História E Quando o amor acontece ? - Capítulo 1


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Categorias Inuyasha
Tags Inuyasha, Kagome, Rin, Sesshoumaru, Sessrin
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos! Eu escrevi essa historia inspirada em "Simplesmente acontece" um filme que eu adoro de paixão, quem nunca assistiu, assista que é uma das melhores comedias românticas que eu ja vi e eu super recomendo. Bem essa Oneshote foi inspirada no filme , logico que nao é uma copia , e sim inspirada e tera muitas coisas diferentes. Escrevi toda a fic escutando a musica Perfect de Ed Sheeran que eu amo e é a trilha da minha vida! rsrsrsrs. Então se você quiser ler a fic escutando a Musica super recomendo pois tem tudo a ver. Ficou bem grande pois eu quis por tudo em um so capitulo, eu poderia dividir em dois ou três, mas preferi fazer um capitulo unico mesmo.
Bom é isso, espero que gostem, se você gostou não deixe de comentar, favoritar se for do seu agrado, deixem suas mensagens que eu vou ler cada uma com muito amor, assim como eu escrevi essa Fic para vocês.
Desfrutem de uma boa leitura.

Capítulo 1 - Capitulo unico


Emi Kisuki e Satori Taishou olhavam as duas crianças brincando na neve. Era inverno em Tóquio e como sempre as duas senhoras tinham o hábito de levar seus filhos para brincarem no parque juntos. As duas mulheres era amigas de longas datas, desde a época do colegial, e desde então se tornaram inseparáveis. Sesshoumaru tinha completado dez anos e Rin tinha acabado de fazer seis , nesse exato instante estavam jogando bolas de neve um no outro enquanto sorriam e corriam pelo espaço branco.

Satori sorriu.

—Pelo jeito nossos vínculos vão além de nós. Parece que meu filho terá uma boa amiga por toda a vida.—Disse observando o garotinho sapeca de cabelos prateados e olhos dourados que agora sorria enquanto estava deitado ao lado de Rin fazendo anjo na neve .

Emi observou os dois e seu coração se aqueceu. Sua garotinha de cabelos castanhos e olhos avelãs estava radiante de felicidade.

—A pureza desses dois é tão linda. Espero que possam levar essa amizade para vida toda assim como nós .—Olhou para a amiga que tinha seus olhos dourados rasos d’água. Satori abraçou Emi.

—Eu te amo tanto Emi .Obrigada por estar comigo em todos os momentos da minha vida.

Emi retribuiu o abraço forte.

—Também te amo Saty. Pode contar comigo para qualquer circunstância.

 

Satori havia acabado de terminar o seu casamento com Inu Taishou o pai de Sesshoumaru após descobrir que ele havia traído e engravidado outra mulher. Ela havia sofrido muito, mais tinha encontrado consolo e forças na sua amizade com Emi. A amiga esteve ao seu lado oferecendo um ombro amigo desde sempre. O pai de Rin a havia abandonado quando soube da gravidez, e Satori foi seu porto seguro desde então. Não poderia agir diferente agora que a amiga precisava tanto dela.

Rin gargalhava enquanto Sesshoumaru tinha um amontoado de Neve sobre a cabeça.

—Seu bobo! Bem feito! —Ela sorria debochada.

Sesshoumaru fez uma carranca.

—Ah sua pestinha! Eu vou te pegar! —O pequeno prateado sai correndo atrás da garotinha que  tropeça e cai ao tentar correr. Rin bate a cabeça em um pedra e tem um corte contuso na testa. A menina começa a chorar escandalosa enquanto um fio vermelho desce na sua têmpora. Sesshoumaru alcança a garota e ajuda a se levantar.

—Você é mesmo uma tola. Quem mandou correr! —Disse Sesshoumaru repreendendo a menina

—A culpa foi sua!—Gritava a menina enquanto arreganhava a boca a chorar.

Emi e Satori ao perceber os gritos vieram correndo de encontro aos filhos. Emi pegou a menina pelo braço e levantou angustiada.

—Oh, o que houve! ? Acho que vai precisar dar pontos. —Disse preocupada enquanto tirava um lenço da bolsa e um garrafa de agua mineral.

Satori olhava o filho séria.

—O que você fez Sesshoumaru Taishou!?—Disse o nome completo pois estava muito brava.

Ele virou o rosto irritado.

—Não fiz nada, Rin é um tola!

Satori fez uma carranca.

—Não fale isso ! Você está de castigo por uma semana!

Rin sorriu e mostrou língua para o prateado que estava com a cara de poucos amigos.

—Eu odeio essa garota idiota!—Disse o prateado enquanto se afastava e ia sentar em um dos bancos próximos com uma cara irritada.

Rin o observou sair e ficou com o olhar triste.

—Mamãe...—Olhou a mãe que limpava seu rosto com um lenço molhado tirando o sangue. A menina até já havia se esquecido do corte.

—Oi querida?—Perguntou Emi amável.

—Ele me odeia mesmo? —Perguntou preocupada.

Emi sorriu,

—Claro que não. Amigos as vezes brigam também. Eu mesmo já briguei varias vezes com Saty. Mas no final tudo se ajeita. Deixe ele se acalmar. —Emi pegou a menina nos braços.—Agora vamos até o Pronto socorro para dar pontos nesse corte .

Satori seguiu dirigindo seu SUV pelas ruas movimentadas de Tóquio. Sesshoumaru estava quieto desde que saíram do parque, tinha uma carranca na face e olhava pela janela a movimentação da cidade. Na verdade ele apenas não queria encarar a menina que estava ao seu lado o observando curiosa. Rin o olhava atenta , constatou que realmente ele estava bem irritado com ela, não havia conversado nada desde que saíram do parque. Deu de ombros. Sua mãe tirou sua atenção do prateado.

—Tudo bem querida?—Perguntou Emi do banco do carona. Satori observava o filho pelo retrovisor.

—Sim Mamãe! Tudo bem nem está doendo mais. —Disse olhando para o prateado que nem ao menos a olhou .Ela não gostava de brigar com o amigo, ele nunca pedia desculpas e se não fosse ela chama-lo para brincar ele nunca mais falava com ela.

Chegaram ao Pronto socorro e foram atendidos rapidamente. Rin saiu de lá com três pontos na testa. Satori convidou Emi para o jantar em sua casa, a amiga aceitou e resolveram fazer Yakisoba . Rin bateu palmas, ela adorava esse prato em especifico.

Emi se abaixou para ficar na altura da filha.

—Querida, porque não vai brincar um pouco com Sesshoumaru enquanto a mamãe e a titia cozinhamos ?

A menininha olhou para os pés.

—Ele está bravo comigo.—Disse manhosa.

—Então porque não vai falar com ele? —Disse Emi sorrindo

Rin deu um sorriso radiante

—Tá Bom!—Disse Feliz enquanto ia atrás de Sesshoumaru que havia chegado e ido direto par ao quarto pois estava muito irritado.

Emi sorriu com a inocência da filha que saiu correndo.

A mulher foi até a cozinha onde Satori pegava algo na geladeira.

—Esses dois....—Satori riu.

 

Rin abriu a porta do quarto de uma vez e entrou para dentro. Sesshoumaru se encontrava sentado na cama com um dos seus bonecos de super heróis nas mãos  e a olhou sem nenhuma emoção. Seus olhos dourados infantis tinham uma seriedade muito além do que sua idade podia transparecer.

—O que você quer aqui pirralha. —Disse sério.

Rin se aproximou sorrateira.

—Pirralho é você! —Disse brava

Ele deu de ombros e fez uma cara de desdém

—Sou mais velho que você. Sai do meu quarto que eu não quero ver sua cara.

Rin queria chorar mas não o fez.

—Vamos brincar…—Disse receosa.

Ele a observou por um tempo, os olhinhos da menina estavam rasos d’água e ele percebeu que ela poderia chorar a qualquer momento. Ele não queria ouvir aquele choro irritante mais nenhum segundo.

—Faça como quiser. —Disse enquanto guardava seu boneco no meio dos demais e ligava a televisão , estava passando Dragon ball e ele se atentou a prestar a atenção no que passava na Tv.Rin se aproximou e sentou-se na cama ao seu lado.

—Eu gosto! —Disse animada enquanto pôs se a assistir também. Sesshoumaru a ignorou.

“Patética” Pensou consigo.

Rin sentiu frio e se aninhou mais ainda no amigo. “Ele era tão quentinho!” Pensou. Sesshoumaru ignorou a proximidade da menininha e continuou a prestar a atenção na Tv.

E foi assim que eles fizeram as pazes naquele dia. E assim foram todas as vezes que eles brigaram e não foram poucas. Sempre Rin quem sorrateiramente se aproximava e acabava aos poucos fazendo as pazes, Sesshoumaru era extremamente  carrancudo e ranzinza. Satori se perguntava se não tinham colocado um anão no lugar do seu filho na maternidade pois ele tinha atitudes muito adultas para alguém da idade dele. Emi ria da amiga quando ela dizia essas coisas. Desde que o pai tinha ido morar com a amante e tido outro filho, Sesshoumaru tinha se tornado cada vez mais introspectivo, e Rin era a única que conseguia atravessar essa barreira que ele possuía. Do seu jeitinho maroto e meigo ela ia aos poucos se infiltrando na vida do amiguinho e fazendo sua história.

 

~~*~~

Rin estava com quatorze anos e faria quinze anos na próxima semana, Sesshoumaru  tinha estava com dezoito anos e acabara de se formar no ensino médio. Satori e Emi arrumavam as malas para as férias enquanto Sesshoumaru jogava vídeo game na Tv e estava absorto em sua tarefa, achava uma tremenda bobagem essa viagem de férias, odiava se misturar com outras pessoas. Rin ajudava Emi e Satori a colocar as coisas na mala enquanto escolhia os biquínis que levaria. Era verão e iriam para a praia aquele ano.

—O Sesshoumaru é muito folgado! Porque ele mesmo não arruma a mala dele!—Dizia a garota insatisfeita. Sesshoumaru fingiu que nem a ouviu. E isso irritou a garota.

Ela largou a roupa que estava na mão e se colocou na frente da Tv imponente. Seus cabelos castanhos estavam soltos e escorriam sobre as costas. Os olhos castanhos faiscavam e a boca pequena e cheia estava avermelhada pelo calor. Os pequenos seios subiam e desciam com a respiração ofegante e irritada. Duas pequenas laranjas brotavam em seu tronco enquanto sua cintura fina se alargavam nos quadris redondos, ela já estava se tornando uma moça e todos perceberam menos o Sesshoumaru que não fazia questão de repara-la. Sesshoumaru Ignorou sua atitude e moveu a cabeça para o lado para continuar vendo a imagem na televisão enquanto apertava descontroladamente os botões do controle de jogos. Rin se aproximou e arrancou o controle da sua mão. Satori e Mia observavam atentas.

—Ela tem personalidade. Só ela mesmo para enfrentar o Sesshoumaru dessa forma.—Disse Satori baixo para que eles não ouvissem. Emi  riu.

—Com certeza só ela pode se dar ao luxo de fazer algo desse tipo sem levar uma boa surra.—Disse Emi.

Sesshoumaru se levantou. Com quase um metro e oitenta , seu corpo tinha músculos definidos nos braços e abdome, as pernas bem torneadas, resultado de vários anos de treino. Sesshoumaru jogava futebol e basquete desde os dez anos e fazia parte do time oficial da escola. Seus olhos dourados estavam faiscando, porem ele mantinha uma falsa calma como sempre, se controlando para não dar uma boa lição em Rin.

—Me dá esse controle Rin.—Disse sério.

—Então vá arrumar suas coisas, ninguém aqui é sua empregada não!—Dizia Rin irônica.

Sesshoumaru suspirou.

—Não me faça perder a paciência. —Disse o prateado se controlando.

Rin fez uma cara debochada.

—Porque!? Vai me bater? Era só o que faltava....—Antes Que ela pudesse terminar Sesshoumaru num ato rápido lhe tomou o controle da mão e voltou a jogar tranquilamente.

—Lenta demais.—Ele disse enquanto se jogava no sofá .—Agora saia da minha frente pirralha.

Rin tinha fogo saindo das ventas. Ela jogou um sapato no prateado que segurou no ar o objeto.

—Você está louca!?— Perguntou irritado

Ela arqueou uma sobrancelha empinou os peitos para frente e colocou a mão na cintura.

—Me chame de pirralha de novo se você for homem!— Cuspiu as palavras.

Sesshoumaru trincou os dentes.

—Pi-rra-lha.—Disse ele pausadamente.

Ela deu socos nos peito do prateado que segurou suas mãos sem nenhuma dificuldade. A morena olhou para as mulheres que fingiam não ver nada.

—Tia, faça o parar!—Disse manhosa.

—Sesshoumaru....—Repreendeu Satori.

Sesshoumaru a soltou empurrando Rin delicadamente.

—Vai apelar é...?—Disse voltando a pegar o controle e voltando a  jogar.

—Rin, você provoca. —Disse Emi .

Rin voltou para junto das mulheres e voltou a arrumar suas coisas. Pegou vários biquínis, protetor solar, bronzeador etc e tal. Tudo que ela tinha direito. Iria aproveitar ao máximo essas férias.

—Mamãe posso levar minha prancha? É minha chance de praticar.

Emi suspirou.

—Não sei, não fico tranquila com você sozinha no mar....

—Sesshoumaru vai me acompanhar...—Disse Rin convicta.

O prateado fungou do sofá, ele havia ouvido.

—QUEM FALOU?—Disse sem parar de jogar.

—Filho ....—Disse satori

—NÃO.—Falou sério.

Rin mostrou língua.

—Mesmo assim vou levar. Vou conseguir convence-lo.—Disse cochichando para as duas mulheres que riram. E não duvidavam que ela realmente fosse convence-lo.

Rin e Sesshoumaru viviam em pé de guerra, mas ele era o seu melhor amigo e no final sempre acabavam se resolvendo.

 

 

O sol estava alto e Rin terminava de ajeitar suas coisas nos armários da casa de praia. Satori havia ficado com aquela casa no divórcio , assim como com o carro e alguns outros imóveis inclusive o que moravam na em Tóquio, Inu Taishou tinha muitas posses era dono de uma grande empresa, e pagava uma boa mesada para Sesshoumaru até que fosse o momento dele mesmo ir trabalhar na empresa com o pai. Satori e Emi sempre passavam as férias na praia. Emi arrumava suas coisas no lado contrário ao armário , Rin ajeitava suas coisas no outro , as duas estavam dividindo o mesmo quarto. A casa possuía três quartos, Satori havia ficado com o um quarto pra ela  e Sesshoumaru com o outro.

—Não quero perder nada, uma semana é pouco para aproveitar esse paraíso! —Disse Rin enquanto abria a outra mala com os biquínis e os depositava na gaveta.

—Curta bastante filha! É só uma semana.—Emi disse indo até o banheiro depositar o recipiente com as coisas de higiene pessoal.

Rin colocou um biquíni e se dirigiu até o quarto de Sesshoumaru para procura-lo. Entrou sem bater e o encontrou deitado na cama com o fone de ouvido, estava sem camisa e com um short branco. Rin não estava acreditando no que estava vendo.

—Não me diga que pretende ficar ai deitado? —Disse com a mão na cintura. Usava uma canga de renda e por baixo um biquíni amarelo com laranja.

Sesshoumaru nem fez questão de olha-la e permaneceu com os olhos fechados. Rin se aproximou e tentou tirar os fones do prateado que segurou suas mãos e a fitou sério.

—O que pensa que está fazendo ?—Disse ainda segurando as mãos de Rin.

 Rin puxou a mão se soltando do prateado que voltou a fechar os olhos e curtir a música.

—Dane-se! Você é um bastardo!!—Se virou para sair e ele a puxou de volta fazendo a cair em cima de si. Era claro que já tinham se tocado antes, eram amigos poxa , mas pela primeira vez ela se sentiu constrangida e saiu rapidamente de cima do prateado que sorriu de canto.

—O que foi? O que você quer pirralha? —Disse despreocupado.

Ela fechou os olhos impaciente.

—Já disse para não me chamar de ....

Ele riu.

—Está bem. O que você quer Rin? Assim está bom? —Disse irônico.

Rin suspirou.

—Quero ir até a praia, mas não queria ir sozinha…Então...

—Ta bom eu vou.—Disse Sesshoumaru retirando o fone de ouvido e se levantando.

Ela cerrou os olhos.

—Assim, tão fácil?—Disse desconfiada.

Ele deu de ombros.

—Não é para isso que viemos para a PRAIA.— Disse irônico.—Vamos logo antes que eu desista.

 

Caminhavam lado a lado até a praia .A pele alva de Sesshoumaru chegava brilhar atingida pelo Sol, era tão clara que Rin se perguntava se ele era humano. Riu da sua percepção.Se lembrou que ele odiava ficar entre muitas pessoas e por isso raramente pegava sol . Em seu mundo particular, por mais que brigassem ela era a única que tinha passagem livre. Sorriu com o pensamento. Rin pouco reparava na aparência física de Sesshoumaru, mas observando melhor, ele havia se transformado rapidamente, seu abdome bem definido e os músculos dos braços aparentes davam um ar mais maduro ao prateado, sem contar a sua personalidade que mais parecia de um velho de sessenta anos. Rin riu da sua constatação.

Sesshoumaru a olhou confuso.

—Qual a piada?—Disse enquanto caminhava com a prancha de Rin e um guarda sol debaixo do braço.

Ela ficou séria.

—Nada não. Vamos parar por aqui.—Disse estendendo a toalha na areia enquanto Sesshoumaru abria  o guarda sol que havia trazido.—Quer que eu passe protetor em você?—Disse olhando o prateado que estava concentrado em fixar o guarda sol.

Ele a olhou debochado.

—Está doente é?—Disse com um sorriso de canto.

Ela franziu a sobrancelha insatisfeita.

—Depois que tiver um câncer não venha me culpar. —Deu de ombros. Tirou a canga e começou a passar protetor solar nas pernas e braços. Feito isso Entregou o frasco para Sesshoumaru que ficou sem entender nada. —Oras! Passe nas minhas costas! —Disse impaciente—Ou acha que sou a mulher elástica!

Ele fez uma carranca.

—Está me achando com cara de empregado seu!?

—Não é para isso que servem os amigos ?—Ela disse fazendo uma cara doce.

Ele pegou o vidro de protetor da mão dela.

—Da essa droga de uma vez. —Derramou um pouco nas mãos grandes enquanto Rin se sentou de costas para ele. Começou a espalhar o creme por toda a extensão das costas finas de Rin. Pela primeira vez ele reparou como ela havia mudado. As curvas estavam mais acentuadas, reparou como o quadril se arredondava e as coxas eram grossas. “Droga! o que diabos eu estou pensando, é a Rin!” Rapidamente ele terminou de espalhar e entregou o frasco a morena, sentando se ao lado dela ele tinha uma carranca. Rin ficou sem entender.

—Ei. O que foi?—Perguntou curiosa.—Nossa, é tão ruim assim fazer um favor a uma amiga?

Droga, ela fazia questão de frisar a palavra amiga. E era isso que eram, e seriam.

—Não enche. —Disse irritado.

Rin fez um beiço como se estivesse magoada, mas estava apenas provocando Sesshoumaru e tentando lhe distrair. Um sorriso quase imperceptível se fez no canto de seus lábios. Rin sabia que aquilo era o máximo que podia esperar, ele nunca sorria completamente, não a via sorrir desde que eram duas crianças despreocupadas.

—Vamos dar um mergulho senhor Frieza? Já parou para pensar que eu sou fogo e você é gelo? Disse Rin se levantando e batendo areia que tinha grudado em suas pernas .—Sorte a minha, imagina se você fosse temperamental como eu! —A morena Riu e estendeu a mão para o prateado. —Vem!

—Não to afim, pode ir.—Disse ignorando a mão estendida.

Rin recolheu a mão.

—Eu vou, mas depois eu volto para te pegar, para você me ajudar com a prancha! —Disse apontando para a peça que se encontrava depositada na areia.

Sesshoumaru não respondeu, e Rin saiu.Ela sabia que conseguiria o que queria dele. Não precisava de respostas. Sesshoumaru observou Rin caminhar para a água. Seus cabelos cumpridos balançavam com o vento, ela corria e olhava para ele sorrindo, o vento chacoalhava seus cabelos enquanto ela abria os braços e corria de encontro a agua. Ele se jogou na toalha estendida e tampou olhos com o braço.

—Maluca. —Disse para si mesmo. Mas acabou reprisando em sua mente o sorriso que ela dera agora pouco. Não podia negar que ela tinha o sorriso mais lindo que ele já vira.

 

Passados alguns minutos Sesshoumaru sentiu uma mão gelada tocar seu tórax.

—Ei seu imbecil, não me diga que dormiu! —Rin cutucava seu peito.

Sesshoumaru abriu lentamente os olhos dourados fechando em seguida com a sensibilidade da claridade solar. Abriu novamente e encontrou uma Rin com os cabelos molhados o olhando ansiosa.

—Ei sua idiota...—Disse esfregando os olhos. —Como ousa me acordar..

—Vamos logo! Quero praticar um pouco de surf! Vai logo! —Disse puxando e fazendo com que Sesshoumaru ficasse de pé e a acompanhasse enquanto saia saltitante para a praia com a prancha debaixo do braço.

—Eu estou ficando boa! Não estou Sesshy?—Disse olhando para o prateado enquanto se aproximavam da agua.

Sesshoumaru a olhou dos pés à cabeça, Rin não percebeu pois contemplava o enorme mar a sua frente. “É, você está”  Pensou o prateado para si mesmo.

—Já disse para não me chamar por esse apelido imbecil...—Disse irritado ignorando a pergunta de Rin.

Ela riu.

—Para de ser chato. —Entraram na agua e Rin subiu na prancha com aquela cara de felicidade que tinha horas que irritava Sesshoumaru, mas ao mesmo tempo o agradava por ser ele quem estava proporcionando isso a ela.

—Primeiro você vai remar em direção a onda se manter firme na prancha e ao mesmo tempo maleável, precisa ter equilíbrio mas tem que deixar o balanço te guiar. Quando você passar pela onda você vai ficar de pé na prancha e se equilibrar para seguir o curso da agua...

Rin ouvia atentamente as instruções do prateado. Ela parou por um instante para observar os lábios rosados do prateado se moverem a cada palavra, o rosto alvo sem nenhuma marca, os olhos dourados que a olhavam enquanto fazia gestos com a as mãos explicando a posição que deveria ficar. “Droga, desde quando ele é tão lindo assim? ” Pensou.

—Entendeu?—Perguntou Sesshoumaru impaciente.— Este Sesshoumaru não vai repetir.

“Entendi coisa nenhuma” pensou Rin. Mas ela balançou a cabeça confirmando.

—Sim Senhor capitão! —Bateu continência.

Sesshoumaru revirou os olhos.

—Tola. Agora vá de uma vez! —Disse impaciente.

Rin fez o que ele mandou, remou até a onda que vinha e ficou de pé na prancha conseguindo manter o equilíbrio surfou até quase a margem da praia, repetido várias vezes seguidas a performance.

—Viu Sesshy! Gritava enquanto se equilibrava em cima da prancha mais uma vez e surfava a onda que veio. —Eu estou profissional já! —Gargalhou.

Sesshoumaru revirou os orbes douradas.

—Ainda falta um século para chegar ao meu nível. —Disse debochado. —Agora chega, vamos embora que eu to com fome. —Disse Sesshoumaru indo em direção a areia.

—Só mais um Sesshy!Prometo.—Disse eufórica.

Ele saiu da agua e ficou observando enquanto ela remava em direção as ondas mais uma vez. Sesshoumaru não gostou do que viu, a onda que se formava era de longe maior que as demais. “Droga!”

—Rin, sai da agua! Não vai!—Ele gritava da areia .—Você não vai conseguir !

Rin o olhava com os olhos semicerrados sem entender o que ele dizia.

—O que foi Sesshy!? Não consigo te ouvir!

E como ele temia a onda se formou, bem maior que as outras, para um surfista acostumado não era nada, mas para Rin seria um problema. A montanha de agua se formou e Rin ficou de pé da prancha. E como Sesshoumaru temia a onda engoliu a garota. Sesshoumaru correu para a agua novamente nadando o mais rápido que um humano conseguiria. Mergulhou uma vez procurando por Rin, não a viu, mergulhou uma segunda vez e viu seu corpo afundando. Num ímpeto ele agarrou um de seus braços e a puxou de volta para cima. A arrastou até a praia. Ela se encontrava desacordada. Rapidamente ele a deitou no chão e colocou sua boca sobre a dela. OS lábios pequenos e cheios eram macios como algodão. Ele assoprou o folego para dentro, uma, duas três vezes e nada de Rin despertar  ”Nada valerá a pena se custar a vida da Rin” pensou desesperado . Mais uma vez colocou seus lábios sobre o dela e a deu o sopro da vida para Rin que começou a tossir cuspindo um pouco de agua. Seus pulmões ardiam com o contato com agua do mar. Sesshoumaru segurava suas mãos enquanto ergueu sua cabeça para que ela respirasse melhor.

—Rin, você este bem? Droga Rin!—Disse passando as mãos pelos cabelos prateados que agora estavam molhados.—Quer me matar pirralha!

Rin socou o peito dele. Mesmo mal conseguia ser indecente. Pensou Sesshoumaru.

—Eu estou bem. —Disse séria. —Graças a você. Se você não estivesse aqui Sesshy....

Sesshoumaru a puxou para seu peito num gesto automático e a abraçou.

—Sua tola. Só você para me fazer salvar alguém...—Disse de forma triste. —Acho melhor você ir até um hospital para garantir que ficara tudo bem.

Os dois foram embora e contaram tudo a Satori e Emi que ficaram desesperadas e até mesmo queriam ir embora, Rin disse que era exagero pois estava bem e não queria arruinar as férias. Foram até o hospital local e fizeram alguns exames que certificaram de que a garota estava bem. Naquela noite o clima ficou meio pesado devido ao ocorrido, e Emi proibiu que Rin entrasse na agua sem que Sesshoumaru estivesse com ela. Ou seja, teria que esperar que o prateado aceitasse acompanha-la todas as vezes que quisesse ir até a praia. O dia amanheceu ensolarado e Rin resolveu pegar um bronze na piscina já que Sesshoumaru estava dormindo e não podia ir na praia sozinha. Colocou um biquíni preto cavado e se dirigiu até a área de fora da casa. Sentou se em uma espreguiçadeira e colocou um óculos escuros. De olhos fechados permaneceu alguns minutos deitada de barriga para cima se bronzeando. Resolveu tirar a parte de cima do biquíni e virou se de costas de bumbum para cima para tomar sol na parte posterior. Fechou os olhos e sentiu o sol aquecer sua pele. Com as mãos dependuradas no lado do corpo permaneceu nessa posição. Sentiu uma coceira no nariz e levou a mão ao rosto para coçar quando sentiu uma coisa melequenta se chocar contra seu rosto. Se levantou rápido tirando os óculos e olhando que em sua mão tinha chantilly e sua cara agora estava toda suja, a sua frente um Sesshoumaru debochado ria descaradamente com uma pena em mãos. Sesshoumaru ficou sério por um instante e virou se de costas, foi quando Rin percebeu que estava sem a parte de cima do biquíni, tapou rapidamente os seios com as mãos pegando a toalha que estava do lado e enrolando em volta do corpo.

—Seu bastardo! —Gritou irritada. —Como pode fazer isso!?—Seu nariz estava todo sujo de Chantilly. Ela correu e passou o resto que tinha em sua mão na cara de Sesshoumaru —Toma seu filho da mãe!

Rin estava rindo. Já havia se esquecido que ele viu seus peitos a poucos minutos. Pegou Sesshoumaru e empurrou dentro da piscina.

—Agora fique ai e reflita sobre o que você fez!—Disse empinando o nariz e pegando a parte de cima do biquíni. Virou se de costas para o prateado que a observava sem conseguir tirar os olhos da morena. Tirou a toalha enquanto Sesshoumaru só podia ver suas costas nuas e colocou a parte de cima do biquíni. Virando se de frente o encarou. —Muito desonesto da sua parte!

Sesshoumaru riu de canto

Rin ficou confusa.

—O que você está rindo? Achou o ninho de égua foi? —Agora ela estava irritada.

—Parecem duas laranjas…—Disse Sesshoumaru colocando as mãos no torax imitando peitos.

Rin corou violentamente e pegou o vidro de bronzeador e tacou no rosto do prateado. Ela tinha lagrimas nos olhos. —Seu babaca! —Rin saiu correndo para dentro chorando. Sesshoumaru ficou sem entender e deu de ombros. Começou a nadar, já que estava ali ia aproveitar.

 

Emi e Satori estavam na cozinha quando Rin passou correndo e foi direto para o quarto.

—Acho que ela estava chorando, é melhor ir falar com ela. —Disse Satori a Emi.—Vou conversar com Sesshoumaru.

Emi entrou no quarto onde Rin se encontrava com a cara enfiada no travesseiro. Ela chorava sentida.

—Filha, o que aconteceu? —Perguntou Emi preocupada.

—Nada!—Disse Rin ainda com a cabeça no travesseiro.

—Você e Sesshoumaru brigaram de novo?—Perguntou Emi amável fazendo carinho nos cabelos de Rin.

—Mamãe. Ele é um idiota!

Emi riu e alisou as costas da filha.

—Filha, ele é um garoto, é normal fazer coisas que nos irritam. —Disse amorosa. —Isso vai passar.

Emi resolveu deixar a filha quieta e voltar para a cozinha.

Satori estava a beira da piscina enquanto Sesshoumaru estava na espreguiçadeira e comia uma barra de cereal.

—Filho, o que você fez para a Rin?—Dizia a platinada séria.—Sesshoumaru, Rin é uma garota, e não seus colegas do time de futebol!

Sesshoumaru suspirou impaciente.

—Não falei nada demais...—Mentiu

Satori semicerrou os olhos dourados.

—Sei....—Trate de prestar atenção ao que você faz. Rin está se tornando uma mulher aos poucos, ela não é mais aquela garotinha que você pentelhava, precisa ter cautela para falar certas coisas Sesshoumaru. Espero que você vá pedir desculpas. —Disse Satori se retirando e deixando Sesshoumaru com cara de poucos amigos.

Rin se levantou e foi até o banheiro pois estava se sentindo apertada. Ao fazer xixi notou que a coloração da agua no vaso ficou vermelha. Estava explicado porque andava tão emotiva. Seu ciclo havia chegado. Pegou um absorvente no armário e tomou um banho se trocando em seguida. Colocou um short folgado, e uma camiseta larga e se jogou na cama. Não queria ver Sesshoumaru tão cedo. Estava de TpM e era bem capaz de querer mata-lo.

Três dias se passaram e Rin evitou Sesshoumaru que achou estranho o fato dela não te-lo procurado . Ele estava sentado na sala quando Rin passou por ele sem nem ao menos dar bom dia e se dirigir para fora. Ele saiu e encontrou Rin sentada em um dos bancos no quintal. Ela tinha um livro das mãos e usava seus óculos de leitura. Ela parecia tão serena, e o estava evitando.

—Não acredito que está na praia e vai preferir ler um livro? —Disse o prateado puxando assunto.

Rin não disse nada, apenas olhou o e voltou o olhar para a sua leitura.

—Olha Rin, desculpa ta ok!? —Disse Sesshoumaru a contragosto.

—Desculpa pelo que? —Disse sem tirar os olhos do livro. Ela realmente sabia ser insuportável quando queria.

—Desculpa por ter visto seus peitos. —Disse ele sério.

Ela riu. Riu da forma que ele disse isso tão sério.

—Ta bom, eu desculpo. É isso que os amigos fazem né!?—Disse o fitando séria.

Ele sorriu sem verdade.

—É sim.—Disse simplesmente.

—Vamos no lual comigo!?—Disse Rin fechando livro e segurando a mão de Sesshoumaru que olhou para os dedos entrelaçados ao seu.

—To começando a me arrepender…—Disse Sesshoumaru.

 

 

Todos estavam no Lual inclusive Emi e Satori,  Rin usava um vestido leve florido, e Sesshoumaru usava uma camisa floral e um short branco. Satori e Emi conversavam com um grupo de pessoas da mesma idade que elas, enquanto Sesshoumaru e Rin se direcionaram para uma barraca de coquetéis. Rin pediu um ponche de frutas sem álcool e Sesshoumaru um com álcool. Se sentaram nas cadeiras de praias que tinha perto da fogueira. Um musica baixa tocava era “ I´m yours “ de Jason Mraz. O clima estava agradável e a noite começava a dar o ar da graça.

Um rapaz moreno que aparentava não ter mais de quinze anos se aproximou. Rin reconheceu de cara. Era kohaku seu colega de classe.

—Oi Rin, que legal te encontrar aqui.

—Olá Kohaku, não sabia que estava aqui.

—E, meus pais compraram uma casa de praia aqui. Eu e minha irmã viemos passar as férias.

—Ah que legal—Disse Rin bebendo um pouco da bebida.

Sesshoumaru observava sem esboçar nenhuma reação.

Kohaku pegou a mão de Rin.

—Dança comigo Rin ...

—Oh...ta bom.—Disse sem jeito.

Música vai musica vem e Kohaku não queria largar de Rin. A proximidade do moreno já estava começando a incomodar o prateado. Rin sorria enquanto Kohaku a rodopiava com a musica.

Havia boatos de que kohaku gostava de Rin. E o garoto fazia questão de provar que era verdade, pois era todo atenção para a garota a sua frente. Sesshoumaru tinha os olhos faiscando pois Kohaku fazia questão de ficar tocando em Rin sempre que ia dizer alguma coisa  . Sem se dar conta Sesshoumaru pegou Rin pelo braço e saiu arrastando em meio as pessoas. A casa de Satori ficava pouco mais de cem metros do lual, Sesshoumaru passou pelas duas mulheres que conversavam entre si.

—Nos dois vamos para casa.—Disse Sesshoumaru

—Ah já vão queridos? —Disse Satori visivelmente alterada.

—Juizo heim!—Disse Emi que não ficava atrás.

—Eu não quero ir!—Disse Rin irritada.

Sesshoumaru se aproximou do seu ouvido.

—Por acaso quer ficar por causa daquele imbecil Rin?—Disse cuspindo as palavras com raiva visível.

Sem dar tempo para Rin responder saiu levando a para casa . Abriu a porta exaltado e a colocou para dentro.

—Ei Sesshoumaru! Eu queria ficar mais, porque fez isso?

Ele estava sério.

—Aquele garoto estava muito atrevido. —Disse sério

—Por acaso é meu pai!?—Disse Rin furiosa.

—Por acaso queria dar para ele??—Disse a fitando questionador. E com fúria eminente.—Ele queria te comer!

Rin ficou sem resposta.

—Eu vou para o meu quarto seu imbecil! Não olha na minha cara, estragou minha noite!

Rin saiu batendo os pés e Sesshoumaru passou a mão pelos cabelos.

—Droga...

 

Rin estava em seu quarto deitada enquanto pensava no que Sesshoumaru fez.

—Quem ele pensa que é para me falar coisas tão horríveis!?Não quero olhar na cara dele.

 

Sesshoumaru em seu quarto tirou a camisa e jogou num canto se jogando na cama.

—Merda....acho que eu fui longe demais....

 

Algumas horas se passaram e nada das mães chegarem. Sesshoumaru se levantou e foi até o quarto de Rin, Girou a maçaneta e estava destrancada. A garota estava deitada na cama lendo um livro.

—Ainda acordada? —Disse se colocando para dentro.

—Sai daqui. —Ela disse séria.

O que estava acontecendo com Rin, ela estava ficando mais dura, ela sempre ia atrás dele para reconciliar mais parece que as coisas mudaram.

—Rin, me desculpa ta bom!—Disse passando as mãos nos cabelos prateados.—Eu to errado! É isso que você quer ouvir?

—Não, não é isso que quero ouvir, é isso a verdade! O que você fez e falou não foi digno! —Ela responde irritada.

Ele fica quieto, afinal não estava ali para discutir.

—Ta bom. Me desculpa. Eu não sei o que está acontecendo comigo.—Disse confuso.

—Eu perdoo, e que isso não se repita.

Como ela podia não perdoar, era ele, seu melhor amigo!

Ela pulou no pescoço dele e deu um abraço forte se chocando contra os músculos do seu tórax. Pego de surpresa ele a segurou pela cintura.

—Seu imbecil. —Disse risonha. Como ficar com raiva desse sorriso tão quente e tão acolhedor? Pensou Sesshoumaru, que não conseguia parar de olhar para os lábios de Rin. Num impulso mais forte do que ele a puxou para mais perto. Rin parou de sorrir e o fitou direto nos orbes âmbar que tinham algo que ela nunca tinha visto ali antes. Ele a segurou pela nuca delicada e lhe tomou os lábios macios num beijo calmo. Sua língua invadiu a pequena boca de Rin lentamente. A inexperiência da menina provava que aquele era seu primeiro beijo. Ela enroscou os braços no pescoço alvo e o trouxe para mais perto. As bocas se buscavam avidamente.

Um barulho da porta sendo aberta fez com que se afastassem abruptamente. Rin se sentou na cama enquanto fitava Sesshoumaru confusa. As sensações que invadiam sua mente eram para ela inexplicáveis. Emi pôs a cabeça para dentro do quarto, um Sesshoumaru paralisado estava de pé ao pé da cama e Rin sentada nela.

—Pelo jeito já se entenderam. —Disse a mulher feliz demais para quem estava sobrea.

Sesshoumaru se encaminhou para porta.

—Com licença. —Disse sério—Boa noite. —Fitou Rin.

—Boa noite Sesshy.—Sussurrou.

 

                Os dias seguintes ficaram estranhos demais depois do ocorrido. Rin não sabia o que fazer ou o que falar então preferiu não tocar no assunto.  Voltaram para casa pois a semana havia acabado. Na próxima semana as aulas voltariam.

Passaram se mais alguns dias e em seu aniversário de quinze anos haviam feito uma comemoração para os colegas. Sesshoumaru manteve-se no quarto pois não queria ficar no meio de tantas pessoas. Passadp seu aniversário .Mais alguns dias se foram.  A situação já estava incomodando Rin, Sesshoumaru já não era o mesmo, nem ela mesma não era então resolveu ir ate a casa de Sesshoumaru conversar com o prateado a respeito do que aconteceu. Subiu as escadas até o quarto e bateu antes de entrar, isso sim surpreendeu, pois tinha o feio costume de entrar sem bater.

—Entra. —Ouviu a voz grave do prateado.

Ela timidamente entrou. Seus cabelos cumpridos estavam soltos e balançavam conforme andava.

—Sesshoumaru, precisamos conversar.

Ele a olhou de soslaio enquanto tirava o fone de ouvido.

—Diga, —Disse sério.

—Olha, esquece o que aconteceu entre nós, não vai se repetir. Apenas vamos voltar a ser como antes. —Disse o fitando ansiosa.

Ele a olhava sério.

—Ok Rin. —Disse sério.

Ela correu para ele e o abraçou. Ele preferia que ela não o tivesse feito. Ao sentir seu delicado corpo tão perto e seu perfume doce invadir-lhe as narinas, sentiu seu corpo retesar por ter que segurar o desejo de toma-la nos braços.

—Eu te amo Sesshy! O corpo do prateado retesou. —Você é o melhor amigo que alguém poderia ter.—Disse dando um beijo no rosto do prateado.

—Oh Rin. —Disse afagando os cabelos da morena—Sua tola.

 

E assim as coisas pareciam ter entrado no lugar. Sesshoumaru se conteve todas as vezes que teve vontade de toma-la nos braços e beijar seus lábios. Ele não queria afastar Rin outra vez.

Passado se alguns dias Sesshoumaru recebeu uma carta da universidade de Harvard em Boston informando que ele havia sido aceito para o curso de economia. Partiria em duas semanas.

—Nossa filho! Isso é maravilhoso! Quero dizer, será terrível ficar longe de você, mas estou tão feliz que tenha conseguido! O seu pai ficara orgulhoso! —Satori abraçava o filho que tentava sair de seus braços.

Sim, Inu taishou ficaria orgulhoso, pois em quatro anos estaria apto a tomar conta da empresa.

 

Rin estava na hora do intervalo na escola. Kagome e Sango estavam a sua frente e tomavam um suco cada uma.

—Nossa Rin. Eu acho que ele gosta de você mais que amigo.—Disse Kagome

—Eu tenho certeza. —Fala Sango.

—Ele é só meu amigo, foi um erro, algo que não deveria ter acontecido. —Disse Rin convicta, mas na verdade não sabia se era isso mesmo que sentia.

 

Duas semanas depois.

Sesshoumaru ainda não conseguiu contar a Rin que partiria para Boston. Iria sem que ela soubesse assim seria menos difícil, depois ele ligaria e explicaria tudo. Seu voo sairia amanhã de manhã e suas malas já estavam prontas;

Na manhã seguinte.

—Bom dia mamãe. —Disse Rin sonolenta. Ainda vestia seu pijama de ursinho.

—Bom dia filha. Você já ligou para o Sesshoumaru?

—Para que?

—Para se despedir.

Rin se levantou

—Como assim se despedir? —Perguntou séria.

— Ele não te contou? Ele está indo para Boston —Emi olhou no relógio—O voo sai daqui meia hora.

—Bastardo! —Gritou Rin que saiu correndo para o quarto colocando um vestido qualquer pegou sua bolsa e correu para pegar um taxi em direção ao aeroporto.

Rin pegou um taxi rapidamente, levou cerca de vinte minutos para chegarem ao aeroporto devido ao transito conturbado. Rin desceu e saiu louca em direção as plataformas. De longe ela avistou uma cabeça prataeada indo em direção a plataforma de embarque.

—Parado ai seu bastardo filho de uma mãe!—Sesshoumaru se virou em sua direção . Os cabelos de Rin estavam desgrenhados e sua face estava rosada pelo esforço incumbida para chegar a tempo antes que ele embarcasse.—Como pode fazer isso comigo Sesshy!—Ela dava pequenos socos no peito do prateado.

—Sua bocuda.—Disse Sesshy puxando Rin para um abraço.—Me desculpe eu não queria esse tipo de despedida.

—Agora vai ser bem pior.—Ela tinha lagrimas nos olhos—Você ia mesmo sumir sem me dizer nada?

—Você ia ficar sabendo depois.—Disse limpando as lagrimas que teimavam em cair dos olhos avelas.—Foi para te poupar. Sei que não suportaria ficar sem mim.—Disse debochado

Rin sorriu e deu um soco no peito do prateado.

—Você não presta.

“Voo das nove horas para Boston” a atendente anunciou.

—Preciso ir.—Disse Sesshoumaru a fitando sério.—Até breve Rin.

Antes que ele pudesse fazer alguma coisa ela pulou num abraço enroscando as pernas ao redor da cintura do prateado fazendo com que ele sustentasse seu corpo. Ele sentiu o coração se aquecer ao embalar Rin num abraço caloroso, as pessoas no local os observavam encantados.

—Eu te amo Sesshy, não demora voltar promete que não vai me esquecer?.—Disse emotiva enquanto se soltava do amigo.—Você é um péssimo amigo sabia!

Ele riu.

—Eu sei. Tchau Rin.—Deu um beijo na testa da morena deixando a para trás enquanto seguia para a plataforma de embarque  sem olhar para trás. “Seria bom ficar longe de Rin para colocar meus sentimentos nos devidos lugares”. Pensou

 

~~*~~

Dois anos depois.

Rin e Sesshoumaru se falavam quase todos os dias , trocavam mensagens e ligações frequentemente, e contava como estava se saindo na faculdade e sobre as garotas com quem estava saindo. Rin dizia estar com ciúmes e que nenhuma seria boa o suficiente para ele.

Rin estava com dezessete anos, sua formatura estava se aproximando. Ela precisava escolher o vestido ideal. Estavam em uma loja experimentando alguns modelos.

—Mãe, é daqui a dois dias! Nem acredito que esse inferno acabou!

—Filha!—Reprendeu a mulher.

Ela pegou um modelo Rose tipo sereia com uma abertura até a coxa.

—Olha esse Mãe!

—É lindo! Experimenta.

Rin experimentou e amou o vestido, era esse! Comprou e mandou embrulhar.

Estavam no taxi de volta para casa.

Chegaram em casa e Rin fez um sanduiche e saiu comendo, pegou o celular e abriu a tela de mensagens.

Rin

“Daqui a dois dias  é minha formatura, ai graças a Deus acabou.”

Sesshy alguns minutos depois.

“Este Sesshoumaru Gostaria de poder estar ai”

Rin.

“Kkk para de falar na terceira pessoa, você parece um retardado.!”

Sesshy.

“Para de ser ranzinza. Tchau vou estudar um pouco ”

 

Rin bloqueou o celular com um sorriso nos lábios. De repente se pegou lembrando de dois anos atrás quando Sesshoumaru a beijou. “O que se passou na cabeça dele? somos amigos! Não somos?”

Balançou a cabeça tentando dissipar os pensamentos.

 

Dois dias depois.

 

—Rin, vamos filha! Você vai se atrasar.

—Mae eu já vou! Gritou Rin da parte de cima enquanto colocava um brinco.

—Satori me ligou e disse que vai nos encontrar lá.

Rin desceu as escadas e Emi sorriu com lagrimas nos olhos as vê-la. O vestido era rosa sereia, e lhe caia muito bem as curvas, os fartos seios se destacavam no decote singelo. “É parece que as laranjas na não são mais laranjas”

—Vamos!?—Disse a sua mãe que estava emocionada.

Emi e Rin saíram e entraram no taxi. Que dirigiu até o colégio. Ao chegarem pode ser visto a multidão que chegava, um tapete vermelho se estendia pela entrada enquanto uns caminhos de luzes coloridas indicavam o caminho. Rin entrou sendo fotografada como manda o figurino.  Após todos a cerimonia, Rin recebeu seu canudo e todos estavam seguindo para o baile. Rin olhou para a porta de entrada num ímpeto e de repente alguns fios platinados se destacou entre a multidão. Ele vestia um smoking preto com uma gravata borboleta e estava perfeitamente lindo e vinha em sua direção. Rin não acreditou no que via, ele estava ainda mais lindo, alto com o semblante mais maduro que há dois anos atrás, porém parecia que nunca tinham ficado sem se ver. Rin deu um abraço forte no prateado e em seguida uma bolsada no braço .

—Quer me fazer perder o filho!? Abraçou o prateado fortemente! Não acredito que você veio!

Sesshoumaru franziu o cenho confuso.

Rin gargalhou

—Não, eu não estou gravida, é só a força de expressão.

Ele arqueou uma sobrancelha. Rin sorriu, como sempre sério, e ela já conhecia esse jeito dele.

—Então você hoje está ganhando sua alforria.—Disse Sesshoumaru debochado enquanto se encaminhavam para dentro do salão. As outras garotas a olhavam com inveja.

—Ate que enfim. Já posso trabalhar na sua empresa. —Disse brincalhona.

—Ainda vem a universidade. — Disse sério.

—Pretendo fazer algo por aqui mesmo.—Disse segurando o braço do prateado enquanto entravam entre a multidão de formandos.

Beberam e conversaram com os colegas, a valsa dos formandos tocou e Sesshoumaru guiou Rin numa dança. Enquanto rodavam pelo salão ele observava tudo.

—Ta com saudades disso tudo?—Perguntou Rin puxando assunto.

—Nenhum pouco.—Disse sério.

—Como anda a faculdade.?—Disse o encarando

Ele deu de ombros.

—Não vejo a hora de terminar e voltar para minha velha vida.—Riu de canto

—Oh desculpa ai senhor prodígio! —Gargalhou enquanto ele a rodopiava pelo salão.—Aposto que tem muitas namoradas.

—Você sabe que eu sou foda...—Ele disse debochado. —Tenho algumas...

Rin deveria estar feliz? Pois é ela não estava.

—Ah  eu sei... —Disse Rin irônica.—Vamos parar um pouco, estou meio tonta.

—Mais ainda?—Disse debochado enquanto pegava Rin pelos braços e levava até uma das poltronas no canto do salão.

A observando ele constatou que ela estava ainda mais linda, as curvas muito mais acentuadas, os fartos seios em contraste com a fina cintura moldavam o corpo escultural. Os cabelos continuavam cumpridos como antes, os olhos avelãs grandes e brilhantes davam um charme ainda maior com seus grandes cílios.

 

Passado se algumas horas Emi e Satori se aproximaram.

—Queridos , estamos indo, Sesshoumaru pode levar a Rin para casa?

Sesshoumaru assentiu.

—Com certeza tia Emi.—Disse sério.

—Tchau queridos.—As duas mulheres p foram embora no carro de Satori.

 

No meio da festa como não podia faltar apareceu Kohaku para dar um oi.

—Oi Rin. Vamos dançar?

—Na verdade estou me sentindo um pouco mal, me desculpe.

O moreno que agora tinha músculos por toda parte ficou cabisbaixo e se retirou.

—Toma distraído.—Disse Sesshoumaru maroto.

—Fiquei com medo de você fazer como na ultima vez...—Rin disse e seu sorrio morreu quando percebeu que Sesshoumaru relacionou o fato com o beijo que haviam dado.—Quero dizer...me arrastar da festa.—Sorriu.

—Sabe que eu faria o mesmo, sem mudar nada.—Disse enquanto a fitava sério. Com o olhar enigmático.

Porque ele tinha que estar ainda mais bonito? Pensou Rin.

Rin pigarreou.

—Quer um bebida?

 

As horas passaram e todos estavam indo embora. Rin pediu que Sesshoumaru a levasse para casa e ele o fez. Parado em frente sua casa ela se vira para ele.

—Obrigada Sesshy. —Disse sincera.—Não podia ser ninguém que não fosse você.

Ele a fitava sério.

—E eu não permitiria que fosse outro.

Rin sorriu.

—Como sempre possessivo. —Rin abriu a porta e saiu. Rodeou e colocou a cabeça na janela dando um beijo no rosto do prateado.

—Me manda msg quando chegar. Você vai embora quando?

—Ok.—Disse Sesshoumaru.—Vou embora em dois dias, só vim para sua formatura.

Ela sorriu feliz.

—Assim eu me sinto importante.

—Não se sinta. Ele disse com um sorriso de canto—Você é.

 

Ele arrancou o carro assim que viu Rin entrar e fechar a porta atrás de si.

Rin subiu e tirou o vestido ficando só de roupas intimas, que se acentuavam em suas belas curvasse jogou na sua cama de casal e passados alguns minutos ouviu seu celular apitar.

Sesshy

“Cheguei.”

 

Rin dormiu tranquila aquela noite.

Desceu para tomar o café da manha .

—Vai sair querida? Perguntou Emi servindo o café a filha.

—Sim, ou sair com a Kagome e a Sango. Sango vai casar e quer que eu ajude a escolher o enxoval.

—Nossa, mas tão jovem? Perguntou a mãe incrédula.

—O amor as vezes chega sem percebermos mãe.—Disse zombeteira.

 

O dia no shopping foi cansativo, conversa vai, conversa vem e andaram lojas e mais lojas ate que Sango terminasse de comprar tudo que queria.

—Ai não vejo a hora de usar tudo isso! Disse a amiga animada.se referindo os variados lingeries para a noite de núpcias. Sango ia se casar com Miroku, filho de um milionário Coreano que era sócio do pai da garota. Se conheceram se gostaram e como a menina disse que só ia se entregar depois do casamento Miroku tratou de adiantar tudo bem rápido.

—Nossa, isso tudo é vontade de dar!? Perguntou kagome e Rin corou.

—Logico! Quero aproveitar a vida logo, logo deixarei de ser virgem!—Sango estava indignada.—E você Rin, não quer aproveitar a vida logo?

—Eu? —Rin disse apontando pra si mesmo—Tem outras formas de fazer isso Sango!

—É mesmo? E qual é?

Rin ficou quieta e as duas gargalhavam

—Já vi que não sabe!—Gritou debochada.

 

As horas passaram devagar . O celular apitou

Sesshy

“Passo pra te pegar hoje as sete.”

Rin.

“Pra que? ”

Sesshy

“Surpresa”

 

A noite chegou e Rin estava pronta as sete, sua curiosidade era maior que sua vontade de fazer pirraça. Sesshoumaru estacionou o carro e buzinou, Rin desceu rapidamente encontrando o prateado vestido numa camiseta azul e short branco. Rin usava um vestido floral e uma sandália rasteira de pedras.

—Oi!—Beijou o rosto dele.

—Oi Rin.—Disse sério.

 

Dirigiu a maior parte em silencio enquanto Rin tagarelava feito louca.

—Não vai falar nada!? Diz curiosa.

—Qual o significado de surpresa?—perguntou irônico.

 

Ele parou o carro num prédio desses altos e clicou no elevador para ir até o último andar. Segurou Rin pela mão e guiou ela para a escada que ia ate o terraço. Chegando lá a respiração de Rin parou. Tinha uma mesa com um jantar para dois.

—Um jantar...? Perguntou emocionada.

—Esse não é o motivo principal, mais como sei que você adora comer então mandei preparar esse jantar.—Disse com um meio sorriso. Rin deu um tapa no seu ombro.

—Babaca. !E qual a melhor parte então?

—Isso!—Ele pegou a mão dela e a arrastou para mais perto da beirada, olhando lá de cima podia ver uma grande extensão da cidade de Tóquio, as luzes brilhavam insistentemente  por toda a parte da cidade, era possível enxergar muito dali, e era lindo.

—E lindo! —Disse eufórica.

—É um dos meus lugares favoritos,—Disse Sesshoumaru sério.—Queria compartilhar com uma pessoa importante.

Rin tinha lagrimas nos olhos.

—Obrigada Sesshy! Obrigada por compartilhar comigo! —Ela pulou nos braços dele num abraço caloroso.

“Droga porque ela tinha que fazer essas coisas”!

Sesshoumaru a segurou firme entre os braços enquanto fitava seus olhos brilhantes pela lagrima.

—Vamos comer. —Disse tentando evitar o que tinha vontade de fazer.

Os dois comeram e conversaram sobre algumas coisas. Depois se sentaram num banco e ficaram observando e contando as estrelas.

—Lembra, de quando éramos crianças que ficávamos horas e horas contando as estrelas.?—Disse Rin enquanto estava deitada no colo de Sesshoumaru.—A gente era tão feliz!

Sesshoumaru olhava para cima.

—E não é mais?—Perguntou sem tirar os olhos do céu.

—Sim, claro que sim! Mas era tudo mais simples antes...—Disse Rin o fitando

—E o que é complicado agora?—Perguntou sem tirar os olhos de Rin.

Ela sorri amarelo.

—A vida adulta as vezes é muito chata.

—Que vida adulta? Você continua sendo a mesma menina reclamona de sempre.—Disse Sesshoumaru maroto.

Ela ri e da um tapa no ombro dele.

—Você sabe…agora vem os problemas, trabalho, casamento, filhos....essas coisas que acontecem.

Sesshoumaru teve um baque com as palavras de Rin. Era verdade, em breve viriam o casamento, os filhos, a vida.... e onde ele estaria na vida de Rin quando tudo isso acontecesse? Onde ele estaria quando ela se casasse, quando ela tivesse filhos, quando ela estivesse velhinha.... Ele queria estar ao seu lado.

—Sesshy! Ei está me ouvindo?—Ela passava a mão em frente a seu rosto.—Foi para marte é? Ela tinha um sorriso nos lábios e a boca se encontrava vermelha devido ao vento frio que estava lá em cima. Ela se encolheu com o vento o que fez com que Sesshoumaru a puxasse para perto de si.

—Eu estava perguntando se você quer ter filhos?—Disse Rin inocentemente.

—Depende.—Disse Sesshoumaru sério.

—Depende o que? Falou confusa.—Ou quer ou não quer.

—Na verdade não. Depende se a mulher com quem eu me casar ira querer ter filhos.—Disse por fim.

Dessa vez foi Rin quem teve um estalo. Imaginou Sesshoumaru tendo filhos com alguma mulher, quem seria ela? Será que Rin ainda teria seu lugar na vida do prateado. Talvez quando ele tiver a própria família se esqueça dela! Uma lagrima brotou de seus olhos e Sesshoumaru a enxugou.

—Ei, o que foi?

—Nada, o vento gelado apenas.—Mentiu.

Sesshoumaru segurou seu rosto entre a mãos.

—Esta mentindo para mim. Eu te conheço, seu nariz treme quando você mente.

Rin sorriu.

—Não treme não seu mentiroso! Bateu no ombro dele.—Ela o olhou séria nos olhos , os seus estavam rasos d’água.—Promete que nunca vai me esquecer!?

Ele a olhou surpreso.

—Deixa de bobagem Rin! —Disse soltando o rosto dela.

Ela segurou o rosto dele e o fitou nos olhos agora sérios.

—Promete. —Pediu—Mesmo que você tenha muitas namoradas, que você se case com uma delas, você não pode me esquecer.

—Ok, eu prometo. —Disse puxando para junto de si

Ele era tão quente, tão aconchegante. — Pensou Rin. E o seu corpo se encaixava perfeitamente ao dele, como se tivessem sido feitos um para o outro. Permaneceram assim por longos minutos, sem pensar em nada. Somente curtindo aquele momento que era somente dos dois.

 

Dois dias se passaram e Sesshoumaru voltou para Boston, mais uma vez a despedida de Rin teve muito choro e muito drama. Sesshoumaru chegava em seu apartamento em Boston, ao entrar deu de cara com uma morena de cabelos negros e olhos castanhos avermelhados esperando por ele. Ela vestia um vestido vermelho colado e tinha uma mesa posta para dois.

—Ao Sesshoumaru. Seja bem Vindo.

—Oi Kagura. —Ela da um beijo demorado na boca do prateado.

—Senti saudades. Me permiti usar a chave cópia que você me deu para preparar essa jantar para você.—Disse de forma sensual.

—Na verdade eu pretendia descansar. Estou exausto da viagem.

—Posso fazer uma massagem.—Disse a morena indo em direção ao prateado e lhe tomando os ombros numa massagem.

O prateado não resistiu. Deixou que ela fizesse a massagem, enquanto as mãos ágeis lhe desinteressavam ele pensou na morena que havia deixado em Tóquio, em como ela estava ainda mais linda do que a ultima vez que a viu. Será que ela tinha alguém? Não, ela não podia se não teria lhe contado. Ela contava tudo a ele.

Sesshoumaru dividia o apartamento dom Robert, um americano que estudava em Harvard no mesmo curso que ele, ele no momento estava viajando em visita a família nos estados unidos, possivelmente voltaria entre hoje e amanha.

Sesshoumaru sentiu a morena passear com as mãos em seu abdome enquanto descia ainda mais para o cos de sua calça. Num ímpeto ele lhe segurou a mão e se colocou por cima de Kagura. Olhando a por um segundo viu o rosto de Rin, balançou a cabeça e caiu em si. Saindo de cima ele foi em direção ao banheiro.

—Sesshoumaru, quer que eu te ajude no banho?

—Kagura, saia da minha casa. Já disse que estou cansado.

Amorena fungou e saiu batendo a porta atrás de si deixando o prateado sozinho.

No banho a agua fria escorria pelo corpo bem esculpido enquanto sua mente vagava para uma certa morena em Tóquio. Saiu do banho e pegou o celular.

Rin.

“Manda msg quando chegar”

Ele digitou uma mensagem no celular.

 

Rin estava  jantando quando um bipe a fez pegar o celular.

Sesshy

“Cheguei”

Ela sorriu e digitou uma mensagem.

Rin.

“Vamos jantar?”

Sesshoumaru riu .

Sesshy

“Estou sem fome, só penso em você”

Rin sentiu o coração palpitar do outro lado.

Rin

“Eu sei, eu sou inesquecível”

Ele não pode evitar um sorriso com as palavras.

Não sabe o quanto. Pensou

 

Os dias passaram depressa, agora que Rin não tinha que ir à escola, não tinha muito o que fazer nas horas vagas, então até que conseguisse uma vaga na universidade resolveu procurar um emprego, assim ajudava com as despesas de casa, sua mãe tinha muitas responsabilidades.

Conseguiu emprego numa lanchonete de atendente. Trocava mensagens com Sesshoumaru todos os dias.  Contou a novidade. Depois d algum tempo começou a sair com o kohaku, foi ao cinema, tomar sorvete essas coisas, até que começaram a namorar. Ela sabia que Sesshoumaru não gostava muito de Kohaku, mas ele tinha que respeitar sua decisão. Ela sabia que não seria fácil, mas contou a ele que reagiu tão mal quanto ela imaginou.

Sesshoumaru estava irritado, como pode Rin se envolver com aquele imbecil, Depois disso Sesshoumaru ate começou a tirar algumas notas baixas, saia com várias mulheres e havia trazido kagura para morar com ele pois ela descobriu que estava gravida. Rin terminou o namoro com Kohaku pois ele começou a forçar a barra para transar com ela e ela não se sentia preparada. Nesse meio tempo Rin entrou para a faculdade de artes de Tóquio e agora tinha com o que ocupar sua cabeça. Contou a novidades a Sesshoumaru que parecia só entender que ela tinha terminado com o Kohaku e estava radiante com isso. Ele ainda não havia contato a ela sobre a gravidez de Kagura, na verdade ele não havia contado a ninguém. Rin contou a Sesshoumaru que nas férias pretendia ir visita-lo em Boston, que tinha guardado dinheiro do trabalho na lanchonete somente para isso. Sesshoumaru se sentiu imensamente feliz .

As férias chegaram e Rin embarcava para Boston no primeiro voo.

—Filha vai com Deus! Nem acredito que minha menina já esta viajando sozinha!—Dizia Emi com lagrimas nos olhos.

Satori abraçou RIN.

—Mande uma abraço para Sesshoumaru! Diga que a mamãe ama ele muito.

—Pode deixar!—Disse Rin se afastando e despedindo das mais velhas.

Rin desembarcou em Boston na madrugada. Sesshoumaru a esperava no aeroporto. A abraçou forte sendo retribuído.

—Estou tão feliz de poder ter vindo.—Disse verdadeiramente .

Sesshoumaru podia dizer o mesmo.

—Eu mais ainda.—Você ta muito cansada?

—Não tanto, dormi no avião, porque?

—Vamos para uma festa daqui!

Ele dirigiu pelas ruas de Boston ate uma boate que estava lotada, luzes de neon reluziam o local e pessoas dançavam alucinadas na pista, Rin tinha pintado o rosto com tinha florescente na entrada assim como Sesshoumaru que dançava como ela nunca tinha visto. Ele estava muito feliz com sua visita.

—Quer beber? —Disse Sesshoumaru

—Quero! —Gritou Rin no meio do povo, estava alucinada, nunca tinha ido numa festa dessas.

Os dois beberam feito loucos , se divertiram, contaram as estrelas e deram esmolas para pedintes na rua. Rin nunca se sentiu tão liberta, tão plena e viva! E melhor estava ao lado de Sesshoumaru! Já estavam levemente alterados, não totalmente alterados pelo álcool. Sesshoumaru parou na porta de seu apartamento e girou a chave .Puxou Rin para dentro e ao acender a luz deu de cara com Kagura sentada na poltrona da sala com cara de poucos amigos.

—Isso é hora de chegar Sesshoumaru!

—Cala boca kagura, você não é minha dona!

—Mas eu sou a mãe do seu filho!—Gritou histérica!

Rin semicerrou os olhos.

—Que historia é essa de filhos Sesshoumaru, você não me disse nada...—Ela estava perplexa.

Sesshoumaru se pôs a frente de Rin.

—Rin, eu ia te contar...me escuta,

Kagura Se pôs no meio.

—Isso, eu to gravida dele!

Robert saiu do quarto e veio até a sala onde estava a confusão.

—Que gritaria é essa!?

Rin virou as costas e saiu do apartamento indo para a rua Sesshoumaru veio correndo atrás da morena que já estava no meio da rua.

—E assim que você considera minha amizade?

—Rin me escuta....—Sesshoumaru estava desesperado

—Você mentiu para mim! E essa vida? Tudo isso que você está vivendo! —Disse apontando para o apartamento de luxo onde kagura agora estava. —Espero que tudo isso valha a pena e que você não viva uma vida de merda!—Ela estava gritando

Sesshoumaru se exaltou.

—Você queria estar no meu lugar! Vai dizer que você não queria ter essa vida Rin!? Eu tenho uma mulher la em cima que me ama e vai ter um filho meu, eu estou em uma das melhores faculdades que existem...—Agora ele estava exaltado.

Ela cuspiu no chão

—Vai se foder Sesshoumaru.! Depois que se sentir um fracassado não venha procurar por mim ok!—Lagrimas escorriam por sua face enquanto ela pegava o primeiro taxi rumo ao aeroporto de volta a Tóquio. Seria loucura esse bate volta, mais ela não passaria mais nenhum segundo ali. Sesshoumaru ficou por um tempo parado observando o nada até que resolveu voltar para dentro.

Kagura o recebeu na porta.

—Me desculpe meu amor, eu me exaltei. —Disse abraçando o prateado que a empurrou para longe de si.

—Saia da minha frente Kagura.—Disse exaltado enquanto se dirigia ao banheiro para um banho gelado. Se lembrando das horas anteriores que esteve na companhia de Rin. Ela estava radiante e feliz e lembrar do seu sorriso feria o coração do prateado.

 

Rin desembarcou em Tóquio, não conseguiu pregar o olho no avião somente pensando no que havia acontecido. Sesshoumaru escondeu as coisas dela. Mas ele era obrigado a lhe contar tudo? Não, não era. Então porque ela se sentia traída?

Chegando em casa Emi a recebeu confusa.

—Filha. Ei o que ouve? Disse abraçando a morena que caiu em lagrimas.

Contou tudo a mãe que ficou perplexa com a revelação.

—Satori vai ser avó?

Rin ignorou a pergunta.

—Mamãe, vou para o quarto, preciso descansar um pouco.

Emi ficou pensativa.

—É, acho que  Rin começou a se dar conta do seu verdadeiro sentimento por Sesshoumaru, pena que seja tarde. —Disse Emi para si Mesma.

O fim de semana se foi e Rin voltou para sua rotina na lanchonete e na faculdade , participava dos encontros com o colegas e festas entre a turma. Os meses passaram rápido e se aproximava do Natal, ela e Sesshoumaru não se falaram desde então. Sesshoumaru ate havia tentado contato mas a garota preferiu ignorar. Havia conhecido um rapaz há três meses atrás  chamado Houjo e começaram a namorar, Rin não o amava, mas ele era especial e a tratava com carinho e educação. Ele iria passar a ação de graças com ela e Emi, e consequentemente com Satori que era melhor amiga de sua mae.

—A arvore ficou linda !—Dizia Satori animada enquanto colocava o peru no forno.

—Seshoumaru vem para a ceia ?—Perguntou Emi curiosa.

—Não sei, sabe que ele não dá valor a essas coisas , apesar de ter terminado a faculdade ainda não veio me visitar.—Diz satori.

A companhia toca e Emi vai até a porta atender. Olha pelo olho magico e sorri.

—Oh, olá Houjo! Entre.

O garoto de cabelos castanhos e olhos da mesma cor tinha um sorriso nos lábios.

—Olá senhora Kisuki. Feliz ação de graças. —Entregou um buque de flores a Emi e outro a Satori.

—Ah obriga você é muito gentil. Sente se—Disse indicando o sofá—Rin já vai descer.

 

Rin desceu as escadas, usava um vestido verde com detalhes em vermelho. Sorriu para Houjo e lhe deu um selinho nos lábios.

—Boa noite amor.—Disse Houjo sorridente.

Os dois se sentaram no sofá e ficaram juntos trocando carinhos. O jantar foi servido e todos sem sentaram á mesa e fizeram uma oração. A campainha tocou e Satori foi atender. Um prateado estava de pé a sua frente.

—Filho!— A mulher pulou no pescoço do filho abraçando.—Entre.

Sesshoumaru entrou e Emi veio cumprimenta-lo.

—Chegou bem na hora. Venha, sente-se a mesa conosco. —A mulher puxou uma cadeira ao seu lado e de frente para Rin e Houjo.

—Olá.—Disse Sesshoumaru para Rin. que o olhou sem muita emoção.—Prazer sou Sesshoumaru—Disse o prateado segurando a mão de Houjo.

—Sou Houjo, Namorado de Rin.— Disse o castanho sério enquanto apertava a mão de Sesshoumaru.

Sesshoumaru olhou para Rin que tinha a cabeça baixa olhando para o prato ainda vazio.

—Cadê sua namorada filho?—Disse Satori séria.

Sesshoumaru pigarreou.

—Nos terminamos Mãe.—Ele disse isso olhando nos olhos de Rin que agora o fitava séria.

—Ah...—Disse Satori —E o bebê? Está tudo bem na gravidez?

—Deve estar bem mãe. —Disse sério.—O pai está dando toda a assistência.

Satori tossiu.

—O pai, você no caso? Perguntou confusa.

Sesshoumaru riu amargurado.

—Não. No caso o Robert, meu ex colega de apartamento.

Emi cuspiu o suco que bebia, e Rin o fitava séria e se sentia culpada e magoada.

—Porque não me contou... —Sussurrou para o amigo.

—Eu tentei te ligar várias vezes. —Disse Sesshoumaru.

Houjo observa os dois confusos.

—Vamos esquecer esse problema, vamos ceiar .—Disse Satori pegando a faca e cortando o peru e       o clima pesado      instalou na mesa.

O ar terminou e ficaram todos conversando por um tempo. Houjo se despediu pois ainda teria que ir para a Ceia junto de sua família.

—Tchau amor.—Deu um beijo nos lábios de Rin.—Até mais.—Apertou a mão de Sesshoumaru.

Ele foi embora e ficou Sesshoumaru e Rin na sala enquanto as mães terminavam de larvar a louça.

—Eu sinto muito.—Disse Rin com pesar na voz.

—Não se preocupe, eu não estava preparado para ser pai.—Disse Sesshoumaru.

Rin resolveu mudar de Assunto.

—Então...quando pretende voltar?

—Não sei se voltarei, estou pensando em ficar em Boston. —Disse Sesshoumaru colocando as mãos no bolso.

—Hum...mas e a empresa de seu pai?

—Ele sobrevivera sem mim. —Disse com um sorriso de canto.

O clima estava estranho, Rin nunca pensou fica dessa forma com Sesshoumaru, sempre se sentiu a vontade do lado dele, as agora as coisas estavam tão estranhas.

As férias estavam só começando. Rin resolver ir com Sango e Kagome a um restaurante novo que tinha aberto no centro. Tentou ligar para Houjo para falar que iria sair com as amigas e ele não atendeu. Já eram mais de vinte horas quando Kagome e Sango passaram na sua casa para pega-la. Rin usava um vestido preto com detalhes, as costas tinha um decote.

—E ai sua kenga!?—Disse Sango animada. —Aproveita que o Miroku me liberou essa noite, depois do restaurante nós vamos em uma boate.

—Ah não, o Houjo não atendeu o telefone, não consegui falar com ele.—Disse Rin.

—Ah, vamos sim, ele nem vai saber. —Disse Kagome.

—Ah , está bom, mas vai ser nosso segredo então!—Disse Rin surpreendendo as amiga.

—Uhulll!—Gritou Sango.

 

As três jantaram no restaurante combinado e foram para uma boate num bairro nobre. Ao entrarem já se animaram com as luzes e pessoas dançando animadas. Sango e Kagome já entraram no meio da pista e começaram a dançar. Rin ficou perto do bar observando o ambiente. Para sua surpresa ela avistou um rapaz ao canto da parede grudado na boca de uma ruiva que parecia que ia engolir o filho da mãe. Rin marchou ate lá pegando o rapaz pelo ombro o virando para encara-la.

—Rin, o que esta fazendo aqui?

Ela nada respondeu, apenas armou um soco e desferiu no meio da cara do homem.

—Seu filho de uma puta traidor! Como pode fazer isso Houjo?! Acabou entendeu! Nunca mais olha na minha cara seu desgraçado!

—Rin vamos conversar!—O castanho correu atrás da morena e acabou levando outro soco bem dado .

Rin saiu da boate sem nem ao menos se despedir de Kagome e Sango, pegou um taxi e saiu sem destino. Se lembrou de um certo lugar e pediu para o taxista a levar ate la. Entrou no elevador e apertou o botão para o ultimo andar.

Já no local onde Sesshoumaru já havia levado elas antes, debruçou dobre o muro para observar Tóquio que brilhava intensamente.

—Como eu sou uma tola.—Disse para si mesmo.

—Eu também acho.—Uma voz grossa a tirou de seus devaneios.

—Sesshoumaru! oque faz aqui?—Perguntou surpresa.

—Esse lugar é o meu favorito esqueceu? —Disse Sesshoumaru debruçando sobre o muro ao lado de Rin.—E     u que pergunto, o que faz aqui?

—Acabei de pegar meu namorado agarrado aos beijos com outra. —Disse irritada.

—Ele não te merecia. —Disse Sesshoumaru a olhando com um sorriso de canto.

—Eu e meu dedo podre. —Disse Rin com um sorriso magoado.

—Acho que você tem que parar de escolher…—Disse debochado—Você não é muito boa nisso.

—Eu senti saudades.—Disse Rin sincera. Sesshoumaru nada disse, apenas se aproximou e abraçou a morena dando um beijo no topo de sua cabeça.

Rin ergueu os olhos para encontrar os dourados a observando. Seu rosto nada tinha mudado, a não ser a barba rente que tinha ali deixando a aparência mais madura. Ele continuava lindo como sempre foi. Sesshoumaru olhou para os lábios rosados entre abertos e sem pensar os tomou em um beijo. Rin ao se afastou, ela queria, queria senti-lo mais uma vez, se lembra do beijo que deram quando ela era ainda uma adolescente e dessa vez ele estava mais exigente . A língua invadia a boca de Rin explorando a maciez. Ela retribuiu, retribuiu com todas as suas forças pois era isso que ela queria, poderia dizer que quis a vida toda. Se afastando para tomar o folego Sesshoumaru encostou a testa a de Rin.

—Rin, me perdoe.—Disse de olhos fechados.—Eu não pude evitar.

—Droga! —Disse se afastando e ficando de costas para Sesshoumaru.

—O que você quer que eu diga!?—Falou sério.—Quer que eu diga que eu não me arrependo!? É porque essa é a verdade, retiro minhas desculpas! Eu quis fazer isso a vida toda Rin! Porra! —Sesshoumaru agora estava exaltado, Não queria mais esconder seus verdadeiros sentimentos.—Eu te amo desde que eu me entendo por gente, e você sempre fazia questão de dizer o quanto éramos amigos, o quanto prezava nossa amizade que eu tive medo de dizer que eu queria ser bem mais que só o seu melhor amigo. EU tentei Rin, tentei viver uma vida sem você, mas eu não quero.—Ele a pegou pelos ombros e obrigou Rin a fita-lo. Ela tinha lagrimas nos olhos.—Rin, eu te amo.Te amo mais do que só um amigo ama uma amiga. EU quero você pra mim, quero sentir seus lábios todos os dias...Rin fala alguma coisa.Me diz que não me quer e eu vou para Boston e você nunca mais vai ter que se incomodar comigo.

Rin teve um baque, pensar em sua vida sem Sesshoumaru mais uma vez lhe Machucava. Ele a beijou, e o beijo dele era diferente de tudo que ela já tinha experimentado. Ele lhe fazia sentir coisas que nunca havia sentido. Ele era seu melhor amigo, mas ela o queria muito mais do que isso e era fato. Rin abraçou Sesshoumaru se enroscando o máximo ao corpo do prateado que se encaixava perfeitamente no seu.

—Sesshy...Eu te amo seu bastardo !Te amo como um amigo...—Sesshoumaru suspirou—Mas eu te amo mais do que isso, eu te quero perto de mim. Eu nunca consegui me envolver verdadeiramente com ninguém, não é meu dedo que é podre, é meu coração que não consegue se entregar a mais ninguém porque ele já é seu. —Rin tomou os lábios de Sesshoumaru mais uma vez num beijo apaixonado. E claro foi retribuída no mais sincero gesto.

Sesshoumaru interrompeu o beijo e segurou a face de Rin entre suas grandes mãos a fitando , olhando cada detalhe de seu rosto delicado.

—Você é tão linda....—Deu um selinhos em seus lábios.

—Eu nunca me entreguei a ninguém, porque no fundo eu sempre estive esperando por você. Eu quero que me faça sua Sesshy.—Ela se enroscou nele.

Sesshoumaru a beiju profundamente. Forrando seu sobretudo no chão ele a deitou delicadamente beijando seu pescoço alvo e seus ombros delicados.

—Rin, você não sabe o quanto eu sonhei com isso...—Disse descendo a alça fina do vestido e beijando o colo macio.

Quando um dos seios ficou exposto ele o tomou nos lábios de forma carinhosa o beijando e sugando fazendo com que Rin soltasse um gemido. Era a primeira vez que era tocada daquela maneira, nunca antes permitiu que nenhum outro homem o fizesse. Sesshoumaru deixou o outro farto seio exposto e alternou os sugando com sua boca hábil. Sem muito demorar tirou o vestido de Rin a deixando somente de calcinha e com os olhos fechados .

—Abra os olhos. Olhe pra mim Rin..—Disse Sesshoumaru—Quero que você veja o que causa em mim. Desde que aquela vez que os vi eu nunca esqueci, eles eram lindos e eu sonhei em te-los na minha boca todos esses anos. —Disse abocanhando o seio exposto.

—Ai Sesshy...—Gemeu Rin.

Sesshoumaru tirou a camisa colando seu tronco nu ao seios de Rin enquanto a beijava , ela sentia a pele quente em contato com  a sua e a sensação de te-lo ali era maravilhosa. Rapidamente Sesshoumaru desceu beijos por sua barriga lisa passando pelo umbigo e indo pelo caminhos da felicidade, ate retirar a pequena calcinha com os dentes e tomar sua intimidade num beijo quente. Sua língua explorava sua flor de lótus de forma sensual arrancando gemidos de prazer de Rin que estava rubra. Sesshoumaru sugou habilmente ate que Rin sentiu uma onda de prazer lhe tomar o corpo todo e ela não pode evitar um gemido que soou tremendamente sensual para Sesshoumaru. Se colocando entre suas pernas ele esfregou seu membro duro na intimidade de Rin e ela tremeu com o contato.

—Minha...você é só minha Rin...—Disse Sesshoumaru ofegante.—Agora relaxa...—Disse enquanto introduzia lentamente se dentro de Rin que gemeu de dor .—Calma...

Aos poucos ele se introduziu ate que Rin se sentisse confortável então começou com movimentos lentos e sensuais unindo se a sua Rin pela primeira vez. Delicadamente ele se movimentava ate que Rin sentisse prazer e o agarrasse trazendo mais para si. Não demorou muito ambos se deleitaram com uma onda de prazer que os tomou completamente, e ali debaixo de um céu estrelado os dois se entregaram de corpo de alma. Deitando-se ao lado de Rin Sesshoumaru puxou-a para mais perto para que encostasse a cabeça em seu peito.

—Quer casar comigo?—Perguntou Sesshoumaru fitando o céu que tinha as estrelas ainda mais brilhante aquela noite.

Rin levantou a cabeça para fita-lo.

—Sério!? —Perguntou

—E este Sesshoumaru costuma brincar?

—Mas não acha cedo demais?—Disse o fitando.

Ele riu, riu de um jeito que ela não via há muito tempo. Seus dentes brancos e alinhados eram perfeitos.

—Acha que deve  me conhecer melhor? —Disse debochado.

Rin riu da piada sem graça.

—Acho que já te conheço muito bem.—Se deitou ao lado dele.—Estava pensando em pelo menos terminar a faculdade.

—Claro, eu posso esperar, para quem esperou tantos anos...

—Então sim, eu aceito me casar com você! —Disse Rin sorridente.

—Como se você tivesse escolha.—Disse tomando os lábios da morena num beijo apaixonado. Se afastando apenas para olha-la nos olhos.—Eu te amo pirralha...

Ela sorriu trazendo o para mais perto.

—Eu te amo meu bastardo....—Ela o trouxe para mais perto se aconchegando no corpo quente do seu amado que tinha o encaixe perfeito para o seu.

E quando o amor acontece? Eu digo! Apenas viva!

 

Eu encontrei um amor para mim
Querida, mergulhe de cabeça
E me siga
Bem, eu encontrei uma garota, linda e doce
Eu nunca pensei que você era
A pessoa que me esperava
Pois nós éramos apenas crianças
Quando nos apaixonamos
Sem saber o que aquilo significava
Eu não desistirei de você desta vez
Mas querida, me beije devagar
Seu coração é tudo o que eu tenho
E em seus olhos, você guarda os meus...

(trecho da música” Perfect “de Ed Sheeran)

 

 


Notas Finais


Bom gente, obrigada para quem leu. Deixe suas criticas, elogios, me digam se gostaram. Isso incentiva o autor a escrever e a clarear as ideias.
um beijo!<3


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