História E foi assim que me assumi? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Comedia, Drama, Humor, Lgbt, Romance, Yaoi
Visualizações 31
Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá.
Essa história é uma releitura de uma velha história minha que está postada no Nyah com um título um pouco diferente que já não faz sentido para mim e expliquei na última atualização. Só não apaguei ainda porque sou muito apegado aos comentários lindos que recebi nela T-T

Sem mais delongas, boa leitura e espero que gostei <3

Capítulo 1 - Stalker!?


Ainda era início do segundo semestre. As aulas haviam começado a pouco mais de um mês e, finalmente, saía o tão esperado livro do clube de literatura do colégio.

 

Assim como todos os meses, religiosamente, eram impressos vários, curtos, exemplares e vendidos a um preço simbólico, como forma de angariar fundos para o dito clube. Esse dinheiro destinava-se a vários e vários objetivos, entre os quais, e principalmente, ajudar os novos aspirantes a escritor a editarem e/ou publicarem suas histórias. Sem esquecer a organização de palestras e atividades com o intuito de incentivar, não somente a leitura mas também a escrita. Algo que sempre será benéfico encorajar.

 

Com tal atividade em seu auge, a agitação dos estudantes ficava ainda mais evidente, não somente pelos corredores, como também no recinto aonde o silêncio deveria ser a lei regente. Porém, no momento, algo quebrava tal preceito.

 

“Deus, dai-me paciência…”

 

Assim pensava a velha bibliotecária enquanto ajeitava os óculos mais uma vez, bufando e fitando um jovem que, como sempre, acabava deixando-a maluca de tanto mandá-lo fechar a matraca. O garoto era ativo, energético e não ligava de todo, limitando-se a ignorá-la, alimentando sua ira. Se a mulher pudesse enfiar-lhe um processo, oh… Então o manteria longe daquele recinto com toda a certeza.

 

Em sua mente pairavam vários e vários xingamentos não ditos que a engasgavam. Quase podia ser comparada a um balão inchado de tão sufocada e roxa de raiva.

 

 Mais um barulho foi ouvido e já estava com os cabelos em pé, agarrando os óculos que quase escapuliram por entre os dedos grossos, de unhas “borradas” de vermelho, diante do susto.

 

– LINDO!!! – A exclamação, em alto e bom-tom, assustou não somente aquela velha hiena, mas também os outros estudantes que se encontravam ali fazendo suas tarefas, matando tempo ou até mesmo escapando de aulas chatas e se ocupando de um bom livro.

 

Os olhares curiosos, e alguns até furiosos, caíram sobre o jovem de cabelos dourados e sorriso radiante.

 

Seus olhos chegavam a brilhar diante das palavras muito bem escrita que compunham versos cheios de sentimentos, descritos naquele pequeno livro. Mas o da bibliotecária, ah, se o olhar matasse… Ele já teria caído no chão que nem jaca madura.

 

Mais morto, impossível!

 

– SHIUUUUUU! Faça silêncio na biblioteca! – Aquele chiado soou tão amargo quanto um “Cala a boca, imbecil”.

 

É. Era o que ela queria ter dito, porém, conteve-se diante do posto de trabalho, tentando também cultivar a boa educação e a compostura. Mantinha o indicador junto aos lábios obscenamente pintados de vermelhos e os olhos “assassinos” fitavam o jovem por detrás dos óculos cento que garrafa que já havia acomodado, novamente, sobre o nariz fino e pontudo.

 

Isso acontecia constantemente com o dono de mechas lisas dourados e bem penteadas. O garoto rolou os olhos diante daquela feição, a seu ver, ridícula. Novamente a ignorava, para infelicidade da mulher que via aquilo como uma afronta.

 

“Essa velha não me dá sossego…” E formava um bico emburrado nos lábios rosados.

 

Ou era muito corajoso ou um grande idiota…

 

Todavia, exclamava uma realidade que apreciava no momento. Suspirou baixo e desfez o bico, dando lugar a um sorriso bobo que fez par com as bochechas suavemente pintadas de carmesim, e voltou a observar o livro de poesia que comprara pouco antes de entrar no recinto.

 

O livro tinha poucas folhas muito bem preenchidas. Haviam prodígios entre aquelas paredes, admitia-o com clara admiração.

 

Suspirou mais uma vez, os olhos presos naquele codename. Não sabia se era ele ou ela. Fosse quem fosse, com certeza preferia manter-se em anonimato total. Aquele autor escrevia belas e suaves palavras que faziam seu coração pular dentro do peito.

 

Não somente um amante de literatura. Também adorava versos e poesia.

 

“Quero me casar com essa bela criatura. E escutar esses versos todos os dias. Vou ser mais feliz que pinto no lixo!”

 

– Aah… Quero conhecer… – Choramingou, deitando a cabeça sobre a mesa.  

 

E sua mente já fantasiava uma peça fictícia e perfeita de Romeu e Julieta, entretanto, com final feliz. Em seus devaneios aquela pessoa tinha que ser perfeita, para escrever coisas tão bonitas e tocantes. Já suspirava e os olhos brilhavam de forma apaixonada.

 

Foi tirado de seus devaneios por uma nova figura que entrava na biblioteca. Trincou os dentes. De todas os estudantes, ele era o que menos queria ver no momento.

 

– De novo… Lá vem… – Estalou a língua nos dentes, ignorando-o.

 

“Esse idiota...”

 

 Alto, moreno, olhos escuros e penetrantes que sempre abalavam estruturas. Lábios rosados que deixavam escapar palavras provocantes e que pareciam estar sempre prontas para ferir qualquer um que lhe fizesse frente. Sua fama de delinquente já havia se espalhado, mesmo com pouco tempo ali e sem qualquer prova evidentes.

 

O loiro nunca tinha visto qualquer coisa que provasse que ele era realmente aquilo que diziam. Deduzia ser pelo estilo diferente, meio punk, roupas escuras, expressão fechada, calado na maior parte do tempo, e sem amigos, aparentemente.

 

Novato. Recém-chegado. Nem mesmo tinha um mês esquentando cadeiras naquele colégio. O engraçado é que ninguém realmente sabia algo sobre ele. Apenas boatos. Isso instigava a curiosidade do jovem que agora tentava manter-se longe dele.

 

Tudo o que sabiam era que ele estava no último ano e vinha transferido de outro país.

 

“Tsc… Está olhando para mim… Lá vem… Que saco.”

 

Agarrou seus pertences assim que o moreno se sentou e, em um salto, já estava saindo da cadeira e caminhando rapidamente para a porta, para alívio da mulher que já estava sorrindo com a ideia de vê-lo pelas costas.

 

Percebeu que havia sido notado pela sua fuga SUPER discreta. Com todo o sarcasmo que isso merece. Devia pressupor que isso aconteceria, afinal, o outro jovem estava o encarando e seguindo seus movimentos, bem descaradamente, com um claro sorriso de deboche.

 

– Fugindo com o rabo entre as pernas, Matheus? Que fofo. – Perguntou em tom zombeteiro.

 

O loiro ficou vermelho de vergonha e raiva, antes mesmo de perceber algo que já o intrigava haviam quase duas semanas.

 

“Como esse infeliz sabe meu nome afinal?” Perguntou-se em mente, encarando-o com claro incômodo.

 

– Está vendo algum rabo entre minhas pernas, seu idiota? É míope ou está delirando? – Rebateu em um resmungo.

 

Não era a primeira vez que trocavam palavras frias e afiadas. Isso acontecia desde que começou a ser… Stalkeado(?).

 

– CALA A BOCA E VAI-TE EMBORA DE UMA VEZ! – A bibliotecária, novamente, catava os óculos que quase lhe escapavam da ponta do nariz arrebitado. Fuzilava Matheus com o olhar enfurecido. Perdera as estribeiras com o grito e estava se condenando em mente, enquanto era alvo de olhares reprovadores de algumas das pessoas ali presentes.

 

“Me fudi…!! Essa pré-histórica vai me matar”

 

O loiro apenas deu de ombros e saiu rapidamente antes que aquela velha ranzinza tivesse um avc.

 

O sangue fervia em suas veias e estava tão exaltado que o coração batia forte em seu peito, tamborilando. Também havia receio e algum rastro de medo. O outro estava logo atrás de si, andando tranquilamente, sorrindo torto e discreto.

 

“Isso parece Tom e Jerry… Não, espera. Eu não sou um rato.”

 

Apertou mais o passo e apenas não correu desenfreado pelos corredores por ser proibido e o presidente do grêmio estava deambulando por ali. Sua sorte é que também haviam alguns estudantes. O “delinquente” não tentaria nada consigo.

 

Mais alguns metros e algumas escadas e já estava alcançando a sala aonde seriam as próximas aulas, finalmente. Ali teria pessoas e poderia despistar o moreno.

 

Virou mais uma esquina e invadiu a sala sem pensar duas vezes, porém…

 

– EEEEHH!?!?!? – Para seu infortúnio, o cômodo estava vazia e, no quadro, com letras garrafais, havia uma mensagem.

 

*Aulas canceladas por motivos de força maior.*

 

 

– COMO ASSIM!? Que mané força maior? Escolhe outro dia. Logo hoje------ah? – Quase deu um salto com a presença do moreno atrás de si.

 

Seu sangue gelou nas veias e a respiração falhava pela caminhada ate ali, para dar com os burros n’ água. Coçou a nuca, tentando pensar em alguma saída. Encurralado como um rato.

 

- Matheus, Matheus… Você gosta de fugir de mim, não é? – Sorriu torto, fechando a porta e se aproximou do loiro.

 

Segurou o queixo fino e deu alguns passos, empurrando-o, com delicadeza, até ficar com as costas junto a parede, sem se importar com o fato do outro ser maior, embora fosse por poucos centímetros.

 

Matheus estava aflito e gelado. Desviou o olhar e engoliu seco. As bochechas esquentavam, pinceladas da cor do sangue. Deu um tapa na mão do moreno e trincou os dentes em reprovação a aproximação.

 

Não entendia. O que tanto o moreno fazia atrás de si era um mistério. Não sabia nada sobre ele. Nem mesmo o nome. Suspirou pesado e o encarou.

 

– Eu não fiz nada... Me erra. Até quando vai continuar com esses joguinhos? Isso é assédio... Seu… Seu idiota… – Irritado, se fez de forte, mesmo com as pernas tremendo.

 

Sentia-se uma presa diante de seu predador. Seu coração tamborilava de tal forma no peito que quase escapava pela boca. Começou a suar frio enquanto o moreno, apenas, o encarava e sorria com diversão.

 

- Tem certeza? – Sorriu com mistério, porém, no instante seguinte ouviu a porta ranger.

 

– Aonde está a graça? Está me apertando… E está muito perto... Essa… Essa joça de colégio tem sei lá quantos trocentos alunos e ve…m… EH? What the fuck?

 

– Tsc. – O moreno estalou a língua nos dentes e puxou o loiro para dentro de um armário vazio sem que este conseguisse terminar de retrucar.

 

Matheus sentiu o coração palpitar. Perto demais. Apertado demais.

 

- E-Ei… Está me esmag… hnf…

 

- Fica quieto. – O moreno murmurou, colocando uma mão sobre os lábios alheios.

 

O armário era tão apertado que os corpos ficaram praticamente colados um no outro. Para Matheus aquilo era sufocante e desesperador. Seus dedos tocavam o peitoral alheio, e várias coisas passavam pela sua mente. Coisas que queria afastar rapidamente.  

 

“Perto… Muito perto… Vou morrer... Meu coração vai parar… AHH!!!! Alguém me mate!”

 

O moreno sorriu torto ao sentir os dedos roçando por cima da camisa, apertando suavemente o tecido. Deslizou a língua entre os lábios, sutilmente, e não fez nada mais do que observar o rosto do companheiro que ficava mais e mais vermelho. Uma situação inusitada. E estava aproveitando cada segundo em seu deleite.

 

Do lado de fora, algumas vozes podia ser escutadas, embora, não muito nítidas. Matheus conhecia alguns dos timbres. Todas as garotas faziam parte da sua turma, incluindo uma em que tinha um “crush”. Ele e todos os rapazes da sala.

 

- Olha que legal. Não vamos ter aulas. Vamos aproveitar para passar na nova loja do centro comercial. Vi lá uma bolsa, meninas. Tem que ver! – Tagarelava uma das garotas. Beatriz. A maior mala da turma segundo o loiro. Superficial e só pensava em compras e estar na moda.

 

- Tudo bem. Vamos logo, tenho que estar em casa a hora do almoço. – Todas concordaram. Dava para perceber que eram um grupo pequeno. E quando saíram, foi um alívio.

 

Matheus transpirava e arfava naquele lugar quente e apertado, com o corpo alheio fazendo pressão sobre o seu. Sentia-se um sorvete em um dia de Verão de mais de quarenta graus.

 

“Vou virar um picolé derretido e… Droga… ”

 

- Eh? – Percebeu que o moreno estava tocando seu corpo, e para piorar, estava se arrepiando completamente com aquelas mãos nada bobas.

 

- Oh… Você está tão quente. – O menor deixou escapar um risinho.

 

O loiro ficou ainda mais vermelho e, em um impulso, empurrou o outro, rapidamente, fazendo-o bater com força contra a porta, que se abriu em um instante, e arregalar os olhos.

 

Em questão de segundos agarrou a primeira coisa que lhe veio a mão. A camisa do louro que deixou escapar um gritinho, caindo junto com ele. A sorte de Matheus foi ter caído sobre algo macio, enquanto o moreno tentou proteger pelo menos a cabeça do impacto.

 

Ainda tonto, esfregou os olhos e, novamente estava ficando vermelho com a posição embaraçosa. Colocou as mãos sobre o peitoral, buscando o impulso necessário para se levantar, enquanto o moreno ainda se recuperava do impacto e mantinha um olho fechado e outro aberto. E um sorriso presunçoso bailando sobre os lábios.

 

- Gosta de montar? – Sorriu torto, rindo baixo, mas logo um grito histérico despertou os dois do transe momentâneo.

 

Ainda haviam algumas garotas na sala, e olhavam para ambos com expressão condenatórios e até repulsiva. O loiro estava tão envergonhado diante da cena e dos cochichos alheios que levantou-se em um pulo e deixou a sala, batendo a porta com força.

 

“Quero morrer… Alguém me mate. Não! Eu…”

 

– …vou matar esse infeliz! – Concluiu seu pensamento em voz alta, completamente envergonhado.

 

O moreno apenas assistiu a cena, suspirando pesado. Passou a mão pelos cabelos, irritado, enquanto ouvia aquelas futriqueiras tricotando sobre o que acabaram de assistir. Trincou os dentes e levantou enfurecido.

 

- Não tem mais nada para fazer? – Não escondeu a irritação, e logo as garotas pararam o falatório e deixaram a sala.

 

Respirou fundo e pegou sua mochila e… Uma outra que certamente era de Matheus. Na pressa nem se apercebera que tinha deixado suas coisas ali.

 

– Ora, ora. Parece que a Cinderela perdeu o sapatinho de cristal.

 

Um traço malicioso desenhou-se nos lábios que eram suavemente umedecidos com um passeio lento da língua do jovem. Colocou ambas as mochilas sobre os ombros, uma de cada lado e seguiu caminhando pelos corredores, tranquilamente. 


Notas Finais


Opiniões??
Bjss ;*


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