História É errado amar? - Capítulo 3


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Alemanha, América (Estados Unidos da América), Austrália, Áustria, Belarus (Bielorrússia), Canadá, China, Coréia do Sul, Cuba, Dinamarca, Egito, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hong Kong, Hungria, Índia, Inglaterra, Islândia, Itália do Norte "Veneziano", Itália do Sul "Romano", Japão, Kugelmugel, Ladonia, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Mônaco, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos (Holanda), Personagens Originais, Polônia, Portugal, Principado de Wy, Prússia, Romênia, Rússia, Seychelles, Suécia, Suíça, Tailândia, Taiwan, Turquia, Ucrânia, Vietnam
Tags Ameripan, Atualidade, Cucan, Drama, Fruk, Gerita, Hetalia, Homofobia, Horror, Hungbel, Igualdade, Lgbt, Mundo Melhor, Paz, Preconceito, Racismo, Rombul, Rusame, Shipps, Spamano, Triste, Violencia, Yaoi, Yuri
Visualizações 32
Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii pessoinhaaas

A protagonista da vez é a Seychelles!
Mais sobre o capitulo nas notas finais!!

Capítulo 3 - Não se dê o luxo


Fanfic / Fanfiction É errado amar? - Capítulo 3 - Não se dê o luxo

Michelle Bonnefoy era uma linda jovem de pele e cabelos negros, olhos castanhos escuros e um sorriso encantador. Nascera em uma ilha paradisíaca na África, chamada Seychelles, e passou boa parte da vida indo e vindo da França e da Inglaterra, lugar onde seu pai e sua mãe nasceram, respectivamente.

Agora era a hora de Michelle arrumar um emprego. Precisava de algo bom para pagar os medicamentos de seu pai, que estava seriamente doente, e ajudar a mãe a pagar as despesas da casa. Havia se formado recentemente em direito, e estava completamente preparada para exercer sua profissão. Era agora ou nunca.

Michelle bate na porta da sala onde iria fazer a entrevista de emprego, e recebe um “entre” abafado em resposta. Ao entrar no local, olha ao redor e vê muito luxo. Até o homem que estava sentado na mesa parecia luxuoso. Era um cara com cerca de 40 anos, branco de cabelos pretos e olhos verdes. Ele estava sério, mas Michelle não se deixou intimidar.

-Bom dia, senhor - a jovem diz, entendendo a mão para o homem, mas ele não faz o mesmo. Michelle pigarreia, mantendo o sorriso no rosto, e se senta de frente para ele - meu nome é Michelle Bonnefoy, estou aqui pela vaga de emprego na empresa.

-Eu sei - o homem responde, olhando a garota de cima a baixo - então, você sabe que isso é um emprego sério, não sabe?

-Sei sim, senhor - Michelle afirma, um pouco mais séria - me sinto capaz de atender as suas expectativas.

-Se “sentir” capaz não é o suficiente - o homem diz, lançando um olhar ríspido para a moça e logo depois pegando uma ficha, lendo-a atentamente - você estudou em uma faculdade... Hm, até que boa, sim. É uma boa faculdade, se possamos assim dizer. Mas passou com 73% no último semestre. E o seu trabalho de conclusão não foi o esperado...

-Não? Mas eu tirei 85%! - Michelle exclama, arqueando as sobrancelhas em sinal de descrença.

-Exato. Não quero menos do que 90% aqui. Eu disse que é um trabalho sério, não disse?

-Mas minha meia-irmã mais velha trabalha aqui, e ela passou com o mesmo que eu quando fiz faculdade! Ela se chama Lucille Bonnefoy!

-Mas as regras mudaram. Eu não te acho qualificada para trabalhar aqui, senhorita Michelle. Sinto muito, mas temos um perfil aqui.

-Um perfil? O que quer dizer com perfil? - Michelle pergunta, incrédula.

-Você não tem a imagem que quero passar da nossa empresa. Só isso que tenho a dizer.

-M-mas você nem me entrevistou direito! Não me perguntou nada! Isso não é justo, senhor! - Michelle tentava se controlar para não chorar, pois pioraria sua situação - senhor, eu preciso do dinheiro. Minha família está passando por dificuldades financeiras, meu pai está muito doente, e agora que me formei na faculdade, poderei ajudar! Eu te imploro, senhor! Me dê uma chance! Eu posso ser o perfil que procura!

O homem observa a face de Michelle com o que ela percebe ser algo como nojo, e balança a cabeça negativamente, dizendo:

-Aqui você não trabalha. Tente procurar emprego em outro lugar.

-Mas...

-Eu já lhe disse. Saia, por favor.

Michelle se levanta, triste, e murmura um “tenha um bom dia” para o homem. Ela se encaminha para a porta, mas antes de sair, consegue ouvir o que o cara sussurrou para si mesmo:

-Macaca.

A moça se vira de repente para o homem, assustada e indignada, e pergunta:

-O que você disse?

-Eu já lhe disse para sair.

-Você... Você me chamou de macaca? É isso o que eu ouvi? - Michelle tinha certeza do que ele havia falado, então aquela era uma pergunta retórica.

-Acho que você tem problemas de audição. Eu não disse nada - o homem fala, dando de ombros.

-Isso foi racismo - Michelle continua, sentindo seu sangue ferver - o que você disse foi racista! Isso é crime, se você não sabe!

-Eu não falei nada - ele continua, levantando-se da cadeira e se aproximando da morena - agora, eu tenho coisas para fazer. Saia, ou chamarei a segurança.

-Não vou sair! Confesse logo! Eu não irei engolir essas palavras contra mim! Fale logo! Diga do que você me chamou!

-Eu não falei nada.

-Se você não confessar, não irei ter escolha se não chamar a polícia. Você vai ser preso!

-Você não ousaria...

-Experimente! - Michelle olhou para o homem com determinação, mas logo fechou os olhos ao sentir a mão dele se fechar em sua bochecha com força.

-Sua preta vadia... Se fizer qualquer coisa contra mim, eu vou te destruir. Acabo com sua família, deixo você morando na rua. É melhor você ficar calada, pelo bem de você e daqueles que ama. Estamos entendidos? - o homem havia agarrado Michelle pelos cabelos, puxando-os com tanta força que ela teve que se segurar para não gritar.

Foi então que Michelle percebeu que não podia dar ao luxo de se arriscar. Aquele homem era dono de uma empresa de advogados, e ela não teria chances contra ele no tribunal. E também, com sua família em crise, seu pai doente, e sua mãe passando por dificuldades, não podia perder mais dinheiro. Não mesmo. Ela suspirou, se dando por vencida, e disse:

-Tenha um bom dia, senhor. Espero que encontre a pessoa certa para o emprego.

Michelle saiu a passadas rápidas da sala, já não conseguindo mais conter o choro. Ela havia perdido a chance de um bom emprego por causa de sua cor de pele. O que havia de errado em ser negra? Seus pais sempre lhe disseram que não havia diferença, e que ela era igual a todos os outros humanos do planeta, nem inferior, nem superior. Disseram que cor de pele não era algo para se importar, e que ela deveria se orgulhar de quem era. Mas os outros não pensavam assim.

A raiva estava tomando conta de Michelle, tanto que ela teve que parar um pouco para respirar, antes que começasse a gritar. Era tão injusto. Lucille trabalhava lá, e era branca. Seus outros irmãos de pele clara também nunca tiveram dificuldade de arrumar emprego. Mas se lembrava de um meio-irmão que nascera na India, e assim como ela, tinha pele escura. Michelle não o via há anos, mas se recorda dele dizer que alguém o chamou de “macaco”, ou algo do tipo. Então notou que essa era a realidade que não havia se dado conta de que existia.

Naquele dia, Michelle chegou em casa e conversou com seu pai, que apresentava certa dificuldade ao falar por conta da doença — que era um câncer de pulmão, devido a anos fumando —, e lhe falou tudo o que havia acontecido. Não queria preocupar Francis com aquilo, mas seu pai era seu confidente, seu melhor amigo, seu porto seguro, então Michelle não conseguiria esconder aquilo dele por muito tempo, mesmo que quisesse.

-Ah, minha filha, eu fico tão triste em ouvir isso... - Francis diz, com dificuldade, enquanto colocava uma mecha de cabelo da filha atrás da orelha - eu esperava que você não precisasse passar por isso. Você é uma menina tão boa... Sempre foi muito inteligente. Merecia aquela vaga, sim... 

-Pai, eu estou tão triste... Me sinto um lixo.

-O lixo da história é aquele homem, minha filha. Não fique triste por causa dele. Ele não merece. 

-O pior de tudo é que eu não posso fazer nada. É tudo tão injusto!

-A vida é assim mesmo, Michelle. Mas as coisas melhorarão, pode ter certeza.

-Você vai ficar bem, não é, pai? - Michelle pergunta, agarrando as mãos do francês, que limpa uma lágrima solitária que rolava pelo rosto da mais nova.

-Eu espero que sim, mon amour. 

-Você não vai me deixar, né?

Francis sorri levemente para a filha, em um sorriso reconfortante, e diz:

-Je t'aime, Michelle.

-Je t'aime, papa.

Michelle estava confiante de que seu pai melhoraria. Ali, naquela hora, uma chama de esperança se acendeu. Francis ficaria bem, ela acreditava nisso.

 

 

Ele morreu um mês depois, já que eles não tinham mais dinheiro para bancar os custos do hospital. E com ele, a felicidade de Michelle também.


Notas Finais


Dessa vez eu quis falar sobre o racismo. Não parece, mas esse tipo de situação acontece MUITO, e isso é todos os dias. Parece exagerado alguém negar o trabalho para outra pessoa por causa da cor da pele, mas isso acontece SIM, em todas as partes do mundo.
Vi uma notícia recentemente que falou que pela primeira vez, os negros foram maioria nas universidades públicas, segundo a IBGE.

“A partir das pesquisas feitas durante o ano de 2018, o IBGE apontou que 78,8% dos jovens brancos entre 18 e 24 anos estão no Ensino Superior. Entre os negros na mesma faixa etária, essa porcentagem cai para 55,6%. A taxa de conclusão do Ensino Médio dessa parcela da população apresentou uma melhoria desde 2016 — de 58,1% para 61,8% — mas também continua menor do que de brancos (76,8%).“ (fonte: link aqui em baixo).
O Brasil é um país muito racista, acredito que um dos mais racistas do mundo. E eu acho isso de certa forma engraçado, considerando que nascemos de uma mistura. Africanos negros, europeus brancos, indígenas pardos e muitos outros povos que originaram essa miscigenação brasileira maravilhosa. E atualmente, várias partes do mundo estão se tornando uma “mistura de cores”, principalmente por conta da imigração.
Eu poderia falar todo aquele discurso de que não importa a cor da pele, mas acho que já ta bem claro que penso isso, né? Vou falar pra vocês então COMO agir ao presenciar algum tipo de ato racista com outra pessoa, seja qual for seu tom de pele.
O mais importante de tudo é lembrar que violência NÃO é a solução nesses casos. Sei que a vontade é de dar um soco no meio da fuça da pessoa, mas não podemos subestimar pessoas assim. Elas podem ter uma arma, uma faca, ou qualquer outro tipo de objeto que possa te machucar, então não parta para cima. Acredito que o melhor a se fazer é falar com a pessoa que sofreu o racismo e perguntar se ela quer fazer algo sobre isso, porque racismo É crime no Brasil, então ela pode SIM fazer um boletim de ocorrência. E você é um álibi, então vai ajudar essa pessoa. Fale com o agressor (verbal) e tente descobrir qualquer coisa sobre ele, seja nome, placa do carro, endereço, QUALQUER COISA. Isso ajuda muito a polícia na hora de investigar esses casos.
Infelizmente a punição para racismo não é severa. Mas é melhor fazer isso do que deixar alguém assim solto por ai, mesmo que a pessoa fique presa por pouco tempo. Então fiquem atentos a qualquer coisa na rua, pessoal! Temos que ajudar uns aos outros!!

Espero que tenham gostado do capítulo! Até mais!!

Fonte:

https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/pela-primeira-vez-negros-sao-maioria-nas-universidades-publicas/


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