História E se...? - Capítulo 1


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Percy Jackson
Visualizações 12
Palavras 804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


resolvi fzr isso aqui p destruir n só o psicologico de vcs, mas tb o meu pq eu to mto triste imaginando a annabeth chorando no velório do percy :c

Capítulo 1 - O maior "e se..."


Caminhei ao longo da praia por várias horas. Quando finalmente voltei à campina, era já muito tarde, talvez umas quatro ou cinco da manhã, mas Calipso ainda estava no jardim, cuidando das flores à luz das estrelas. Seu enlace lunar brilhava, prateado, e as outras plantas respondiam à magia, brilhando vermelhas, amarelas e azuis.

– Ele ordenou que você voltasse – adivinhou Calipso.

– Bem, não exatamente ordenou. Ele me deu uma escolha.

Os olhos dela encontraram os meus.

– Prometi que não ofereceria.

– Oferecer o quê?

– A você que fique.

– Ficar – eu disse. – Tipo... para sempre?

– Você seria imortal nesta ilha – ela disse baixinho. – Nunca envelheceria ou morreria. Poderia deixar a luta para os outros, Percy Jackson. Poderia escapar à sua profecia.

Eu a fitei, atônito.

– Assim, simplesmente?

Ela assentiu.

– Assim, simplesmente.

– Mas... meus amigos.

Calipso se levantou e segurou minha mão. Seu toque enviou uma onda de calor por meu corpo.

– Você perguntou sobre a minha maldição, Percy. Eu não queria lhe dizer, mas a verdade é que os deuses me mandam companhia de tempos em tempos. A cada mil anos, aproximadamente, eles permitem que um herói seja trazido até minhas praias, alguém que precise de minha ajuda. Cuido dele e me torno sua amiga, mas nunca é por acaso. As Parcas cuidam para que o tipo de herói que enviam...

Sua voz tremeu, e ela teve de parar.

Apertei mais a mão dela.

– O que foi? O que eu fiz para deixar você triste?

– Elas enviam uma pessoa que não pode ficar – ela sussurrou. – Que não pode aceitar minha oferta de companhia por mais que algum tempo. Elas me mandam um herói por quem eu não consigo... o tipo de pessoa por quem não consigo evitar me apaixonar.

A noite estava silenciosa, exceto pelo gorgolejo das fontes e pelas ondas batendo na praia. Levei muito tempo para perceber o que ela estava dizendo.

– Eu? – perguntei.

– Se pudesse ver seu rosto. – Ela reprimiu um sorriso, embora os olhos ainda estivessem lacrimosos. – É claro que é você.

– É por isso que você vem fugindo de mim o tempo todo?

– Tentei com afinco. Mas não consegui. As Parcas são cruéis. Elas me mandaram você, meu destemido, sabendo que você partiria meu coração.

– Mas... eu sou apenas... quer dizer, sou apenas eu.

– Isso basta – garantiu Calipso. – Disse a mim mesma que não falaria disso. – Deixaria você ir sem lhe oferecer que ficasse. Mas não posso. Suponho que as Parcas sabiam disso também. Você poderia ficar comigo, Percy. Receio que esta seja a única maneira de me ajudar.

Olhei para o horizonte. Os primeiros veios vermelhos da aurora iluminavam o céu. Eu poderia ficar ali para sempre, desaparecer da Terra. Poderia viver com Calipso, com criados invisíveis satisfazendo todas as minhas necessidades. Poderíamos cultivar flores no jardim, conversar com os pássaros e andar pela praia sob um céu perfeitamente azul. Sem guerras. Sem profecias. Sem tomar partido.

Seria uma vida perfeita, mas e meus amigos? O Olimpo precisava de mim, os deuses precisavam de mim, o mundo inteiro precisava de mim.

Mas eu também precisava de mim. Calipso precisava de mim. Eu sentia algo por ela também. Algo tão... confuso. Mas seria o suficiente pra me fazer ficar?

E ainda havia Annabeth. Ela e eu... nós também sentíamos algo um pelo outro. Seria certo abandonar isso? Por alguém que eu acabara de conhecer? Deixá-la à mercê da sorte? Ela precisava de mim, por mais que não quisesse admitir. Então, comecei a pensar que ela não admitia muitas coisas. Algo negativo começou a crescer dentro de mim. Annabeth, na maioria das vezes, só me irritava. Ela nunca demonstrava se importar. E Calipso é tão mais delicada, mais prestativa, atenciosa...

– Eu... aceito – disse. Os olhos de Calipso se arregalaram quando ouviu minhas palavras. – Aceito ficar aqui, com você. Pra sempre.

Foi a coisa mais dura que Annabeth nunca vai ouvir. Foi a decisão mais difícil que já tomei. Mas estava certo de que Annabeth, nem os deuses, não precisava de mim. Eles têm Thalia e Nico, com certeza ficariam bem.

– Mas... você... – lágrimas brotaram de seus olhos castanhos. Então, ela sorriu. Mas logo desfez aquele gesto. – Tem... certeza? E seus amigos? Os deuses?

– Tenho certeza de que eles não precisam de um semideus como eu. Eles têm vários outros ao dispor deles. Eu não farei falta.

Calipso sorriu, um sorriso choroso, e isso me fez chorar junto com ela. Nós nos abraçamos, com lágrimas escorrendo por nossos corpos grudados. Apesar de ter certeza de que eu tomei a decisão certa, uma voz no fundo da minha cabeça ainda diz: e se não foi a decisão certa? E se eu tivesse partido? E se eles precisarem de mim?

E se, e se, e se...

Essa expressão, essas três letras com malditas reticências seriam meu único pensamento em longas madrugadas ao lado de Calipso.



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