1. Spirit Fanfics >
  2. É inevitável não te amar >
  3. Novas portas se abrindo

História É inevitável não te amar - Capítulo 51


Escrita por:


Notas do Autor


"O amor não se vê com os olhos mas com o coração. Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor. Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção".

Espero que gostem.
Comentários e sugestões são sempre bem vindos.

Capítulo 51 - Novas portas se abrindo


Fanfic / Fanfiction É inevitável não te amar - Capítulo 51 - Novas portas se abrindo

POV REGINA CONTINUAÇÃO

- Quer falar mais sobre o dia de hoje? Emma perguntou entre uma conversa e outra. - Nossa, isso está uma delícia. Sua expressão dizia exatamente a mesma coisa. Tomei um pouco de vinho enquanto decidia se falava sobre as fotos.

- Eu fiz mais do que deveria. Falei, resolvendo não tocar naquele ponto. A hora certa chegaria. - Acredita que amantes dele estiveram lá?!

- Sério? Como notou isso? Franziu o cenho.

- Na verdade não posso provar isso, mas tenho certeza. Emma, tinha mais mulher chorando do que homem naquele lugar. Seu olhar se voltou para o prato.

- Sentiu ciúmes? Sua voz assumiu certa seriedade. Coloquei minha mão sobre a sua.

- O alvo do motivo para me gerar ciúmes estava muito ocupada trabalhando. Minhas palavras capturaram seu olhar.

- Me desculpe… Sua mão levou a minha até os lábios onde deixou um beijo.

- Não tem que se desculpar de nada.

- Você, também, não precisa explicar. Afirmou.

- Mas eu quero. Me senti afrontada como se, ainda, estivessem jogando na minha cara todo o tempo que passei suportando esse fardo desnecessário.

- Agora acabou, Regina.

- Na verdade estamos no meio do caminho. Reconheço os progressos, mas só vou sossegar quando a tal Lilith estiver na cadeia.

- Estou confiante de que isso vai acontecer logo, mas vejo que você não está muito convencida disso.

- São dois pesos e duas medidas, Emma. Você mesmo disse que eles estão sendo procurados em todo país por diversos outros incidentes, então, como não foram pegos ainda? O que vai acontecer de diferente dessa vez?

- Eu não sei, minha linda… Vamos trabalhar os pensamentos na linha da atração. Temos que pensar positivo. Afirmou.

- Tem razão, eu preciso frear essa inquietude antes que ela me domine. Agora me conta um pouco sobre seu dia. Sei que foi estressante e fiquei preocupada com sua fala de hoje mais cedo. Ela respirou fundo, deixando os talheres ao lado e limpando sua boca com o guardanapo.

- Põe estressante nisso. Encostou suas costas na cadeira. - Eu odeio dizer a um colega que seu trabalho não está à altura dos conceitos da revista. Isso não está certo, eu não sou ninguém para julgar o trabalho do outro.

- Ei, não diga uma coisa dessas. Se não fosse competente o bastante não estaria no posto que conquistou.

- Essa é a questão, amor, eu não busquei nada disso, as coisas chegaram até mim. Fiquei sem saber o que fazer e acabei aceitando. Nem imaginava quais seriam as atribuições do cargo.

- Infelizmente todo cargo de chefia implica em corrigir algumas coisas. Além de ser o foco das conversas de corredor.

- Tem isso também. Eu detesto ser o centro das atenções. Confessou.

- Sabe que está namorando a capa da próxima edição da revista que trabalha, não é?! Falei com receio. - Não pretendo manter em segredo nosso relacionamento e isso de todas as formas vai chegar até você. Seu olhar se voltou para o meu.

-  Regina, meu amor, eu também não quero que faça nada do tipo. Disse séria. - O fato de me sentir incomodada com isso não quer dizer que serei indiferente no que estiver acontecendo ao seu redor. Nem vi o conteúdo final, mas já estou muito orgulhosa de você. Tenho certeza de que será inspiração para muitas outras mulheres se reerguerem. Outra coisa, eu não esperava uma postura diferente vinda de você e jamais te pediria o contrário.

- Eu fico aliviada de saber que pensa assim..

- E sobre o almoço de domingo, estou ansiosa. Seu comentário me chamou a atenção. - Poderíamos marcar um horário e visitar o Henry e a Lívia. O que me diz? Sua pergunta me surpreendeu tanto que silenciou minha fala. Emma baixou seu olhar. - Se não quiser, tudo bem, vou entender. 

- Amanhã mesmo vou ligar para combinar um horário. Podemos ir no sábado se quiser… Recuperei o fôlego e falei. O brilho em seus olhos foi um presente.

- C-Claro, qualquer horário que você quiser. Disse com um largo sorriso no rosto. - Podemos comprar quatro presentes.

- Quatro? Fiquei sem entender. Ela riu.

- Temos sobrinhos agora, esqueceu? Vou ser a tia que joga no time da bagunça.

- Essa carinha diz que vamos ter muita gritaria no domingo. Seu sorriso se abriu um pouco mais e seus lábios buscaram os meus.

- Com toda certeza… Se levantou, me deu um selinho e estendeu sua mão. - Aceita dançar comigo, senhorita Mills? Soltei o guardanapo de lado e segurei de volta.

- Com toda certeza. Falei, reproduzindo suas palavras. Fomos para a sala e Emma ligou o som. Seus dedos tateavam sobre os botões e pareciam procurar a música perfeita.

- Achei você… Ouvi ela dizer para si mesma. De repente um tintilar agradável começou a soar e a voz de Jason Someone soou na canção Love Someone. Emma me puxou para si levando meus braços até seu pescoço enquanto abraçava minha cintura. - A gente completa três meses na segunda. Disse balançando nossos corpos sem sair do lugar e ditando um ritmo calmo. Contei o tempo mentalmente.

- A revista sai na quarta, então, sim, vamos completar um trimestre, mas parece que estamos juntas a muito mais tempo.

- Tenho essa mesma sensação. Beijou a ponta do meu nariz e rodopiou meu corpo. - Sabe, eu nunca pensei que encontraria o amor de verdade. Sinceramente, nem sabia que existia um sentimento deste tamanho.

- Posso dizer a mesma coisa. Quando minha mãe contava suas histórias eu dizia a mim mesma que aquilo era delírio demais para o meu raciocínio.

- Sua mãe é uma pessoa muito especial. Acho incrível a relação de maternidade que ela tem com vocês. Tão espontâneo, transparente e moderno.

- Queria poder ter conhecido seus pais. Ela me deu um meio sorriso.

- Tenho certeza de que eles te adorariam logo de cara. Certamente não falariam tão abertamente sobre certos assuntos como sua mãe, mas eles te amariam por me fazer sentir tão especial.

- Você é mais do que isso. Há uma luz imensa aqui dentro. Apontei para o seu coração. - Você é a primeira pessoa que me olhou nos olhos antes de olhar o meu decote. Isso não quer dizer que eu não tenha notado seus olhares furtivos… Brinquei e ela riu.

- Eu fiz isso? Não me recordo… Fingiu estar pensando. Segurei seu rosto entre minhas mãos e colei nossas testas.

- Sim, você fez, mas quando o fez eu já estava caidinha sem nem perceber. Você olhou a minha alma, Emma. Essa luz que tem dentro do seu peito iluminou o caminho para me tirar da escuridão. Sou grata a você por me mostrar como é se sentir amada e desejada com respeito. Seus braços me envolveram mais e seus lábios tomaram os meus num beijo que continha inúmeros significados. Levei minhas mãos até seus cabelos e cravei os dedos ali, puxando-a para aprofundar aquele gesto. Quando sua língua deslizou sobre a minha, uma corrente elétrica invadiu meus músculos deixando-me na ponta dos pés. Não sei quanto tempo durou, o que sei é que quando paramos para respirar a música já tinha acabado e outra tocava em seu lugar. 

- Eu te amo e não consigo mais imaginar minha vida sem você. Disse com os olhos fechados e a respiração descompassada.

- Abre os teus olhos, meu amor. Pedi e ela assim fez. Encarei aquelas orbes verde brilhante que tanto adorava. - Não enxergo um futuro onde você não esteja. Você é tudo pra mim, minha Emma Swan. Sua boca tomou a minha novamente, mas, desta vez, havia aquele desejo implícito que ela tentava esconder com palavras. Gemi baixo ao sentir seus lábios escorregarem para o meu pescoço enquanto suas mãos apalpavam minha bunda. De repente ela parou e se afastou só o necessário.

- Regina, me desculpe, eu deveria ter me controlado. Olhei com estranheza para suas palavras e franzi o cenho.

- Do que está falando? Foi a vez dela me olhar com surpresa.

- Eu pensei que você precisaria de um tempo por causa dos acontecimentos de hoje, mas eu me deixei levar por esse nosso momento e… Coloquei meu indicador em seus lábios e ela parou de falar.

- Isso é muito fofo da sua parte, mas não precisa mesmo se preocupar com isso. Meu tempo já foi gasto a toa demais por hoje. Está na hora de você aplicar sua mágica e fazer cada minuto valer a pena.

Não precisei dizer mais nada, Emma me ergueu em seu colo e caminhou comigo até o quarto enquanto eu fui deixando nossas roupas para trás. Quando chegamos na cama ela deitou seu corpo parcialmente nu sobre o meu. Aquele calor típico misturado ao seu perfume amadeirado fazia toda minha pele se arrepiar. Depois de mais um beijo, sua boca desvendou todos os mistérios em meu pescoço e traçou uma trilha de selinhos longos e molhados até meus seios. Por mais que eu já esperasse nada menos do que muito prazer, de alguma forma ela sempre superava o teto das minhas expectativas. Sua língua ávida deslizava sobre cada centímetro e sempre terminava com uma chupada gostosa no mamilo. Arrisco dizer que eu poderia gozar só com aquela sensação. Suas mãos foram até meu short e abaixaram pouco a pouco acompanhando o distribuir de carícias em meu abdômen. Emma se ajoelhou entre minha perna e puxou o restante da peça jogando num canto qualquer. Depois, sem desviar seus olhos dos meus, se desfez do restante da sua roupa e voltou a deitar sobre mim. Seus braços lindamente definidos seguravam uma parte do seu peso enquanto ela roçava minha intimidade em seu abdômen num vai-e-vem delicioso. Foi inevitável não mover o quadril em busca de mais contato. Seu olhar devorador desviou dos meus e olhou para baixo. Levantei a cabeça na intenção de ver o que tanto chamava sua atenção. Quando assim o fiz, logo vi o motivo, minha lubrificação estava se  espalhando sobre seu abdômen e ela parecia satisfeita com isso.

- Está gostando do que vê? Perguntei chamando sua atenção.

- Mais do que posso explicar no momento. Sua voz arrastada e carregada de tesão invadiu meus ouvidos aumentando minha excitação. - Só consigo dizer que nada no mundo é mais gratificante do que saber que sou capaz de te deixar desse jeito. Seu ritmo constante mantinha meu tesão nas alturas, mas não deixava passar disso.

- Você não é só capaz. Você é a única que já me deixou molhada desse jeito. Propositalmente ela soltou um pouco do seu peso e promoveu mais contato, me fazendo gemer baixo. - E-Eu sei que você não tem pressa alguma quando o assunto é essa… ahhh… Mas eu preciso agora. Empurrei seus ombros para baixo deixando claro minha vontade. Emma abriu aquele sorriso safado, desceu até onde eu queria e passou seu nariz sobre meu sexo, respirando fundo.

- Seu corpo cheirando a sexo me deixa fora de órbita.

- Então me leva às alturas meu amor. Aquilo foi como colocar álcool sobre uma fogueira e tudo virar um completo incêndio. Emma deslizou sua língua desde a entrada até o clitóris, recolhendo toda minha excitação. Afundei a cabeça no travesseiro em resposta aquela sensação deliciosa. Senti seus dedos abrindo caminho para um acesso mais específico em meu ponto de maior prazer. Assim que encontrou ela abocanhou meu clitóris, alternando entre lambidas e sugadas poderosas enquanto suas mãos seguravam firmemente minhas coxas. Quando uma de suas mãos se soltou já esperei o que estava por vir. Seus dedos foram me invadindo sem pressa até preencher cada espacinho. Não demorou para encontrar o alvo que disparava todas as minhas terminações nervosas. Ditou aquele ritmo torturante que eu tanto amava por tempo suficiente para garantir que eu estava pronta. Meu gemido era o combustível que indicava o tamanho do desejo e, então, a máquina do prazer acelerou modernamente e manteve aqueles movimentos precisos, tanto fora quanto dentro de mim, fazendo minhas costas desgrudaram do colchão e me deixar parcialmente sentada, apoiada nos cotovelos para assistir toda aquela performance. Seus olhos fechados me deram certeza do quanto ela estava concentrada e aproveitando cada segundo. O clímax me invadiu como o Big Bang e eu não tive vergonha alguma de soltar um grunhido alto enquanto minha cabeça pendia para trás. Emma sugou todo o resultado do seu desempenho antes de subir de volta para cima de mim. Seu sorriso de satisfação era encantador.

- Quero que faça uma coisa por mim… Ela disse depois de beijar meus lábios.

- Faço o que você quiser. 

- Quero você dentro de mim, agora usando o strapon. Fiquei surpresa com o pedido, mas, ao mesmo tempo, lisonjeada, afinal eu era a única em que Emma confiava ter esse tipo de intimidade. Ela mesma foi em buscar o acessório e me vestiu. Depois de subir em meu corpo e se posicionar comigo entre as suas pernas, senti seu primeiro desconforto quando ela mesma tentou penetrá-la na sua entra. Segurei sua mão.

- Amor, deixa eu conduzir as coisas desta vez, só estamos nós aqui é eu preciso que confie em mim. Ela assentiu. - Levanta um pouco só o suficiente para posicioná-lo, depois desce devagar sentindo onde é mais agradável. Emma seguiu minha orientação e foi se entregando com os olhos fechados até sentir-se preenchida. Desta vez não vi qualquer vestígio de dor expressa em seu rosto. - Agora você já sabe o que fazer. Falei colocando uma mão de cada lado do seu quadril. Suas mãos pousaram sobre as minhas quando ela começou a subir e descer buscando seu ponto de maior excitação. Assim que o encontrou, senti todo o seu abdômen se contrair e ela inspirar profundamente. Sorri feliz. - Você é tão linda. E está magnífica por esse ângulo. Seus lábios se contraíram num sorriso doce enquanto seus olhos ainda se mantinham fechados. - Leva a gente para outra dimensão, meu amor. Seus movimentos foram ficando mais vigorosos gradativamente à medida que a excitação aumentava. Emma acelerava e desacelerava como se estivesse tentando prolongar o máximo que podia. De contrapartida a estimulação causada em mim por suas contrações já estavam ultrapassando meus limites, me deixando a um passo de gozar.

- Não precisa se segurar, minha linda, entregue-se. Minha expressão deve ter me denunciado.

- E-Eu quero esperar por você. Falei com a respiração descompassada.

- Então não vou mais nos atrasar. Dito isso, Emma inclinou um pouco seu corpo para frente apoiando suas mãos na cabeceira da cama. Pensei estar diante de uma miragem quando aquela loira linda, com seu corpo  escultural levemente suado, começou a cavalgar freneticamente em busca do nosso prazer. Mais alguns movimentos e não aguentei me segurar, deixando cada célula do meu corpo ser inundada por aquele orgasmo surreal. Gemi alto me entregando aquele prazer imenso e sendo seguida por ela pouco depois. Senti sua pele arrepiar toda enquanto se deixava consumir pela saciedade inclinando a cabeça para trás. Quando satisfeita, tombou seu corpo ao lado do meu, caindo de barriga para cima ainda de olhos fechados, com a respiração pesada e acelerada. Retirei o acessório e encaixei meu corpo junto ao seu, deixando a coxa sobre o seu quadril. - Você foi maravilhosa.

- E-Eu tenho uma ótima professora. Ficamos abraçadas e em silêncio curtindo aquela sensação de plenitude. Notei que seu sono tinha chegado quando a respiração ficando mais calma e a mão que acariciava minha coxa foi diminuindo sua velocidade até parar por completo. Antes de deixar o sono me levar fiquei pensando se tinha tomado a decisão certa ao firmar o compromisso da visita ao orfanato. Sabia o quanto isso significava para Emma e, mesmo assim, estava preocupada em como aquilo poderia repercutir dentro de mim.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...