanejou para dispersar o devaneio. Que diabos estava pensando? Não precisava saber se Camila tem um nome do meio. Não queria saber.

Porque, mesmo que restasse algum resquício de atração entre as duas, aquela não era a matéria-prima da qual eram feitas as Sras. Jauregui.

Sim, ela era linda, divertida e estava esperando um filho de Lauren, mas Camila era como um gigantesco sinal de "não ultrapasse". Não no sentido sexual... mas, droga, tinha de parar de pensar nisso.

Camila se mostrava tão inalcançável. Diferente do que Lauren acreditava que fosse, naquela primeira noite.

– Este quarto é maior do que o meu apartamento.

Lauren girou na direção onde ela se encontrava, parada à porta, com os braços cruzados sobre a barriga, em um sinal claro de que o estômago a estava incomodando, mas ainda não havia atingindo um ponto crítico.

– E já vem com mobília, também. Ficará neste quarto. Aquela porta é a do banheiro e ainda terá uma sala de estar do outro lado, com mesa e computador.

– Certo, então é bem maior que o meu apartamento.

– Acha que se sentirá bem aqui? – Aquela era uma pergunta estranha, depois de quase a obrigar a fazer aquela concessão, jurando que ela ficaria mais confortável.

Porém, agora que Camila se encontrava exatamente onde Lauren queria, a ideia de deixá-la ali a incomodava de uma forma que não conseguia entender.

Camila olhou ao redor, cruzou o aposento até a janela e teve a visão da piscina e da quadra de tênis.

– Sua mãe é cheia de energia.

– Sim, é verdade. Isso a deixa constrangida?

– Não. É ótimo. Ela é tão... animada calorosa. É um alívio, mas ao mesmo tempo surpreendente.

– Não era exatamente o que estava esperando encontrar. – Lauren percebera, naqueles últimos instantes no carro.

Camila girou na direção dela, com um sorriso hesitante a lhe curvar os lábios. Era fácil notar o quanto ela estava estressada. E cansada. E então, antes de parar para refletir se aquela seria a atitude certa a tomar, Lauren fechou a distância que as separava e a tomou nos braços. Não importava que fossem estranhas, que tivessem compartilhado uma intimidade no passado ou que o futuro fosse incerto. Camila se sentia sozinha e ela estava ali. Não havia mais ninguém disponível para lhe dar um tão necessário abraço.

Por um instante, Camila permaneceu rígida envolta no círculo de seus braços, fazendo-a imaginar se ela não tentaria se desvencilhar. Mas, em seguida, o corpo quente e macio relaxou. Com a cabeça apoiada no peito de Lauren e os braços presos entre os corpos das duas, ela se deixou envolver.

– Vai dar tudo certo. Dê tempo ao tempo e tudo se encaixará no lugar.

Camila concordou gesticulando com a cabeça e inspirando profundamente por vezes seguidas, enquanto relaxava mais a cada vez que a mão longa escorregava para cima e para baixo em suas costas.

– Eu sei – sussurrou ela. – Apenas não estou acostumada a não ter o controle das coisas.

Lauren deixou escapar uma risada suave.

– Se isso a faz se sentir melhor, essa ideia também não me agrada.

– Cuido da minha vida desde os 16 anos. Não gosto de... ajuda. Não me agrada... precisar de outras pessoas. Isso faz com que me sinta... presa.

A voz calma falhou naquela última palavra, fazendo algo revolver no peito de Lauren. Recuando a cabeça apenas o suficiente para lhe ver o rosto e erguê-lo de modo que os olhos castanhos encontrassem os dela, Lauren prometeu:

– Nunca vai se sentir dessa forma em relação a esta casa. Em relação a estar aqui. Ou em relação a qualquer outra coisa.

O olhar de uma estava preso no da outra. O de Camila era tão vulnerável enquanto a encarava o que fez ansiar por fazer algo para modificá-lo. Devolver-lhe todas as coisas que vira estampadas nele antes. Firmeza, alegria, decisão, confiança... calor.

Era melhor riscar o último. Não queria pensar na aparência dela quando aqueles olhos transmitiam calor. Desejo. Não quando Camila se encontrava envolta no círculo de seus braços e ela lhe dizia palavras de consolo. Quando Camila necessitava de conforto, e não de lembranças residuais de uma atração que seria difícil de ignorar se despertasse para a vida entre as duas.

Mas ela estava tão macia, quente, tentadora e... todas as coisas que Lauren não queria notar! Não deveria se lembrar da última vez que a tivera contra o corpo, sob o toque dos dedos.

Afastando-a, Lauren caminhou na direção da porta, sem lhe sustentar o olhar, e falou por sobre o ombro:

– Por que não descansa um pouco e depois se junta a nós lá embaixo para o tour que minha mãe mencionou?

Camila não havia pensado que Lauren se mudaria para aquela casa, também. Sabia que ela a deixaria ali e retornaria para a vida que levava na cidade. As duas não eram um casal. Ou parceiras. Não enfrentariam tudo aquilo juntas. Eram apenas duas pessoas que teriam de compartilhar a criação de um filho.

Não restavam dúvidas quanto a isso, e Camila tinha total intenção de respeitar aqueles limites mutuamente acordados. Mas, em um dia repleto de incertezas e mudanças, Lauren a fizera se sentir segura. Um pouco menos solitária. E por alguns minutos havia se agarrado àquela sensação.

Mas agora Lauren estava se inclinando para dar um beijo de despedida na mãe. Certificara-se de que ela ficaria com uma lista com duas dúzias de números de telefone para utilizar caso surgisse alguma emergência. Após um momento de hesitação, durante o qual parecia não saber se a abraçava ou lhe dava tapinhas leves nas costas, Lauren se inclinou e também lhe depositou um beijo no rosto, antes de partir.

Camila permaneceu parada, observando a porta por onde Lauren passou, agora fechada, ao lado de uma mulher que não conhecia, em uma casa que não lhe pertencia.

Clara pousou uma das mãos em seu ombro, oferecendo-lhe um olhar compassivo.

– Ficará bem com Lauren longe daqui?

– Sim. – Era tão difícil saber o que dizer naquelas circunstâncias. Mas, ao encontrar o olhar de Clara, teve a impressão de que a mãe de Lauren gostava de sinceridade. – Mal nos conhecemos.

Clara desviou o olhar para a porta.

– Dê tempo ao tempo. Acabarão se conhecendo e descobrindo como se encaixam na vida uma da outra. – A forma como Clara disse aquelas palavras a fez imaginar se a mulher mais velha estava alimentando esperanças sobre um desfecho mais tradicional para seu relacionamento com Lauren. – Até lá, pode tomar minha totalmente imparcial opinião como verdade absoluta. Lauren é uma mulher maravilhosa que será uma excelente mãe. E, caso ainda não tenha percebido, minha filha fará o que for necessário para que o filho tenha um lar estável e feliz. Você terá tudo de que necessitar. Lauren se certificará disso. E eu também.

Portanto... – Clara se inclinou com uma piscadela conspiratória tão semelhante à da filha que quase fez Camila engasgar.

– Ajudaria um pouco se eu começasse a lhe contar as histórias sobre todas as travessuras de Lauren quando garota?

***

– Em que universo estamos vivendo que você, uma mulher que me faz parecer uma indigente, colocaria sua não namorada grávida no quarto de hóspedes da casa de seus pais? Poderia construir um prédio inteiro para ela morar ao lado de seu escritório, amanhã. E pagar com dinheiro vivo. Que merda de decisão foi essa?

Lauren apertou o volante até que as juntas dos dedos se tornassem esbranquiçadas.

– Dê um tempo, Dinah. Ela ficou com seu antigo quarto, portanto não estamos falando de um porão empoeirado com um sofá cheio de mofo. Camila dispõe de toda a ala oeste da casa só para ela. Não precisa nem mesmo usar a mesma porta que a minha mãe.

– Fico feliz em ouvir que não a esteja obrigando a pular a janela do porão toda vez que queira sair, mas, falando sério, com a sua mãe? – Dinah soltava risadas abafadas durante o trajeto, a voz se tornando mais baixa enquanto atualizava a esposa com os detalhes. – Ally quer saber se sua mãe está lhe fazendo seus pãezinhos de pizza.

– Há Há Há. Como Ally é divertida.

– Eu sei. Ela é ótima. – E em seguida, em um tom mais baixo, como se estivesse cobrindo o telefone com uma das mãos, Dinah acrescentou: – Venha até aqui, querida... Ótimo, te vejo dentro de algumas horas, meu amor.

Quando Dinah interrompeu a ligação, Lauren deixou escapar um suspiro.

– Foi a primeira coisa em que pensei. Ela não iria abrir mão da questão do trabalho, portanto lhe arranjei um.

– Trabalhar para sua mãe? E Camila ficou satisfeita com isso?

– Não muito. Mas, por ora, concordou, o que já é um começo.

– Então, o que vai acontecer quando ela descobrir que, na verdade, Clara não precisa de ajuda de ninguém em nada? Que, se ela quisesse, poderia acumular suas funções e as minhas, além do trabalho nas fundações de caridade, sem derramar sequer uma gotícula de suor?

Lauren fixou o olhar além do para-brisa, na direção de uma das lanternas traseiras dos outros carros.

– Tenho esperança de que minha mãe consiga manter sua alta eficiência em segredo ao menos pelos próximos meses. Tempo suficiente para dar a Camila a chance de descansar e para que eu possa bolar um próximo plano.



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