História É Proibido Se Envolver Com Sentimento - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Casal, Clichê, Drama, Ensino Medio, Escola, Gay, Larry, Lgbt, Paixão, Romance, Yaoi, Yuri
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Palavras 1.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Ladrão, Queimada e Drama Queen


POV VIC

Chegou quinta-feira e eu finalmente vou questionar o Raphael sobre QUE PORRA É ESSA DE ACUSAÇÃO DE ROUBO.

Mal me arrumei e já fui direto para a escola, cheguei às seis e cinquenta e cinco. Por sorte, logo avistei o sonso sentado sozinho em um banco do pátio.

-Raphael. Que. Porra. Foi. Aquilo? - Falei entre os dentes.

-Aquilo o que, porra?

-Essa acusação de roubo. - Ja estava quase dando na cara dele

-Que acusação de roubo, Vitinho? Você nem teria capacidade de roubar algo para eu te acusar.

-Se não fosse você quem seria então?

-Eu sei lá. 

Dei as costas para ele e saí andando, vou prova-lo que ele não deve se fazer de sonso. Vasculhei meu e-mail através do celular e claramente não tinha nada de estranho caixa de entrada, então chequei a lixeira. Era sobre uma transferência de dinheiro para um nome que não acreditei quando li.

POV RAPHAEL

O Victor está cada vez mais perturbado, coitado, agora com essa acusação de roubo... Como se eu fosse fazer algum esforço para acusá-lo. 

Peguei o material que eu precisava no meu armário: Seda, um dichavador e minha maconha. O isqueiro já estava comigo. É claro que eu não iria ficar para assistia a aula de sociologia.

Fui direto para o pátio, preparei meu beck e acendi. Logo ouço uma voz atrás de mim.

Nossa, que novidade, o dragão aí tá baforando de novo? - Disse Catarina num tom de brincadeira.
Vai se fuder, Cat. - Ela riu e se direcionou a aula.

É, talvez eu não devesse dar esse exemplo para a minha irma mais nova, eu admito, mas eu realmente não sou tão ruim quanto pareço. Eu acho...

Como toda quinta-feira, hoje tem a única aula da qual eu me importo o mínimo: Educação física. Terça foi natação, hoje deve ser algum jogo. Talvez basquete? Seria empolgante. Só não mais empolgante do que ver o Victor de sunga... Pera, o que?!

Ignorei qualquer tipo de pensamento, terminei de fumar e fiquei passeando pela escola com a Cat.

- Vi você falando com Victor, uh? - Ela disse sugestiva. Todo mundo acha que ela tá a fim dele, mas eu sei muito bem de quem ela está a fim...
- Grande merda, Catarina. Você segue ele no instagram e fala com ele toda hora, por que não posso?
- Não falei que não pode. - Ela riu. - Mas eu acho ele divertido, parece um bom amigo.
Uhum.

O primeiro sinal bateu, agora eu ia assistir as aulas mesmo. Me despedi de Catarina e subi para a aula de geometria, que eu particularmente acho um saco.

[...]

Finalmente todas as aulas acabaram, me dirigi para um fast food próximo da escola com uns amigos do time de futebol, íamos almoçar antes das duas aulas de educação física. 

Todos já na quadra, a professora anunciou que hoje jogaríamos queimada.

Fomos divididos em dois times, eu e Victor em times opostos. Isso vai ser interessante...

Logo nos primeiros dez minutos de jogo eu dei uma bolada no Victor, que tentou se defender a bola, mas aconteceu algo que eu definitivamente não esperava.

O Victor soltou um PUTA de um grito de dor exagerado.

- Que porra...? - Sussurrei para mim mesmo.

A professora mandou eu acompanhá-lo até a enfermaria. Só de a enfermeira examinar a mão dele era possível perceber que o dedo do meio e o indicador estavam quebrados.

- Acho bom você levá-lo à emergência, Raphael. Você fez a merda, você conserta. - Falou a enfermeira com raiva, ela nunca foi muito simpática.

Que merda, agora vou ter que acompanhar o loirinho dramático até o hospital.

- Vem logo, caralho. - Falei para o garoto com uma tala improvisada no dedo sentado em uma cadeira na sala de espera da enfermeira.
- Não aja como se eu quisesse ou pedisse sua carona. - Ele respondeu impaciente.
- Então vai a pé, você quebrou o dedo, não a perna.
- Eu vou mesmo.
- PAREM COM ISSO! ANTES QUE EU PEÇA AO DIRETOR PARA QUE DÊ UMA SUSPENSÃO AOS DOIS! Raphael, você vai levar esse garoto SIM! - Gritou a enfermeira. 
- Ok, ok... - Respondi contrariado. - Vem, Victor.

Victor me seguiu até o meu carro, sentou no banco do passageiro e seguimos em silêncio até a emergência.

Demorou cerca de uma hora, terminaram de engessar a drama queen e finalmente fomos embora. Eu estava morrendo de fome, entoa decidi perguntar a ele se ele também gostaria de comer algo.

- Hey, uh, que acha de comer em algum fast food ou algo do tipo? - Perguntei.
- Ok... É, pode ser, sim.

Fomos até o Burger King, obviamente, já que é mil vezes melhor que o Mc Donald’s, e fizemos nossos pedidos. O aleijado ainda me fez levar a bandeja dele. Folgado pra caralho.

- Eu não entendo como você consegue preferir Burger King a Mc Donald’s. - Falou o loirinho de cabelo bagunçado.
- Eu tenho bom gosto, diferente de você, eu diria. - Falei num tom de brincadeira e ele riu. 
- Como vai a Catarina?
- Eu diria que bem... Acho melhor você ir parando de dar em cima dela, Vitinho. Digamos que... ela não goste... dessa fruta.
- O que? Eu não estava dando em cima dela. E o que você quer dizer com “essa fruta”?
- Você sabe o que eu quero dizer.

Na hora eu recebo uma ligação da enfermeira, perguntando onde estávamos e como tudo tinha ocorrido. Falei que estava tudo bem e já estávamos voltando.

Jogamos fora os papéis do sanduíche e etc, depois voltamos para o meu carro. Antes de ligá-lo eu disse:

- Me desculpe por isso. - Apontei para os dedos quebrados da drama queen.
- Ah, está tudo bem. E... me desculpe por acreditar que você tinha me acusado. - Ele respondeu.
- Está tudo bem quanto a isso, mas... Você já sabe quem foi?
- Bem, eu... Sei. Mas não sei se quero acreditar nisso. - Ele ficou com um semblante decepcionado. Eu dei partida no carro e logo entramos na rua.
- E quem foi? - Insisti, ansioso.
- O cartão estava no nome do Julian. - Terminou, em um misto de raiva e mágoa.


Notas Finais


Bjbj
~P


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