História "E o vento levou" - Capítulo 32


Escrita por: e MilkaMoraes

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli, Personagens Originais
Visualizações 261
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - "Surpresa"


Foi na terça-feira, exatamente uma semana após dar entrada no hospital, que Alexandre recebeu alta, com mil recomendações de cuidado para uma boa e eficiente recuperação.

- Queria tanto que Ana estivesse aqui.. - ele disse assim que entraram no condomínio onde moravam.

- Foi difícil conseguir que ela fosse pra escola hoje, chorou tanto que eu achei que não parava mais! - ela disse, escondendo um sorriso. - Tu sabe que ela precisa interagir com outras crianças, pra superar o trauma mais rápido!

- É, eu sei. Mas eu estou realmente com muita saudade dela. Queria chegar e brincar com ela, mesmo que fosse pra acabar com a unha pintada no final!

- Ela também tá, isso eu te garanto - ela sorriu enquanto estacionava o carro na garagem. Rapidamente, desceu e ajudou o amado. - Anda devagar...

- Eu sei, amor. - acabou rindo do cuidado dela.

- Pode deixar que eu levo isso! - ela se adiantou para pegar a mala onde estavam as roupas do casal utilizadas durante a estadia no hospital.

Os dois entraram no elevador e subiram.

- Nossa... - ele disse, um tanto distante.

- Que foi? - questionou preocupada. - Tá sentindo alguma coisa?

- Não, tá tudo bem! - a tranquilizou. - Só que...parece que faz uma eternidade que eu não venho aqui. Como se eu tivesse ido embora de novo!

Giovanna segurou a mão de dele, fazendo-o olhar para ela.

- Não importa quanto tempo esteve longe.. - ela sorriu. - Tu tá de volta! De volta para nós, para nosso cantinho...

- Nada no mundo me deixa mais feliz do que isso! - o casal trocou um beijo rápido antes de adentrar o corredor rumo ao apartamento. Giovanna abriu a porta silenciosa, enquanto Nero falava. - Mas que vai ser estranho encontrar a casa silenciosa, ah vai...

 

“Surpresa!”

 

Alexandre parou diante dos rostos sorridentes. Ele sorriu também e olhou para Giovanna, que sussurrou um “surpresa” também. Ia dizer algo, mas foi impedido ao sentir uma coisinha agarrando suas pernas.

- Cuidado para não derrubar o papai! - o comentário de Giovanna foi quase inútil. Alexandre deu uma cambaleada, e ela o segurou. - O que eu disse, Ana?

- Papaaai que saudade de você - Clara começou falando, claramente ignorando a mãe. - Você demolou, achei que não ia voltar mais.

- Ah minha pequena, eu senti tanta saudade de você.. - fez menção de se agachar, mas Giovanna o impediu, apontando o sofá. - Ok, o papai vai falar “oi” para todo mundo e já senta ali com você!

A garotinha fez que sim correndo até as amiguinhas que também estavam ali, enquanto o pai caminhou pela sala. Todas as pessoas importantes estavam ali: Suely e Hilton, Léo e Guilhermina, Amora e Murilo, Quessia e Hyndrid, amiguinhas de Ana e por fim, seu pai.

- Não sei como agradecer a força que vocês deram com minhas meninas.. - ele disse, para Amora e Murilo.

- Nem precisa agradecer! - Amora sorriu. - Só faça elas felizes..

- Isso certamente farei. Obrigado mesmo! - se emocionou, mas não teve tempo de chorar. A filha já o arrastava para o sofá. Ela se sentou na coxa do pai, apesar da tentativa de Giovanna impedi-la a fazer isso.

- Cuidado com a barriga do papai, princesa! - ela fez que sim, mal olhando para a mãe.

- Papai, eu vou cuidar muito bem de você! - afirmou, franzindo o narizinho.

- É mesmo? - sorriu para a filha, que fez que sim.

- Posso começar pintando sua unha? - pediu, e Alexandre não resistiu ao acolhê-la num abraço carinhoso.

- Que saudade eu senti disso! - beijou o rosto dela, depois de soltá-la.

- Eu quelo fazer um bolo bem glande, pla comemorar que você voltou!

- Que tal nós deixarmos o papai descansar um pouco? - interrompeu rapidamente o que considerava uma ideia absurda.

- Mas ele já descansou um monte esses dias, né papai?

- Ela tem razão! - olhou para Giovanna, que desistiu de argumentar.

Giovanna suspirou. Lutar contra os dois depois de uma semana de saudade era em vão. Saiu de perto e foi recepcionar melhor os convidados. Sandra, a faxineira que vinha três vezes na semana, havia combinado com Giovanna que ficaria mais tempo ali, pelo menos no começo da recuperação de Alexandre. Foi ela quem providenciou a mesa, com tortas e salgados, além de suco, café e outras guloseimas que Suely trouxera da padaria. Era um café da manhã completo, às 10h de uma terça-feira muito especial para a família.

- Papai, a mamãe disse que você só pode ficar deitado. Mas por que? Você se machucou?

- Que nada! A mamãe exagera. O papai tá bem! - alisou carinhosamente os cabelos da filha. Ana olhou para o tapete, onde Quessia, e Hyngrid brincavam em meio aos muitos brinquedos jogados ali. Havia um impasse em seus olhinhos: se juntar as amiguinhas ou ficar com o papai? Alexandre, como bom observador, resolveu interferir no pensamento de sua pequena.

- Meu amor, por que você não vai brincar? Eu prometo que teremos muito tempo de matar a saudades! - beijou a pontinha do nariz dela.

Ana pulou rapidamente do colo do pai. Alexandre se levantou devagar e caminhou até o pai, que estava num canto da sala.

- Quer dizer que não estás morto? Durante esse tempo todo, onde estavas? - Questiona o pai, que fica sem palavras

- Você quer mesmo conversar sobre isso? - Fala impaciente

- Eu mereço as explicações. Mereço saber o que houve, você não acha?

- Do dia da minha suposta morte eu tive que fugir. Paguei uma quantia ao irmão do Paolo, que você o matou, e fugi. Ele ameaçou matar você, logo você, meu filho. Eu arriscaria tudo por você. Dái eu eu dei o cheque e fugi, ai foi quando eu soube que disseram que eu estava morto. Decidi sustentar a hipótese até você entregar seu cargo. Quando você entregou, o Jota, seu chefe, me ligou dizendo. Ele sabia da minha sobrevivência e o mesmo ficou responsável por cuidar de você. Eu confiei nele, eu sabia que você estaria seguro com ele, que cresceria e aprenderia. Ele me mantinha informado de tudo. Daí, quando ele me disse que você se demitiu, entregou o cargo, eu decidi vir até você, conhecer minha neta, sua esposa… até que ela foi sequestrada e Murilo me ligou desesperado, pedindo pra eu vim ao local. Ele saba que sou bom de mira e que eu poderia usar isso em defesa nossa, de longe eu poderia acertar o Paolo.. ai já foi tarde demais quando cheguei. Depois que coloquei Clara e Amora no carro, eu corri com Murilo pra saber onde estavam para dar um fim a tudo. Tarde demais, filho. - Fala cabisbaixo, enrolando-se nas palavras

- Você acha que eu merecia esse silêncio, pai?

- Se fosse você, você deixaria matar a Clara ou fugir e sustentar a hipótese de sua morte? É claro que escolheria fugir, Nero! Você é pai, me entenda. - Nero fica em silêncio observando a filha e amada.

- Isso não corrige o que se fez, pai. Não tente comparar – Olha-o apreensivo

- Apenas se coloque no meu lugar. Eu estou aqui, não estou? Quero seu perdão, filho! - Fita-o

- Eu senti sua falta, pai. Você sabe a barra que eu tive que enfrentar com Andréia? Déia quase entra em depressão. Você sabe que mamãe morreu, ficamos apenas nós três. Você ao menos falou com Déia? - Questiona preocupado

- Ainda não. Déia está grávida, deixa ela ter neném primeiro, filho. - Tenta convencer o filho

- Tudo bem, você que sabe – Tenta fazer coragem de pedra, mas sabia que o pai saberia como convencê-lo

- Você me perdoa, filho? - Pega na mão de Nero quando ele hesita em sair

- Pra quê você quer meu perdão, pai? - Olha-o magoado

- Eu… - Tenta falar, mas é impedido por Nero que abraça-o com cuidado

- Foi pro nosso bem, não foi? Não tem o que ser perdoado, seu Fernando! - Os dois abraçam-se e, naquele abraço, vai-se todo rancor, ressentimento e mágoas.

- Eu amo você, meu garoto! - Bate no ombro do filho, depois de ter saído do seu abraço

- Sai daí, velho! - Brinca com o pai – Amo você também – Giovanna observa-os de longe, sentindo-se mais leve pro saber que Nero e o pai teriam se acertado. Sabia que aquilo significava muito pro amado. Ele olha pra ela e, em sinal de companheirismo e cumplicidade, sorriem um pro outro, fitando-se.

- Do que vocês estão falando? - Giovanna chegou sorrindo abraçando cuidadosamente o marido por trás.

- Não era nada de mais.. - se virou para a amada. - Vamos sentar um pouquinho?

- Vamos.. vem! - ela sorriu para o sogro e seguiu abraçada no amado.

Com ele de alta do hospital, Giovanna estava mais tranquila. Depois que os convidados foram embora, ela o instalou no quarto, deixando tudo que era importante ao seu alcance.

- Amor, eu preciso dar um pulo na empresa. Foram muitos dias fora! - ela acariciou a mão dele, que estava sentado na cama, encostado em vários travesseiros.

- Claro, meu amor. Vai lá!

- Você vai ficar bem?

- Pode ir tranquila, amor.

- Eu já passei todas as recomendações à Sandra quanto ao que você pode comer.

Alexandre fez uma careta inevitável e Giovanna logo o repreendeu.

- Alexandre, você sabe que precisa obedecer!

- É, eu sei. Pode deixar.

- E tem mais, nada de esforço, lembra?

- Pode deixar, mamãe. Nós estamos aqui.... - Ana chegou falando num tom de suspense.

- As super médicas! - Quessia emendou.

Giovanna virou-se para trás, dando de cara com a filha e as duas amiguinhas vestindas camisas brancas de Alexandre. Ela sorriu, voltando-se para ele novamente, que também sorria.

As crianças subiram na cama, trazendo instrumentos de um antigo jogo de Ana: um estetoscópio, uma seringa, uma espátula e uma prancheta com papel e caneta.

- Able a boca, papai!

Alexandre obedeceu e quando Ana ia colocar a espátula na língua do pai, sentiu a mão da mãe impedindo-a.

- Isso tu ganhou quando fez 3 anos, tá sujo! - repreendeu a filha. - Não pode colocar na boca!

- Eca! - ele fez uma careta.

As crianças riram da cara que ele fez.

- Eu vou lavar! - se prontificou e saiu. Quando voltou, gritou com a cena que viu - Ana! Você não pode subir no papai!


Notas Finais


Paz selada, seráááá????


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