História E Se... 2 - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Kagami Taiga, Momoi Satsuki, Personagens Originais
Visualizações 62
Palavras 2.313
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Penúltimo capítulo!

Capítulo 5 - A aventura do (pequeno) Rei


Os adolescentes estavam pálidos. O ex-capitão de Teiko e atual capitão de Rakuzan havia se tornado completamente infantil, e pior, ele tinha acabado de sair de casa, sozinho. Procuraram em todos os lugares da casa que o pequenino poderia se esconder, mas ninguém o encontrou.

Kagami não sabia se ria ou chorava, ou se fazia os dois. Ele nunca gostou do Akashi, mas ele sentia pena dos membros da geração milagrosa por terem virado crianças (e por terem sido amaldiçoados duas vezes). O capitão que resolvia qualquer situação no mundo era quem estava causando o maior problema agora. Mais uma vez, ele tinha que admitir que era lamentável.

“Vamos chamar o Imayoshi-kun e todos que puderem ajudar a encontrar o Akashi-kun!”Momoi falou, já fazendo uma chamada telefônica.

“Não que possamos pedir ajuda a estranhos, sabe, só quem ouviu da maldição vai poder ajudar…” Kagami suou nervoso.

“Vamos chamar o sacerdote, então!” Kasamatsu disse determinado “Disse que ele sabe sobre o Kise e os outros, não foi?”

“Mas e se ele não atender…” Kagami respondeu preocupado.

“Vamos tentar!” Kasamatsu disse num tom encorajador.

            E assim, eles tentaram contatar o sacerdote novamente enquanto Momoi já falava com Imayoshi no celular, pedindo-o que procurasse por Akashi nas ruas.

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Enquanto isso, nas ruas,

Não muito longe da casa de Akashi…

            O pequeno garoto de cabelos vermelhos caminhava, olhando para as pessoas ao redor dele. Algumas mulheres sorriam para ele comentando o quanto era fofo. Porém, mesmo como uma criança, Akashi tinha olhos afiados, analisando as pessoas.

            Ele olhou para cima, para o semáforo acima da faixa de pedestres que sinalizava uma luz vermelha, as pessoas pararam de andar nas bordas das calçadas, mas ele sorriu ao ver a cor vermelha.

“Vermelho é a cor do rei” ele sorriu satisfeito e caminhou pela faixa de pedestres.

            As pessoas ao redor se desesperaram, havia um garotinho caminhando sozinho em meio ao tráfego, muitos carros vinham em sua direção, o menino olhou instantaneamente para os carros que vinham.

            Foi tão rápido, ele viu o farol do carro que vinha em sua direção refletido em seus olhos heterocromáticos. Todos que assistiam à cena não conseguiram se mover, seus músculos ficaram paralisados e chocados com o cenário. Eles já podiam ver aquela crianças sendo atropelada, banhada pela luz do sol poente.

“Kyah!!” uma mulher gritou bem alto, cobrindo os olhos para evitar ver o desastre.

            O som da borracha do pneu roçando nos asfalto ecoou, e a surpresa ainda residia nos olhares dos transeuntes.

“Ah-” uma voz suspirou em alívio.

            Akashi que estava no meio da rua quando atravessou no sinal vermelho e quase foi atropelado, havia sido salvo por um homem negro que pulou, segurou-o nos braços e rolou nas ruas, e agora mesmo esse homem estava sentado na calçada. Ele usava um uniforme escolar; a maioria das pessoas reconheceu de onde era aquele traje.

“E-ei garoto, ” o homem negro, Eikichi Nebuya pôs uma das mãos no coração, que quase pulava para for a do peito “Não faça isso de novo… Não, sério, não faça mesmo, quase me fez ter um ataque cardíaco!”

“Mas vermelho é a cor do imperador” o pequeno Akashi disse “Sabe que eu gosto de vermelho, Nebuya”

“Eh?” o rapaz olhou confuso para o garotinho. Ele tinha certeza de que aquele pivete parecia com alguém que ele conhecia, mas…

“Cara… ” outra voz masculina falou “Você me pegou! Pensei que fosse morrer de verdade! Hahahahahaha” Kotarou pôs a mão no ombro de Nebuya, tremendo-se um tanto nervoso.

            Reo estava acompanhando Kotarou e suspirou aliviado ao verifica que Nebuya estava bem. 

“Nossa! Posso dizer que estou feliz, mas… De quem é essa criança?” ele apontou para Akashi.

“…”o pequenino estreitou os olhos de cores diferentes.

“Guh!” Reo sentiu um arrepio percorrer sua espinha “Esse menino não se parece com alguém que conhecemos…?”

“Hahahaha” Kotarou levantou Akashi pelas costelas e sorriu “Verdade! É como uma versão mini do Akashi!”

“…” os olhos bicolores do menino escureceram.

“Não diga isso! Dois Akashis no mundo… Que assustador!” Nebuya estremeceu.

“Kotarou…” o garoto olhou com desdém para o adolescente que o segurava.

“Hm?”

“Me põe no chão.” Exigiu com um olhar mortífero.

“A-ah…” Kotarou sentiu um calafrio.

“Cara, isso é medonho!” Nebuya analisou o rosto do garoto “Não é só similar a ele, fala como o Akashi também…”

“Mepõe no chão.” O rosto dele escureceu ainda mais.

“Espera um minuto.” Reo percebeu algo importante e uma expressão de medo pincelada de surpresa cruzou seu rosto “Se pensar direito… Como esse menino sabe seu nome, Kotarou?”

“E-eh… Reo-nee…” Kotarou encarou o garoto “…” ele começou a suar “Agora que mencionou… Eu não disse meu nome…”

“Nem eu…” Nebuya engoliu em seco “E ele também sabe meu nome…”

            Os três reis sem coroa encararam Akashi cuja face não podia ser vista porque estava recoberta com uma sombra escura e sinistra enquanto uma aura vil emanava de seu pequeno corpo.

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Na casa de Akashi,

            Momoi abriu a porta, esperando ver alguém trazendo Akashi, infelizmente, era apenas Imayoshi com Sakurai e Aomine.

“Ah…” a garota de cabelos rosa suspirou decepcionada “É apenas o Dai-chan…” ela afagou os cabelos o menino que sorriu em resposta.

“Hum… Ele também ficou menor ou é só impressão minha?” ela fitou o jovem Aomine.

“Então, quando foi a última vez que o viu?” Imayoshi perguntou Momoi, interrompendo os pensamentos dela.

“Ah… Kagami disse que o Akashi-kun estava dormindo no sofá enquanto ele conversava com o Himuro, aí subitamente o Akashi-kun não estava mais lá, depois disso, quando procuramos, não conseguimos encontrar, e o Midorima-kun disse que o Akashi tinha ido numa aventura fora de casa…”

“Entendi…” Imayoshi pôs uma mão no queixo.

“Me-me desculpe, se eu estivesse aqui para ajudar a tomar conta dos meninos…” Sakurai se desculpou no tom choroso mais uma vez.

“Cara” Kagami suspirou “Aquele Akashi ajudou um bocado quando era adulto, e agora é ele quem está causando problemas… Até o Kise está quieto!” ele olhou para o menino loiro.

“Yay!” o loirinho levantou as mãos alegre por ter sido elogiado pelo Kagami. “Kise é um bom menino!-ssu”

            Midorima puxou na saia de Momoi de leve e fez uma expressão preocupada.

“O Akashi vai voltar?-nanodayo”

“Ah-” ela não conseguiu responder ao garotinho que tinha uma expressão tão adorável de preocupação.

“Eu ainda quero brincar com o Akachin!”Murasakibara choramingou e fez birra, rolando no chão como uma criança (e ele era mesmo).

“Acalmem-se os dois” Momoi se ajoelhou “Sabem que o Akashi-kun ficará bem, ele só… Precisava respirar um pouco o ar lá fora, mas vai voltar logo… ” ela forçou um sorriso.

            Todos os adolescentes no recinto sentiram pena das crianças que se preocupavam com o amigo com seus olhos grandes quase derramando lágrimas.

            A campainha tocou mais uma vez, Momoi correu para atender a porta, e quando abriu, a boca dela se abriu em surpresa. Quando os outros viram as pessoas na porta, também ficaram perplexos e suaram.

            Eram os três reis não coroados de Rakuzan e uma pessoa mais…

“Chegamos ao destino”o pequeno Akashi falou “Pode me colocar no chão agora, Eikichi…”

            A situação era: Kotarou forçava um sorriso, muito nervoso; Reo estava quase chorando de desespero e Nebuya tinha os escolhos escurecidos e gotas de suor escorrendo pelo rosto, porque o capitão de Rakuzan, Akashi em pessoa, em sua forma de criança, estava agora sentado nos ombros dele, ordenando-o como se fosse algum tipo de brincadeira.

“Akashi-kun!” os olhos de Momoi brilharam e ela quase chorou “Que bom que está bem!”

“Claro que eu estou bem, vim com minha cavalheiria…”ele sorriu vitorioso.

“Akashi isso é legal!” a um brilho queimou dentro dos olhos de  Kise “Ele tem cavalheiria!”

“Ah-” Momoi suspirou “É cavalaria.”

“De qualquer forma…” Reo tirou o pequeno Akashi de Eikichi “Qual o significado disso?!” ele perguntou histérico “O que fizeram com o Akashi?!”

“Ei, nós-” Kagami tentou acalmar o outro jovem, mas foi interrompido pelo surto de nervosismo do Reo.

“Me põe no chão…” o ruivinho disse, mas foi ignorado.

“Primeiro o vemos mais velho do que ele era, mas naquela vez, decidimos que seria melhor se não soubéssemos o que estava acontecendo, e agora… Ele é uma criança!! Como diabos ele ficou assim?! O que estão tentando fazer? Querem arruinar Rakuzan? Transformando nosso capitão em uma criança?!” depois do piti dele, Mibuchi arquejou, respirando fundo.

“…” Os olhos do pequeno Akashi eram obscuros.

“Ah-”

            Todos ficaram agitados com a cena de Mibuchi, mas subitamente sentiram uma sensação desagradável, aquele calafrio percorrendo suas espinhas, e eles conheciam bem aquilo, não importa se ele era um adolescente, adulto ou criança, ele transmite a mesma sensação quando não gosta de algo.

            Reo lentamente colocou Akashi no chão, o garoto estava furioso, emanando uma aura negra por ter sido ignorado duas vezes.

“Mais gente descobriu sobre a maldição ao que parece…” Kasamatsu deu uma tapa na própria testa.

“Ma-maldição…?” Reo suou frio.

“E-ei… Por que essa casa está cheia de crianças?” Kotarou apontou o dedo para as cinco crianças que estava reunidas do centro da sala, brincando com Akashi.

“Não me diga que…” a mandíbula de Nebuya quase caiu.

            Himuro, Momoi, Kagami e Kasamatsu trocaram um olhar, como se perguntassem entre si quem iria explicar aquilo para os recém-chegados.

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“Então, foi assim…” Imayoshi terminou a explicação detalhada para os colegas de Rakuzan.

“Mas…” Reo suou “Como isso poderia…” ele olhou para Akashi que estava brincando feliz com as outras crianças “É... é demais para meu coração de donzela!” ele cobriu os olhos e correu para um canto da sala.

“Reo-nee! Não chora! Seja forte!” Kotarou correu atrás de Mibuchi.

“Mas… Tem algum jeito de trazê-los de volta, certo?” Nebuya perguntou preocupado.

“É isso que estamos procurando agora… Contudo, como pode ver…” Imayoshi suspirou pesadamente.

“S-sim… Eu entendo…”

“Porém, o sacerdote prometeu nos ajudar e está trabalhando em algo agora…” Himuro disse tentando aliviar a preocupação deles.

            Porque Nebuya ainda estava perdido na situação e Reo chorava toda vez que olhava para o pequeno Akashi brincando feliz, se divertindo com as outras crianças.

“Gah! Vamos descobrir um jeito sozinhos!” Kagami grunhiu “Não posso ficar só esperando!” Kagami se levantou e caminhou imediatamente até a porta.

“Espera!” Momoi pegou Kuroko nos braços e correu em direção ao jovem de cabeça-quente, colocando Kuroko na frente de Kagami.

“Não quer brincar mais com a gente, Kagami-kun?” o garoto de cabelos azuis-claros olhou desamparado para Kagami. “Fizemos alguma coisa má? Não gosta da gente?”

“…” Kagami ficou sem palavras ao ver aquela expressão d cachorrinho abandonado encarando-o nos olhos “N-não é isso, não chore, por favor!”

“Kagamicchi é tão cruel, ele está nos abandonando!” Kise choramingou.

“Sabia que ele não era bom” Akashi olhou-o com desaprovação.  

“Sabia que um cara com sobrancelhas divididas não podia ser bom…” Aomine disse irritado.

“Ele é um gigante, afinal!”Murasakibara completou com desdém.

“Não quero ouvir isso vindo de você!” Kagami rugiu irritado.

“Eh?”Momoi segurou Kuroko com um dos braços, e pegou o celular com o outro.

“Kuroko parece mais leve que antes… E o rosto dele está mais bochechudo também…” ela pensou enquanto olhava analisando a face do garotinho.

            O som do celular tocando irrompeu o raciocínio dela e ela atendeu.

“É o Hikaru-san!” disse quando escutou a voz do outro lado da linha.

[É você, garota?!] ele perguntou num tom cansado.

“S-sim! Descobriu algo, Hikaru-san?!”

            Cada um dos adolescentes assistia concentrado a conversa entre ela e o homem do outro lado da linha, até as crianças prestavam atenção em Momoi no momento.

[Estou quase terminando, meu amigo me ajudou… Mas não é esse o problema; não te liguei para falar isso…]

“O quê? O que mais descobriu? Tem algum modo de dissipar a maldição, certo?!”

[Onde você está agora?]

“Estamos na casa do Akashi … Mas, por quê?”

[Estou indo para aí agora mesmo, não tenho muito tempo para explicar , mas não deixe ninguém sair, precisamos resolver isso o mais rápido possível, caso o contrário…]

“…caso o contrário o quê?” Momoi sentiu um aperto no coração.

[Se lembra quando eu te disse que a maldição estava pior desta vez?]

“Sim, e realmente está, eles viraram crianças até no modo de agir…”

[Meu amigo e eu descobrimos algo terrível… ]

“O quê?” a voz dela estremeceu, ela não queria ouvir más notícias agora.

[A maldição não vai apenas transformá-los em crianças, eles não vão parar de regredir enquanto estiverem amaldiçoados, isso significa…]

“…” Momoi engoliu em seco.

[Se continuarem amaldiçoados por mais tempo, eles irão- ]

            Antes que o sacerdote pudesse terminar aquela sentença, um som ecoou pelo local onde estavam os adolescentes. Um som perturbador que fez com que Momoi derrubasse o telefone celular, então ela se virou para ver a quem aquela voz pertencia.

“Um bebê… Chorando…?” Kagami estava perplexo.

            Não só ele, mas todos os outros estavam. Momoi caminhou a passos lentos até o lugar onde as crianças estavam brincando e Midorima estava sentado ao lado de algumas roupas. As roupas estavam espalhadas no chão, e no meio delas, um bebê chorando. Aquelas roupas pequenas eram do…

“Onee-chan,” o menino de cabelos verdes puxou de leve a barra da saia de Momoi “Akashi virou um bebê… O que fazemos? Ele não pode brincar assim” o garoto disse inocentemente.

            A garota de cabelos rosa estava assombrada e caiu de joelhos, com medo daquela situação.

Eu compreendo o que Hikaru-san estava tentando dizer naquela hora…” ela pensou, pegando aquele bebê nos braços e se levantando, se virando para olhar as faces dos rapazes, com uma expressão aterrorizada “Nesse ritmo…”

“Todos eles vão desaparecer… ”

E com esse pensamento em mente, ela sentiu-se desesperada, assim como os outros quando se deram conta do que acontecia.

            A geração dos milagres irá encontrar seu fim assim?! Eles não podem se libertar dessa maldição?! O que iria acontecer? Hikaru não tinha achado nenhuma cura ainda?! 



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