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História E se a princesa fosse príncipe? (Jikook) - Capítulo 35


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Notas do Autor


Olá leitores, como prometido aqui está o tão aguardado capítulo, agradeço a paciência e por todos os comentários no aviso anterior, fiquei muito contente que essa fanfic ainda possui aqueles que aguardavam sua continuação, então espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 35 - Capítulo 32


Fanfic / Fanfiction E se a princesa fosse príncipe? (Jikook) - Capítulo 35 - Capítulo 32

 

 

Jeon Jungkook

Não consegui pregar o olho noite passada, meu pai não deixou claro o que pretende fazer com o Seokjin e isso está me incomodando do jeito que nunca pensei que incomodaria, antes de conhecer o Jimin ter qualquer contato com meu irmão me deixava com ódio, não poderia dizer que todo o ressentimento por ele e minha mãe por terem partido e me deixado com meu pai tinha acabado, mas deixar a loucura do meu pai causar um acidente grave para o Seokjin é inaceitável, precisava conversar com o Minnie e protegermos o meu irmão.

 

Estacionei meu carro na frente do seu apartamento, percebi o menor se aproximar e ele estava lindo, não consegui controlar o sorriso vendo sua alegria por estar aqui, mas minha felicidade acabou quando percebi que o Suga e o Taehyung vinham logo atrás, bem que achei que estava bom demais para ser verdade.

Jimin entrou no carro me abraçando, aceitei de bom grado e perguntei sobre os dois, o rosado me pediu carona para os amigos e não conseguia negar nada para sua carinha de cachorro que caiu da mudança, Park Jimin estava conseguindo me domar só com a sua presença, mas infelizmente estava com os quatro pneus arriados por ele.

 

– Obrigado Jungkookie! – Jimin beijou minha bochecha em agradecimento, sorri acelerando o veículo.

 

– Então o "Jungkookie" estava pensando em deixar eu e o Yoongi a pé? Ótimo amigo. – o loiro reclamava no banco de trás.

 

– Para falar a verdade ainda estou pensando. – olhei pelo retrovisor e o Yoongi permanecia quieto, parecia que o clima entre os dois estava estranho. – E essas marcas no seu pulso, a noite ontem foi boa?

 

Recebi um tapa fraco do Jimin que estava todo corado, busquei sua mão entrelaçando com a minha sussurrando que era brincadeira mas ainda estava curioso, nunca imaginei que o cão e o gato estavam se agarrando por ai, que surpresa.

 

– Jungkook. Só para logo esse carro. – segui as palavras do loiro e assim que parei o veículo os dois desceram cada um seguindo seu caminho pela faculdade.

 

Impedi o Jimin de fazer o mesmo, precisávamos conversar. – Espera, preciso conversar com você.

 

– O que foi?

 

– É sobre o Seokjin. – disse sério.

 

– Jungkookie você sabe o que eu acho e– o interrompi antes de falar. 

 

– Eu sei que ele é seu amigo e você deve muito a ele, mas não é sobre isso, acho que o Seokjin está correndo risco de vida.

 

Soltei tudo de uma vez apertando inconscientemente o volante do carro, era estranho me importar tanto assim com o mais velho mas não poderia ignorar uma ameaça podendo impedir.

 

– Porque o meu Hyung estaria correndo risco de vida? – chegou a hora de contar a verdade.

 

– Você sabe que minha mãe faleceu certo? – Jimin concordou. – É por causa disso, meu pai tem ódio do meu irmão pela morte dela e por muito tempo eu também o odiava, se você não tivesse aparecido na minha vida acho que estaria concordando com a loucura do meu pai.

 

– Só não entendo todo esse ódio, meu Hyung é uma pessoa maravilhosa! 

 

– Acredite, minha mãe também era, e quando o Seokjin contou sobre ser gay somente ela o apoiou, depois de anos sofrendo pelo preconceito do nosso pai ela se afogou em cigarros e álcool até decidir abandonar a família levando meu irmão junto. – falar sobre isso doía muito, acho que nunca contei o que sentia para ninguém, Jimin seria o primeiro. – Mas a única condição da separação do meu pai seria ele ficar comigo, minha mãe e o Seokjin se desculparam mas ele nunca mais me deixou vê-los outra vez, quando minha mãe faleceu com câncer não pude nem me despedir no seu enterro. 

 

Minha voz era carregada de mágoa, nunca perdoei meu pai por isso, mas ainda dói muito. Olhei para o Jimin e ele estava tentando enxugar as lágrimas, como esse garoto sempre tomava as minhas dores como suas.

 

– Acho que agora você sabe o que deve fazer certo? – maneei ainda a contragosto. – Está na hora de perdoar seu irmão, Jin Hyung ainda sofre mas nunca deixou de te amar.

 

Sorri. – E ele sempre deixa isso bem claro.

 

Jimin me acompanhou na risada, o clima parecia mais leve depois da nossa conversa, me perdi admirando seus olhos e ele acabou me perguntando o que houve puxando sua franja para baixo na tentativa falha de esconder o rubor do seu rosto, o puxei para o meu colo e mesmo surpreso não resistiu.

 

– SEU LOUCO! Não me puxa assim do nada! – o pequeno parecia irado enquanto batia de leve no meu ombro.

 

– Sabe Jimin ssi… – sussurrei no seu ouvido sentindo seu corpo tremer em excitação. – Essa posição me faz lembrar de algo.

 

Vasculhei seu pescoço com selares enquanto meus dedos dedilhavam sua cintura por baixo da camiseta, era engraçado vê-lo tão tímido mas completamente entregue em meus braços.

 

– S-Sobre? – me perguntou temeroso e eu sabia que ele se lembrava de tudo que aconteceu dentro do meu carro.

 

– Se não lembra, talvez eu deva refrescar sua memória? 

 

Não sabia que esse rosto pequeno poderia ficar ainda mais vermelho do que estava, acho que ele só perde para a Jinhee quando se trata de sentir vergonha.

 

– Vocês são realmente idênticos. – acabei pensando alto o que atraiu a dúvida do Park. – Esquece.

 

Percebi o menor dar de ombros. – Jungkook eu preciso ir para a aula, já devemos estar atrasados! – interrompi suas mãos trêmulas que tentava inutilmente abrir a porta do carro.

 

– E o meu beijo de despedida?

 

Senti o leve selar em minha bochecha e então o rosado sair em disparada em direção ao prédio da faculdade, acabei deixando uma risada escapar, como Park Jimin conseguia me alegrar com tão pouco?


 

. . . . .

 

 

Jung Hoseok

Observava da sacada do prédio os alunos que chegavam pela manhã, vermes que conversavam e sorriam como se suas vidas fossem perfeitas, talvez a minha também seria se fosse um playboyzinho como a maioria.

E falando em filhinho de papai percebo a cabeleira loira do Taehyung entrando sendo acompanhado pelo Yoongi que o seguia mantendo distância, pela cara dos dois a noite não foi tão boa assim, quando aquela puta me ligou toda animada dizendo que o meu Jimin estava com o desgraçado do Jeon senti todo o meu sangue ferver, pelo visto também vou precisar pegar o que é meu depois que acabar de vez com o Taehyung.

 

Afastei o cigarro que estava entre os meus lábios junto com a fumaça dos meus pulmões, senti a presença de alguém se aproximar sabendo exatamente quem estaria ali, o homem de cabelos castanhos me olhava sem entender o porquê de chamá-lo mas a expressão desgostosa deixava claro que não queria estar aqui.

 

– Por acaso eu te conheço? Porque mandou me chamar aqui? – me virei apoiando o corpo na sacada enquanto tornava a tragar meu precioso cigarro.

 

– Jackson Wang, 24 anos, atualmente cursando administração para assumir a empresa do pai futuramente. – seu olhar de espanto era cômico, mas não tenho tempo para brincar com imbecis. – E o mais importante, réu primário? Sério? Mesmo depois de orquestrar um estupro coletivo contra um colega de classe? Pelo que eu sei você deveria ter uns 30 anos na cadeia para pensar melhor no que fez.

 

– Qual é a sua cara? Eu não fiz nada dessa merda que você está fazendo! 

 

– Sei que fez, e fracassou. – me aproximei e o senti se afastar minimamente. – Mas agora posso te ajudar a conseguir aquilo que deseja.

 

– E o que seria? – percebi seu interesse e acabei sorrindo.

 

– Acabar de vez com Kim Taehyung.

 

O idiota parecia pensar bem em tudo que eu disse mas não precisava me preocupar, sabia bem que aceitaria, porque a expressão que ele fazia era de um pervertido enrustido.

 

– Porque você quer ferrar aquela bicha? O que ganharia com isso? Eu andei observando e sei que se faz de amigo, mas suas intenções são outras pelo visto.

 

– Ganhar? Posso ganhar muitas coisas daquele desgraçado, dinheiro? Fama? Isso não me interessa, e nem o que vai acontecer com ele, a única coisa que eu quero é vingança.

 

Sentia meu olhar queimar de tanto ódio e o homem à minha frente sorria ainda mais, finalmente percebeu que ao meu lado conseguiria aquilo que realmente desejava.

 

– Nunca imaginei encontrar alguém que odiava aquela vadia mais do que eu, certo, irei te ajudar, contanto que no final me entregue ele nas minhas mãos.

 

– Não me importo, pode ficar com aquilo. Mas a partir de agora pretendo deixar ele ainda mais louco, ao ponto de não aguentar mais viver, e é aí que você entra.

 

O aceno positivo veio enquanto apagava o final do meu cigarro no batente da sacada. – Mas antes, qual é o seu nome? Não preciso me apresentar já que me investigou muito bem.

 

Busquei os bolsos da minha calça enquanto seguia em direção a saída, percebi o castanho se assustar comprovando que estaria na minha mão como um cachorro bem treinado. – Sou Jung Hoseok.


 

. . . . .

 

 

Park Jimin

Atrasado.

Parecia inacreditável mas a verdade era que o nome Park Jimin poderia ter este significado, com o dia mais curto que o normal parecia ser uma ótima ideia os professores escolherem o azarado aqui para apresentar a faculdade aos calouros do nosso curso, posso até ser o mais inteligente da turma mas ainda me perco até para ir ao banheiro, não preciso dizer que isso me atrasou ainda mais para o meu trabalho de meio período, Jin merece um lugar exclusivo no céu por me aturar tanto.

Sentia os calos nos meus pés pulsarem a cada passo que corria em direção a loja, respirei fundo conferindo o relógio pela milésima vez percebendo faltar dois minutos para a loja abrir, agradeci a todos os anjos que me permitiram chegar a tempo. O sininho da entrada soou e a primeira imagem que observo é o Hyung já vestido com uma carranca digna de um filme de terror, nem parecia aquele Jin amoroso da noite anterior me agradecendo por aturar aquele seu irmão pervertido.

 

– Park. Jimin. – me encolhi, nome e sobrenome saindo da boca do Seokjin? Nada bom.

 

– J-Jin, você sabe c-como eu amo você, né?

 

Lancei um olhar de arrependido mas não estava parecendo colar dessa vez.

 

– Amor não compensa atraso Park, você tem sorte por eu estar de bom humor hoje, senão estaria pronto para assinar sua demissão moleque. – bom humor?

 

– Se isso é bom humor não quero nem ver a alegria. – sussurrei para mim mesmo o que não passou despercebido pelo maior.

 

– É O QUÊ? 

 

Podemos dizer que não fiquei para repetir, sai em disparada para a sala dos funcionários aliviado por não sentir a ira do meu adorado chefe, então para não deixá-lo ainda mais irritado me troquei rapidamente o substituindo da função de garçonete, afinal o Hyung precisava ir para a cozinha.

O tempo passou rápido, a loja estava movimentada mas não ao ponto de ficarmos atarefados, era um dia bem tranquilo, me permiti relaxar enquanto esperava o casal de idosos a minha frente ordenar algo do menu quando mirei a janela e minha atenção foi roubada pela cabeleira castanha que vinha em direção a cafeteria.

 

– Não pode ser! – me abaixei às pressas usando o bloquinho de pedidos para tampar meu rosto. – O que o Jungkook está fazendo aqui? 

 

Meu reflexo em me esconder foi rápido mas tinha a certeza que não passou despercebido pelo maior, que tinha uma expressão confusa aumentando ainda mais os seus passos.

 

– O que eu faço? O que eu faço? – Pensa Jimin! O Jungkook não pode te ver assim, ele vai descobrir tudo!

 

Os casal de senhores que estava sentado à minha frente pareciam preocupados comigo e foi quando percebi a mesa coberta com uma enorme toalha branca, isso ia ser vergonhoso mas não teria outro jeito. – Me desculpem mas por favor não digam nada. 

 

– CHEFE! – chamei o Seokjin antes de me jogar debaixo da mesa assustando o casal que não sabia o que estava acontecendo, e eu torcia para não me dedurarem. 

 

Por uma fresta observei a porta principal ser aberta no mesmo instante que o Hyung deixava a cozinha para me procurar, dando de cara com o Jungkook que buscava algo ao seu redor.

 

– Jungkook? O que faz aqui? – é exatamente o que eu estava me perguntando Jin.

 

– Preciso conversar com você, é sobre o nosso pai. 

 

Hyung estava estático e seu rosto mais pálido a cada segundo, quando despertou pediu aos clientes para se retirarem com a desculpa de uma emergência familiar, com o restaurante deserto parecia o momento ideal para a conversa.

 

– O que aconteceu com o nosso pai?

 

 


Notas Finais


O que acharam desse capítulo? A partir de agora as coisas vão ficar tensas para os nossos meninos hehe
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Pretendo trazer os capítulos toda quarta e sábado próximo as 20:00, fiquem de olho nesse horário para os próximos capítulos, um beijo e até o próximo sábado.


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