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História É muita responsabilidade ter um bichinho - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Eu literalmente fiz essa história há uma hora em um surto criativo

Espero que gostem

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Gatos


Miyamura Daichi, vinte e sete anos, trabalhador assalariado da empresa X, mora sozinho em seu apartamento de tamanho médio a duas estações de trem do seu local de trabalho. Sua dieta consiste em comidas fáceis de preparar, arroz e peixe. Seu último relacionamento amoroso foi no ensino médio com uma kohai e não durou um mês, mas também já se envolveu romanticamente com um colega de aula. Nunca teve um animal de estimação, nem quando criança, pois seus pais tinham alergia; também nunca se interessou por animais, segundo ele próprio, eles dão muito trabalho.

E eu não tava errado, pensou quando ouviu os miados estridentes vindos da sala.

— KURO JÁ MANDEI PARAR DE MORDER O SEU IRMÃO – gritou pro gatinho sem nem olhar pra trás. Não precisava ver pra saber.

— Foi ele quem começou!! – o gatinho retrucou.

Sim, você não leu errado. O gatinho respondeu.

Na verdade, isso não é uma história normal sobre um amante de gatos.

Tudo começou há duas semanas.

Era uma noite chuvosa de fim de inverno. Estava frio e úmido por todo lugar.

Daichi estava andando até sua casa com seu guarda-chuva depois de voltar do trabalho quando passou por um beco.

Em uma cena clichê de shoujo, ele olhou pro lado e viu duas figuras encolhidas na chuva: um gatinho preto cobrindo um gatinho branco com manchas amarelas.

Eles estavam sozinhos, dois filhotes na chuva abandonados por algum ser irresponsável denominado "humano" que os separou de sua mãe provavelmente de uma maneira cruel.

O coração do Miyamura gelou e ele se viu parado olhando pros filhotes.

Mas ter um animal era muita responsabilidade pra ele, muito trabalho e gasto de dinheiro.

Os gatinhos tão tremendo de frio, notou.

Além de quê, precisa de espaço pra cuidar desses animais, e quase não há espaço pra ele mesmo em seu apartamento.

Ninguém ao redor dele parecia notar os dois filhotes ali.

Ele é o único que pode salvá-los, mas...

Um miado fino e baixinho saiu do amontoados de pelos molhados e então o gatinho preto olhou pra cima.

Os olhos verde esmeralda felinos encararam os olhos negros humanos.

Ele miou.

Parecia triste.

Era como se pedisse por ajuda.

Daichi desistiu de hesitar e andou até eles. Se abaixou e os pegou com apenas uma mão.

Eram minúsculos.

O gatinho de baixo miou estridente, parecia assustado.

Querendo aquecer os dois, ele os colocou dentro do seu casaco e correu pra casa.

Quando chegou, foi diretamente buscar uma caixa, um cobertor e uma toalha para secar e aquecer os filhotes.

Demorou um pouco, mas logo eles estavam secos e quentinhos, miando com fome.

O que eu faço? Nem sei o que tenho que dar pra eles comerem! olhou a geladeira, não havia nem leite.

Um pouco desesperado pela pressão que os miados lhe davam, ele ligou pra uma petshop próxima e pediu ajuda.

— Eu acabei de resgatar dois gatinhos da chuva e não sei o que dar pra eles comerem – falou pra moça que atendeu o celular.

— O senhor sabe dizer mais ou menos a idade deles? – ela perguntou.

— Eles são filhotes – respondeu enquanto acariciava a cabeça do gatinho preto, que miava incrivelmente alto.

— Entendi, o senhor vai querer um pacote de ração para filhotes, então?

— É, pode ser – não lembrava de ter pedido ração alguma – vai ficar quanto?

— Uns 214,10, senhor – (por volta de 10 reais).

— Certo – se levantou pra separar o dinheiro.

— Okay, o senhor pode me dizer o endereço pra entrega?

Depois de informar a moça onde morava, ele foi separar um potinho pra colocar a ração. Seus potes não eram muito úteis pra alimentar aqueles dois, então ele resolveu que, por hora, seria numa tampa mesmo.

Não demorou cinco minutos e o entregador tocou a campainha.

Daichi pagou o moço e entrou em casa com o saco de um quilo de ração para filhotes de sabor carne e leite.

Colocou um belo punhado na tampa do pote e entregou pra eles.

Os gatinhos estavam famintos, miavam e comiam ao mesmo tempo, o pretinho estapeando o branquinho que retribuía os tapas um pouco desajeitado.

— Ei ei, parem de brigar – falou enquanto observava os dois comendo.

Mas os gatinhos não obedeceram e seguiram brigando até que a comida havia acabado e os dois ficaram satisfeitos.

Amanhã é domingo, minha folga, suspirou, vou aproveitar pra ver se encontro alguém pra ficar com eles, observou os gatinhos até que eles se deitaram juntinhos e dormiram na caixa.

Daichi bocejou e decidiu que ia fazer o mesmo.

Não estava com fome, então foi diretamente tomar um banho e dormir.

* * *

Havia acabado de sair de um sonho sobre folhas gigantes lhe perseguindo pelo escritório quando sentiu um calor junto com um peso anormal na sua cama.

Primeiramente, ficou bastante confuso com aquilo.

Abriu os olhos com dificuldade e ligou a luz do abajur barato ao lado da cama.

Seu cérebro demorou um pouco pra digerir que haviam duas crianças com traços felinos deitadas cada uma abraçando um lado do seu corpo.

Que porra...? sentiu sua mente parar por um momento.

Do seu lado direito, um garotinho de aproximadamente sete anos dormia lhe abraçando, ele tinha orelhas e um rabinho de gato branco com manchas amarelas; do lado esquerdo, um menino da mesma idade e mesmas características com a cor como única diferença, ele era preto.

Daichi se sentou com dificuldade na cama, tentando entender o que era aquilo.

É um sonho? pensou.

Seu movimento fez um deles acordar, mas ele apenas aconchegou sua cabeça no peito do mais velho e fechou os olhinhos pra dormir de novo.

Definitivamente é um sonho, acariciou as orelhas dele, e que merda de sonho é esse? Por que que tem duas crianças na minha cama? Eu sou doente mental e nem sei?

Não, felizmente Daichi não é nenhum tipo de doente mental e nem tem "fetiche" por garotinhos com características felinas, então esse tipo de sonho é realmente algo que ele nunca teria.

Bom, já que é um sonho mesmo, voltou a se deitar, dessa vez com mais cuidado pra não acordar ninguém, boa noite, desligou o abajur e voltou a dormir. Sim, dentro do sonho.

* * *

Acordou novamente, dessa vez sentindo alguém tocando o seu rosto.

— S-senhor? – uma voz fofinha o chamou.

— hm? – abriu os olhos lentamente.

Mais uma vez demorou pra processar a situação.

— O senhor pode dar comida pra gente? – aquela voz fofinha pediu de um jeito educado.

— Ah, claro – esfregou os olhos, ainda sem entender.

O que é isso? olhou pro garoto de cabelos brancos com machas amarelas, ainda tô sonhando? É um sonho ainda?

O garoto vestia uma camisa larga, provavelmente de Daichi.

Sem muita pressa, o humano se levantou e olhou em volta.

A porta do seu guarda-roupa estava aberta e várias roupas estavam espalhada pelo chão. Havia uma cadeira da cozinha ao lado, provavelmente usada como apoio para o crime.

O garoto se afastou um pouquinho pra deixar ele passar quando se levantou.

O Miyamura andou até a porta e a abriu.

Encontrou sua cozinha de um jeito que não havia deixado: a geladeira e os armários da pia estavam todos abertos, alguns potes jogados e um único criminoso na cena.

Ele também estava vestindo uma camisa larga, seu rabinho felino estava junto de seu corpo e, na sua boca estava um pedaço de pão advindo diretamente do saco aberto nas suas mãos.

— E-eu disse pra ele não mexer – o garoto ao seu lado olhou pra baixo com uma carinha de culpado.

— Aham – não sabia reagir.

A caixa de papelão com o cobertor estava em cima do sofá, igual a ontem, porém vazia.

— Pode me dizer o que tá acontecendo? – perguntou pro pequeno ao seu lado.


Notas Finais


Eu vou dizer aqui uma coisa pra tirar um peso da minha consciência: o próximo capítulo sai quando eu conseguir escrever :) essa aqui vai ser aquela história que eu vou escrever quando não conseguir fazer as outras, então nunca vai ter uma frequência grande de capítulos

E se tiver é porque eu não tô conseguindo mesmo postar as outras ._.)

Bom, obrigada por ler

Boa noite <3


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